15 e 36

6 Precisamos conversar


Notas iniciais
Dedico esse capítulo aos todos os meus leitores que não desistem de uma autora enrolada e cheia de problemas que nem eu. Ao Teff que ficou me cobrando no meu face, desculpa, não postar antes a trava não me deixava. Te adoro

6:00 AM

– Eren. — Levi balançava o ombro do adolescente deitado ao lado da sua cama que dormia de boca aberta.

– Garoto, acorda! Preciso trabalhar!- Chamou mais alto. Nem surgiu efeito. A única coisa que aconteceu foi ser mais abraçado pelo Eren.

Tsh!

Depois de muitos malabarismos para libertar daquela armadilha de braços carentes, Levi finalmente levantou na cama. Foi ao banheiro seguindo a ordem da sua rotina de limpeza: Tomou um demorado banho tirando todos os resquícios da noite passada, escovou os dentes, etc, etc...

Eren dorme de barriga para baixo com a boca aberta.

07: 00 PM

Levi empurrou de leve o corpo do garoto, querendo espaço na cama, todo que consegue foi sentar na beira na cama.

– Eren, acorda.

Pegou em seu ombro e balançou suavemente, finalmente Eren havia “acordado”. O garoto esfregou os olhos, bocejou e fechou os olhos novamente.

– Hun...Que horas são? — Perguntou sonolento.

– São sete horas, preciso trabalhar. Aliás, eu preciso ter uma conversa séria contigo.

Eren ainda com os olhos fechados, fica tateado em cima na cama, até encontrar algo maravilhoso que tanto queria: As pernas do Heichou. Deitou a cabeça no colo do Zangado, que em seguida, deu um sorriso de satisfação.

Mas que pivete mais abusado. Reclamava Levi ao ver aquela atitude impertinente para o seu lado. Queria sair bruscamente, chutar o corpo do fedelho para fora da cama, expulsar de sua casa, porém, juntou mais pernas para acomodar melhor a cabeça de baque do mais novo.

– Eren. Sei que essa idade, vocês, jovens, logo no primeiro encontro vão para cama, acabei me levando mais para esse ritmo. Não quero que pense que sou assim, eu sou um homem sério é que preciso de um envolvimento mais maduro.

Eren escuta de longe as palavras dele, o sono e o perfume que Heichou usa, embriaga em sua mente.

– Então decidi, se quiser ter algo a mais comigo... — Porque estou falando isso? — Se comportar mais no meu ritmo, conhecer mais um ao outro...

– Senhor, você cheira tão bem… — Eren beijou em uma das pernas, depois deu um sorriso sonhador e acomodou novamente a sua cabeça em seu travesseiro macio preferido.

Levi franziu o cenho, suspirou para manter a sua integridade. — Como eu ia dizendo, eu sei que é novo, que está na faculdade com seus vinte e poucos anos, e relacionar com um homem que está a beira dos 40… Aos olhos da sociedade é visto como imoral, quanto mais um relacionamento de dois homens. — Levi falou a última frase com mágoa, parecia que uma lembrança triste vinha em sua mente.

– Entenda que por mais idiota, pobre, inútil que você seja, eu não quero te magoar.

– Hun? — Eren imediatamente abriu os olhos. Sai rapidamente do colo do seu senpai e fica de frente a ele.

– Gosta de mim? — Eren apontou para si mesmo.

– É...Bom...Eu disse que...Acho, uma suposição... — Merda! Porque falei aquilo? Olha a cara de felicidade desse pirralho, olha como os seus olhinhos verdes brilha... Ei! Ei! O que está fazendo?

Eren o abraça muito alegre, deita com ele por debaixo e começar a tentar beijar.

– Oe? Eren. EREN! — Levi gritava desviando dos beijos, enquanto Eren permanecia em cima alegre. Se tivesse um rabo, com certeza balancia.

–Sai com esse bafo em cima de mim! E ainda está suado?! — Levi dar um forte empurrão com as duas mãos no peito do Eren. O impulso é tão forte que faz o garoto praticamente voar fora da cama, porém, não tira o seu ânimo e volta. Só que nessa vez mais comportado.

– Quieto... — Avisou ao Eren, que este se aproximava como um animal a espreita da sua caça.

