180 dias de solidão

1 Capítulo Unico- Terceira chance


Notas iniciais
Eeei amores tudo bem?

VAI ATT ESTILHAÇA-ME VIT

O copo de Rum dançava em suas mãos como um velho conhecido, o outro lado da mesa permanecia vazio, e as vozes ao redor não a incomodava mais. Há exatos 30 dias se sentia-se perdida, sem chão... vazia.

Quanto tempo mais aquela dor duraria? Ninguém sabia.

O liquido da garrafa fora mais uma vez despejado no copo transparente e ela sorriu amarga. Riu da própria desgraça, gargalhou junto ao desespero. O que havia feito a Deus para que ele estivesse a castigando de tal maneira?

O ultimo gole foi dado e mesmo contra vontade se levantou. Seus olhos caíram sobre as pessoas que a fitava e tentou sorrir para eles antes de caminhar em direção a saída... Porem falhou nos dois atos. Seu rosto se contorceu e viu o resto de força que lhe restava ir embora.

—Sangue... -Ouviu de longe.

Regina não sabia ao certo o porque todos gritavam e a olhavam assustados, mas por impulso agarrou-se ao próprio corpo sentindo a dor invadir cada pedacinho de seu corpo.

Comparado ao que sentia nos últimos dias aquilo não era nada, mas provava que todo o sofrimento que sentia não era fruto de um pesadelo. Ela era real, e as dores mais reais ainda.

Seus olhos seguiram a direção em que os presentas apontava, assustados. O sangue escorria por suas pernas manchando o vestido branco e um desespero que ela desconhecia ia tomando conta de seu ser.

O que estava acontecendo, o que aquilo significava?

As vozes ao fundo foram sumindo. Seu corpo foi desfalecendo e a ultima coisa que sentiu foram braços a envolverem antes de colidir com o chão.

A porta do carro bateu e junto com David, que carregava Regina, Emma seguiu para o hospital. A emergência já os esperava e assim que deram entrada no local, Regina foi socorrida.

A noticia logo se espalhou pela cidade, e a sala de espera se tornou pequena para o aglomerado de pessoas querendo saber da Rainha.

De uma lado Zelena, do outro Branca de Neve. No meio Henry, e nos demais espaço o resto da família que ela havia construído. Eles eram oposto, e talvez não gostassem um da presença do outro, mas estavam ali por ela e permaneceriam ali por ela.

E por mais opostos que fosse no rosto de cada um via-se o mesmo sentimento... culpa.

Ambos presenciaram o sofrimento de Regina, viram suas flores murcharem e morrerem no meio da geada que a atingiu. Assistiram ela se afogar lentamente em meio as próprias lagrimas, a morte a consumir mesmo em vida e por mais afeto que tivessem pela prefeita, nenhum deles nada havia feito.

A dor era tanta que ela se entregaria a ela e morreria para a fazer parar? Aonde estavam todos eles que não viram a angustia a invadir, o vazio preencher suas entranhas e dominar um espaço tão grande que a essa altura era impossível de controlar, ou tentar parar?

Inúteis, mais que inúteis, eram incapazes. Nessa de que o tempo cura tudo, não perceberam que ele tira tudo também. Talvez só ela estivesse lá por eles, e não o contrario.

-Parentes da Prefeita Mills? -Todos se levantaram, mas o Dr. Whale, como mandava o protocolo dirigiu-se unicamente a Zelena e Henry. -Conseguimos controlar o sangramento, e agora ela está tomando soro com alguns medicamentos. -o suspiro de alivio dominou a cena.

—Mas ela está bem? -Perguntou Zelena.

—Não, não está. -Seus olhos caíram sobre a fixa da prefeita pensando na melhor maneira de explicar tudo aquilo –Ela é forte, mas se não se cuidar matará não só a si própria como ao bebê também... -O medico já esperava a reação que a sala tivera, todos sem exceção estavam sem falas. -A noticia não foi dada a ela ainda, e eu acredito que Regina não saiba... Vim aqui perguntar. -Mais uma vez dirigiu-se a Zelena. -Se não seria melhor alguém da família contar a ela?

