13 Esquadrão

4 Capítulo 4 - O Inimigo


Notas iniciais
Bem finalmente o quarto capítulo!! Espero que gostem! E eu prometo na demorar tanto a postar da próxima vez! [Prometo não perder mais o meu pendrive,tá Mãe?] Uma ótima leitura... eu posso dizer isso?

Sakurai observou a colega concentrada, os olhos vidrados nas informações que passavam rapidamente pelos óculos da shikai de Sayuri.

-Finalize Aoken!- Sayuri removeu os óculos da face, o acessório se fundiu novamente a espada que voltou ao tamanho normal.

-O que você descobriu?- falou Daisuke ansioso.

-Não muito, parece que a concentração de partículas espirituais da área está concentrada demais o que pode ser... – ela parou por um instante observando Daisuke — que estranho... — respondeu Sayuri num tom de curiosidade.

-O que é estranho?- falou Sakurai.

-Esse fio branco saindo das suas costas- observou Sayuri- sai das suas costas e vai até aquela pedra- apontou.

-Ah! A garota do sexto esquadrão, parece que a zanpakutou dela tem poderes de cura...- disse Sakurai olhando para a pedra.

Alguns metros a frente, num amontoado de escombros era possível ver o topo da cabeça de uma garotinha de aproximadamente um metro e meio de altura. Os cabelos roxos tornando-a famliar.

-Ela deveria estar no quarto esquadrão...- falou Sayuri incrédula.

Os dois se aproximaram quando ela disse:

-Mas eu estou! — a garota de cabelos roxo escuro, tinha o olho direito coberto por um tapa olho vermelho onde se lia o ideograma “sangue”, seu olho esquerdo era de um verde jade. Ela segurava uma zanpakutou vermelha como sangue, onde do cabo pendia um fio branco que se ligava as costas de Sakurai.

-Engraçado, pensei que seu tapa-olho fosse no olho esquerdo...- falou Sakurai observando a garotinha- pensando bem seu olho era azul...

Antes que Sakurai completasse, uma voz conhecida ecoou:

-Miiiiiiiooooooooooooo!- falou a voz que vinha dos escombros, ao longe, por onde uma delicada mão surgia.

-O que é isso?!- espantou-se Sayuri.

-Minha irmã, pensei que estivesse morta, que pena... — falou a gêmea recém chegada com um incrível tom de indiferença — com licença — disse e foi até o lugar onde a mão da irmã brotava e a puxou de volta à superfície.

Quando as duas ficaram lado a lado foi possível notar sutis diferenças, Yui a do sexto esquadrão era ligeiramente mais alta, talvez fosse uma mecha de cabelo rebelde. Mio era muito parecida com a irmã, seu cabelo era da mesma cor, porém mais arrumado, seu olho verde se destacava tanto quanto o azul da irmã Yui, a diferença em seus tapa-olhos eram tão sutis quanto sua aparência, Mio usava o seu à direita e o ideograma era pintado em branco, Yui usava o seu à esquerda e a escritura fora feita em preto.

-Onee-chan!Sua boba! Por que você sempre me deixa por último?- falou Yui, gritando com a irmã.

-Era mais importante que eu curasse o tenente Sakurai. Não tenho culpa se você é estúpida...- retrucou Asahina Mio indiferente.

-Então agora que ele está bem, me cure!- gritou Yui nos ouvidos da irmã.

Mio, a garota do quarto esquadrão, cortou o fio com a própria espada, imediatamente ele se desfez e voltou a katana. A garota do tapa-olho direito e olho verde foi até Kohara Sayuri tocou suas costas com o cabo da espada, murmurou alguma coisa e dali pendeu um fio branco. Imediatamente os ferimentos de Sayuri começaram a se curar.

-Aaaaaah! Eu sempre fico por último! — falou Asahina Yui irritada.

Mas as reclamações foram evitadas. Alguém se aproximava do grupo saltando pelos escombros graciosamente. Era uma menina, muito pequena, usava um shihakushou, tinha uma espada presa as costas por uma fita rosa, parecia uma miniatura de shinigami.

-Ahahahahah — fez com uma voz infantil e angelical — minhas maninhas, sempre dando um show! — disse uma garotinha de aparentemente uns seis anos, cabelos lilás, presos dos dois lados, um rostinho delicado rindo alegremente.

-Ela é irmã de vocês? A shinigami prodígio do primeiro esquadrão?- disse Sayuri voltando ao diálogo.