– Fica ae... — Levi tentava manipular aquele cachorro no cio com os olhos, mas sabia que qualquer momento perderia o controle.

– Au! — Eren avança novamente no seu cubinho de gelo que o beija incessantemente a sua bochecha.

– Sai, Eren! — Outro empurrão. — Se escovar os dentes eu prometo que deixo me beijar.

– Jura? — Perguntou Eren ainda agarrando o seu prêmio.

– Juro. E se quiser mais outras coisas.

– Outras coisas?! Como o quê?- Latiu alegre, digo, disse alegre com olhinhos brilhando de felicidade.

–E... — Nada bom. Nada bom. — Pegar o seu ônibus e voltar para casa.

– Ah... — Reclamou desanimado.

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Capítulo 6

Precisamos conversar

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7:20 AM

Olha, garoto. Sei que é muito novo para entender isso, mas é melhor para nós dois encerrar por aqui. Levi limpava os restos da massa de panqueca queimada grudada na frigideira com um papel toalha. Era a segunda tentativa de criar algo para o café da manhã. Até havia gravado um programa culinário que passava todas as manhãs para aprender fazer míseros panquecas decentes, mas havia perdido o maldito DVD.

Isso que direi para ele. Seguro, firme e rápido. Pronto. Pegou a jarra preenchido com a metade da massa em estado líquido e despejou na frigideira. Para seu alívio não havia feito buracos na superfície na panela.

E se ele chorar? Perguntou para ele mesmo.

Dê um chute da altura do seu estômago. Respondeu a si mesmo.

Pegou o cabo da frigideira e começou mexer de modo que a massa pudesse preencher bem toda superfície quente. Em seguida, assim que a massa começava soltar na panela, chegara a temida hora: De fazer a panqueca dar uma pirueta no ar e cair perfeitamente de volta na frigideira, não no chão como das outras vezes.

Vai lá.

Vai, Levi, você consegue.

No três.

Um. Dois. E lá se foi outra panqueca.

Tsh! Revoltado, pegou a sua toalha em cima do fogão com raiva, colocou em seu ombro e foi em busca da panqueca perdida em sua cozinha. Lá estava ela. O seu fracasso sujando o chão de ladrilhos impecavelmente limpos, para piorar a massa ainda não cozinhada estava virada para baixo lambrecando¹ mais ainda a sujeira.

Culpa daquele fedelho.

Qual foi a última vez que tentou fazer algo no café da manhã? Nessa hora, estaria em algum boteco francês pedindo mini croissants e um café preto bem forte, sentado em uma confortável cadeira vendo o noticiário na televisãozinha que ficava em cima. Nada de jornais para ver notícias. São papéis velhos que só servem por um dia que custam dinheiro.

Mas agora estava aqui, limpando pela terceira vez uma tentativa de dar algo para comer para aquele pirralho, que provavelmente voltou a dormir em sua cama... É verdade, quanto tempo não tinha essa sensação, depois naquele caso que teve com o seu superior? Águas passadas.

E esse pivete também será! Espere ele vir aqui Concluiu Levi assim que levantou e jogou a semi panqueca no lixo.

Ficou novamente em frente ao fogão, determinado em conseguir em fazer aquilo. Nunca odiava tanto Eren como agora.

Ah, garoto. Acha mesmo que terei pena de você? Acha que estou me esforçando aqui para lhe dar algo para comer? Espere só!

– Senhor?

O baixinho ficou calado mentalmente ao ouvir a doce voz de ingenuidade do seu garoto. Apenas continuou com seus afazeres, lavando a frigideira. Eren, ainda vestido só com a parte debaixo, avança lentamente até seu coroa. Então o abraça por trás, encaixando suas pernas com das deles e afundando a sua cabeça na dobra do pescoço.

– O senhor foi incrível essa noite. — Beijou carinhosamente suas costas na parte de cima de seus ombros, em seguida deu pequenos selinhos espalhados pela região da pele. — A forma como me conduziu me deixou louco...

Levi continuava lavando a louça com total indiferença, aceitando todas as aquelas carícias, nem reclamava mentalmente, porém, assim que sentiu a ereção do Eren encostando firmemente entre suas nádegas, começou um show de resmungos.

