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3 Soneto de Reabilitação & Um Filho Desprimoroso
Soneto de Reabilitação
Estive pensando novamente em você
E em todas aquelas cenas impossíveis;
Todavia, o teu rosto começava a escurecer,
Então, não havia ali prazeres indescritíveis;
Em meu quarto, com a porta fechada,
Despejava o pó de teu corpo sobre a mesa;
Inspirava e alimentava a idealização gerada,
Permiti-me ser tragado pela tua profundeza;
Cerrava meus olhos enquanto minha mente delirava,
Entretanto, o efeito medíocre multiplicou a aplicação;
Minha carne necrosava e minha vida despedaçava;
O meu vício levou-te à perfeição,
O método tradicional não se aplicava;
Abstinente, necessitava de ir à reabilitação.
Um Filho Desprimoroso
Gerado nas vísceras da mendicidade,
Saciado pelo suor da viúva,
Orgulho nutrido pelos albores da velha sociedade
E enraizado em vias sujas;
Um ancião frágil com fundamentos rígidos,
Era isto o objetivo em longo prazo para tua vida?
Abarca para si conceitos irracionais erigidos
Ao longo de uma vida infrutífera e superficial;
Permita-se aos autolouvores, pois é normal
De pessoas áridas e irascíveis;
Tu foste a doença perniciosa e o veneno letal
Para o teu sangue sob a tua morada;
Glorificado és pelo homem prejudicial;
Ó, alma vil, inválida e deteriorada,
Teu púlpito está sob arranjo de flores mortas,
Onde está o teu trono enferrujado e de nada,
Dentro de um templo frequentado pela borda,
Aqueles semelhantes a ti, devoradores da alvorada;
O espirito vingativo é o teu amigo,
A Vida não faz morada em ti;
Doou o tempo para o perigo,
Tornou-se amargo e odioso;
Na tristeza faz abrigo,
Pois és um filho desprimoroso;
Todavia, trata-se de uma criança idosa,
Alguém onde o coração é seco e a vida é teimosa.
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