Notas iniciais
muito obrigada pelos seus reviews, eles são ó - lindões

(...) — Você é único, inesquecível, marcante. — Blaine subiu com os beijos até o ouvido de Kurt. — Apaixonante.

— Merda, Blaine, como assim você existe? — Perguntou retoricamente o castanho, suas mãos encontrando um caminho por debaixo da camiseta do namorado, que gemeu. — Shhh, meu pai-

— Tudo bem, tudo bem, não vamos falar dele. — Lembrou Blaine, a voz dos dois nunca falando acima de um sussurro. — Eu te quero tanto, Kurt, sempre quis... era você o tempo todo, era você que eu estava esperando, não era?

— Eu com certeza espero que sim, Blaine, porque eu não sou sem você. — Respondeu Kurt, enquanto o namorado beijava toda a extensão de seu abdômen. Ele interrompeu o ato para retirar a própria camisa e Kurt imitou a ação, dando melhor acesso de seu torso para o moreno.

O castanho implorava baixinho, bem baixinho mesmo, mas era o suficiente para o entendimento de Blaine. O moreno ajudou Kurt a se deitar no sofá e se deitou em cima do mesmo, podendo sentir em sua coxa o quanto o castanho queria aquilo, tanto quanto ele. Sorrindo, Blaine pressionou seus lábios aos do namorado e os dois ficaram se beijando por alguns minutos, beijos quentes e beijos apaixonados, com mordidas leves nos lábios e respirações pesadas uma contra a outra. Kurt passava as mãos por toda a extensão do corpo de Blaine que alcançava: arranhava suas costas e agarrava seu traseiro, depois voltava e bagunçava o gel dos cabelos do namorado.

Blaine se levantou, desabotoando suas calças. Kurt estava prestes a fazer o mesmo, mas o moreno ergueu uma mão para o castanho. Ele mesmo retirou a parte de baixo do pijama do namorado, voltando à sua posição em cima de Kurt, que ousou colocar o indicador dentro do moreno, arrancando um gemido baixo do mesmo.

— Por Deus, Kurt. — Sussurrou Blaine, no ouvido do namorado, a respiração quente em seu ouvido apenas aumentando a tensão entre os dois. — Por favor, faça algo.

— O que eu posso fazer, Blaine, me fala. — Pediu o castanho, agora com o indicador e o dedo médio trabalhando em seu namorado, que mexia os quadris para acompanhar o movimento.

— V-Você sabe, Kurt... faça amor à mim. — Sussurrou Blaine, e Kurt poderia ter atingido seu ápice bem ali, com o peso de Blaine em cima de si. Ele retirou seus dedos do moreno e utilizou um pouco de saliva para ajudar na lubrificação, e Blaine se levantou, alcançando sua calça e pegando um preservativo em sua carteira. Ele abriu a pequena embalagem prateada e desenrolou no namorado, colocando mais uma vez um joelho de cada lado do corpo de Kurt, e afundando em seu membro. — Ah, merda!

Blaine! — Reprimiu Kurt, num sussurro. Os dois permaneceram parados por um tempo, à busca de barulhos no andar de cima. Ao não ouvirem nada, Blaine e Kurt começaram a se mexer ao mesmo tempo. Entre "eu te amos" e "não para" sussurrados no ouvido um do outro, os meninos continuaram com estocadas e movimentos de vai e vem e gemidos reprimidos e Kurt estava mordendo o ombro de Blaine tão forte que com certeza deixaria uma marca e doeria por alguns dias, mas o moreno até gostava e encarava como o castanho apenas deixando bem claro que Blaine era dele, e de mais ninguém. — Baby, eu estou quase lá. — Alertou o castanho, ofegante, a voz apertada.

— Eu também. — Blaine respondeu, e Kurt mudou o ângulo bem de leve mas atingiu justo o ponto certo dentro do moreno, que teve que procurar imediatamente algo para morder, e o castanho, ao perceber a urgência do namorado, colocou dois dedos na boca do namorado, que mordeu forte e apertou seus olhos. Após alguns segundos, quase um minuto, o moreno havia chegado ao ápice e havia uma bagunça melada entre os dois, mas nenhum dos dois ligava. Ao sentir um pouco de desconforto por já ter atingido o orgasmo, Blaine saiu de cima do namorado e ajoelhou-se entre suas pernas, tomando o namorado em sua boca.

Não demorou muito e Kurt já estava igual ao namorado: respiração pesada, suado, e completamente realizado. Blaine sorriu para o castanho com um brilho único nos olhos, e Kurt retribuiu o olhar. Ambos fazendo o outro se sentir incrivelmente especial.

