Notas iniciais
Não, eu NÃO sumi!

Estive aqui, encolhidinha, o tempo todo aguardando o capítulo fresquinho sair (feito pela Mari Lupin #darling), ele demorou um pouquinho, pois a Mari esteve com problemas na net e tudo mais.. MAAAS, chegou.

Desculpem a demora.

Vamos ao que interessa. Aproveitem o segundo capítulo e leiam as notinhas finais, okay?!

ENJOY

Chapter Two — Explanations

— Deus! Ela chegou! — Renée Dwyer exclamou, afobada. — Onde você estava, Isabella? — gritou, indo de encontro à filha que a ignorava. — Sabe o quanto seu pai estava preocupado com você? — a menina continuou a ignorando.

— Lhe fiz uma pergunta, e quero que me responda. A onde você estava até uma hora dessas? — Isabella bufou e olhou para seu irmão mais velho, Emmett, que estava com os braços cruzados no peito e sobrancelha arqueada, em seu olhar estava nítido que ele fazia ideia de onde ela estava.

— Ah, por favor, Renée. Não finja preocupações agora, eu cheguei e estou bem. Ótimo, final feliz. — ironizou, para o desgosto total de Renée.

— Não seja irônica comigo, mocinha. Senão ficará sem celular e amigos por um mês. — ameaçou, mas o máximo que Isabella fez contra o comentário foi rolar os olhos.

— Deixa de ser ridícula, você não tem mais o cargo de mãe nesta casa. Ou será que se esqueceu de quando foi embora largando tudo com apenas um homem? — provocou ácida, lembrando-se de quando ela e o irmão foram abandonados pela mãe por conta da separação dela e do pai, Charlie.

Desde então, a relação mãe e filha era fria e distante, por mais que Renée sempre quisesse mudar, Isabella era irredutível. E simplesmente odiava a mãe por tê-la abandonado tão pequena e criado outra família na Flórida.

Antes mesmo que Renée pudesse responder, Isabella passou por ela e subiu as escadas, indo até o quarto.

— Bella! Volte aqui agora! — ordenou, chateada e frustrada pela forma que a filha lhe tratara. — BELLA! — Isabella não deu ouvidos à mãe, apenas abriu a porta de seu quarto e a fechou com força, colocando toda a sua irritação nela.

* * *

Enquanto isso, na mansão Cullen.

Edward já havia chegado e ido para o quarto, agradecera mentalmente pelos pais estarem já no trabalho. Seu pai, Carlisle Cullen, era um cirurgião muito bem requisitado e eficiente, além de ter seu próprio hospital em Port Angeles. Já sua mãe, Esme Pratt Cullen, era uma arquiteta renomada e conhecida.

Ambos tinham um casamento de dezoito anos, ainda cheio de amor e cumplicidade. Edward sempre admirou os pais por nunca terem desistido um do outro, mesmo tendo três filhos, dois problemáticos.

Edward rolou os olhos.

Ele não era problemático! Jasper era. Sempre fora!

Deitado de barriga pra cima em sua cama confortável, com sua bola de futebol-americano apoiando a cabeça e mãos dele, pegou-se pensando em Isabella.

Droga! Aquela garota furacão tinha nublado sua mente com apenas UMA noite juntos. Inacreditável!

Sorriu de canto.

“Até segunda, Swan.” pensou consigo mesmo.

* * *

Isabella encontrava-se dentro de uma grande banheira de sua suíte, coberta por sais de banho retirados do Mar Morto e espumas com um delicioso aroma de morangos silvestres.

Os longos fios dourados estavam presos em um coque frouxo, e apoiando a nuca estava uma toalha branca dobrada.

Uma descontraída música de fundo tocava, enquanto Isabella deslizava com delicadeza uma bucha vegetal — esponja especial para corpos — em suas longas pernas.

Enquanto banhava-se, escutou murmúrios vindo do lado de fora do banheiro e batidas na porta.

— Isabella, está aí, filha? — ouviu a voz paciente e preocupada de Charlie Swan, seu pai.

Bella pensou em ignorá-lo, com certeza ele iria querer explicações da noite passada e porque ela havia tratado Renée de uma péssima forma. Mas era Charlie, aquele que sempre lhe deu tudo, incluindo muito amor e atenção. Charlie era tudo o que Renée não fora para ela, então Isabella não viu motivos para ignorá-lo.

— Sim, papai. Já estou saindo! — respondeu, levantando imediatamente da banheira e colocando seu roupão confortável na cor preta.

— Certo. Depois que se trocar, desça e vamos conversar. — Charlie mandou, e depois nada mais disse.

Ao sair do banheiro, seu pai já não se encontrava lá. Ela queria deitar-se e dormir por pelo menos um ano, mas detestaria irrita-lo com sua demora.

Vestiu um short curto jeans, uma blusa branca com detalhes em renda e rasteirinhas delicadas.

