Notas iniciais
olha, ficou pequeno mas se fosse maior seria pura enrolação ainda por cima, eu preciso dar um motivo pra vocês voltarem no próximo capítulo!

Blaine só falou com Kurt uma semana depois do ocorrido. Logo após de descobrir que Kurt era filho de Sam, Blaine falou com Santana e pensou. Ele não foi na aula durante três dias (arranjado uma desculpa para Santana ir até o colégio e falar com Brittany, a diretora, quando Blaine voltou). E durante três dias Blaine se perguntava o que era certo e errado. Ele ainda não havia chegado a uma conclusão.

Nos dois dias em que o moreno frequentou as aulas, ele via o castanho pelos corredores e em algumas aulas, e os dois trocavam olhares, por mais que Kurt estivesse trocando carícias com Sebastian pelo campus, ou se o castanho estivesse escrevendo anotações do que os professores falavam. Eles sempre se olhavam, e Blaine só teve que conter o sorriso diante do olhar assegurador de Kurt... algumas (muitas) vezes. E ele estava completamente entregue à sua mais nova paixonite de escola.

Então sábado e domingo foram passados fazendo o dever de casa. “Blaine, você totalmente pode não fazer o dever de casa.” Alegou Santana, quando o moreno recusou um dia de filmes e pipoca. Blaine deu de ombros e subiu para fazer o dever de casa.

Na segunda, a primeira aula era com Kurt. História. E, pelas notas do castanho, Blaine sabia que Kurt não precisava prestar atenção em história. O que era bom, porque daí Blaine teria tempo para contar tudo para ele e abrir seu coração e- deus, Blaine!, ele reprimiu-se, você parece um adolescente- ok, deixa pra lá. Massageando a ponte do nariz com dois dedos, Blaine suspirou. O moreno se levantou e calçou seus sapatos, disposto a comprar um energético para acordar um pouco.

— Ei, ei, ei, aonde pensa que está indo? — Santana lhe perguntou, dando pause no filme de ação que estava vendo.

— Santana, eu tenho 40 anos, não 17. — A latina continuou o encarando. — Eu vou no posto de gasolina comprar um energético.

— Ah, mas você não vai. Pode sentar sua bunda aqui e me explicar por que diabos você quer um energético. — O moreno andou até a amiga e deixou o corpo cair no sofá macio. — Seu metabolismo é, tipo, um milhão de vezes mais rápido! O que você espera que eu faça numa madrugada de sábado para domingo, num frio do caramba de dezembro com um adolescente que não para quieto?!

— ...ah. Eu não tinha pensado nisso. — Blaine olhou para as mãos no próprio colo, que brincavam com a barra de seu casaco. — Eu acho que... você vai ter que se virar! — Anderson se levantou correndo e saiu pela porta, ignorando os gritos em espanhol da amiga.

–-

Quando Blaine chegou no posto de gasolina, ele encheu o tanque do carro e foi para a loja de conveniência, pegando o energético mais próximo. Ele pegou também um pacote de batatas fritas, já que com certeza não haveria nada para comer em casa. O moreno foi até o caixa e colocou as coisas ali enquanto pegava a carteira no bolso do casaco. Não havia ninguém para passar os itens, então Blaine esperou.

— Blaze? — Uma voz soou vindo de uma porta, e era ume melodia para os ouvidos do mais baixo. Era Kurt.

— Kurt! Eu- uh- você trabalha aqui? — Perguntou, notando o uniforme do castanho.

— Não, eu estou usando essa roupa e estou atrás do balcão por pura diversão. — O castanho respondeu friamente.

— Oh, me desculpe. — Pediu Blaine, retrucando o “abuso” do amigo.

— Só me dá seu jantar e eu passo eles, está bem? — Assim Blaine o fez, nunca encontrando o olhar de Kurt mas sempre procurando por alguma emoção no fundo dos olhos azuis. — Vai querer uma sacola?

— Não, obrigado. — O moreno recebeu os dois itens que havia comprado e o troco, e esperou ali para Kurt falar algo. O silêncio o matava lentamente. — Kurt, escuta, eu...