—Não! -Interrompeu, Emma. -Definitivamente Zelena não é a pessoa mais indicada para dar essa noticia a Regina. -Os olhos azuis da ruiva fuzilaram a loira.

—E quem você pensa que é para chegar a tal conclusão? Eu sou a irmã dela, eu vou falar com a Regina.

—Você se quer gosta dela. -As palavras atingiram Zelena em cheio. E antes que sala de espera virasse um ringue de egos, Henry interferiu.

—Chega vocês duas. -Ambas se calaram e fitaram Henry. -Quem vai falar com a minha mãe é a minha vó.

E mais uma vez a discussão se reiniciou. E entre preferencias e parentesco, Mary Margaret foi a escolhida para seguir em direção ao quarto 180.

Três toques foram dados antes da porta ser aberta. Regina virada para janela estava e virada para janela permaneceu.

Ela sentiu o cheiro de Snow de longe e fechou os olhos esperando a possível noticia que viria. Talvez estivesse a beira da morte, ou com alguma doença incurável. Os enjoos após noites e noites de bebedeira vieram a sua mente e suspirou... Seria a bebida capaz de faze-la definhar daquela forma?

—Como está se sentindo, Regina?

—Viva. -Branca não se intimidou com o tom de voz da Prefeita e voltou a se aproximar da cama.

—Regina. -Começou incerta, aquela noticia deveria ser carregada de boa energias, mas como Regina reagiria ao saber que estava gravida do amor da sua vida, que Robin morreu sem saber que seria pai novamente, e que deu a vida não só por ela mas também pelo bebê. Regina iria surtar? No lugar da Rainha, Snow, surtaria.

Os olhos castanhos largaram a janela e passaram a fitar a mulher a sua frente.

—Eu vou morrer, não é? Estou tão doente que não preciso nem sair desse hospital. Já podemos encomendar meu caixão e me enterrar ao lado de Robin.

—Que horror, Regina! -As mãos da princesa foram de encontro as da Rainha e ela suspirou olhando no fundo dos olhos dela. -Eu vim te dar uma noticia maravilhosa, na minha opinião a melhor que alguém pode receber...

—Sem enrolação por favor, o que está acontecendo?

—Você está gravida. -O mundo parou de girar por breves segundos e Regina perdeu os sentidos do próprio corpo. -Gina você ouviu o que eu disse? -A falta de reação da morena estava preocupando a mais nova. -Não é uma noticia maravilhosa?

Seus olhos foram aos poucos se enchendo de água e as pontas dos dedos deslizaram pelo tecido da roupa que usava parando sobre seu ventre.

O coração apertou...

Um ventre que achou estar seco, um milagre em meio ao tormento... seria a vida lhe dando uma terceira chance?

—Gra..gravida?

—Um presente de Deus, Regina.

—Robin. -sussurrou –Robin deixou um pedacinho dele comigo. -Branca sorriu e foi se aproximando mais da morena até alcançar suas mãos. -Morreu por mim e pelo nosso filho -Seus olhos voltaram a se encher de lagrimas. -Ele ao menos ficou sabendo da existência do nosso bebê...

[...]

Meses depois

Três pedras de gelo, uma garrafa ao lado do copo e o mar como companheiro. Havia virado rotina me reunir naquele fim de tarde e fingir que a bebida me consumia e junto ao álcool eu ainda era capaz de me afogar nas minhas dores, na minha culpa.

Ninguém entendia o porque eu ainda sofria. Não viam as minhas lagrimas, ou escutavam o grito de desespero que toda noite me consumia.

Quando seu primeiro amor se vai é como se uma parte de você se quebrasse em milhões de pedacinhos. Aos poucos eles voltam para o lugar mas nunca se encaixam da mesma maneira. Então com o passar do tempo a vida te joga daqui e dali e você se torna alguém que nunca imaginou... Muros crescem a sua volta e aquele pedaço quebrado se reforça e se junta aos outros te tornando forte e inabalável.

Mas em uma terça feira qualquer a vida lhe da uma segunda chance, alguém que sem pedir licença invade seus muros e derruba tudo. Ele concerta o que esta quebrado e faz com que flores floresçam dentro de ti da maneira mais linda que se pode imaginar...

