15 e 36

8 Maturidade


Notas iniciais
desculpa a demora :x

3 semanas depois

O trabalhador de terno e gravata se deliciava com a torrada da famosa lanchonete Buddy Fech's, assistindo ao noticiário da televisão que havia em cima do balcão. Era sete da manhã, sem previsão de chuva e com muito calor.

Assim que Levi terminou o seu café forte, colocou notas de dinheiro em cima da xícara e foi andando até o seu trabalho.

– Seis contratos internacionais fechados e o senhor ranzinza bate a sua meta. – Hanji gritou assim que avistou o homem baixinho da empresa atravessando o corredor de divisórias.

– Sei. Sei. Não precisa gritar que nem uma maluca. – Jogou o casaco na cadeira, desviou da brincadeira diária do assédio sexual do Erwin e começou trabalhar.

– E o seu namoradinho? Como está ele? – Perguntou Erwin, pegando o seu pente escondido na gaveta para iniciar o seu ritual de arrumar o seu cabelo.

– Teve uma diarreia fudida e ficou preso no banheiro. Sei lá, que aconteceu com ele. Nunca mais o vi. – Respondeu Levi focado em seus contratos.

– Sr. Ackerman? – Perguntou o office boy segurando uma pilha de contrato com um único braço.

– Sim, sou eu. Deixa na mesa. – Levi vira o rosto e se depara com o Eren vestido de camisa social e calça jeans.

Os dois se olham.

Será que ele ainda se lembra de algo? Pensou Eren melancólico.

Puta merda! Levi fica perplexo ao ver ele, entretanto assim que passa o “susto”, arranca; digo; pega os contratos na mão do Eren e joga no canto na mesa e concentra de novo do seu computador.

É Eren. Acabou. Aceita. Pensou o garoto, ajustou a sua postura, não queria mais aquela carcaça de garoto pidão. Não, chega disso. Com determinação de volta em seus olhos, voltou ao trabalho.

– Sr. Erwin? – Perguntou Eren ao próximo funcionário. Recolhendo os tipos de contratos para colocar na mesa.

– Obrigado, garoto. – Agradeceu o grandalhão loiro.

Levi sentiu um desconforto em ouvir a palavra “garoto” na boca de outra pessoa.

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Capitulo 8

Maturidade

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– Está me seguindo? – Perguntou Levi, assim que o viu escondido atrás na máquina de café dentro da copa¹.

– O que? Não.

– O que está fazendo aqui?

– Eu sou o novo office boy da empresa. Não disse que eu precisava trabalhar? Que eu era inútil? Bom, pelo menos a relação que tivemos aprendi uma coisa.

– Que relação, seu pivete? Só tivemos uma transa. – Respondeu irritado, como iria se concentrar com essa coisa indo para lá e para cá?

– Não se preocupe. Não falarei para ninguém. – Eren pegou o copinho cheio de café na máquina. – Estava a procura de um emprego e surgiu esse. Hanji me garantiu que não seria esse andar…Mas enfim, mudança de planos.

Só podia ser a louca da Hanji para empregar um adolescente. Pensou Levi.

– É sério. Preciso desse emprego, a situação financeira na minha casa está apertada. Não se preocupe. Não vou dar em cima do senhor, apesar de querer muito.

– Entendi. – Concordou meio constrangido.

– Depois naquele dia, eu acordo todos os dias de pau duro...

– Cala boca, Eren.

Recardo dado, os dois se separaram, indo em direções opostas para exercer suas funções na empresa. Levi enfunado em seus contratos e Eren, novo office boy, que atenderia o balcão, organizaria os contratos e mais outros servicinhos que seria explorado.

––––

– Eu preciso pegar a minha camisa na sua casa.

Levi é desconcentrado em seu trabalho pela fala do Eren.

Desculpa idiota de querer ir no meu apartamento todo custo. – Pode lá, se quiser. – Levi continuava digitando do seu teclado olhando fixo para tela.

– Na verdade, eu queria que o senhor trouxesse. – Pediu Eren, enquanto colocava os contratos em sua mesa.

– Sim. – Responde com indiferença.

– Eren! – Chamou Erwin. – Pode fazer um favor? Tem como recolher os pedidos de almoços do pessoal nesse andar e ligar depois para os restaurantes? Tem um bloquinho sobrando na mesa do Sr. Ackerman ao lado, pode pegar.

– Sim.. – Eren colocou a torre de contratos na ponta de uma das mesas, pegou um bloquinho ( Se sentiu um caçador entrando no território de um predador faminto pegando algo muito valioso) e uma caneta bic dentro do bolso da calça.

– Não precisa anotar o meu pedido, garoto. Trouxe marmita de casa, não confio nesses fast–foods. – Falou Erwin. – Anota o pedido do senhor zangado ao meu lado.

Eren, tentando o máximo se repor com imparcialidade, direciona ao Levi. – Senhor, o que vai querer para comer? Fettucine? – Perguntou se lembrando do jantar que tiveram em seu apartamento. Não foi com nenhuma ntenção de jogar indireta, foi por pura inocência.

