17 Again
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Os dias passavam rapidamente e Santana se aproximava mais de Brittany, assim como das filhas. A latina ajudava Sugar com os treinos e fazia de tudo para sabotar o namoro de Kitty e Marley, sem muito sucesso nesse último.
Sua sorte era que ela e Brittany estavam mais entrosadas e vinham agindo como uma família mais nos últimos dias do que agiam nos últimos anos.
E assim como a amiga, Rachel fazia de tudo para conquistar Finn, aparecendo na escola em horas desnecessárias e enviando presentes estranhos, que o homem apenas ignorava e devolvia.
Em mais um desses dias, Santana estava jantando com sua amiga/filha e sua não –amiga/esposa.
– Então, Sugar como vai a escola? – perguntou a loira puxando assunto.
– Hum. Ótima, na verdade muito boa. Sam está me ajudando com o vôlei. – explicou a ruiva sorrindo para a latina.
– Uau. Acho que não a vejo dizer algo de bom sobre a escola desde.. Sempre – comentou Brittany divertida. – O que você fez? – perguntou para Santana a fazendo rir.
A latina bebeu um pouco do suco e limpou a garganta antes de falar.
– Bem. É parte do meu charme inegável. – brincou. – Faço as pessoas se sentirem bem perto de mim. – disse olhando Brittany nos olhos.
Brittany sentiu as bochechas esquentarem um pouco. Samantha podia ser uma adolescente, mas as vezes soava muito como uma adulta e principalmente soava muito como sua esposa. Isto não podia estar acontecendo. Brittany não podia estar se sentindo assim por uma garota de 17 anos, além do mais quando esta a lembrava tanto de Santana. Tinha certeza de que tudo com a latina havia acabado, porém algo dentro de si vivia querendo lembra-la de Santana.
Talvez ela houvesse precipitando-se. Talvez ainda sentia algo pela esposa e estava apenas espelhando isso em Samantha ou talvez fosse sua mente brincando consigo.
Balançou a cabeça afastando aqueles pensamentos.
– Hum.. O que pôs nesta lasanha. Tá deliciosa. – Elogiou Santana.
– Meu segredo. – disse Brittany sorrindo. – E obrigada pelo elogio.
– Cadê a Marley? – a latina perguntou.
– Em algum lugar onde vida social não existe. – Sugar brincou.
– Sugs! – Repreendeu a mais velha. – Provavelmente trancada no quarto. Ela não sai de lá nem para dizer um oi. – disse Brittany terminando a refeição. – Eu não sei o que faço com aquela garota. – comentou suspirando pesadamente.
– Talvez ela só precise de um pouco de atenção, sabe? – Disse Santana surpreendendo a loira. Na verdade, aquela não era uma má sugestão.
– Obrigada. Não é uma má ideia. – disse Brittany pensativa.
Santana observava a maneira como sua família havia sido afetada com o termino do relacionamento. Brittany parecia muito cansada. Em parte, ela sabia que aquilo também era sua culpa e teria de resolver.
Por um lado, ela conseguiu algum progresso com Sugar. Nunca foram tão próximas de sua caçula e era muito bom ter uma amizade com a mesma. Por um outro toda vez que tentava uma aproximação com Marley, a garota a cortava porque a achava esquisita. Talvez estivesse se esforçando demais, quem sabe precisasse de uma nova aproximação.
Xx
Enquanto isso em algum lugar que não era o quarto de Marley.
Kitty e Marley se beijavam, no banco de trás do carro da loira. O beijo era voraz e a loira tentava adentrar com as mãos, o vestido da namorada. Porém está a impedia toda vez que sentia sua mão passar da cintura.
Ofegantes e com falta de ar as duas se separaram. Por alguns segundos, Marley ficou olhando aqueles azuis a sua frente sem dizer nada. Enquanto Kitty fazia carinho em seu rosto.
– Eu te amo. – soltou a loira fazendo Marley rir.
– Me ama? – replicou divertida e Kitty assentiu. – Tem certeza que só não diz isso, porque quer entrar nas minhas calças?
– Não. Falo isso porque te amo, de verdade. – disse a loira depositando um selinho demorado nos lábios da outra. – E por que quero entrar nas suas calças. – Brincou levando um leve tapinha em seu ombro.
A namorada nunca fora muito de dizer coisas românticas, a não ser quando lhe convirá. Mas ali naquele momento, seus olhos transmitiam sinceridade e a castanha soube que a outra falava de verdade.
– Ok. – disse roubando um beijo da outra e depois sussurrando em seu ouvido. – Também te amo. Mas, vamos com calma está bem? – pediu a castanha e Kitty assentiu.
Xx
Longe dali. Na escola, Rachel esperava por Finn no estacionamento.
– Sabia que fica um gato com esse terno. – disse Rachel assustando o homem que procurava as chaves do carro em sua bolsa.
– Oh meu Deus! – exclamou o moreno pondo a mão em cima do peito. – Da onde você veio?
– Estou em todos os lugares. – brincou recendo um revirar de olhos em resposta.
– Por favor! Pare de fazer isso. – disse apontando para a baixinha. – Eu já disse que não saio com mães de estudantes. – falou ele finalmente pegando as chave e destrancando o carro.
– Mas, eu não sou uma mãe. – disse a outra seguindo Finn quando este entrou no veículo.
– Claro! – disse sarcasticamente.
– É sério.
– E Samantha? – perguntou com as sobrancelhas erguidas.
– Hum.. – Rachel coçou a nuca enquanto pensava em uma saída. – Ela é adotada! – disse a primeira coisa que lhe veio à mente.
– Isso ainda faz de você uma mãe. – disse Finn entrando de vez no carro. – Boa noite! – deu partida e saiu dali.
– Espera. Droga! – Rachel bateu o pé no chão irritada.
Maldita hora em que escolheu ajudar Santana.
Xx
Na casa das Lopez.
– Esse é era o último. – disse a latina referindo-se a prato que acabou de levar até a cozinha.
Após o jantar ela insistiu em ajudar sua loira com as louças. Mesmo Brittany insistindo que não precisava.
– Valeu. – disse Brittany. – Posso te perguntar algo? – disse virando para a latina que assentiu. – Quem é seu pai?
Santana congelou por um momento. Não havia pensado em uma desculpa para aquilo, então teria de improvisar e bem rápido. Piscou algumas vezes tentando bolar uma mentira, mas nada lhe veio à mente naquele momento.
– Bem, na verdade. – coçou a nuca nervosa. – Rachel não me disse. – mentiu.
– Oh. Entendo. – disse Brittany. – É só que.. Deixa pra lá. – falou balançando a cabeça.
– Hm, precisa de mais ajuda?
– Não, não. Obrigada. – disse Brittany voltando a atenção a louça. Santana assentiu. – Realmente obrigada.
– Pelo o que? – Santana franziu a testa.
– Por tudo que vem fazendo. Me ajudando com o jardim, ajudando a Sugs, com o vôlei.
– Não precisa. Estou adorando fazer isso. – falou Santana com um sorriso de canto.
– Mesmo assim obrigada. Sei que não é sua obrigação. – agradeceu a loira.
É mais minha obrigação do que você pensa. – Santana pensou.
– Sam! Vem, você vai perder o jogo. – Sugar gritou da sala.
– Acho melhor eu ir. – falou Santana já saindo da cozinha.
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