E ali resumia em uma cena de dois homens se abraçando. Levi, vestido só com uma blusa folgada e cueca boxer, de banho tomado, sendo amassado por trás enquanto tentava cozinhar. E Eren, só de samba calção folgado em tamanho pequeno, esfregando e amando o seu cubinho de gelo.

Sem eles saberem, secretamente, compartilhava o mesmo pensamento quando tinha essas recaídas. Os dois imaginavam pequenos corações desenhados saindo em suas cabeças, como se a vida real tivesse emoticons igual nas redes sociais. Eren teria vários coraçãozinhos flutuando em sua cabeça, enquanto Levi haveria um, só que dentro de balão de pensamento.¹

– Eu faria todos os dias. — Disse Eren.

– Eren, escovou os dentes como eu te pedi?

– Não. Assim que vi o senhor de costas, não resisti e fui direto abraçar você. Eu faria todo de novo. — Apertou mais o abraço e avançou mais o seu rosto, querendo alcançar a boca dele.

– Sai! Não quero bafo perto de mim! Ainda está suado!? Vai tomar banho e escovar os dentes pelo menos.

– Ah... Me perdoe. — Lentamente, Eren tira os braços em volta do seu homenzinho. — Eu vou vestir as minhas roupas e ir embora agora. Daqui pouco passa o meu ônibus e não quero perder o horário.

Vai embora. Seja maduro pelo menos disso. Eren falou consigo, enquanto saia da cozinha cabisbaixo. Igual quando um caozinho, que conseguia a sua tigela de ração e ficava perto do dono querendo atenção, porém, não conseguia.

Calma aí, garoto. Seja menos rígido com você mesmo. Pensou Levi, assim que viu Eren até a saída.

– Não vai tomar o seu café da manhã? — Perguntou o baixinho.

– Hun? — Eren abriu um sorriso ao ouvir aquilo. — Está fazendo café da manhã para nós dois? — Perguntou desacreditado.

– Bom… — Ah! Merda! Porque fui falar isso? Olha a cara de retardado nesse pivete! Olha como ele ficou feliz. Perguntei por educação, seu idiota. Levi olhou para lado mantendo sua postura de homem sério que nunca transparecia as suas emoções.

– Estou fazendo panquecas. — Confessou, meio contragosto, mas confessou.

– Hum... — Eren olhou ao redor da cozinha e se deparou com algo no teto. — O senhor não está tendo muita sorte, não é?

– Como sabe? — Perguntou Levi.

Viu novamente o pedaço de panqueca grudada perto da lâmpada, ( nem queria saber como alguém poderia ter essa força de arremessar algo tão alto), viu a tampa do lixo aberta por não caber três caixas de ovos vazios no pequeno latão. Quem é que gastaria três dúzias de ovos para fazer simples panquecas?

– Ah... — Eren coçou a cabeça, precisava usar eufemismo nessas situações. — É difícil de se fazer...

– Ainda bem que sabe. — Assim limpou a frigideira (pela infinitas vezes) pegou a jarra e despejou novamente a massa líquida.

– Posso tentar? — Perguntou Eren preocupado.

Levi saiu de frente do fogão, como tivesse falado “ É todo seu ” não aguentava mais ficar limpando panquecas grudadas no chão. Foi para quarto, arrumar a bagunça da noite anterior.

Tsh! Por que ainda não expulsei esse moleque da minha casa? Levi arrumava a sua cama, pegava os lençóis revirados e colocava na grande cesta de plástico de roupas sujas que tinha um em cada cômodo da casa.

Quanto tempo não via o seu quarto assim? Balançou a cabeça, afastando esses tipos de pensamentos. Pegou a grande cesta e foi ao pequeno quartinho dos fundos, despejar na “cesta-mãe” que seria a sua própria máquina de lavar. Quando abriu a tampa da máquina, fixou os olhos de ódio ao centro. Não acreditava que aquele fedelho cheirador de leite, idiota, filho da mãe tivesse jogado toda a sua roupa escura de ontem, de qualquer jeito na máquina em cima dos panos claros. Imaginem o toque de dona de casa ao ver aquilo multiplicado em cinco vezes.