Então o jogo começa outra vez e mais uma vez a vida lhe atira um golpe fatal e perante aos seus olhos seu amor se vai.

Dessa vez não é um primeiro amor com quem você fez planos. Dessa vez é alguém que te deu realidade, que ajudou você a se reconstruir. Alguém que mesmo sabendo do seu lado obscuro escolheu ficar. Escolheu procurar pelo lado bom. Amou todas as suas faces...

Dessa vez a vida não lhe tirou um pedaço, lhe tirou a razão. A vida.

Porque quando o amor lhe encontra, o que era 2 vira um. E um pela metade não existe, não é mesmo?

Eu sou o que sobrou da pior parte de nos.

Porque quando ele se foi, levou tudo... inclusive a melhor parte de mim.

-Mãe? — Os pensamentos foram jogados longe. -Mãe, a senhora está bebendo? Você sabe que não pode!

—É só uma companhia, Henry. -Os olhos dele me fitaram desconfiados. -Veja a garrafa esta cheia. -Ele olhou rapidamente a garrafa antes de se dar por vencido e se sentar ao meu lado na areia gelada.

—Eu achei que a vinda dela fosse fazer você florescer novamente. -Um nó se formou em minha garganta. -Que essa seria a sua terceira chance e que você a agarraria com todas as suas forças... mas já fazem meses, mãe. E parece que sua dor só cresce. -Seus dedos tocaram meu rosto secando as poucas lagrimas que caiam. -Robin não ia gostar de te ver assim ainda mais tão próximo da chegada dela.

—Eu fui uma vilã por muito tempo... -Meus olhos fitaram a imensidão do mar. -Destrui familias, vilas, finais felizes. E mesmo assim não me sentia inteira... Então quando você cruzou a minha vida eu tive a certeza de que estava, pela primeira vez, no caminho certo. O nada que me abitava foi sendo preenchido pelo amor que eu sentia por você. -Nossos olhos se cruzaram e eu sorri. -E mesmo que não tenha sido correspondido, meu amor por você me transformou Henry...

—Mom...

—Shiiu deixe-me desabafar. -Ele apenas concordou. -...Mas sabe quando ainda te falta algo? Quando ele cruzou a minha vida eu vi o que era esse algo que faltava. O amor me pegou de todo desprevenido, eu perdi o ar e a cabeça. Engraçado o que o esse sentimento faz com a gente não? Nós nos tornamos um inteiro e independente do que acontecesse na minha vida, eu tinha amor. E era tudo que eu mais precisava, Henry. Quando ele se sacrificou pela minha vida não tinha ideia de que estava me matando também. Porque já éramos um. E quando ele se foi levou tudo...

—Não! Ele deixou ela. Reaja por mim, por ela. Outros amores virão... Outras decepções. É a vida.

—Robin nunca foi um simples amor, ele meu eu.

...

A noite caiu o inverno anunciava seu fim e já era possível sentir o clima de primavera invadindo as ruas.

—Ei Kid. -Henry fitou a loira e suspirou ao mover-se no banco da praça dando espaço para ela sentar. -Como foi com a Regina?

—Estranho, enlouquecedor... A alma dela está ferida sabe? E ela está se destruindo. Mas bom isso é bem visível.

—Talvez devêssemos convence-la a conversar com o Archie.

—Acho que ela não aceitaria, mas eu andei falando com o Archie e ele disse que possivelmente ela está com depressão. -A loira não pareceu surpresa. -Mas eu prefiro acreditar que após o nascimento da minha irmã tudo vai melhorar.

—Eu espero Kid... StoryBrooke precisa dela.

—Eu também preciso, mom, eu também.

20 de março 2:45am

—Aaaaaaaaaaaaaaaah -O grito ecoou pelos quatro cantos do quarto e foi ouvido a quilômetros de distancia. Segundos depois a porta do quarto foi aberta e Zelena adentrou o ambiente assustada.

Água escorria por suas pernas e o desespero lhe tomava.

Não havia chego a hora ainda... Ela não podia perder sua menina.

—Meu Deus, Regina! Ela esta nascendo.