Levi olhou para Eren, e Eren olhou para Levi. Os dois ficaram em silêncio. Pelo clima parecia filme de faroeste, onde o xerife encontra o vilão, onde quem primeiro ia pegar arma ganhava o duelo. O baixinho com olhar apático com clima de suspense e Eren tentando ser imparcial, mas com medo sabe se lá de que.

– Não. – Respondeu Levi. – Quero um... Aquele negócio da Subway...

– O sanduíche, senhor? Para o seu almoço?– Perguntou Eren.

– Não sei se posso chamar aquele troço melado que sujou as minhas mãos de sanduíche. Pega! – Levi jogou uma nota de cinco para o seu office boy. – Quero chá gelado, um cookie e um sanduíche com pão integral e mel com frango grelhado. E eu quero troco.

– Mas senhor, só o chá que você quer custa seis...

– Se vira, moleque! Agora vai trabalhar.

Assustado e frustrado como conseguiria dinheiro para bancar o almoço daquele ser zangado, recolheu a nota de cinco e foi terminar de recolher os pedidos.

ººº

O refeitório da empresa, só concluía uma tese que Levi já havia pensando há algum tempo. Que a escola de ensino médio era um ensaio de comportamentos para o futuro trabalho porque não mudava nada. Até os modelos das cadeiras e das mesas eram iguais que havia no seu colégio: Extensas mesas de cores claras e cada um sentado com o seu grupo de colegas de trabalho do seu departamento. A diferença era que os assuntos mudavam e era mais organizado.

– Aquele office boy já está trazendo a minha comida? Estou morrendo de fome. – Reclamava Mike batendo as pontas dos dedos em cima da mesa, mania que tinha de tanto tempo digitando no teclado.

– Não estou acreditando! O primeiro dia de trabalho e vocês já exploram o coitadinho? – Reclamou Hanji.

– Relaxa, eu dou uma gorjeta para ele quando chegar. – Retrucou Mike.

Hanji revirou os olhos. Entrando no refeitório como um malabarista segurando uma pilha de marmitas personalidades de várias empresas de comida que custam caros ( e uma sacola de sanduíche da subway pendurada em um braço) Eren entrou e avistou de qual mesa que serviria como garçom.

– Hanji, quando eu liguei, eles disseram que saché de molho agridoce havia acabado, então eles enviaram só molho shoyu. – Eren pegou uma vasilha preta no topo da sua pilha de refeições e coloca na frente da sua chefe, junto com vidrinho de molhos na mesa. Imediatamente Mike a olhava como quisesse dizer:“Sua hipócrita” e Hanji o retribuiu com um sorriso sem graça.

– Ei, estão sabendo dos boatos que estão espalhando pela empresa? – Perguntou Auruo fofocando para os seus colegas de mesa. – Sabe o novo escriturário que entrou? Aquele cara de cavalo...Qual o nome dele?

– Jean. – Respondeu Petra, segunda a receber a sua marmita.

– Esse mesmo. Ele é gay e está tendo um caso com o Marcos.

– Aquele palhaço é gay? – Surpreendeu Mike. – Ele não tem cara de viado. Ele não é afeminado, nem nada.

– Deve ser porque ele é ativo. – Explicou Hanji com total certeza que estava dizendo. – Em uma relação homossexual é igual a uma relação hétero. O ativo é o homem e o passivo é a mulher. O ativo sempre tem que ser dominante e superior, o mais alto, o mais velho e também o mais economicamente mais elevado. Já o passivo tem que ser sempre o mais afeminado, mais fraco e o mais submisso. O Marcos deve ser assim.

Levi fica quieto ao ouvir isso e ver como todos da mesa concordavam com a tese da Hanji, olha de relance para o Erwin e ver como também está desconfortável com aquela conversa. Eren apenas ouve, continua com o seu serviço de distribuir marmitas, olha de relance para Levi querendo codificar algum pensamento dele.

– Ah é, tem isso! – Disse Mike. – Tem esse lance de quem come quem.

– Tento o máximo possível informar as pessoas com isso, para diminuir o preconceito. – Hanji separa os dois hashis grudados. – Não concorda, Levi?

De repente, Rivaille ver toda a mesa esperando uma resposta sua. Os olhares tiram a concentração dos seus silenciosos pensamentos, e começa a dar uma intensa expectativa de sua resposta, então falou o que queriam ouvir só para se livrar:

– Sim, sua maníaca por gays. O que fica em cima sempre tem que ser submisso ao que fica embaixo, em todas as ocasiões.

Eren coloca na frente do Rivaille um sanduíche da subway, o seu chá junto com copo descartável e o cookie. Como a sua última entrega de almoço.

– Aqui. – Disse com uma raiva contida. – O seu troco. – Eren entregou a mesma nota de cinco que havia dado e uma notinha de quanto havia custado a refeição. Quando foi embora, podia ouvir as conversas do pessoal da mesa.