Esticou o braço na máquina e pegou os indesejáveis: Uma camisa social marrom, um calça preta e uma cueca.

Dobrou cada peça devidamente, até chegar na roupa íntima em que pegou das pontas dos dedos, analisou de longe e estava tão massada que via todas as dobras fincadas do tecido.

É de péssima qualidade esse tecido e ainda tem audácia de jogar essa bomba de fedor e de testosterona nas minhas roupas.

Encostou a peça perto do seu nariz, realmente estava exalado um cheiro forte. Levi reclamou mais em sua mente, esticou a cueca do garoto e cheirou mais uma vez sentindo o odor forte que tanto lhe atraía, mas não admitia de jeito nenhum. Fez novamente, só que afundando nessa vez mais o nariz na parte do fundo, onde se concentrava mais, revirou os olhos de deleito ao sentir. Lembrou da parte do sexo oral que fazia ontem de noite.

–Senhor... — Chamou Eren se contorcendo de prazer. ¹

Hum? — Levi apenas pronunciou um som da boca, afinal a sua língua estava bem ocupada se enroscando.

O senhor....Ah....É muito bom disso. Onde aprendeu?

– Chupar um pinto? — Perguntou Levi com voz voluptuosa, deu um sorriso torto adorava torturar esses tipos de crianças que invadia a sua vida. Deu uma sucção rápida na glande que tirava um fio de saliva grudada interligando os seus lábios ao membro do garoto, mas logo se rompe. — Já que é um inútil para pagar o meu prato favorito, estou apreciando uma boa carne macia. Apenas estou saboreando.

Levi abocanha novamente, comprimi os lábios e percorre a metade da extensão, sente sua bochecha preencher quase no limite, mas não liga.

Eren cora mais um pouco ao ouvir isso, morde o lábio inferior para não soltar gemidos tão altos. — Quer dizer que o senhor me acha saboroso, seu pervertido?

– Sim, Eren. — Respondeu Levi no meio do seu transe, sentado ao lado da máquina de lavar. A cueca do garoto parecia uma máscara em seu rosto, os olhos ainda estavam reviradas cheio de embriaguez dos seus pensamentos, o cheiro forte daquela peça lhe trazia esse feitiço.

Senhor! As panquecas!

Ouviu um chamado distante do Eren, afinal era três cômodos até a cozinha. Tirou a cueca no rosto como quisesse esconder as pistas da cena do crime.

– Estou indo! — Levi foi ao banheiro, lavou o rosto e escovou os dentes novamente ( por mania mesmo) e foi a cozinha e viu o impossível: Estavam prontas. Igual daqueles dos filmes americanos, mas com a espessura um pouco menor e dobradas no meio, em cima de um prato.

Como você fez isso, seu desgraçado? – Obrigado, garoto.

– De nada. Senta na mesa na sala, eu peguei o pano e forrei a mesa... Aproveitei e arrumei os pratos. — Falou Eren enquanto cozinha ainda uma na frigideira.

Levi levantou uma sobrancelha desconfiado, será que ele pegou o pano certo para forrar a mesa? Pegou. O baixinho viu a mesa na sala arrumado, e viu que até que ele não era tão desastrado como pensava.

Logo que sentou-se na mesa, Eren apareceu com a frigideira e uma espátula tirando a massa cozida colocando do seu prato.

– Prova esse. É recheado.

Deu uma gafada, ficou um tempo mastigando analisando o gosto: Nutella. O pirralho teve audácia de fuxicar a geladeira do trabalhador Levi para incluir nas experiências culinárias dele.

– E aí? — Perguntou com expectativa.

– Não é nenhuma panqueca da Buddy's Frech, mas... — Limpou a boca com o guardanapo. — Dar para comer. Especialmente quando se pega ingredientes na geladeira dos outros sem permissão. — Levi deu uma outra garrafada e olhou para Eren.

– Oh...Desculpe. — Toda a sua animação juvenil havia sumido.

– Todo bem. — Levi pega o guardanapo em sua frente, limpa os resquícios da sua boca e estende no seu colo. Eren olha essa atitude e acha bem estranho uma pessoa do século vinte e um fazer aquilo.

– Quê? — Pergunta Levi dando outra garfada ao ver o garoto parado em sua frente o olhando.

