1818
1 Prologo
Notas iniciais
Plagio é pecado e crime, escreve sua própria historia, você tem talento.
" Meu irmão se foi. Essa é a primeira coisa que me vem a cabeça quando penso em tudo oque sofri e vivi, ele se foi, e eu precisava dele."
— o Daniel estar vindo em sua direção. _ Simone me sussurrou, enquanto fechava o armário.
fiz uma careta.
— dá tempo de fugir? _ perguntei com esperança.
Simone meneou a cabeça com um sorriso.
— sinto muito, mas de qualquer forma você vai ter que enfrenta-lo mais cedo ou mais tarde.
Suspirei. Era verdade.
Daniel Roy era o garoto mais popular da escola, e um dos mais bonitos, capitão do time de futebol, alto, loiro, era uma combinação que atraía muita atenção, das que não tinham cérebro, é claro. Ele já havia iludido quase metade das garota da escola, e elas ainda assim morriam por sua atenção, oque era ridículo, ele as tratava como se fossem descartáveis, talvez pelo fato de ser bonito e popular achava que estava acima dos sentimentos dos outros, e agora ele havia colocado na cabeça que me levaria ao baile no final da semana, embora eu já tivesse dito não duas vezes ele continuava insistindo. Em algum lugar da quele cérebro de avestruz dele, ele achava que formávamos um belo casal, ele sendo o capitão do time e eu sendo a capitã das lideres de torcida, todos da escola iriam nos invejar. Mas eu não me prestaria a um papel desse, não mesmo.
— porque não aceita o convite dele? _ Simone me fitou com seus olhos escuros que combinavam com sua pele branca e o cabelos amarelos. _ afinal é só um baile, e depois não precisara mais vê-lo.
— eu não o suporto e nem tenho certeza se virei ao baile, estava querendo aproveitar todo o final de semana com Noah, e você sabe que Layse gosta dele, não seria certo aceitar.
Layse Berian era a terceira e ultima componente do nosso grupinho da escola, uma das meninas mais bonitas de toda a escola, mas oque ela tinha de bonita tinha de enjoada, ela havia chegado a escola e na cidade cerca de três meses atras, e de uma forma surpreendente se infiltrou entre mim e Simone, com aquele sorriso falso, desde então ela se considerava nossa amiga, sempre estava conosco, era uma das melhores no grupo de torcida e estava sempre a atraí muita atenção, com seu cabelo preto e olhos castanhos claros, em seu corpo alto e magro, ela era bonita, mas irritante também.
— gentio de sua parte, embora você saiba que se ela estivesse em seu lugar não teria tanta consideração.
Sorri. Era bom saber que Simone sabia que ela não era um tipo de amiga muito fiel.
— eu esperarei você lá fora, seu príncipe não tão encantado estar chegando. _ ela disse se encaminhando para saída.
Franzi os lábios passando minha fala mentalmente.
Não, Daniel, eu não quero ir ao baile com você...
— Micaela Dclair. _ ele proferiu me nome assim que se aproximou.
— Daniel... _ virei-me para vê-lo com seu habitual sorriso presunçoso em seu rosto, era incrível como uma personalidade terrível poderia deixar uma pessoa feia.
— estava justamente procurando você, achei que iria querer repensar a resposta para meu convite.
Eu lutei para não revirar os olhos. Ele achava mesmo que eu aceitaria.
— não a oque repensar, a resposta continua sendo não. Espero que entenda.
— você gosta de se fazer de difícil Micaela, mas esse joguinho vai acabar mal, você nunca encontrará alguém como eu.
Quanta prepotência.
— a ideia é essa, querido. _ disse friamente, me encaminhando para a saída. Era difícil de acreditar que existia seres humanos horríveis como ele. Assim que cheguei a saída da escola avistei Simone ao lado de Layse um pouco ao longe, as duas pareciam em uma conversa interessante assim que me aproximei.
— aí estar você, demorou bem menos do que eu achei que demoraria. _ Simione falou.
Dei de ombros.
— é difícil perder tempo tentando ser gentil com pessoas idiotas.
— então você disse não novamente? _ Layse perguntou tentando não demostrar seu interesse.
Assenti.
— como das outas vezes.
Ela tentou esconder o sorriso antes que se formasse em seu rosto. Agora que eu não era mais uma oponente ela poderia investir nele.
— É alguma espécime de concurso de beleza... _ uma voz conhecida soou atras de mim. _ porque embora Micaela seja minha irmã, eu realmente fico indeciso quanto a quem ganharia.
Layse sorriu com o elogio e os olhos de Simone brilharam.
Noah Dclair era meu irmão mais velo de dezenove anos, apenas um ano mais velho que eu, era o melhor irmão que alguém poderia ter. Era uma espécime de príncipe para a maioria da quela escola, embora ele já tivesse terminado o ensino médio a um ano, eu poderia facilmente citar o nome de garotas que ainda se consideravam apaixonadas por ele, mas como não amar quele sorriso convidativo, aqueles olhos e cabelos pretos que deixavam sua pele mais branca, em sua altura e porte perfeito, era difícil não se encantar.