—Nã na não. Não está na hora ainda. -lagrimas escorriam pelo rosto da Rainha. -Eu vou perde-la também. -sussurrou.

—Shiu eu não vou permitir. -Como em passe de magica a bolsa da pequena e de Regina vieram para as mãos de Zelena que se aproximou de Regina a envolvendo em sua fumaça verde.

Como um furacão, Zelena, entrou com Regina no hosítal e a calmaria do horário foi perdida. Não demorou mais que 5 minutos para que todos se paralisassem e passassem a cuidar do caso da prefeita.

—Snow... -sussurrou Regina.

—O que?

—Snow White –repetiu. -Chamem-na por favor. -Os olhos azuis da mais velha se arregalaram com o pedido. Por mais próximos que estivessem, não imaginou que sua irmã chamaria por Snow.

A ruiva suspirou e foi atrás de Mary Margaret

Não eram mais que 3:15am quando a ruiva bateu na porta dos encantados. Passaram-se minutos e ninguém atendia. A Zelena insistiu por mais alguns instantes antes de invadir a residência.

—Snow White! -gritou.

—Zelena? -A morena perguntou descendo as escadas assustada. -O faz aqui?

—Regina. -suspirou. -O bebê está nascendo. E ela está chamando você.

...

As contrações se tornavam mais frequentes e as lagrimas escorriam pelo rosto de Regina. A medica que havia assumido o caso insistiu para que o parto fosse cessaria, mas ela estava decidida a passar por aquilo da forma mais real possível.

Era inicio de primavera e a princesinha chegaria igual a nova estação, e floriria a vida de todos ao seu redor.

Snow adentrou a sala de cirurgia e a Rainha abriu um breve sorriso estendo sua mão.

—Ah! — gritou antes de fazer força como a medica mandará. O gesto se repetiu algumas vezes, seu corpo estava fraco e ela perdia muito sangue. O mundo pareceu entrar em câmera lenta quando o choro da pequena invadiu o ambiente.

—Parabéns Regina, é uma linda menina.

Seus olhos voltaram a se encher de lagrimas e a pequena foi colocada nos braços da mãe que sorriu abertamente como a muito tempo não fazia.

—Ela é linda Snow. -Os olhos da menina foram se abrindo e as iris azuis fizeram o corpo de Regina tremer. -E tem os olhos dele. -sussurrou.

—Sim, ela é linda como uma verdadeira princesa. -Seus dedos se perderam no rosto da pequena e deixou mais lagrimas escorrerem por seu rosto.

—Como eu queria ser forte por você meu amor... -Os aparelhos conectados a Prefeita começaram a apitar e o desespero tomar conta dos presentes na sala. -Snow... eu fui uma verdadeira vilã com você não é mesmo?

—O que está acontecendo dra.? -A medica não sabia responder.

—Eu te tirei seu bem mais precioso, mais que isso te tirei a chance de ser mãe...

—Regina... não diga isso. Todos erramos.

—Eu não mereço essa terceira chance, eu não posso destruir a vida dela também...

—Você não vai, ela precisa de você, Regina.

—Me prometa uma coisa. -A mais nova já não controlava as lagrimas que caiam de seus olhos. — Prometa que cuidara dela como se fosse a sua filha.

—Regina...

—Eu te tirei essa chance uma vez, e estou lhe dando ela novamente. Por favor, me prometa.

—E...eu -as palavras não saiam, aquilo não deveria estar acontecendo. -prometo.

Os batimentos cardíacos iam se tornando cada vez mais fracos, e toda dor que por meses a atormentou sumia de seu corpo. A morte não a consumiria mais em vida. Pela primeira vez em 180 dias Regina sentia o inverno indo embora, a solidão evaporando por suas entranhas... Ela sentia, simplesmente sentia que não precisava mais esperar por sua partida.

—Eu te amo muito, Lauren. Mais do que a mim mesma... Mas eu não sou forte o suficiente, eu sinto muito. -Os olhos azuis procuraram pela dona da voz e um ultimo sorriso foi dado ao encarar aquele oceano particular. -Nos sempre estaremos com você, Lauren...

Sempre.

16 anos depois.

