1,2,3, And Now

4 Four Part 1- The Break Up


Notas iniciais
Então, depois de séculos eu voltei :) Essa fic é realmente mais dolorosa de escrever do que as outras, mas quero muito terminar ela, então... Vou dividir a s4 em dois cap porque esse aqui já tem mais de 2 mil palavras e não chegou nem na metade da temporada... Acho que vou voltar a escrever algumas das minhas fics, mas não sei se todas.... Enfim, boa leitura!

–Beth! Quer uma carona? Eu já tenho que ir na sua mãe para planejar o reencontro do antigo New Direction.

–Ah, sim...

Os dois caminhavam em silêncio pelos corredores da escola. Não tinha mais ninguém na escola, eles só estavam ali porque Beth resolveu ficar até depois do glee club para treinar e Finn, como professor responsável pelo coral, ficou arrumando algumas coisas para o dia seguinte

–Você já pode ir me contando o resto da história sua com Rachel, né?

Finn olhou para sua “sobrinha” com uma expressão triste.

–Eu realmente não gosto do resto dessa história, Beth...

–Ah, por favor, tio... Eu quero saber o final...

Eles entraram no carro de Finn, que suspirou e se rendeu a Beth, como sempre.

–Tudo bem... Digamos que eu não terminei de verdade com ela naquele dia, na estação de trem e digamos que eu fui para o exercito e Rach para NY e digamos que eu não falei com ela por quatro meses.

Beth bufou e negou com a cabeça.

–Você sempre fode com tudo, né?

Ele revirou os olhos e deu um soco de leve no braço dela.

– Eu estava com vergonha, nem pro exército eu fui bom o suficiente. Bom, eu cheguei de surpresa na casa dela e ela estava com um tal de Brody lá. Minha pequena já não era mais a mesma nessa época, aquele desgraçado tinha mudado ela completamente. Rachel vestia roupas diferentes e aparentava estar mais madura, mas eu podia ver em seus olhos que era tudo forçado, eu tinha a esperança que dentro dela ainda vivesse a garota pela qual eu me apaixonei, aquela menina toda cheia de si e cheia de sonhos.

–Awn, seus olhos ainda brilham quando falam dela.

Finn riu, mesmo que um pouco forjado.

–Eu sabia que no fundo Rachel estava desconfortável com aquelas roupas e aquele jeito todo, aquela simplesmente não era ela.

–Está com fome? Quer que eu faça ovos?

–Sim, obrigado... Esse lugar é incrível.

–Não é a vizinhança ideal, mas pelo menos conseguimos ver Manhattan.

–...

–...

–Eu não posso fazer isso, Finn, não consigo entender o que está acontecendo. Por que está aqui e não com seu uniforme?

–Porque eu não estou no exercito. Eu estive, por 16 dias. Não era tão ruim, senti que estava em um lugar em que eu podia fazer diferença e eu estou acostumado com gritos. Então um dia eu estava limpando Rachel (eles nos fazem dar nomes aos nossos rifles)... Direto na minha coxa. Graças a deus que não atingiu nenhum osso. Recebi uma dispensa semi-honrosa. Eu viajei pela Georgia nos últimos meses. Me desculpe por não ter te ligado, mas eu estava tão envergonhado. Quer dizer, quando eu fui para lá eu estava tão confiante, eu iria redimir meu pai e te deixar orgulhosa... Eu não podia te encarar sendo um perdedor.

–Chega disso, chega de ficar sem fazer nada por aí. Certo, e daí? O exército não deu certo, mas os planos mudam. Está aqui comigo agora, na melhor cidade do mundo. Que lugar melhor que esse para encontrar um novo sonho?

–Tipo o que?

–Antes do exército, você tentou Pace, para ser ator. Obviamente não era a escola certa, mas, sei lá, talvez NYADA seja... Por que não assiste as minhas aulas comigo essa semana? Se você gostar pode se mudar para ca e vamos passar o ano arrumando um jeito de você entrar lá.

–Está falando sério?