– Nada. — Eren dar um sorriso, sai da sala e volta com um prato cheio de panquecas quentinhas. Coloca no centro na mesa.

– Pegue a jarra de mel e creme de hortelã doce. Anda! — Mandou Levi.

Eren dar um sorriso disfarçado, porque não pegou um sininho e colocou ao lado dele?

– Sim, senhor. — Respondeu de prontidão.

Assim que Eren voltou com os produtos importados, sentou-se na cadeira vaga de frente ao dono da casa, Levi já estava na sua segunda panqueca.

Ótima hora para falar com ele. Novamente, Levi limpava os seus lábios e repousava em seu colo, preparando todo o seu argumento para jovem abusado à sua frente.

– Precisamos conversar. — Disse Eren, em seguida ficou em silêncio dando mais um ar de seriedade no assunto.

Levi estranhou aquela mudança de humor do fedelho. — Fale. — No mínimo vai falar de novo que me ama, quer fazer de novo, isso ou aquilo. Tsh! Só fale logo!

– O senhor está certo. Naquela hora que tentou me acordar, eu ouvi todo que disse e realmente concordo todo que falou. Concordo com a minha imaturidade, concordo que isso foi rápido demais.

Essa fala é minha, fedelho. Pensou Levi enquanto comia.

– Sei que sou um mísero estudante e o senhor, um trabalhador. O meu roteiro de ontem foi totalmente diferente que havia programado. — Corou um pouco as bochechas e ficou tímido. — Não que eu fique feliz que aconteceu ontem, mas qualquer um de fora que visse, acharia estranho ter uma noite de amor com apenas duas semanas. Se bem que onde estudo tem uns casais que fazem no mesmo dia... — Eren coçou a nuca, constrangido ao lembrar.

Tsh! Vem, me come. De lado. De quatro. Te dou uma cavalgada, uma chupada, e depois vem falar de amor? Pensou Levi enquanto terminava sua deliciosa panqueca recheada. Bom, depois concluiu que pelo menos, o garoto vinha depois querer romance, melhor que alguns pretendentes que já havia saído, e em seguida, nem queria saber o nome.

– Na verdade, o que eu queria ontem – Deu uma pausa. Ficou apreensivo, até tido coragem para completar a frase. — Queria terminar com o que nós começamos.

O quê? Levi ficou estático. Levantou a cabeça e estreitou mais os seus pequenos olhos em silêncio.

Anda, Eren! Coragem, aquilo que ensaiamos o dia inteiro. Eren entrelaçou os dedos e apoiou as suas duas mãos juntas na mesa, abaixando a cabeça.

– Pode parecer estranho, mas quando eu o coloquei em meus braços, senti como o seu corpo era volumoso e pequeno ao mesmo tempo. — Eren deu um triste sorriso, enquanto uma veia de raiva saltava na testa do Levi ao ouvir a palavra pequeno.

– Que graças a Deus, de alguma forma, sua pele estava quente, porque quando tive o primeiro toque estava tão gelado... Dali criei uma paixão platônica por ti, o senhor aparecia só em meus sonho... E ontem, eu acho que senti o mais próximo do paraíso da forma mais intensa que poderia em te ter.

Mas sei que sou apenas um garoto imaturo que não quer dar ouvidos a realidade, que não sou digno do senhor. Então.

Eren levantou a cabeça para encarar o homenzinho que estava sentado do lado oposto da mesa, calado e bem sério, com olhar inócuo para o mais novo em sua frente.

– Se quiser que imediatamente saia da sua casa, é só falar.

Levi limpa a sua boca com toques suaves com o seu guardanapo, dar um gole do seu chá de hortelã em sua xícara, depois coloca metodicamente no encaixe circular do pires. Com muita calma, levanta. Com passos lentos vai em direção ao Eren, visivelmente muito chateado por ter falado aquilo.

Finalmente, Eren levanta a sua cabeça para encarar os olhos estreitos do seu amado ao seu lado, em pé, o encarando.

– Não se preoc... — Disse Eren, ao ser interrompido.

A partir dali, poderia parecer uma hora normal como qualquer outra, mas não era. Era hora de apanhar.

– Seu fedelho!

Um chute.