Ao se aproximar foi possível notar detalhes da garotinha que ao longe na se via, seu olho esquerdo era do mesmo belo azul da irmã Yui e o esquerdo imitava o verde jade da irmã Mio, seus cabelos eram de um tom mais claro que o das irmãs, mas da mesma cor. A garotinha também era muito pequena o que fazia difícil a tarefa de carregar uma grande zanpakutou como a que tinha.

— Sim, hahahahaha, eu, ahahahaha sou a irmã mais nova delas, Asahina Miko, ahahahahah — disse a garotinha aos risos, enquanto se aproximava dos quatro pisando no corpo de um shinigami que gemeu.

Asahina Mio avançou na direção do ferido enquanto recitava um encantamento, ao chegar lá estendeu as mãos sobre o corpo e uma luz verde começou a curar os ferimentos do homem.O fio ainda pendia da katana de Mio curando, ao mesmo tempo, os ferimentos de Sayuri.

-Miko-chan! Você não pode!- falou Yui que correu até a irmã para ajudá-la- Sabe que não deve usar kidou com sua zanpakutou liberada, é demais pra você, sua reiatsu vai...

A outra irmã não deu a mesma atenção. Então Mio disse:

-Se eu puder salvar mais uma vida não me importo de dar a minha — disse a garota determinada.

Yui pôs suas mãos sobre as da irmã para auxiliá-la, logo a luz do kidou se intensificou.

-Sayuri, a pesquisa, precisamos saber o que aconteceu logo, qual foi o resultado?- disse Sakurai apressado.

-Bem, como eu ia dizendo... — antes que Kohara Sayuri pudesse completar sua frase uma voz a interrompeu:

-Não diga nada! Quem causou tudo isso ainda pode estar por perto! — um shinigami de cabelos brancos que desciam até sua cintura, vestindo um shihakushou completamente destruído surgiu de uma trilha que levava até a zona seguinte de Rukongai.

O rapaz apoiava-se na própria espada para poder se manter em pé. Os graves ferimentos em seu peito sangravam por cima de sua roupa. Seu braço esquerdo parecia quebrado e seu cabelo branco tingido pelo sangue dos cortes em seu rosto lhe davam um ar de desespero. A reação de todos foi de surpresa.

-Tenente Sakurai, fuja...Aaaaaaaargh! – o som da lâmina rasgando as costas do homem foi o último som que ouviu, e antes de suas últimas palavras serem ditas foi possível ver, às suas costas, o sorriso de seu executor, que aos poucos sumia numa densa nevoa branca.

Todos estavam atônitos demais para fazer alguma coisa devido a velocidade com que tudo acontecia. Sakurai recobrou-se do choque, ignorou qualquer perigo e agiu.

-Zashiro-san! – Daisuke saltou em direção ao corpo do colega ferido.

-Mio, ajude o tenente! – disse Yui a sua irmã que terminava de curar Sayuri e o Shinigami no chão – Kohara-san o que está acontencendo? – disse enquanto a irmã cortava o fio ligado a Sayuri para ir até o novo ferido.

-Eu não entendo... aquele é Ukitake Zashiro, irmão do capitão! Mas o que alguém tão importante faz aqui, e nesse estado? Havia alguém atrás dele. – respondeu quando tentava se levantar – Esse caso definitivamente é maior do que esperávamos! – concluiu aflita.

-Kyaaaaah!! – gritou Mio derrepente.

Quando Sayuri e Yui olharam na direção de Sakurai e os outros, tudo que puderam ver foi Mio caída ao lado de Zashiro e Sakurai de espada em mãos em meio a uma estranha névoa que se formava ao redor de todos.

-Asahina-san! – gritou Sakurai ao ver o profundo corte em suas costas — Mas o que? – a névoa branca se intensificara e agora era impossível enxergar qualquer coisa mais distante que a ponta da zanpakutou. Sakurai havia perdido todos de vista.

— O que está havendo Daisuke? – foi possível ouvir a voz de Sayuri de longe.

— O que aconteceu com minha irmã?! – a voz de Yui vinha da mesma direção que a de Sayuri. Ainda estavam próximas.

— Eu não sei o que está acontecendo, mas creio que seja a habilidade do inimigo! Tente descubrir alguma coisa Sayuri! Eu vou ajudar Zashiro-san e Mio-san! – disse Sakurai tentando se manter calmo.