— Kurt, não me leve à mal, mas acho melhor nos vestirmos. — Blaine disse, oferecendo uma mão ao namorado. — Eu posso pegar um papel para nos limparmos.

— Eu pego, não se preocupe. — Kurt se levantou, os joelhos levemente bambos após ter sentido tamanho prazer. Blaine sorriu, e quis com toda a sua alma poder fazer o castanho se sentir daquele jeito para sempre.

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Desde aquela noite, Kurt e Blaine passavam muito mais tempo juntos, porém sempre na casa do castanho, porque Santana disse que "ah, mas nunca é que eu vou deixar dois adolescentes foderem no meu telhado", apesar de não ter muita... moral, digamos, para falar aquilo. De qualquer jeito, Sam estava ficando maluco de ver o jovem que ele um dia teve certeza que era o amor de sua vida namorando seu próprio filho. Ele encarava aquilo como outra traição, desta vez vinda de Kurt.

Pelo menos Kurt ainda me ama..., pensava Sam, quando Kurt comentava sobre o lugar que poderiam ir na próxima vez que saíssem juntos, ou sobre algo que havia acontecido na última semana na escola. Mas ele ainda podia sentir a tensão no ar e o cuidado que o castanho tinha para não mencionar Blaine de maneira nenhuma, apesar do moreno estar sempre ali, sempre uma presença escura e silenciosa. Mas ele estava, porque ele era um pedaço de Sam e se transformava, aos poucos, um pedaço de Kurt.

E alguma hora, Sam tinha quase certeza que aquilo ia explodir, apesar de desejar com todas as forças que não.

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— Eu acho que meu pai não gosta muito que você venha aqui sempre. — Disse Kurt, enquanto os dois estudavam, em livros separados, na cama do castanho. Sam havia avisado que ia ao mercado, e, quando saiu, bateu a porta de casa com força. Blaine levantou o olhar, com uma expressão que Kurt não conseguia identificar. — O quê?

— Você acha que meu ex marido gosta de me ver aqui sempre? Principalmente na forma que eu tinha quando fomos... uh... felizes? — Blaine engoliu em seco, não querendo parecer convencido para Kurt. Felizmente, seu namorado deu de ombros.

— Faz sentido. — Kurt suspirou, largando sua caneta e sentando-se na cama, de frente para Blaine. — Por que é que nunca vamos para sua casa?

— Eu moro com minha melhor amiga do colegial, Santana Lopez, e-

— Santana Lopez?! A Santana Lopez?! — Blaine deu de ombros, assentindo. — A que interpretou Ruby na minissérie amadora Forever?!

— É, ela mesma.

— Meu deus! Blaine, você mora com uma atriz! Meu deus, por que nós nunca vamos para a sua casa?! Eu preciso conhecer essa mulher e lhe dizer que seu papel foi ótimo e apenas conhecê-la porque eu vi o vídeo de agradecimentos da série e ela parece fantástica e... por que você está me olhando assim?

— Você fica muito fofo quando está animado. — Constatou o moreno, fazendo Kurt corar. — É sério. — Ele fechou os livros de ambos e colocou na mesa de cabeceira. Ele sentou-se no colo de Kurt e passou os braços por seu pescoço. — Seu pai está no mercado, não é? — Kurt assentiu.

— N-Não tem ninguém em casa.

— Perfeito.

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Quando Sam chegou em casa do mercado, ele encontrou Kurt e Blaine da mesma forma que os havia deixado: deitados na cama, cada um lendo um livro didático diferente, e escrevendo em um caderno, mas seu filho tinha as bochechas levemente vermelhas, e estava um pouco suado. Bufando, o loiro andou até a cozinha para guardar as compras. Por que Kurt insiste em trazer Blaine aqui?, pensava Sam. Eu não aguento desse jeito, ficar vendo meu ex, a quem eu amo, o tempo todo. Machuca.

Quando ele entrou na cozinha, Quinn o aguardava, encostada no balcão e mexendo no celular. Ele nem sabia que ela estava em casa.

— Oi, filha, tudo bem? — Perguntou o loiro, começando a guardar as compras. A menina colocou o celular no bolso.

— Eu acabei de chegar, vi seu carro do início da rua. — Quinn deu de ombros. — Pai, eu preciso falar com você. Sobre Blaine.

— B-Blaine? O que tem Blaine?