– Sanduíche no almoço? No mínimo gastou o seu salário com produtos de limpeza de novo. – Zombou Auruo do baixinho.

– Ei? Vocês viram o discurso feminista do Oscar? – Comentou a Hanji. – Eu amei, sabe eu acho o mundo precisa nesses exemplos. Eu acho que deveria ter igualdade para todos... ¹

..

Eren chuta a porta com força que chama atenção de todos do departamento.

Atenção! Tenho um comunicado importante para fazer. – Eren joga o seu cabelo para trás mantendo a sua pose de badass.

Seu idiota, o que está fazendo? – Pergunta Levi puto com aquela situação.

Meus senhores! Ele é uma farsa! – No tom de melodramático de novela mexicana. – Ele é gay.

Todos do departamento se estupefaram com essa informação.

E o pior não é isso. Ele é o meu passivo! – Concluiu Eren.– Eu, um reles colegial, um office boy, muito mais novo do que ele, já calvagou em cima de mim.

Aquilo ali foi um choque para sociedade, mulheres desmaiaram e todos seus amigos o olhavam com desprezo

É mentira. – Negava Levi com fúria em seus olhos.

Vai negar agora? Só não aceitei aquele nota de cinco porque já havia conseguido esvaziar o seu bolso! – Eren dar uma risada maligna.

Levi acorda apavorado com o bip do alarme o chamando para outro dia de trabalho.

– Tsh. – Coloca a mão em sua cabeça preocupado olhando para o relógio.

Que pesadelo terrível.

Respira fundo e inicia a sua melhor hora da sua rotina: Um bom banho.

Levi encostava as suas costas na parede enquanto sentia as gotas de água morna caírem em cima da sua pele. Lembrou dos terríveis pesadelos que tivera com aquele pirralho. Sonhou que ele havia visitado na cama.

Eren? Como entrou aqui? – Perguntou sonolento não se preocupando muito com a presença do garoto deitado ao lado.

Eu roubei a sua chave, vim aqui porque estava com medo do senhor não se cobrir direito e ficar congelado como naquele dia. – Respondeu com sinceridade suas perguntas.

Mentira, veio aqui atrás de sexo. Toma. – Levi pega um pedaço do seu cobertor e joga cobrindo a metade do garoto.– Se cobre pode ficar com frio também.

Eren aceita o convite, se cobre junto com o seu cubinho, e em seguida o abraça por atrás. Como fosse uma espécie de bicho de seda envolto do seu aconchego.

Hun? O senhor está nu? – Espantou Eren vendo como Levi estava dentro do cobertor. – Como não quer pegar um resfriado?

É por isso que você precisa me aquecer.

Que merda de sonho” Pensou Levi enquanto lembrava dos flashbacks que tinha. Como foi horrível aquela parte em que o garoto deitou em cima do seu corpo e começou acariciar o seu cabelo. A distribuir beijos em seu rosto, descendo com as carícias para baixo. Falando que o amava, que nunca ninguém havia sentido como estava sentindo agora...

Levi pegou sabonete e começou a ensaboar todo o seu corpo ignorando a ereção que estava tendo. Colocou na temperatura mínima do chuveiro, precisava e água fria para abaixar aquilo.

É aquele moleque. Ele me enfeitiçou. Preciso pensar em algo. O que sonhei depois nessa cena grotesca?” Pensou, pensou. até lembrar que a próxima cena foi dentro do banheiro, em que estava sendo fudido. Não aquele Eren, menino ingênuo que se preocupava com o seu dono. Parecia que estava com raiva ou com muita tesão por causa da raiva de como penetrava a sua bunda. Não era aquele clima romântico de antes, era mais um clima selvagem, fuder com força. Uma perna estava dobrada suspensa no ar enquanto a outra permanecia fixado no chão, e o seu corpo imprensado na parede.

Mais excitado que o garoto era o próprio Levi, que gemia com cada estocada que recebia.

O senhor está tão bonitinho gemendo assim, olha como a sua bunda gorda me engole com gosto.”

Mais forte, pirralho.” Pedia Levi.

Não. Não podia fazer isso. Quanto tempo não tocava uma punheta no banho? Levi ensaboava com força o seu corpo, quanto mais não queria pensar disso, mais o seu pênis ficava duro. Como um senhor pode ter essa vontade tão latente por sexo como um jovem de 15 anos? Já foi essa fase, para que raios, ainda pensa dele?

Desligou o chuveiro e saiu do box, decidido o que faria a seguir.

– Eu preciso que aquele pirralho seja demitido, antes que ele fale alguma coisa. — Enquanto secava todo o seu corpo se olhando no espelho começou a pensar: “ Mas como?”

Então olhou para o seu corpo nu e teve uma excelente ideia. “ Minha carne pode ser fraca, mas a dele é mais”

Notas finais
copa - cozinha empresa. Se vc gostou, favorite, fale que achou do cap! Até logo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.