— Certo, Aoken... Aaaahrg! – pôde-se ouvir o grito de Sayuri ecoando antes que ela fosse capaz de liberar sua espada.

-Ahahaha... você não irá descobrir mais nada garota... — disse a voz de um homem que parecia ecoar de todos os lados – Aaaah... também não posso deixar você curar este garoto tenente – Sakurai não teve tempo de reagir a espada que surgiu do nada em meio a nevoa que os cercava. Daisuke havia sido ferido gravemente no ombro direito.

-Sayuri! – tentou gritar quando um segundo golpe o fez cair com as costas feridas.

Sakurai caiu no chão acidentado ao lado de Mio, seu sangue manchando suas roupas de vermelho. Mas era necessário mais para derrotá-lo.

-Aaaaah...- soou num tom tranqüilo – os treze esquadrões já não são mais a mesma coisa... nem acredito que faço parte dessa horda de chimpanzés ridículos... – falou a voz do homem alto de longos cabelos dourados que começava a surgir ao lado do tenente ferido.

A nevoa ia se acumulando ao redor do shinigami suspeito que estendeu a mão como se agarrasse o ar a sua frente, em seguida ele disse:

-Materialize-se Genryuu! – e assim a nevoa que cobria o local juntou-se na sua palma e deram a forma de sua zanpakutou – Ah... quem disse que eu não posso cometer um assassinato? Hahaha... fácil demais – disse olhando seu próprio reflexo na lâmina da katana. — Você está esquecendo alguém! – Yui investiu contra o homem atacando suas costas, o que foi inútil.

-Há! – ele bloqueou a investida facilmente devido ao reflexo da katana que vaidosamente observava segundos antes – mais um macaquinho hahaha... – riu com desdém e contratacou.

Yui foi forçada a recuar por conta da intensidade do contragolpe. Quando seus pés pararam de recuar ela os impulsionou para investir uma segunda vez contra o inimigo, mas bastou um piscar de olhos para perdê-lo e ver-se desnorteada dentro de uma densa nevoa branca.

“Droga!” pensou quando empunhou a espada na defensiva, “nunca vou pegá-lo agora!”. Mais uma vez a ponta da espada era a única coisa possível de se ver.

— Hahaha... parece que perdi um dos chimpanzés... nada que minha lâmina não resolva – mais uma vez o som de sua voz parecia vir de todas as direções.

-Covarde! Apareça! Não é capaz de enfrentar uma mera garotinha cara a cara? – falou Yui ainda em posição tentando provocar o inimigo oculto.

— Não, ele não é capaz! – falou a voz de Sakurai às costas de Yui.

-Tenente?! – surpreendeu-se – Mas como?

-Eu diria que sou um tanto versátil nas artes shinigami, mas deixe explicações pra depois! – falou em tom de emergência – eu entendi o poder da zanpakutou dele, vamos dar um jeito nisso! – disse confiante quando tocou suas costas as costas de Yui.

-Certo! – Yui esqueceu a surpresa e ficou atenta, a espada na defensiva.

“Clang” o som de Sakurai defendendo um golpe pode ser ouvido. A espada do inimigo surgia a toda hora de dentro da nevoa mas não se podia prever de onde. “Cling” agora Yui bloqueava uma investida pela esquerda.

— Não percamos tempo! – falou Daisuke ainda defendendo-se dos golpes que vinham do nada – essa nevoa é o poder da zanpakutou dele, eu o vi rematerializando a espada quando estava caído – “clang” – a técnica é basicamente enganar e desnortear o inimigo para pegá-lo de surpresa, mas o truque...– “cling” foi o som de Yui bolqueando dessa vez.

-E tem a voz dele, vem de todos os lados, tenho a impressão de que ele é a própria névoa! Fica impossível localiza-lo! – falou Yui.

-E esse é o truque, ele está usando o Tentei Kuura, o kidou de comunicação para nos confundir. Com isso somado a essa nevoa ele se torna tão difícil de localizar quanto sua voz! – “ cling, clang!” dessa vez uma investida dupla foi dificilmente defendida por Sakurai que recebeu um corte no braço esquerdo.

— Cuidado tenente! – avisou Yui quando viu um terceiro golpe mirando uma brecha de Daisuke – Hadou no ‘ichi’ (1) Shou! – gritou a garota apontando o indicador para o tenente que foi forçado a esquivar-se devido ao impacto do kidou em suas costas.