Ao descer as escadas, encontrou Renée, Emmett, Charlie e Mike, seu meio-irmão de apenas cinco anos.

— Bella! — o menino exclamou, alegremente. Foi até o encontro da irmã e abraçou pela cintura.

— Oi, maninho. Como você tá lindo, hein. — falou, acariciando a cabeleira castanha do menino, que corou. — Ah, que fofo, está todo vermelhinho.

— Filha, não faça o menino ficar envergonhado. — disse Charlie, sorrindo. Apesar de tudo, sempre teve muito carinho por Mike.

Bella parou com as implicâncias e deixou o irmão mais novo.

— Bom, sobre o que vamos conversar?

— A onde você passou a noite? — Renée já perguntou.

— Em uma festa, na casa de um amigo. Eu avisei ao papai que ia demorar, então não vejo necessidade nesse drama todo. — rolou os olhos.

— Emmett estava na festa e disse que em certo momento não a viu mais. — Charlie disse, com voz aveludada, mas o tom acusador estava nos olhos.

Imediatamente, Isabella olhou para o irmão, vociferando com o olhar.

— Hum... Pai, não foi exatamente isso o que eu disse. — Emmett interrompeu o assunto bruscamente, procurando explicar-se principalmente para a irmã, que o fitava cética e com as mãos na cintura. — Na verdade, eu bebi tanta coisa que confundi várias meninas com a Bells, claro que ela esteve presente na festa o tempo todo, nós nos falamos até. — sorriu convincente, o que fazia com facilidade.

Renée e Charlie o encaravam com os cenhos franzidos.

— Mas não foi isso o que você nos disse, filho. — Renée arqueou a sobrancelha, conhecia seu primogênito o bastante para duvidar de algumas coisas que ele falava. — Tem certeza de que viu sua irmã em toda a festa?

— Não em toda, esqueceram de que eu vim embora mais cedo que ela? — fingiu bufar, impaciente. — Acontece que ela estava com as amigas, dançando. E tinha muita gente na festa, acabei confundindo ela com uma outra garota e pensei que ela tivesse dado o fora, mas não deu. Engano meu! — sorriu novamente, fazendo com que suas covinhas adoráveis aparecessem.

Charlie e Renée voltaram à posição passiva de antes, acreditando na versão do filho.

Isabella respirou aliviada, disfarçadamente.

— E então, estou dispensada? — perguntou, ironicamente.

— Não antes de nós duas conversarmos, mocinha. — Renée disse, apontando para Bella e para si. — Afinal, ainda sou sua mãe perante às leis de Deus e judiciais.

— Mas não por minha escolha! — debateu áspera.

— Por que não pode simplesmente me tratar como mãe? — Renée questionou, magoada.

— Porque você não é minha mãe! Você é Renée Dwyer, casada com um famoso jogador de Baseball californiano, com a vida perfeita em Jacksonville. — à cada palavra, Renée sentia um peso ser jogado em suas costas. As palavras transferidas de sua única filha a fazia se sentir a pior das mulheres. — Você não escolheu ser minha mãe, você escolheu o luxo de uma vida fora daqui, e conseguiu. Parabéns, Renée, você é realmente uma mulher de sorte! — sorriu com amargura, arqueando levemente as delineadas sobrancelhas.

Sem esperar por alguma resposta, Isabella deu as costas, pegou sua bolsa e um óculos de sol e saiu de casa.

Pegou seu singelo carro na garagem e partiu para a casa de quem ela mais necessitava naquele momento. Apesar de estar se sentindo horrível por ter feito o que fez por suas costas.

Alice.

* * *

Após estacionar frente à casa dos Brandon, Isabella saiu do carro e tocou a campainha, sendo atendida por Florenza, uma senhora baixinha de grande coração e simpatia.

— Oh, mas que bom vê-la novamente, Bellinha. — disse toda sorridente.

Isabella sorriu de volta para a senhora com cabelos grisalhos.

— Igualmente, Flore. — Flore é o apelido que ela deu à senhora que conhecia desde pequena quando ia na casa de Alice para brincar, o significado, apenas do apelido, era "Deusa das Flores". — Ali está dormindo?

— De jeito algum, madruguei graças à minha mãe e suas ideias para o Baile da Primavera. — disse Alice, descendo as escadas da casa com expressão cansada. — Poxa, pelo jeito não fui a única à madrugar, hen? — cutucou a amiga, a abraçando em seguida.

Isabella sorriu amarelo. Sentindo-se como a pior e maior das traidoras.

— É que eu não dormi bem durante a noite, e a minha mãe apareceu cedo do dia lá em casa. — explicou.

— Renée está em Forks? — Alice franziu o cenho. Isabella assentiu. — E vocês já soltaram farpas?

Isabella não respondera, apenas deu ombros e passou pela amiga.

— Podemos conversar no seu quarto? — perguntou, mordendo o lábio.