— espero não ter me atrasado. _ ele disse depositando um beijo em minha fronte.
— não, nós acabamos de sair.
Noah assentiu.
— então vamos? _ ele falou se voltando para as meninas. _ como sempre foi um prazer revê-las.
Layse assentiu. Simone tentou conter o suspiro, ela tinha um espécime de amor platônico por ele desde a infância.
— Nos vemos depois então. _ falei me despedindo delas com um beijinho. _ e então onde vamos hoje? _ perguntei enquanto entravamos no carro.
— vou leva-la para conhecer uma pessoa.
— estar bem. _ disse sem muita curiosidade, não me importava onde íamos, com tanto que estivéssemos juntos, estávamos tentando aproveitar ao máximo nossos últimos dias, no começo da outra semana Noah iria se mudar para o campos da faculdade em outra cidade, e só voltaria nas ferias do meio do ano, seriam longos meses sem ele, e embora eu tenha tentado me acostumar a ideia durante o um ano que ele esteve em casa trabalhando em uma das empresa da família, eu não havia conseguido, sempre seria difícil.
Quando dei por mim Noah estacionou o carro em uma rua desconhecida para mim, nunca tinha estado nela, imaginei que ele atenderia o telefone e por isso havia parado, era o único motivo para estarmos na quele lugar tão diferente de onde morávamos, parecia ser a periferia da cidade.
— vamos? _ ele disse abrindo a porta do carro e se encaminhando para minha. _ chegamos. _ ele a abriu e esperou que eu saísse.
Eu aguardei por alguns segundo. Isso era mesmo serio?
— Quem que você conhece que podeira estar aqui? _ disse gesticulando com a cabeça para a lanchonete onde o carro estava estacionada.
— uma pessoa especial, e é muito importante para mim que você a conheça.
Isso estava ficando mais entranho.
— oque estar havendo Noah?
Ele ponderou por alguns segundos antes de responder.
— eu conheci alguém especial, e gostaria que você a conhecesse também.
— e porque você marcou aqui?
— ela trabalha aqui Mical.
Minha boca se abriu em espantou. Era muito para absorver.
— não a julgue por ela não ser da mesma classe que a nossa, você não é nossa mãe.
Suspirei. Era claro que não, mas ainda sim era estranho, de todas as suas namoradas ele nunca havia namorado alguém a baixo do nosso nível social.
— eu não vou, se você quer que eu a conheça, eu a conhecerei _ disse saindo do carro.
— ótimo. _ ele sorriu para mim em agradecimento. _ tenho certeza que vão se dá muito bem.
Retribuí o sorriso. Assim eu esperava.
Entramos na lanchonete e para minha surpresa por dentro, era pior do que por fora, eu realmente não conseguia imaginar como uma pessoa poderia trabalhar em um ambiente como esse, parecia mais uma pocilga e o cheiro era horrível. Noah não pareceu se importar, assim que entramos seu olhar passou para a moça atras do balcão, tinha cabelo e olhos pretos, pele muito branca que se destacava, era bonita, ela retribuiu o sorriso saindo do balcão vindo em nossa direção.
— oi. _ ela disse ainda sorrindo.
— oi, estamos atrasados?
— não, bem na hora. _ ela passou o olhar para mim _ fico feliz que tenha vindo Micaela.
Assenti. Não sabia bem oque falar.
— Mical esta é Jane, ela também estuda na escola, não na mesma sala, mas no mesmo ano.
Assenti novamente. Embora o rosto dela não me parecesse familiar.
— então é melhor nos sentamos _ ela disse nos encaminhando para uma mesa, Noah sentou ao meu lado enquanto ela sentava de frente para mim, eu realmente tentei lembra-me dela, mas parecia-me que nunca a tinha visto _ Noah falou muito sobre você.
Ela sorriu de forma doce. Estava tentando manter uma conversa.
— não acredite em tudo oque ele diz, ele tende a exagerar.
Noah sorriu.
— ele me disse que você trabalha aqui, imagino que seja difícil conciliar com a escola.
— e como, mas ajuda a pagar as contas. _ ela disse com um suspiro.
— você estuda na escola a muito tempo?
— dois anos.
Como eu poderia não me lembrar dela?
— não se martirize tanto, é natural que não se lembre de mim, nunca nos falamos antes.
— mas você lembra de mim.
— você é capitã das lideres de torcida, é um rosto conhecido na escola.
Sorri um pouco.
— porque não faz o teste pra entrar no grupo?
Seria bom se ela entrasse, assim poderia conhece-la melhor e saber se ela realmente gosta do meu irmão.
— com o trabalho não me sobra quase nada de tempo.
Nesse exato momento o celular de Noah tocou, ele fez uma careta assim que olhou na tela.
— mamãe. _ me sussurrou _ não demoro _ ele disse se retirando.