–Seu pedaço de merda!

Outro chute.

– Você vem na minha casa...

Levi quer dar outro belíssimo chute, mas Eren, caído da cadeira, engatinhando pela sala desesperado querendo fugir daquela fera selvagem querendo a sua caça. Milagrosamente, foge, aumentando mais a velocidade nos braços e nos joelhos.

– Me estupra no meu próprio quarto! — Levi bate forte da superfície da madeira, inclina a sua cabeça para ver o pobre garoto acanhando debaixo da mesa com medo.

– Ma-mas...- Engole seco. -Foi-foi o senhor q-que me chamou...

– Não me interessa! — Pega pelo colarinho e puxa para fora de seu esconderijo. — Você que veio! Foi você que salvou a minha vida, sem eu ter te pedido. Aí, quando finalmente tem sexo, realiza o seu sonho masturbatório comigo.. — Levi empurrou o corpo do garoto para longe, que quase quebrava a mesinha da sala.

– Não quer ter mais nada sério? Típico de um adolescente punheteiro!

– Não, não é nada disso, senhor. Eu gosto e sonho muito com isso, mas sei que não sou digno e… — Eren sacudia as duas mãos, se arrastando com o corpo para trás, não querendo apanhar mais.

Então, Levi o pega novamente no colarinho, puxa, deixando frente a frente ao pirralho.

– Se não quisesse nada contigo, moleque, não teria nem te chamado para jantar ou ido aos seus encontros de classe D, seu retardado! Acha mesmo que fui na cozinha hoje, por que?

Eren não fala nada, pisca os olhos perplexo com confissão. — Cozinhou para mim? — Eren aponta para si mesmo.

– Lógico, né? Seu idiota! — Levi o empurra jogando o fedelho para longe.

– Senhor… Mesmo eu sendo jovem demais, mesmo sendo pobre e outros xingamentos que o senhor me refere... Realmente gosta de mim? — Perguntou Eren com as costas doloridas de tanta pancada que havia recebido.

Levi por um instante se hesita e vira o rosto não querendo olhar para o retardado a sua frente.

– Acho...

Não, nada de incertezas. Lembre-se que ao decidir uma escolha não se deve voltar atrás. Deve seguir confiante e assumir os seus erros.

– Eu gosto de você, garoto. — Confirmou Levi, com atitude séria e com máxima certeza.

Eren o encarava, ainda sentado, e acolhido pelo medo. No início, engatinhou se aproximando, quando menos percebeu, dera quase um pulo para abraçar o seu cubinho de gelo.

– Gomen.¹- Eren escondia o pequeno e volumoso corpo em seus braços em forma de abraço. Cheirava o seu cabelo com olhos fechados e se permitiu sonhar mais uma vez.

Levi acolhido por aquele abraço de urso, ficava com os olhinhos abertos, tsh! Tinha que ser maior daquele jeito? Até sentir seu queixo apertado entre os dedos, e ser levantado delicadamente a sua cabeça para um beijo.

Foi o mais velho que uniu os seus lábios primeiro, subindo de ponta de pé e envolvendo seus os braços do pescoço do garoto e puxado mais para si.

– Eren...

– Hum? — Eren agora percorria seus beijos ao pescoço.

– Já está duro? — Levi perguntou estressado.

– Han?! Bom... — Eren ficou constrangido, não havia tido uma ereção...Ainda...

– Não, senhor. — Respondeu com firmeza.

– Não, seu pirralho? — Levanta o joelho e começa a roçar entre as suas pernas.

– Não... — O último “não” soou não como resposta, mas como pedido de parar de instigar daquele jeito.

– Mas não quer ficar? — Perguntou maliciosamente, enquanto deslizava a sua mão no abdômen do garoto até dentro da sua roupa íntima.

– ...O senhor é muito safado. — Confessou assim que segurou com duas mãos o pulso do Levi.

Levi diabinho: Não faz ideia, seu moleque. Quando estava comendo a sua cueca ,eu não pensava em outra coisa, além de...

Levi anjinho: Se controle. Olha a sua idade, olha a dele. O que ele vai pensar?

– Todo mundo é, Eren. — Levi tirou sua mão ajustada do elástico do samba calção. — E você é mais. Especialmente quando fica fantasiando comigo em seus sonhos eróticos.