–Eu amo aqui, mas sempre teve algo faltando. Te deixei uma vez e isso não vai acontecer de novo.

–Naquele momento, eu tive certeza que minha Rach ainda estava lá em algum lugar, por mais que não parecesse. E eu tive certeza que iriamos ficar juntos, mas como ela disse, os planos mudam. Eu fui assistir as aulas com ela e ela parecia ter se encontrado perfeitamente lá, ela parecia ter achado seu lugar, mas definitivamente aquele não era o meu lugar.

Eu costumava ser o homem dos sonhos dela, mas agora não estamos nem no mesmo mundo.

Blaine também foi para NY ver Kurt,mas todos nós conseguíamos sentir aquele ar estranho, de alguma forma sabíamos que aquilo não iria dar certo. Então nós quatro fomos a um bar-karaoke... Aí tudo começou oficialmente a desmoronar. Encontramos o mesmo cara que estava com Rachel na noite que eu cheguei... Brody.

–Oi Finn, Rachel.

–Ah, oi Brody!

–Oi Brody, bom te ver de novo.

–Você também. Então... como vai a visita?

–Maravilhosa! Levei ele pra escola pra conhecer NYADA comigo.

–Legal. Nesse caso, espero que cantem hoje. Não se vai de verdade a NYADA sem cantar no Callbacks.

–É isso que eu estou tentando dizer, eu quero muito que ele cante “Give Your Heart a Break” comigo, mas...

–Mas eu não sou um estudante, então...

–Bem, você está com Rachel o que faz honrado e eu sou amigo do Pascal o pianista.

–E a música fica melhor em dueto então...

–Por que vocês não cantam juntos? É uma tradição de NYADA e vocês estudam lá.

–Finn.

–Sim. Certo, vamos lá.

–Eu te amo... Me deseje sorte!

–Eu tenho certeza que ele viu o que eu estava tentando fazer. Eu queria ter certeza. Eu só queria ter certeza de que eles tinham algo. Ele viu isso e usou contra mim, mas naquele dia eu estava tão cego e tão exausto, exausto de ser substituído, exausto de não ser suficiente, exausto de não ser nada.

–E o que você viu? Eles tinham algo?

–Sim... Bom, chegamos Beth, eu posso te contar o resto outro dia, sei lá...

–Não! Você vai entrar e terminar a história, você pode falar com minha mãe mais tarde, tio...

Ele suspirou e concordou com a cabeça, como sempre quando se tratava de Beth...

::

–Bom, quando ela cantou com ele, meu coração desmoronou, aquele parecia o pior pesadelo da minha vida, mas surpreendentemente, tudo ficou muito pior.

–Então, você e seu amigo cantaram muito bem...

–Eu... Eu queria que você tivesse subido lá e cantado comigo.

–É, eu... Não me encaixo aqui. Esse lugar é muito grande, muito rápido, as pessoas são muito talentosas.

–Não... Eu senti isso quando eu me mudei pra cá.

–Até em Ohio eu sabia que você nasceu pra isso e eu não.

–E era verdade. Eu não nunca pertenci àquele lugar.

–Tem certeza que você e Brody são apenas amigos?

–Eu já te disse, tudo...

–Por favor...Não minta pra mim.

–Eu não conseguia falar com você, ok? Você não atendia minhas ligações ou minhas mensagens, eu não sabia onde você estava ou mesmo se estava bem.

–Então ficou com ele.

–Eu beijei ele e foi só isso. E isso porque você me disse que queria que eu fosse livre.

–Eu não acredito. Sou tão idiota.

–Wow.

–Nós não éramos mais os mesmos, nenhum dos quatro. Nós crescemos e foi isso que a vida fez com a gente. Nos separou, nos mudou e acabou com todo o restinho que ainda existia de nós mesmos em outra pessoa.

–E então...?

–Então eu fui embora. Cedo da manhã, covardemente. Mas eu sei que eu não aguentaria ver o rosto dela mais uma vez sem desmoronar.

–Você não pode simplesmente fugir.

