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5 Capítulo 5 - I was crazy over you


Quando eu pude finalmente retornar as apresentações o clima ainda era um pouco tenso entre o grupo. JYP havia inventado uma desculpa de que eu precisava descansar pois estava esgotado fisicamente, mas nenhum dos outros membros acreditou nisso, e com razão, mas ninguém teria coragem de bater de frente com o JYP só para saber a verdade.

Nossa próxima atividade era um ensaio de fotos para uma revista. Coincidentemente ficamos instalados no mesmo camarim que a última vez que estivemos lá, e fazia muito tempo desde a ocasião. Ainda éramos sete na última vez que pisamos naquele prédio, restavam-me lembranças boas daquele lugar.

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— Graças a Deus minha parte já acabou, ensaios fotográficos são tão cansativos! – disse Jaebeom destampando uma garrafa de água e levando-a a boca.

— Pra você são mesmo, aparece mais nas fotos do que todo mundo.

- Tá com inveja, é? –riu.

- Nossa, morrendo de inveja...-ironizei rindo de volta.

- Junho – olhou para algo que encontrava-se atrás de mim – estamos sozinhos aqui – olhou-me fixo então – e os outros vão demorar com suas fotos...

- O que? Aqui? –disse arregalando os olhos. – E se alguém entrar? Você é maluco, sabia?

- Não exatamente aqui. – andou até posicionar-se atrás de mim. – Aqui! –disse abrindo a porta do banheiro do camarim e puxando-me para dentro.

O barulho da porta sendo apressadamente fechada e o som da tranca soaram pelo camarim vazio.

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Não pude evitar, ao andar por aqueles corredores e botar os olhos em cada sala, procurar por aquele homem. Várias celebridades estavam fazendo fotos para diversas matérias da revista naquele dia, tinha uma grande chance de ele também estar lá, afinal naquela semana ele era a principal notícia em quase todos os meios de comunicação da Coreia. Eu tinha esperança de vê-lo, mas não aconteceu. Não sei por que criei esperanças, JYP nunca me deixaria retornar as atividades se Jaebeom fosse estar lá também. Mas de tanto que eu pensava nele, eu já estava ficando louco e achando que ele estaria em todo lugar. Afinal, antigamente, ele sempre estava em todo lugar quando eu precisava, e até mesmo quando não precisava. Porém era realmente loucura da minha cabeça pensar que só porque ele voltara as coisas iriam ser como antes.

Passou-se uma semana do mesmo jeito. Eu com a mesma neurose de procurá-lo em todo lugar que eu fosse, mas nem sinal dele. E por mais que eu quisesse ligar a TV, o rádio, o computador, ler o jornal, a revista, etc. só para saber dele, todos me vigiavam para que eu nem sequer chegasse perto de algo que pudesse falar sobre Park Jaebeom. Minha cabeça estava à mil, já fazia dias que eu não conseguia me concentrar em nada. Eu estava prestes a largar tudo e ir atrás de Jaebeom, onde quer que ele estivesse. Mas pensar em enfrentar a todos e arriscar minha carreira imediatamente me desencorajava dessa ideia. Eu sei que não era justo, ele tinha aberto mão de muita coisa pra me proteger, feito até alguns sacrifícios. E eu não era capaz de mover um dedo por ele naquele momento, tudo por medo. Pra ser sincero, eu estava muito inseguro sobre os sentimentos dele, depois de tanto tempo longe, ele podia ter esquecido, não podia? E se ele tivesse mesmo me esquecido e eu deixasse tudo pra trás por ele, não me sobraria nada.

...

— Junho-ya! – vinha Wooyoung com um sorriso de ponta a ponta – Temos o dia livre amanhã! Então nós todos vamos pro interior essa noite, vá arrumar suas coisas. –continuava sorrindo.

— É que...não estou bem disposto hoje.

— Ultimamente está difícil encontrar disposição em você hein. –sua expressão tornara-se fechada. – Mas Junho – dizia manhoso – estamos indo lá pra descansar, você não vai precisar de energia nenhuma.

— Prefiro ficar em casa, realmente não estou me sentindo bem essa semana, talvez ficar sozinho me ajude.

— Você está muito estranho. Mas não vou ficar insistindo, faça o que quiser. Só que já aviso que se essa sua cara continuar ruim quando voltarmos vou ter que agir. – sorriu.

— Que? –ri de volta.

- Juízo. Não vá aprontar. – disse com um olhar brincalhão.

...

Anoiteceu, eu estava esgotado. Pensei que ficar sozinho, sem pressão de ninguém, faria as coisas melhorarem, mas estava errado. Quanto mais vazia a casa ficava, mais eu enlouquecia ao não tirar certa pessoa do pensamento.

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— Ya Lee Junho, também vai me abandonar? – dizia sorrindo.

— Que? –ri – Não posso nem passar apenas um dia de folga longe?

— Não é assim. –sorriu – É que quando eu fico sozinho fico pensando em vocês todos visitando suas famílias, e eu não tenho como ir pra América ver a minha. Costumo me distrair de pensamentos assim quando pelo menos um de vocês está aqui.

- Sei que é difícil... – Jaebeom tomou-me um beijo interrompendo minha fala.

- Vai logo! –riu – Não vou fazer você deixar de ver sua família por causa de besteira minha né, vai antes que eu me arrependa de te deixar ir [...]

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Um barulho estridente vindo de fora, despertava-me de volta a realidade. Estranho, pois a rua de nossa casa era muito calma e tranquila, não haviam muitas pessoas que moravam por lá, e na frente apenas havia um pracinha, que quase ninguém freqüentava. O som repetira-se inúmeras vezes, estava tornando-se irritante. Parecia um toque de telefone, não era dos vizinhos pois nunca se escutava nenhum som vindo das casas ao lado. Provavelmente era do orelhão da praça. Quando ouvir aquele som incessante começava a machucar minhas orelhas, decidi ir atender a ligação. Que pessoa louca ficava ligando sem parar pra um orelhão aquelas horas da noite? Aliás atravessar uma rua não ia fazer mal.

...

- Alô! –atendi irritado.

-... – escutei somente uma respiração, mas não iria desligar na cara da pessoa, antes averiguaria de mandá-la não ligar mais para prevenir que não fosse continuar ligando, mas antes que eu pudesse, veio a resposta. – Junho-ssi. – era uma voz fraca, e por segundos fiquei com medo, como sabia meu nome? – Não desligue, sou eu. – ao escutar isso tive certeza, era ele.

- Jaebeom? – disse gaguejando.

- Eu precisava saber se você estava bem, e se eu ligasse diretamente pra você ele iria descobrir e te fazer mal, não é? – eu estava paralisado do outro lado da linha – Eu estava ficando louco sem saber nada de você. – minha voz não saía para dá-lo uma resposta – Junho, preciso conversar com você...preciso, quero. Vem aqui.

- Aqui aonde? – as palavras saíam com dificuldade e minha mão, que segurava o telefone, tremia demasiadamente.

- Olha pra frente, tem um carro estacionado aí perto, vem aqui.

Notas finais
Eu tinha pulado sem querer a música 'I was crazy over you', então não tinha muita coisa pra colocar nesse cap. pra não ter que mudar os seguintes. Mas relevem kkk