— ela é bem protetora, não é?
Revirei os olhos.
— eu não diria protetora e sim obsessiva. _ falei a verdade, Agnes Dclair poderia não me suporta, mas Noah era o menino dos olhos dela, as vezes achava que ela considerava apenas ele como filho dela.
— Noah já me falou sobre ela, e bom eu sei de algumas historias, todos conhecem os Dclair.
Com o império que tínhamos, era de se esperar isso.
— seu irmão espera que sejamos amigas. _ ela continuou _ eu realmente acho que seria bom, é claro se você quiser.
Eu a fitei por alguns segundos tentando analisa-la, e eu vi sinceridade em seus olhos.
— se você o fizer sofre...
— eu não vou. _ ela disse com firmeza.
— Mical temos que ir, mamãe precisa de mim. _ Noah falou voltando.
Claro, ela como sempre interrompendo meus planos.
— mas íamos sair.
— eu sei, mas ela disse que é urgente, eu recompensarei você.
Suspirei com raiva, já era de se esperar que ela desse um jeito de acabar com nosso dia.
— eu ligo pra você. _ Noah disse se aproximando de Jane e lê dando um beijinho.
— estar bem, e nos vemos amanhã?
Ele assentiu.
***
— então, oque achou dela? _ Noah perguntou enquanto dirigia para casa.
— ela me pareceu legal. _ disse tirando a atenção da estrada. _ e sincera.
Ele sorriu para mim.
— sabia que iria gostar dela, e é muito bom contar com seu apoio.
— você sabe que é o único que terá. _ disse com sinceridade. _ Agnes e Otávio não a aceitaram.
— eu sei, só ainda não sei oque vou fazer para lidar com isso.
— você não precisa da aprovação deles, se a ama, nada disso importa.
A verdade era que eles nunca julgariam alguém pelo caráter e sim pela conta bancaria e status social.
— eu só não quero que ela sofra com o desprezo deles.
Mas é exatamente oque vai acontecer.
— e os pais dela trabalham em uma de nossas empresas dessa cidade.
Minha boca se abriu em espanto.
— mamãe podeira faze-los perder o emprego para separa-la de você. _ disse de uma vez.
— eu já pensei sobre isso, eu não quero prejudica-los.
— talvez seja melhor que eles não saibam, por enquanto.
— talvez... Mas quando eles souberem você estará lá ao meu lado e me apoiará?
— sempre. _ disse com convicção.
— eu vou sentir a sua falta. _ ele me olhou com ternura. _ muita.
— eu também. _ sussurrei com emoção _ ainda mais porque terei que ficar aqui, com esses dois... Acho que dessa vez eles se separam. _ pensei alto. _ eu os ouvi discutindo, sobre uma secretaria, ao que parece Otávio traiu a Agnes outra vez.
Noah soltou um suspiro cansado.
— eles estão nessa a vinte anos, acho que se acostumaram a fazer um dá vida do outro um inferno, e eles não fariam nada que pudesse tirar a imagem de família perfeita, o divorcio ta fora de questão.
Isso era verdade, eles não iriam querer um escândalo.
— mamãe provavelmente irar passar os próximos dois meses viajando, como sempre faz quando esse tipo de coisa acontece, e papai irá se trancar no escritório...
E irei ficar sozinha, jantar, almoço, café, todos só. Que vida infeliz... Pensei atraindo minha atenção para as águas do rio abaixo da ponte que estávamos atravessando, já estava escurecendo, nosso carro era o único que atravessava a ponte, se fazia um silencio de dá medo... Meus pensamentos foram interrompidos por um forte estrondo e logo em seguida um som lancinante de pinéus tentando parar, meu olhar foi atraído para Noah ao que parece ele tentava controlar o carro, mas não estava funcionando, eu sentia todo o impacto do carro rodando na pista e senti quando ele bateu contra a ponte, meu corpo foi empurrado com toda a força para frente, eu esperei que o Airbag abrisse para amenizar a dor mas não abriu, foi um estrondo maior ainda quando o carro se chocou com a água.
— Noah...
— tenta respirar, eu vou tirar a gente da qui. _ ele disse tentando abrir a porta.
Tentar respirar? a água já estava passando do nosso pescoço.
— Noah eu...
— não se despeça, não ouse se despedir. _ ele voltou o olhar para mim _ eu vou nos tirar da qui, nós vamos ficar bem, eu prometo...
Sua frase foi cortada pela água, estávamos submerso. Noah voltou novamente a atenção para porta tentando abrir, eu tentei prender a respiração, mas não consegui por muito tempo, era como se tudo por dentro queimasse e rasgasse ao mesmo tempo, e seria assim, o nosso fim... Eu apertei o ombro de Noah para que ele olhasse para mim. Seu olhar estava atormentado, ele também estava sentindo o mesmo que eu.
Menei a cabeça pedindo a Deus que ele entendesse.
Estar tudo bem Noah, estar tudo bem... Então tudo ficou muito quieto e escuro.
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