–Cara, você me assustou. Eu pensei que era o único acordado.

–Estava esperando alguém aparecer. Esperava que fosse Blaine.

–Vocês estão bem?

–Eu meio que sinto como se fosse morrer. Acho que não preciso perguntar o que você está fazendo.

–Eu falo com ela mais tarde. Eu... só quero sair um pouco.

–Seis meses atrás, você pensava que as coisas estariam assim?

–As vezes eu sinto falta do ensino médio, sabe? Vem cá, me de um abraço antes que eu vá.

–Quer que eu diga alguma coisa pra Rachel?

–Não.

–E então eu passei por aquela porta, cometendo o maior erro da minha vida. Eu estava ainda mais perdido, não tinha pra onde ir ou o que fazer da minha vida e só um lugar passou pela minha cabeça: aqui. Mckinley High Scool. E eu voltei pra onde tudo começou.

–Meu Deus. Eai!

–Oi.

–Você está ótimo! É bom te ver. Espere eu não...não entendi. O que aconteceu com o exército?

–Não deu certo.

–Tudo bem. Bom...Quando você chegou? Já falou com Rachel? Ela...Tem andado preocupada com você.

–É muito bom te ver Mr.Shue. Podemos conversar sobre uma coisa?

–Claro...

–E eu chorei em seus braços. Chorei por Rachel, chorei por não ser nada, chorei pelo meu futuro, chorei de saudades. Chorei por tudo, porque tudo estava dando errado ultimamente. Então eu fiquei por ali, fui no Glee Club e coloquei uma máscara convencendo a mim mesmo de que ali era meu lar. E realmente parecia que eu pertencia àquele lugar, mas sempre tinha algo faltando. Tinha algo faltando em mim. E agora é hora da pior parte.

–Foi aqui que você me pediu em casamento. Quando pediu, falou que aqui foi o nosso primeiro encontro. Também foi onde nos conhecemos. Lembra?

–Sim. Ensaio do Glee Club. Você... me assustou.

–Esse lugar é tipo nosso Jerusalém. Todas as estradas parecem nos trazer de volta pra cá. Eu fui na sua casa. Na oficina. Eu deveria saber que você estaria aqui.

–Eu sei que parece estranho, mas eu senti vontade de cantar aqui. Pareceu ter me ajudado a descobrir coisas antes, então...

–É, eu teria vindo aqui antes se você tivesse atendido minhas ligações ou respondido minhas mensagens. Ao invés disso eu tive que pegar um avião e dirigir pela cidade procurando você como uma idiota.

–Desculpa, eu precisava de um tempo.

–Você teve quatro meses! Eu te odiei pelo que fez comigo na estação de trem.

–Eu só estava tentando te ajudar.

–Eu te odiei! Mas então eu fui para NY e eu percebi o quanto você me ama e como deve ter sido difícil pra você. E eu pensei: assim... assim é como um homem tem que ser. É assim que um homem ama. Mas você... Não me disse onde estava por quatro meses e fugiu antes do nascer do sol no meio da noite sem dizer adeus, isso não é ser um homem, Finn!

–Eu estava tentando te dar sua liberdade!

–Eu não preciso que me de minha liberdade! Eu sou adulta. Eu não preciso que se esconda de mim para me impedir de fazer o que é certo.

–Como esse Brody?

–Isso não tem nada a ver com o Brody, ok? Não acha que eu preferia estar com você?

–Não disse que ele estava na Brodway? Certo? Ele tem 3% de gordura corporal. Quem sou eu? Eu mal me formei no ensino médio e minha vida não tem nenhuma direção.

–Não entende? Não importa o quanto rica, famosa ou bem sucedida eu me torne, quando se trata de você, eu sempre vou ser a garota romântica que te assustou no primeiro ensaio do Glee Club.

–Queria poder acreditar nessas palavras até hoje.

–Você foi o primeiro garoto que fez eu me sentir amada, e sexy e visível. Você foi meu primeiro amor, e eu quero, mais que qualquer coisa, que seja meu último. Mas eu não consigo mais fazer isso. Pelo menos não agora. Acabou.