— Auch! – fez ao receber o kidou — Obrigado, mas agora nós temos que dar um jeito de encontrá-lo, tenho um plano mas vamos precisar de um kidou poderoso, só teremos uma chance – disse Sakurai recuperando-se da ajuda de Yui.

-Certo tenente, mas infelizmente – “clang” – eu acabei de lhe mostrar todo o meu conhecimento em kidous exceto caso você precise de um poder de cura, no momento, sou completamente inútil! – falou Yui enquanto defendia-se.

-Não se preocupe eu dou conta do kidou, só vou precisar da sua paciência – falou Sakurai calmo – agüente um pouco – Daisuke cravou a zanpakutou no chão a sua frente e começou a murmurar um encantamento enquanto fazia gestos consecutivos com as mãos. Sua pressão espiritual começou a dar forma a uma barreira ao redor dos dois, então ele disse: Bakudou no ‘hachijyuusan’ (83) Kyoumon!

O cubo de energia invisível se formou completamente ao redor de Daisuke e Yui, protegendo-os por todos os lados.

­-Hahaha... um kidou não vai me parar, seus truques de primatas não passam de piada pra mim! – falou de repente a voz do shinigami inimigo – Hahaha!

Frequentemente Sakurai e Yui viam a espada do inimigo tentando cortar a barreira mas sem resultado. Estavam sendo subestimados.

-Incrível tenente, o Kyoumon é tão poderoso que só pode ser destruído por dentro, desse jeito ele nunca vai nos atingir! O que fazemos agora? – falou Yui empolgada.

— É verdade – respondeu Sakurai – se realizado por alguém bom o suficiente o Kyoumon tem mesmo esse efeito, é uma pena que Kohara sempre consiga destruir minhas barreirar com hadous, e eu nunca aprendo... – concluiu Sakurai mais calmo do que parecia.

Os constantes ataques à barreira cessaram. Um silêncio aterrador se instalou no meio do nevoeiro branco. Sakurai cochichou algo para Yui e então os dois se puseram em posição defensiva. Subitamente o silêncio foi quebrado pela voz estridente do inimigo, que gritou:

-Hadou no ‘sanjyuusan’ (33) Soukatsui! – a rajada de chamas azuis voou na direção da barreira que defendia Yui e Sakurai.

-Parece que os macaquinhos te pegaram! – disse Yui no momento em que o kidou quebrou a barreira como se fosse vidro e atingiu Sakurai em cheio.

Daisuke caiu com o golpe, mas foi possível ver que sua expressão dizia “deu certo”. Yui aproveitou a brecha e seguiu com máxima velocidade para o ponto do nevoeiro de onde o kidou havia saído, não podia desperdiçar o sacrifício de Sakurai, esta era a sua única chance. Empunhado a espada firmemente Yui saltou com o shunpou e em seguida foi possível ver o rosto surpreso do alvo a sua frente. Yui tinha a vitória nas mãos.

— Aahahahahahaha – riu uma voz infantil e graciosa – você sempre da um ótimo show, maninha! – a garotinha do primeiro esquadrão apareceu na frente da irmã interrompendo a investida e cravando a zanpakutou na barriga de Yui impiedosamente. Seu rosto mostrava um doentio sorriso, uma expressão de loucura mixada a prazer, a pequena criança parecia um monstro – ahahahahaha, a-ca-bou maninha... – concluiu a garotinha, o rosto manchado de sangue que jorrava do ferimento da irmã.

-Onee-chan? – o tom de surpresa era evidente em sua voz – O que... por que? – falou Yui completamente atônita, o sangue escorrendo de sua boca ao mesmo tempo em que uma lágrima caia do seu único olho azul – Miko-chan... – e então perdeu a consciência.

-Vou sentir falta de você... – disse Asahina Miko chutando o corpo da irmã para que se desenterrasse da lâmina – não... Na verdade acho que não – disse ao vê-lo caído.

O corpo da garota de tapa-olho e cabelos roxos caiu no chão de terra , e em segundos o sangue de Yui já tingia o espaço de vermelho. Asahina Miko, sua irmã mais nova ficou de pé em cima de seu cadáver, olhou para o homem de cabelos dourados e disse:

-Vamos Rokurou, já terminamos tudo aqui – a garotinha saltou e seguiu em frente.