Alice assentiu e ambas subiram para o quarto.

— E então, como estão as coisas na sua casa? — Alice perguntou.

Isabella soltou um longo suspiro, frustrada.

— Com a chegada de Renée Dwyer, péssimas! — respondeu de mal humor.

— Acho que essa resposta já deixa clara que vocês soltaram farpas. — comentou Alice com escárnio. — Por que não dá uma chance à ela, Bells? Ela é sua mãe!

— Vou dizer o mesmo que disse à ela, Alice. Renée deixou de ser minha mãe quando partiu, agora é tarde demais para ela querer algum amor da minha parte. — respondeu, fria como um cubo de gelo.

Alice assentiu, preferindo deixar o assunto de lado, pois no fundo sabia o quanto magoava Bella. Aliás, ser abandonada pela mãe quando se é apenas uma criança não era algo fácil.

Apertando descontraidamente uma almofada felpuda colorida, Alice perguntou à melhor amiga:

— Você viu o Edward?

Isabella sentiu-se fria e estática, até o último fio de cabelo paralisado. Olhou rapidamente para a amiga, contendo uma expressão de nervosismo.

— Por que tá me perguntando isso? — Alice franziu o cenho.

— Vocês não estavam na mesma festa ontem?

— Como sabe disso? — Isabella perguntou por cima da amiga, tensa.

— Jessica Newton me contou via Skyper ontem, ela disse que Edward havia passado lá e ele e Mike foram para a festa de James. — explicou.

— Hum. — fora o que Isabella pôde dizer, sentia-se aliviada e ao mesmo tempo amedrontada. Será que Jessica havia ficado sabendo que ela havia ido com eles?

— E então? — Alice chamou a sua atenção.

— Então o quê? — franziu o cenho, nem lembrando a pergunta da amiga.

— Você o viu lá? Ele estava com alguma garota? Tanya? — questionou.

Isabella engoliu seco, mas respondeu:

— É, eu o vi lá. Mas não chegamos à conversar muito, eu o vi com seus amigos, mas Tanya não ousou se aproximar, ela estava com Tyler Crowley. — respondeu, contendo ao máximo não tremer nas palavras, nem gaguejar.

— Aquele da xepa? — Alice perguntou.

— Ele mesmo! — Alice explodiu em uma gargalhada.

— Eu pagava pra ver essa cena. Aquela garota é mesmo uma qualquer. — negou com a cabeça. — Bom, ao menos ela não ficou em cima do Edward. — suspirou.

— Vocês ainda estão brigados? — Bella perguntou, observando a expressão decepcionante da amiga.

— Sim. E ele ainda não me ligou pra pedir desculpas e nem nada. — rolou os olhos. — Quer saber? Eu também não vou ligar, se ele quiser agente em paz novamente, tome ele a iniciativa! — disse orgulhosa, típico de Alice Brandon.

Bella apenas mordeu os lábios internamente, caindo em profundo silêncio.

Tantas mentiras. No entanto, era muito melhor do que dizer a verdade à Alice, confessar que seu namorado havia passado toda a noite no encalço de sua melhor amiga. E principalmente que a noite deles acabara de uma forma que envolvia muito mais do que alguns abraços e beijos.

Notas finais
Tenho más notícias, queridos (as)

À partir de agora, os capítulos NÃO SERÃO mais betados pela Mari Lupin, pois ela está com problemas pessoais que podem interferir na entrega (e no prazo) dos capítulos.

Quem os betarão agora? Não sei (ainda), mas conto com a equipe de betas do Perfect Design para obter ótimos capítulos, okay?!

DESCULPEM se o capítulo sair "fora de forma", a querida Jenny avisou-me deste erro no capítulo anterior e realmente, ELE ESTAVA HORRENDO, e a Mari o ajeitou (acredito que da forma correta).

Outra coisinha: o quarto da Isabella Swan, ARGH, confesso que EU fiquei louca para ver o quarto dela, no entanto, a escolha deve ser muito delicada e difícil de achar à essa hora. Mas prometo que ainda acharei O Quarto, ok?! Aliás, o quarto DESSA Isabella (que acredito ser muito diferente das outras) é TOTALMENTE peculiar. E nunca fácil de encontrar assim, de cara. Mas fiquem tranquilas (os).

Admito que achei o capítulo sem 'muito' sal, mas ao menos deu para ver o que cada pensa, não é?! Foi o que podemos chamar de "fechamento" do capítulo anterior, só para que os trilhos fiquem certinhos, right?! Vocês podem ver que 'Nosso casal' estão em um círculo (que aos poucos irá se fechar), e podem crer que não será muito fácil pra nenhum deles. Mas como já havia dito antes, muita água vai rolar.

Já perceberam que quando abro minha boquinha, sai uma enxurrada de coisas, sim?! É, essa sou Eu.

=D

Até a próxima, conto MUITO com vocês, ♥

BjsBjs