– Como sabe que eu sonho essas coisas? — Perguntou surpreso.

– Ficou resmungando enquanto dormia, além de querer me agarrar o tempo todo de conchinha.

– Descul...

– Por que em vez de ficar me pedindo desculpas, não me ataca logo? — Levi por pouco não cruzou os braços por irritação.

O que eu faço? Pensou Eren ao ver Levi o encarando com olhar sério e imóvel esperando alguma atitude do garoto.

Atacar? Mas será que realmente posso? Raciocinava Eren, enquanto via Levi esmorecer um pouco o olhar rígido e começar desbotoar os primeiros botões da sua camisa branca folgada. Ora olhava para o sofá, ora voltava olhar para o Eren, algumas vezes mordia o lábio inferior que ressaltava mais o seu sex appeal.

Eu não sei… Ele é tão rígido consigo mesmo. Apesar ter chamado de safado, eu acho que ele não gosta nessas coisas pervertidas como eu gosto. Eren permanecia inseguro enquanto Levi, agora, estava sentado no sofá, juntando o seu cabelo na frente, jogando para atrás como fosse um moicano, com camisa desabotoada, mostrando toda parte do seu abdômen definido, cada gominho se sobressaindo, pedindo para ser lambido,

Ele é tão bonito... Pena que não sou digno dele... Lamentava Eren ao ver o homem trabalhador sentado impaciente no sofá, toda aquela insinuação de antes, dera lugar para estresse e raiva.

Eu achava que ele era lerdo, mas não tanto. Concluiu Levi. Toda aquela ânsia, demonstração de “um passivo chamando o seu ativo”, não adiantava nada com Eren. Lamentava em só de saber que o seu último namorado, tivera que brigar várias vezes para não ser violado, agora com esse daí... Poderia está nu coberto de chantilly, deitado na cama, chamando por ele, que Eren estaria em pé não sabendo o que fazer. Igual agora.

Sem paciência, levantou e envolveu os dois braços no pescoço do Eren e puxou para si. Os dois começaram a se amar ali mesmo, deitados no sofá, entre os beijos e abraços.

– Estou com medo de tirar a sua camisa. — Eren desabotoava o resto dos botões de cima, desajeitado e sem intenção nenhuma de seduzir. Botões de camisa do seu amado gay era semelhante em abrir o fecho de um sutiã para um hétero.

– Por que? — Perguntou Levi já começando a ficar irritado com aquele nervosismo. Estava quase desabotoando para Eren.

– Ás vezes o seu corpo fica muito gelado.

– O meu corpo dissipa calor muito rápido e...- Pensou um pouco se confessaria aquela importante informação para ele.

– Preciso da temperatura mínima de 36 graus para me manter vivo. — Assim que ouviu o segredo, Eren se assustou parando imediatamente que estava fazendo.

– Geralmente um corpo normal pode suportar até 23 graus Celsius, ou até menos. Porém se ficar abaixo de 36, já começo a ter sintomas, meu metabolismo diminui e vou falecendo aos poucos, igual daquele dia...

Eren expandiu seus olhos, e começou abotoar de volta a camisa. — Eu sabia que tinha algo errado! — Eren o abraçou, deitando todo o seu corpo em cima dele, como quisesse ser um cobertor humano.

– Todo bem. Está calor, não vai ter esse perigo. — Disse Levi não se incomodando com o aperto do abraço. Tinha um certo limite de aperto e carência que aceitava, mas gostava de ser abraçado por seu garoto.

– Tem um jeito de se divertir com nós dois agarrados desse jeito. — Sussurrou Levi perto da orelha do seu garoto. Afastou mais as pernas, comprimindo a sua virilha com ao do rapaz deitado em cima.

– Jogar video-game? — Perguntou inocentemente.

Calma, tenha calma. – Não, pirralho... — Sua voz por pouco não foi uma exaltação da sua raiva de tanta lerdeza. — Coloca o seu amigo para fora e tira a minha a parte debaixo...

– Hun, entendi. O senhor que eu te coma na posição de frango assado, é isso?

– E-É... — Não precisava ser tão direto assim.

Não vai perder o horário de ir para o trabalho?