Antes que Asahina Miko pusesse os pés no chão foi possível ouvir a voz conhecida de Ukitake Jyuushirou dizendo:

-Vocês não passaram daqui! Serão levados e devidamente punidos – o capitão de longos cabelos brancos falava com a zanpakutou em mãos, os olhos tristes pela visão de tantos companheiros feridos.

Ukitake vinha acompanhado por uma tropa de shinigamis. Kotetsu Isane e Yamada Hanatarou do quarto esquadrão avançaram sem hesitação até os feridos. Os terceiro e quarto postos do décimo terceiro esquadrão Kotsubaki Sentarou e Kotetsu Kyone já empunhavam suas Katanas ao lado de Kuchiki Rukia que segurava a espada apontada para os traidores.

— Ahahahaha, um capitão! Teremos problemas Roku, é melhor irmos embora! – os dois viraram as costas para partir, mas antes que conseguissem foi possível ouvir:

-Dance, Sodenoshirayuki! Próxima Dança Hakuren! – Rukia apontava a espada para os dois alvos quando a rajada de gelo e neve os alcançou, lá adiante um grande pedaço de gelo aprisionava duas grandes pedras no lugar de shinigamis, eles tinham fugido.

— Droga! Eles escaparam capitão! – disse Sentarou.

-Eu vi eles escaparem primeiro capitão! – protestou Kyone, inconveniente.

-Não é hora para isso, vocês devem ajudar com os feridos! – falou Ukitake com um tom de tristeza na voz – e você Kuchiki meus parabéns pela rapidez em sua reação, assimilou a situação e não hesitou, movimento digno de um tenente – disse demonstrando seu orgulho num sorriso mas ainda manteve a tristeza em seus olhos.

-Obrigado capitão, — disse corando levemente – agora com licença vou ajudar os outros – falou enquanto guardava a katana e se dirigia até os feridos.

Ukitake parou, olhou cada um dos shinigamis caídos, viu Sakurai, Sayuri, reconhceu até mesmo Yui e sua irmã Mio e então fitou seu irmão Zashiro, sua inabalável calma e o cuidado com sua saúde não o permitiram se exaltar. O capitão de olhos azuis e cabelos alvos olhou para o céu e disse:

-É, a sombra de Aizen ainda paira sobre a Soul Society. A paz acabou.

-x-

“Meu nome e Sakurai Daisuke, e o seu?” “Sayuri? Que nome bonito... o que significa?” “Lírio? Mas o seu cabelo é azul!!” “Auch!” “Você é doida? Por que me bateu?” “O que significa o meu nome...eu não sei...” “Você pode me ajudar a descobrir?” “Sayuri...?”

— Sayuri! – Sakurai Daisuke viu-se derrepente numa cama, em um aposento todo branco, olhou para a direita e viu mais camas com shinigamis feridos, mas nenhum deles era a que ele procurava.

-Auch! – fez ao levar um golpe na cabeça.

-Deste lado! – falou a voz conhecida de Kohara Sayuri num tom gentil.

-As...Sayu – as palavras não saíam, mas o alívio era claro em seus olhos e no sorriso que não evitou ai ver a colega.

A moça de olhos castanhos e longos cabelos azuis mostrava um sorriso triste em seu belo rosto , mas isto não a fazia menos bonita.

-Como estão os outros? – conseguiu dizer Sakurai.

-Asahina Yui está bem, seu ferimento foi grave mas sua irmã Mio não descansou até cura-la completamente, ela também estava ferida mas a capitã Unohana cuidou dela pessoalmente, acredite ela se esforçou tanto que agora esta pior do que antes – disse Sayuri tentando descontrair – bem, Zashiro-kun era o pior de todos, já fizeram o possível por ele, mas ele teve o Saketsu perfurado, talvez ele perca os poderes espirituais, mas ainda não temos certeza, só quando ele acordar...

Sayuri suspirou, voltou a sorrir e olhou para Daisuke. Sua expressão ainda mostrava grande alívio enquanto olhava para o amigo pensativo.

-Sayuri... – começou Sakurai – eu vou abandonar o cargo de Tenente.

-Ah, sim, o capitão me avisou que diria isso... – Sayuri ergueu o punho – e me pediu pra te dar isso – e então acertou um soco na cara de Daisuke.

-Arrg! O que é isso!? – falou surpreso pelo ataque inesperado – o capitão jamais pediria uma coisa dessas!