— Kurt me contou, pai, ele me contou essa história maluca. — A menina se sentou na mesa da cozinha, e Sam se sentou à sua frente. — E eu sei que você odeia ver ele aqui sempre, eu sei que ele te machucou e eu sei que você ainda o ama. Mas esse não é seu Blaine, por mais que pareça. Ele mudou, ele está diferente. Blaine aceitou que vocês não foram feitos um para o outro, ele aceitou que agora ele tem uma segunda chance para reviver sua adolescência e fazer as coisas certas. E você precisa aceitar isso também, porque eu sei que por mais que eu não demonstre, eu te amo, e eu odeio te ver assim. Também sei que o que eu estou te pedindo é difícil, mas eu acredito em você, você consegue. — Sam tentava conter suas lágrimas, mas com cada palavra da filha o nó em sua garganta crescia. — Faça isso por Kurt, veja o quão feliz ele está. Eu nunca vi Kurt tão feliz, nunca mesmo. Blaine lhe faz tão bem, e eu não duvidaria que eles se casem e realmente fiquem juntos para sempre, porque eu tenho certeza que aquele zelador não o transformou em adolescente para nada. Se não foi para te reconquistar, foi para ficar com Kurt. — Ao ver que ela não falaria mais nada, Sam assentiu.

— Eu sei que você está certa, filha, eu só... toda a vez que eu olho para ele eu derreto um pouco, depois eu me lembro do que ele fez e eu me lembro de você, Quinn, chorando no meu colo porque "papai foi embora" e você não conseguia dormir sem que ele te desse boa noite também. E eu tomei tanto cuidado para não torná-lo o vilão da história, porque eu ainda o amava e ele ter uma relação com você significaria vê-lo com alguma frequência. — Sam suspirou, passando as mãos no rosto e rindo. — Me desculpe, eu nem deveria estar te falando isso, não são seus problemas. — Ele fechou os olhos, sentindo suas lágrimas ameaçando de cair. Porém ele levantou o rosto quando sentiu uma mão na sua.

— Se te deixa assim, pai, é problema meu. — Ela secou as próprias lágrimas.

— Não chore, bonitinha, não me deixe te afetar, está bem? Seu pai só está triste, mas passa. Pode ir para o seu quarto, se quiser, eu vou cozinhar o jantar.

— Pai, me desculpe. Eu te amo muito, e eu não quero nunca que você duvide disso, ok? E eu amo papai também, mas ele não é Blaine, ele é o homem que me viu nascer de uma barriga de aluguel junto com você, e que cuidou de mim por seis anos.

— Você está coberta de razão. Sempre foi tão inteligente, Quinnie... — Ele passou o peito da mão por sua bochecha, secando uma lágrima que estava no local. — Eu sei que eu vou sempre amar Blaine, se alguma forma. E ele sempre vai me amar.

— Mas é hora de deixar esse pensamento no fundo da sua mente, e partir à procura de alguém merecedor de Samuel Gertrudes Evans.

— Você tem tanta sorte de ter o nome do meio da tataravó de Blaine. — Sam balançou a cabeça. — Volta pra mim, Quinn. Eu sinto saudades de ficar assim com você.

— Eu vou tentar, pai. Me desculpe se eu dei a entender que não te amava mais.

— Não tem problema, desde que você continue sendo minha filha.

— Eu sou, pai, eu sou. E Kurt também é seu filho, você sabe, não sabe? — Sam assentiu. — Ele só está no mundo da lua por agora, mas jajá nós vamos voltar ao normal, com a adição de Blaine dois ponto zero, melhor do que nunca. — Mais um aceno positivo. Tudo ficaria bem, concluiu Sam, enquanto se levantava para abraçar a filha.

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Blaine fechou o zíper de sua mochila exatamente às oito da noite, colocando-a nas costas e pronto para dirigir para casa. Kurt andou até o namorado e o abraçou, beijando carinhosamente sua testa. Blaine escondeu o rosto na curva do pescoço do namorado e sorriu, sentindo seu cheiro, que antes era tão similar ao de Sam e agora era tão único de Kurt.

— Kurt?

— Sim?

— Eu te amo. Muito. — O moreno suspirou, se acostumando à ideia de falar "eu te amo" para Kurt. Era algo que ele conseguia se ver fazendo por um bom tempo.

— Eu também te amo muito, Blaine. — Kurt apertou levemente o abraço que tinha ao redor dos ombros do namorado. Ele era capaz de dizer seu amor por Blaine por uma vida inteira.

Notas finais
oaeihoauheoaeoiaheoaheoiaheoiahoeijdnfkdjnflksdjnf *se enrola em uma bolinha* FEEEEEELS
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.