182 Dias

2 2º Capítulo


Notas iniciais
Bem... aqui está mais um para você que gostaram.

Minha vida era boa na escola e ruim em casa. Eu chegava e minha irmã estava na sala era o único momento em que ela não me ameaçava. Eu jantava e ia direto para meu quarto, ligava minha tv e colocava na novela quando terminava eu abria a janela e colocava meu melhor amigo Pimenta para dentro, ele era marrom claro com muitas manchas marrom escuro e com o rosto quase sem pele, um pouco dele era preto. como eu passava muito tempo em um quarto sozinha eu via coisa que nunca descobri se eram reais só sei que tudo aquilo um dia me matou. Não matou como morte de céu e terra, mais matou minha mente, matou tudo oque eu era e então sobrou apenas uma alma fria e seca. Eu passava semanas dentro de um quarto escuro sobrevivendo apenas do medo, da dor.

Aos finais de semana eu saia pela minha janela e ai até o final da chácara e fiava horas em minha adorada árvore, para mim era como se ela estivesse viva, como se pudesse falar comigo, me aconselha-se. Depois quando decidia descer da árvore, eu corria na direção da cerca e finalmente a pulava. Eu havia descoberto a pouco tempo um lugar coberto por árvore, quando dia podia ver luzes passando entre os galhos das árvores. O chão me lembrava outono, era coberto por folhas e terra com pouca grama. Na verdade foi o Pimenta que descobriu, quando eu ai ao mercadinho ali próximo ele se enfiava no meio de um monte de mato com uma outra cachorrinha, ela era marrom quase beje os olhos e o nariz também, eu gostava de chama-la de Violet já que a encontrei na rua Violeta. Bem um dia decidi entrar para saber oque havia lá, e então senti a paz e a vida em mim, era como se nunca tivesse ficado presa em um quarto.

Lembro-me de um dia em que eu andei um pouco de mais e acabei entrando em uma chácara a li próximo, era a chácara do lucas o cara que mudou minha vida, ele não era muito bonito, mais eu e mil outras meninas gostavam dele, sei oque você deve estar pensando, mais eu não sou clichê assim. Eles estava levando bronca por não ter fechado o galinheiro direito, eu fique com dó dele pois o padastro dele estava machucando-o mais eu tinha que voltar para casa inteira. E falando nisso já era hora de voltar para meu quarto. Eu passei na cozinha e peguei um pacote de bolacha e reenchi minha garrafinha de água sai pela porta da sala e dei a volta na casa chegando no meu quarto, peguei minha roupa e fui tomar um banho, por sorte o banheiro ficava entre meu quarto e a sala assim eu não tinha que dar a volta na casa com as minhas rupas. Depois do banho eu fui para meu quarto assistir meu desenho, até eu ficar com sono então eu colocava o Pimenta para dentro amarrava minha porta e colocava minhas coisas na frente com medo da Clara entrar. eu passava a noite imaginando se um dia eu ia ser feliz chorando e rezando para que Deus me ajudasse. A manha chegava e eu criava coragem para levantar, então pimenta começava a me lamber e chorar, para que eu acordasse, eu levantava e levava ele para fora para que pudesse comer, então com toda preguiça do mundo eu ia me arrastando até a geladeira para poder tomar café da manha, eu me arrumava e ia para escola.

–Gaby!! Vitória gritava do outro lado da estrada.

–Fala Vic. respondi

–Vem logo sua lerda! Então eu corria na direção dela, nós jogamos as bolsas no chão e começamos a escalar a grande e maravilhosa árvore ao lado do ponto de ônibus eu subia até a ponta do ultimo galho e observava o céu azul. Então eu avistei o ônibus e rapidamente pulei da árvore.

–Oi gaby tudo bem? pergunta Melissa.

–Tirando o fato de ter que ir a escola sim estou ótima.

–Calem a boca! DisseVic como ela pode estar bem se ainda está tendo que ver Lucas todos os dias?

–Olha só a Bia! Eu disse tentando desviar o assunto.

–Iai! Gritou Bia.

Ela era bem santinha incapaz de fazer algo ruim.

Chegamos a escola e entramos, a escola era aberta e cheia de mato tinha um refeitorio pequeno e pouco usado e apenas algumas salas tinha uma quadra separada de todo o resto. Fui direto para a grande árvore, pois é, eu sempre adorei arvores. Eu era bem conhecida então todos qu passavam falavam comigo, menos Lucas ele preferia ficar com uma ruiva estranha nos cantos da escola.

meus dias não costumavam ser muito cheio de novidades, mais na quele dia eu descidi abrir a bosta do meu coração para o infeliz do Lucas.

–Lucas!! Eu gritei.

–Fala gaby! ele veio correndo na minha direção.

–Olha espero que isso não atrapalhe nossa amizade, mais sabe estou bem afim de você. Eu disse me inclinando para cima dele, então ele desviou de mim e disse:

–E...eu não quero te magoar, mais eu estou afim de outra. Ele disse se afastando cada vez mais.

–Be...Bem...En..Então é eu vou ir lá com as... as meninas (risadinhas). Eu sai correndo para o lado da Bia, quase chorando.

–Calma ele é idiota não sabe oque está perdendo! Disse Vitória aos berros.

–Eu ergui minha cabeça e disse ele é apenas um menino eu vou conquista-lo bem fácil.

Mais eu não sabia que Marcos tinha escutado minha declaração.

–Lucas não acredito que você dispensou a gaby ! gritou Marcos. Fica com ela vai Lucas ela é muito legal e você iria ser um cara muito sortudo.

–Entenda que não vou ficar com ela!

– Vai é só por diversão!

–Não ! eu nunca vou ficar com um monstro como ela !

Na quela mesma hora meu coração parou eu não conseguia sentir nada sem ser o nó em minha garganta.Em desespero eu me levantei e disse a Bia que eu não iria suportar este tipo de coisa.

Então o ônibus chegou e nós entramos mais eu não consegui avistar Lucas ou Bia! Então eu olhei próximo a um banco Bia estava conversando com Lucas. Eu achava que era apenas uma conversa, mais quando ela foi descer do ônibus e..ele bem, eles estavam juntos, tipo não juntos de acompanhante mais juntos, eles estavam ficando...

Eu sem percebem Havia caído Sem força para levantar como uma menina boa e tonta que eu sempre fui. Eu levantei com muito esforço e prometi a mim mesma que iria ser a menina mais fria que todos iam conhecer.

Quando cheguei em casa com a maquiagem borrada minha irmã começou a rir e disse quem diria a Cinderela perdeu o sapatinho e príncipe.

–Diferente de você que não tem nem sapatinho para perder.

Então fui para meu quarto e tomei um banho fui para a cama e desta vez dormi tranquilamente sem trancar minha porta sem medo.

Notas finais
Bem, este foi complicado de fazer por que eu não sabia como explicar meus sentimentos, mais eu tentei!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.