-É verdade, esse foi por minha conta, ele só disse pra eu te repreender – falou Sayuri renovando o sorriso – você não pode abandonar o posto de Tenente! Sabe disso, e sabe também que o capitão confia em você. Daisuke, você é o único shinigami que eu conheço que já passou por todos os treze esquadrões, isso não é pouca coisa, foi escolhido por que é capaz!

-Mas eu sou fraco! Não pude fazer nada! Não pude proteger Yui e a irmã dela! Não pude ajudar o Zashiro-kun! Eu... – a voz de Sakurai falhou – Eu não pude proteger você...

“Paft!” foi o som do tapa de Sayuri no rosto de Daisuke, ela o olhava mais séria do que nunca.

-Se você se acha fraco treine mais! Se esforce mais! Aprimore-se! Você acha que pode desistir porque perdeu uma vez? – disse a shinigami sem perder a firmeza – Lembra-se do dia em que nos conhecemos? – Daisuke fez que sim com a cabeça, o rosto vermelho – eu ainda lembro o significado do meu nome, você lembra do seu?

-É claro... – falou Sakurai.

-Bem já estou indo- Kohara tinha novamente um sorriso no rosto – o lado bom de tudo isso é que não vou levar bronca por bater num Tenente – falou Sayuri substituindo o rosto sério por uma expressão alegre.

-Não conte com isso – falou Sakurai respondendo com um sorriso – não vou pegar leve com você.

— Então se recupere logo, você ficou inconsciente por dois dias, tem muito o que saber... – respondeu dirigindo-se a saída — ...Tenente.

Sakurai acenou com a cabeça, tentando acobertar a preocupação com um sorriso, quando Sayuri passou pela porta e saiu de vista. Em seguida Daisuke desceu o rosto até o travesseiro pensativo. Haviam muitos problemas para resolver, amigos a ajudar, tarefas de Tenete, muito no que pensar, mas apesar de ser frustrante o máximo que ele podia fazer agora era dormir.

-x-

-Bom dia Tenente Sakurai – falou o shjinigami que passava – que bom que já está melhor!

-Bom dia Tenente! – falou o outro.

Sakurai caminhava apressado sozinho pelas ruas da Seireitei, próximo ao alojamento do quinto esquadrão. Desejava que suas pernas fossem maiores tamanha a pressa.

-Ola Tenente Sakurai, parabéns pela promoção – falou o shinigami estranho que passava.

Sakurai seguia para o quartel general do décimo terceiro esquadrão, ele havia sido convocado a uma importante reunião pela qual esperou por três dias. Desde sua última missão Daisuke havia sido internado no centro de recuperação do quarto esquadrão e agora totalmente recuperado estava determinado a agir.

-É eu estou ancioso por amanhã! – falou um dos shinigamis de um grupo pelo qual Sakurai passou sem dar atenção.

-Imagine, nosso esquadrão está uma bagunça, sem contar q quantidade de trabalho...-falou o outro – não vejo a hora! – completou o shinigami sem despertar a atenção de Daisuke.

Por alguns minutos Sakurai andou impaciente, e depois da caminhada chegou ao local de sua reunião. No alojamento de seu esquadrão não foi difícil se localizar, dobrou esquinas aqui e ali até que chegou em uma das grandes salas feitas de madeira, abriu a porta e entrou. O cenário que viu foi como esperava, o capitão Ukitake Jyuushiro sentado na ponta de uma bela mesa retangular para oito pessoas, ao seu lado os inseparáveis Sentarou à esquerda, Kyone à direita, ao lado dela Kuchiki Rukia esperava sentada, à frente destacava-se a moça de cabelos azuis Kohara Sayuri. Sakurai não se surpreendeu ao ver Asahina Yui e sua irmã Mio sentadas ao lado de Sayuri e Rukia respectivamente. Assim só restou o outro lugar na ponta da mesa, de frente para o capitão e lá sentou-se após cumprimentar todos com uma reverencia.

-Seja bem vindo Daisuke! – Saldou-o o capitão Ukitake sorrindo – estamos aliviados com a sua melhora, mas infelizmente não temos tempo para comemorar – então ele pediu que o chá fosse servido a todos e a reunião começou.

-Capitão, aqui está o meu relatório com tudo que pude me lembrar enquanto estive de cama – falou Sakurai entregando os papeis ao capitão.

-Ora Daisuke você devia ter descansado...Mas mesmo assim agradeço a sua eficiência – começou – bem, agora vou pedir a Sayuri que nos explique tudo que descobriu durante a missão, por favor... – concluiu o capitão.