– Vou...

Por que não disse logo que queria, em vez de ficar me enrolando. Pensou Eren, enquanto levantava, ficando de joelho em cima do sofá, tirou apressadamente a cueca justa do cubo de gelo, depois jogando a pequena roupa em qualquer canto.

Pegou cada perna, e envolveu na sua cintura. Como sempre, Eren tinha ereção muito fácil e já estava pronto para penetração.

– Ei! Ei! O que te disse sobre sexo? — Reclamou Levi com aquela repentina interesse e como as coisas estavam acontecendo muito rápido, estava se sentindo um boneco inflável com dois buracos sempre prontos para o seu dono usar.

Fuder bem rápido? — Respondeu Eren, sem malícia nenhuma na voz, como tivesse respondido uma pergunta qualquer. Essa resposta era devido da noite passada, em que Levi pediu uma única vez para ir mais rápido nas estocadas.

– Que sexo não é só penetração! — Seu idiota.

– Ah, Eu sei, senhor. Porém, não quero que perca o horário do seu trabalho (preliminares demoram muito, quanto mais o senhor que é difícil de “acender”) e além do mais uma vez eu li no livrinho de kama sutra, que é a melhor maneira de gozar com essa posição e ir bem rápido. Só relaxa e aproveita. — Eren firmou bem as pernas abertas em sua cintura.

– Como que é?! Oe? Ei! EI! Vai devagar! — Reclamou Levi ao sentir a ponta do membro entrando. Puta que pariu que moleque retardado! Um dia vou pegar ele, para saber como é doloroso essa porra!¹

– Lubrifica, pelo menos!

Eren parou de se movimentar. Tirou o seu pênis dentro pela metade, mirou e cuspiu. Lambuzando e dando dedadas, lubrificando tanto a parte de fora, como a parte de dentro.

– Não acredito! Sério?! — Levi estava irado com aquela situação. — Tenho guardado um lubrificante caro, para você...-

Não terminou de falar, por causa da dor que sentia pelas estocas rápidas que Eren dava. Contorcia o seu corpo, enquanto Eren puxava as pernas, juntava mais próximo da sua cintura e não parava de “bombadear”. A sua bunda tremia, ao receber bem rápido daquele jeito. A mesma velocidade que tinha na penetração, Eren mantinha com a masturbação no Levi.

A dor não ia embora, o que acontecia era que um determinado momento o prazer se tornava maior, que fazia “esquecer” a tão temida dor. Em três minutos o jato de gozo do mais velho sujava o seu abdômen, tanto dele como do seu garoto em cima.

Eren caiu exausto em cima do corpo debaixo, com respiração acelerada e ouvia os batimentos cardíacos tanto seu, como do seu parceiro.

– Não falei? — Falou Eren com falta de fôlego.

– Tira essa mão de esperma em cima do meu cabelo e também do meu sofá! — Alertou Levi quando viu o perigo de um cafuné molhado em seu cabelo lavado.

– Não gozou? Eu acabei não sentindo. — Perguntou seriamente e mais calmo, quando viu Eren afastar o máximo a sua mão em qualquer algo que poderia sujar.

– Todo bem. Importante é que o senhor teve. — Carinhosamente Eren o beijou na testa, verdadeiramente feliz por ser útil em, pelo menos, daquilo.

– Que egoísmo. — Levi dar uns tapinhas nas costas e depois pede: — Levanta.

Eren obedece, sai de cima, enquanto Levi permanece deitado, abaixa suas pernas após tanto tempo permanecerem dobradas e levantadas.

Por um momento, ao ver a ereção do seu garoto, teve aquela vontade de fazer sexo oral, remetendo ao cheiro forte que sentiu na cueca dele. Porém, não se atreveu. Nem era pelo fato da higienização porque sempre Levi se preocuparia de todas as formas de se manter o corpo limpo, foi mais pelo que aquele pirralho pensaria em ver se esbaldando com um pedaço de carne toda sua garganta.

Então virou o seu corpo de bruços, ajustou em uma almofada em cima do sofá e chamou o seu pirralho para deitar novamente em cima dele.

Notas finais
- Continue acompanhando a fic ^^ - críticas e sugestões, ou falar que gostou, comentem.