162 velas

1 O início da minha história


Notas iniciais
Isso é só o começo , e o começo é sempre mais chato . Aproveitem ;)

1

Tudo começou num dia normal , discutindo com minha irmã mais nova e mamãe mandando a gente calar a boca.

–Vem cá, porque você não me deixa em paz?-Diz Carmine com voz de choro , só para parecer que eu tinha toda culpa .

– Ah ... Coitadinha da Carmine...-Debochei- Vai chorar bebezão? -Agora sai rindo e ela ficou morrendo de raiva. A deixei falando sozinha.

Peguei minha bolsa e lá fora , minha F-150 me esperava . Como sempre. Fui buscar Lenox e depois Lia , para irmos ao colégio.

Chegando na casa de Lenox, desci do carro para tocar a campainha. Do nada, veio um corvo em minha direção , dei um grito e abaixei segurando os cabelos. O passaro passou tão perto que cheguei a sentir o cheiro podre que emanava de seu corpo. Ele bateu contra o muro e caiu no chão, com o pescoço quebrado ,sangrando e agonizando. Encarei-o com medo , mas percebi que na sua pata direita tinha um pedaço de papel amarrado. Peguei e li rápidamente:

14 de dezembro,1855

Me senti com um ponto de interrogação enorme sobre a cabeça.

–Você está bem? Eu te vi caindo-Mãos fortes seguraram meus antebraços e eu me apoiei neles para ficar em pé. Sacudi o pó da calça jeans .

–Não foi nada. Estou...-Eu perdi a fala e esqueci como se respira na hora em que vi o deus grego que estava na minha frente . Ele era alto , forte ,camiseta xadrez vermelha sobroposta por uma jaqueta de couro ,calça de couro e coturnos, cabelo louro escuro , olhos verdes meio amarelados, óculos de armação preta, e um colar com pinjente de dragão- ...bem.

–Respire.

Soltei todo o ar de meus pulmões , senti meu rosto esquentar e ficar vermellho. Que ridícula!

–Ãh, liscença. Bianca ,vamos?

Ele me olhou arqueando a sobrancelha: — Você está bem mesmo?

–Sim.

–Então já vou indo.

Depois de uma troca de olhares entre ele e minha amiga, ele subiu numa DBR100 RR-Fireblade e sumiu pela estrada.

–Ei! Para de olhar pro nada e vem , que a gente ainda tem que passar na casa da Lia.- Disse Lenox , sem dar muita importância.

Quando Lia entrou no carro eu contei toda a situação do passaro , o papel e o motoqueiro.

–Estranho...-Disse Lia, depois de trocar olhares desconfiados com Lenox.-Por que você não perguntou o nome dele?

–Ah ! Sei lá por quê.

–O que estava escrito no papel mesmo?

–Lê ai- disse estregando o papel a ela.

–162 anos...

No resto do caminho elas ficaram quietas , mas pareciam muito pensativas. Talvez elas estivessem fantasiando com isso , como se nossas vidas fossem um filme em que tudo pode acontecer, um passo errado, um pouco mais para a esquerda ou para a direita e você pode dar adeus a sua vida. Afs, até parece que isso um dia vai acontecer.

Notas finais
Até o próximo, espero que tenham gostado.