-Certo capitão, — falou Sayuri – sendo assim acho que devo começar explicando sobre o poder da minha zanpakutou para que seja mais fácil de entender, bem esta espada – Kohara puxou a katana da bainha para mostrar – tem o poder de...

— Analizar partículas espirituais, com isto você é capaz de ver toda e qualquer mudança em uma área ou corpo espiritual. Sua maior função é dar ao usuário um diagnóstico completo sobre a amostra analisada dentro de um cubo de reiatsu produzido por uma forma específica de bakudou que só a zanpakutou é capaz de criar, este também possui um razoável poder de defesa – falou a voz de Kurotsuchi Mayuri que surgiu de um ponto escuro da sala junto de sua Tenente Nemu.

Não houve alguém presente que não tivesse se assustado. O capitão Ukitake, mais discreto, apressou-se em dizer:

-Bem, o capitão Mayuri “sugeriu” que eu o deixasse assistir a reunião para fins científicos, achei uma boa idéia, então não neguei – falou um tanto inseguro com a própria idéia – alguém se importa?

Ninguém ousou dizer nada. E então Sayuri retomou a explicação:

-Obrigado capitão Kurotsuchi – disse insegura – esse é o poder da minha espada, e o que eu descobri foi – continuou Kohara um tanto desconfiada da atenção maníaca que os olhos do capitão Kurotsuchi tinham sobre ela – que a princípio aquela região não foi invadida por hollows e sim que os habitantes foram forçados a se transformar neles. Em seguida pude notar que o nível de pressão espiritual do lugar aumentou drasticamente, o que causou a explosão que destruiu tudo na área antes de chegarmos. Durante nossa batalha um fenômeno chamado de Reikiri, ou névoa espiritual, se formou sobre nós, não confundam com a névoa que era habilidade do nosso inimigo – falou olhando para Yui que fazia cara de confusa – essa névoa aparece quando uma grande quantia de partículas instável se acalma , foi isso que ocorreu após a explosão.

-Mas grandes quantias de pressão sozinhas não causam explosões, — interrompeu Mio – o que causou isso?

-Bem, um lugar cheio de pressão só explode se houver grande agitação espiritual – continuou Sayuri sem se importar com a interrupção – e foi o que ocorreu quando os hollows surgiram. Veja bem, as partículas no ar a nossa volta estão calmas, se as agitarmos de forma exagerada criaremos uma atmosfera favorável a explosões.

-Claro, é o princípio básico de todos os kidous de ataque, reunir, agitar e explodir – acrescentou Rukia.

— Exatamente, -respondeu Sayuri em tom de agradecimento – e ao que tudo indica nossos shinigamis traidores estão tentando acumular grandes quantias de pressão espiritual, o motivo...

-O Hougyoku – finalizou Daisuke que estava atento a explicação.

Ukitake bebeu de seu chá, desceu o copo até a mesa calmamente e disse:

-De fato este é o motivo mais provável, portanto devemos nos mobilizar para impedi-los a todo o custo – disse o capitão sério – agora por favor Yui-san seu relatório – falou dando continuidade a reunião.

Com isso Kurotsuchi Mayuri, até então atento, dirigiu-se a porta ao lado de sua tenente Nemu resmungando “ isso não me interessa” e “vamos Nemu!”. Depois disso seguiu-se mais uma hora de reunião onde todos deram seus depoimentos e opiniões relevantes a situação. Sakurai falou o que sabia sobre os inimigos. Yui e Mio falaram tudo que sabiam da irmã e ao fim todos levantaram e se despediram para retomar seus afazeres. O capitão Ukitake aproximou-se de Daisuke lhe entregando um envelope e dizendo “ esse será seu primeiro grande evento como Tenente, não se atrase viu?” e depois partiu.

Sakurai abriu o envelope onde leu surpreso, as seguintes palavras: “Cerimônia de posse do novo Capitão do quinto Esquadrão”.

Notas finais
Você finalmente acabou ^.^Pessoal desculpem por ter ficado maior que o padrão [sim havia um padrão]. Eu sempre tentei manter os capítilos de um tamanho médio pra nao ficar muito cansativo, me desculpem por isso.Ah e também devido ao tamanha talvez eu tenha perdido alguns erros na hora da minha revisão por favor me avisem nos reviews. Reviews, Reviews, Reviews, por favor continuem mandando! Eles sempre me ajudam muito!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.