— Fique quieto, ok? Deixe-me falar por um segundo. Eu sou amigo de outras três pessoas além de Sebastian, Blaze. Rachel, Finn e Quinn, minha irmã. — Os olhos avelã do moreno se arregalaram, ele não havia percebido que Kurt e Quinn eram irmãos. — Isso mesmo, a menina punk de cabelo rosa é minha irmã. E ela mal fala comigo no colégio então eu não sei se posso contar com ela. Rachel é minha melhor amiga, e eu já contei tudo isso para ela, tudo o que te falei. E nem Sebastian sabe disso, entendeu? Ele não sabe que eu me sinto um lixo na maior parte do tempo porque eu sou quem eu sou porque um cara se sentiu sozinho e não estava pronto para um relacionamento. Ele não sabe que eu deixo de ir à casa dele para me encontrar no hospital com meu pai biológico. Ele não sabe que eu sofro bullying todo o dia, muito menos que tudo está lentamente piorando. Ele não sabe que eu trabalho aqui para pagar minha faculdade porque minha família está em crise financeira. E você sabe, Blaze, porque eu sou um babaca e eu te contei a merda toda. E o que você fez? Você foi embora como se tivesse visto um fantasma. Depois eu fiquei te olhando para te dizer que “Ei, converse comigo sobre isso. Vamos nos resolver!”, e você cagou para mim! Agora eu quero que você me conte a droga da verdade sobre sua escapada da nossa conversa. — O moreno estava paralisado. — O que foi? Vai fugir de novo? Você já me tirou cinco noites de sono nas quais eu fiquei pensando o porque de eu ter te falado essa merda toda. O mínimo que você pode fazer é me contar alguma coisa.

— Oh, não, eu não consigo mentir para você, Kurt, não me faça fazer isso.

— Eu não estou te pedindo mentiras, Blaze! É tão difícil de entender que eu não quero que você fale o que eu gostaria de ouvir. Eu quero a porra da verdade!

— Eu não posso, Kurt. Quer dizer, você nunca ia acreditar em mim.

— Não custa nada tentar.

— Ok, quer saber? Eu tento, foda-se. Vamos lá. Eu tenho quarenta anos e eu sou o tal Blaine que é seu outro pai, e Sam me prometeu que voltaríamos na reunião estudantil mas um velho maluco me transformou em mim adolescente. Agora eu quero muito te beijar mas você tem namorado e eu me sentiria um pouco pedófilo.

— Sério? — Kurt se inclinou por cima do balcão e apoiou o queixo nas mãos com ar de interesse.

— Você acredita em mim?

— Nem um pouco. — O castanho começou a rir desesperadamente.

— Eu disse, eu disse que você nunca acreditaria em mim. E, sério, eu não te culpo.

— Olha, eu ainda estou furioso por você não me contar a verdade, mas você ganhou alguns pontos comigo por essa história.

— Ok. Eu vou contar a verdade. Eu saí correndo porque você é irresistível e eu realmente quero muito te beijar mas você tem namorado. — Admitiu Blaine, o que não era inteiramente mentira. Na verdade, não era nada mentira. — Me desculpe, eu vou embora e você não precisa falar comigo nunca mais, sério, eu sou um babaca. — Kurt o olhava, pasmo. Suas feições haviam ficado mais suaves, porém.

— É, você é. Me desculpe, Blaze. Eu estou apaixonado por Sebastian, e nada irá entrar entre nós. Mas, se não for estranho demais, podemos ser amigos. Eu realmente quis dizer quando eu falei que você pode vir até mim e conversar sobre qualquer coisa.

— Obrigado. De verdade.

— Não tem de quê. — O castanho olhou Blaine sair com um debate interno sobre estar apaixonado por Sebastian ou por Blaze. Smythe mal havia passado por sua mente na última semana, até mesmo na casa do mais alto, Kurt sempre pensava em Blaze.

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— Ok. Eu vou contar a verdade. Eu saí correndo porque você é irresistível e eu realmente quero muito te beijar mas você tem namorado. — Admitiu Blaze, e Kurt lutou consigo mesmo para não sorrir de orelha à orelha. — Me desculpe, eu vou embora e você não precisa falar comigo nunca mais, sério, eu sou um babaca- mmph. — O castanho pressionou seus lábios contra os do moreno de forma apaixonada, e então-

Blaze começou a soltar ruídos eletrônicos extremamente irritantes?

Ah, ok. Kurt havia sonhado com Blaze. Com ele e Blaze juntos. O castanho foi se espreguiçar, mas estava impedido de se mover pelos braços fortes de Sebastian ao redor de si. Oh, deus, Kurt estava tão ferrado.

Se apaixonar por Blaze não parecia uma boa ideia, de jeito nenhum. Mas não havia mais volta. Ótimo.

Notas finais
:D