1864

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Último capítulo x)

Brasil ganhou a guerra e houve confusão na hora de partir as terras conquistadas com seus companheiros da Tríplice Aliança, principalmente a Argentina. Chegaram a um consenso e enquanto o brasileiro ficou com a região entre os rios Apa e Branco, o argentino fico com uma área conhecida como Chaco Central e a região das Missões.

Dom Pedro II conseguiu que sua imagem fosse bem vista pelo restou do mundo, mas o país encontrava quebrado pelas despesas da guerra e sofriam com as revoltas contra a escravidão, afinal, muitos cativos lutaram pelo Brasil e continuaram sem liberdade.

Em junho de 1870, Brasil e Paraguai assinaram um acordo de paz e o país mutilado teve que pagar indenização ao Império brasileiro, dívida que só foi quitada em 1943, na Era Vargas.

1870

Daniel se encontrava em cima do que um dia foi um muro, gora estava em ruínas. Era apenas um monte de pedras cinzas montadas ao longo de dez metros de comprimento de dois metros de altura numa planície de grama alta, onde o vento forte anunciava tempestade. O brasileiro subiu no muro, ficando lado a lado do ex-inimgo.

-Pelo menos o tratado de paz foi assinado... não somos mais inimigos, Paraguai. – sorriu. Os olhos verdes encaravam o rosto do paraguaio.

-É.

Luciano suspirou, o vizinho nunca mais lhe dirigiu a palavra depois do que houve na floresta.

-Você ainda está bravo comigo,né?!

-Você... você me violou, espera que eu me esqueça disso?! – bradou Daniel, empurrando o brasileiro.

Luciano caiu do muro e aterrissou em pé ao solo, flexionando os joelhos.

-Foi meu líder que me ordenou, ta?! Eu nunca quis fazer isso! – berrou, puxando as pernas do paraguaio que aterrissou no solo do mesmo jeito que ele.

-Mas você gostou! – gritou.- Eu vi... você gostou, seu nojento!

-Eu... – a face morena do brasileiro ficou vermelha.

-E eu não sou o Argie! Aposto que estava pensando nele quando...

Não completou a frase. Daniel cerrou os punhos, abriu a mão direita e, com toda raiva e força que tinha naquele momento, desferiu um violento tapa na cara de Luciano. O brasileiro não revidou e permaneceu de cabeça baixa.

-Espero que me perdoe um dia, Paraguai...

-Nunca vou te perdoar, IDIOTA! – gritou, sumindo no matagal. – NEM A VOCÊ E NEM AOS MEUS HERMANOS!

Os trovões anunciaram o início da tempestade. Luciano ainda estava imóvel, agora olhava para o céu.

As primeiras gotas da chuva caíram e lavaram seu rosto e logo, seu corpo. Esperava que lavassem também sua alma, seus pecados e levassem embora as lembranças da guerra.

Notas finais
Espero que tenham gostado n_n
Mandem críticas! *Sweden ice look*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!