Os longos cabelos negros caiam como cascatas por suas costas enquanto a princesa corria por entre as flores. Sua pele branca contrastava com os grandes olhos azuis e o enorme sorriso a deixava ainda mais bela.

Haviam sido longos e difíceis anos desde a morte da Rainha. Ninguém entendia... talvez nunca entendessem. Mas uma parte linda havia ficado e Lauren era sem duvidas a melhor coisa que poderia ter acontecido na vida deles.

Ela era uma perfeita mistura dos pais. Uma perfeita copia de Regina mais nova com toda bondade de Robin impregnada em cada partícula de seu corpo. Exalava doçura e beleza por onde passava.

Por anos, desde que soubera da verdade a jovem se afundou em livros e histórias sobre a vida do casal. Ela sabia dos erros das escolhas e do ultimo sacrifício do pai. E os amava mais que tudo mesmo sem ter tido a chance de conhece-los.

—Ela está cada dia mais parecida com Regina. -Mary sorriu ao escutar as falas da ruiva. -Você não sente como se muita gente saísse perdendo com coisas que aconteceram no passado?

—Como assim?

—Se eles não tivessem ido ao submundo, se eu não tivesse reencontrado o Hades, se eu tivesse ficado do lado dela. Se...

—Não podemos viver de "se" Zelena... Infelizmente não podemos mudar o passado. -Suspirou.

—Você sabe que isso não é uma verdade.

—Nem pense nisso, Zelena. Olha onde estamos. Finalmente temos paz.

—Paz? Tudo que não temos é paz, somos todos culpados pela morte dela e principalmente pela dele. Desde Emma a mim. E toda vez que eu olho para Lauren vejo os erros gritarem mais alto porque ela, e querendo ou não, Robin foram as mais prejudicadas no meio de todos esses erros.

—Zelena tem razão. -Assustadas ambas olharam para trás e a ruiva revirou os olhos ao ver a loira. -Só um deveria ter morrido naquele escritório 17 anos atrás.

—Você estaria disposta a mudar o passado, Swan?

Emma fitou de longe Lauren e viu quando sua filha, Camila, se aproximou da amiga a abraçando... Uma flor foi entregue a mais velha que sorriu com o gesto.

Era 20 de março e ninguém ousava comemorar tal data mesmo anos depois. Um pedido dolorido mas atendido por todos desde que a princesa soubera da verdade.

Quantas vidas haviam sido destruídas por escolhas e atos errados?

Quando a primavera voltaria a florescer?

—Regina surtaria ao perceber o quão unidas nossas filhas são. -divagou.

—Elas são mais que simplesmente unidas, olha como Lauren sorri para Camila e o quão boba sua filha fica. Elas se amam e vai unir as nossas famílias de uma forma que nunca nenhum de nos imaginou.

—Eles mereciam ver isso... Lauren merece ter Regina em um momento como esse e em muitos outros. -Os olhos verdes caíram sobre os azuis da ruiva. -Eu estou disposta a dar esse presente para Lauren. Vamos mudar essa história.

—Isso loucura minha filha, loucura.

—Não, isso é uma nova chance a todos nos.

—Uma quarta chance...

—Uma quarta chance.

—--

Como em um passe de magicas uma maça apareceu em suas mãos e ela mordeu a fruta fitando a mais nova.

—Você deveria sabe comemorar seu aniversario... Todos esperam isso Lern.

—Eles esperam demais de mim. -riu fraco.

—Você não é culpada pela morte da sua mãe. Ela gostaria de te ver feliz... Você finge para os outros, nas eu vejo o quanto isso te consome.

—É complicado

—Você é fruto do amor verdadeiro dos seus pais, a mais poderosa de todos os reinos. E na minha opinião a mais bela também...Deus o que mais você quer?

—Ter a chance de te-los comigo pelo menos uma vez. -A mais nova suspirou e se abraçou a amiga.

—Eu sinto muito, Lern.

—Eu também sinto.

Notas finais
E eeeeeeeeeeeeeentão?

Man eu chorei tanto escrevendo o pov da Regina sahdasiohdsaio scrr Espero que tenham gostado amores até qualquer hora ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!