18 Primaveras
3 Coincidências
Chegando no pub a Maria encontrou uns ex colegas de escola e por sinal, tinha um bem gatinho!!! (mas era óbvio que não iria contar pra ninguém, muito menos pra minha melhor amiga). Ela cumprimentou eles, nos apresentou e falei pra procurarmos uma mesa. Eles sentaram em outra mesa, mas podiam observar a nossa de longe. Eram três colegas: Luiz, de 19 anos, alto, magro, cabelos escuros e super simpático. Vitor, 18 anos, engraçado, cabelo encaracolado e baixista de uma banda. E por último, o mais ajeitadinho (para não dizer lindo hahaha), João Pedro, 18 anos, moreno de olho azul, fazendo faculdade de (vejam a coincidência!) medicina.
— Anneeee, qual drink vai querer? O moço não tem a noite inteira pra esperar tu pedir! — De novo, Maria tinha me tirado dos meus devaneios.
— Ah, pode ser um coquetel de morango.
— Então, pode trazer dois, por favor — Ela disse, olhando para o garçom.
Assim que fizemos os pedidos, a Maria perguntou o que achei dos seus ex coleguinhas, e é claro que eu não contei a minha verdadeira opinião sobre um deles.
— Ah, são super queridos...
— Queridos???? Ah, não me diga que não achou nenhum deles gatinho!
— São bonitinhos sim, mas apenas isso, nada de diferente, nenhum que chamou a minha atenção (mentir não era meu ponto forte).
— Vou fingir que acredito, Anne... — Pra despistar qualquer coisa, falei que ia ao banheiro, e ela ficou esperando os coquetéis. Eu só não esperava que encontraria ELE no banheiro...
Foi eu entrar na porta onde dividia os banheiros entre feminino e masculino, que vi o JP (conhecido assim pelos amigos), mas preferia João Pedro. Fui até a bancada, do lado dele, e lavei as minhas mãos, quando fui interrompida por um:
— Licença? É que deixei meu celular aí do lado, pode me alcançar? — Eu olhei, ri, alcancei o celular, e aí ele se assustou, completou meio sem graça — Ah, desculpa, Anne, não é? Não te reconheci, tá tudo bem?
Fiquei mega sem graça, vermelha, mas respondi como se tudo estivesse bem, secando as minhas mãos no pano.
—Tudo sim, eu e a Maria estamos esperando uns drinks, acho que já chegou... Vai ficar aí? — Ele pensou um pouco, parecia meio distraído, mas depois de uns 3 segundos eternos, respondeu.
— Não, já estava indo, vamos? — falou saindo para as mesas, me convidando pra ir junto. Quando chegamos na parte das mesas, eu fui para a minha mesa, meio bobinha ainda, e ele, para a mesa dos amigos que estavam com ele.
Mal puxei minha cadeira e Maria começou o interrogatório, talvez por amar entrevistas e sites de fofoca, pensava que minha vida era pública e aquilo seria um "furo de reportagem"
— Tu e o JP voltando do banheiro... NA MESMA HORA?!?! Preciso de explicações.
— Não tem nada pra explicar. Eu fui até o banheiro e acabei encontrando ele lá, só isso.
— Aham, e eu sou o papai noel! Ahh conta outra Anne — Ela disse em meio as risadas de deboche.
— Acredite se quiser, e se não quiser, azar o teu, porque meu drink vai esquentar! — Bebi meu coquetel de morango, que por sinal estava maravilhoso.
Sempre que dava, olhava de canto para a mesa dos guris. Queria observar como o João era com todos eles, e pelo que pude perceber, era um dos mais engraçados. Quando terminamos os coquetéis, Maria teve a "brilhante ideia" de chamar eles para ir com a gente na balada. Eles não pensaram duas vezes e aceitaram o convite. Chegando lá, fomos direto para a pista. Como a Maria era tri animada e já conhecia os meninos, foi mais fácil de me enturmar, e eles eram super legais! Depois de umas 6 músicas, o João pegou a minha mão e me puxou para um cantinho mais "reservado", digamos assim.
— O que aconteceu João, porque parou de dançar e me puxou pra cá? — No fundo, eu já sabia o que ele queria. E o que eu queria.
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