–O que eu vou fazer com a minha vida? Não tenho minha namorada, não tenho um emprego, não tenho um lugar nesse mundo.

–Você tem você. E é melhor que qualquer outro no planeta, na minha opinião.

–E foi isso... Acabou.

–Mas... Simplesmente acabou assim? E a partir dali vocês nunca mais se falaram?

–Não... as coisas nunca acabam com um término quando se trata da gente.

Beth sorriu.

–Bom, eu fiquei ajudando Mr.Shue com o coral, Rachel voltou para NY e seguiu com sua vida, mas ela estava certa, todas as estradas nos levam para aquele lugar. Eu dei a ideia do musical: Grease! E no dia da estreia, Kurt e Rachel vieram nos assistir.

–Rachel.

–Oi Finn. Como você está?

–Bem. Um pouco... Surpreso por te ver, mas...

–Vou fazer os garotos aquecerem...

–Como você está?

–Bem, muito bem. Só ocupada e...

–Rachel fará sua primeira grande audição para um Off-Brodway semana que vem.

–Uau. Isso é ótimo. Parabéns.

–Obrigada.

–...

–...

–...

–...

–Olha, isso é muito estranho. Nós quatro tivemos muita história entre nós e eu só quero dizer que... É ótimo que tenham vindo ver a peça. Estou orgulhoso.

– A peça estava perfeita, até que eu olhei para a plateia e ela não estava mais lá. Eu a encontrei na saída do banheiro, sozinha.

–Ei! Você perdeu o final... Estava chorando?

–Não, estou bem.

–Por dois anos eu fui o cara que você procurava quanto tinha qualquer pequeno problema. Vai simplesmente fingir que não somos nem amigos mais?

–Eu só... Eu não deveria nem ter vindo. Isso é muito estranho.

–E então por que veio?

–Pelo Kurt... E por você. A apresentação foi muito, muito boa. E eu tinha feito anotações, mas eram bem pequenas.

–Bem, obrigado por ter vindo. Significa muito para mim. Acredite, enquanto eu dirigia o musical estava basicamente pensando “O que Rachel faria?”. Você é tipo minha “mussa”.

–É “musa”.

–Eu sei. Só queria te ver sorrir... Agora vai dizer porque está chateada?

–Eu prefiro não dizer.

–Estava chorando por causa minha?

–Não estava chorando por causa de você.

–Oh... Era sobre ele, né? Brody? Não sabia que você superaria tão rápido

–Você não sabe disso.

–Mas eu te conheço. Eu sei que você tem quatro tipos de choro. Tem o choro falso, que normalmente envolve lencinhos, tem o choro enquanto canta, que este não pode ser, tem o choro decepcionado que envolve soluços... E tem o choro por um garoto, que eu conheço muito bem, porque costumava ser reservado para mim.

–Eu falei que não deveríamos falar sobre isso.

–Talvez não devêssemos falar sobre nada mais.

–É isso que você quer?

–É. Nenhum contato... Nem mesmo com música. Quando vier visitar, eu não quero ficar sabendo.

–É... por mim tudo bem. Eu não sei direito o que vai acontecer entre nós, mas... eu sei que você costumava ser o garoto que me fazia sentir a garota mais especial do mundo e não sinto mais isso. Agora só fico triste... e confusa. E a pior parte é que eu nem me sinto tão mal por causa disso.

–O que quer que tenha acontecido esse Brody te fez chorar e... isso não.

–Ai meu Deus. Cara, isso é a coisa mais triste que eu já ouvi.

Finn sorriu de lado, mas naquele sorriso existia tudo, menos felicidade.

–Beth, eu aprendi duas coisas com o primeiro e único amor que eu já tive. Mas sinceramente, eu não quero te desiludir.

–Pode falar.

Ele respirou fundo e olhou para a sobrinha.

–A primeira é que as pessoas mudam e talvez você não consiga amar aquilo que ela se tornou. E a segunda é que o amor simplesmente não dura.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.