12 Maldições do Olimpo
3 O Beijo Sangrento
Notas iniciais
Desculpa demorar tanto pra postar, mas enfim está ai! Boa leituraa! :3
Ps.:Essa é a Lísis...
Eu não sei onde eu estava. Bem, eu não poderia saber. Era um lugar estranho, afastado, porém magico. Eu ouvia uma cantoria incessante, eu gostava dela, era a voz mais doce que eu já ouvira. Eu digo como se fosse uma pessoa só por que elas cantavam em uma sintonia tão perfeita que eram quase uma pessoa só. Minha cabeça doía tanto que eu sentia meu cérebro pulsar. Por quê? O que havia de errado comigo? A única coisa que eu lembrava era da minha noite com meu esposo. Draco, meu rei e senhor, me dera a melhor noite que eu poderia ter, eu me lembrava de cada detalhe. De suas mãos quentes e fortes em meus seios, minha cintura, em todo meu corpo, dele me tragando, me possuindo, me domando. Ele me amou.
Senti calor, mas não era o mesmo que eu sinto com Draco, era o calor de uma mão quente e delicada no meu rosto, e toda minha dor sumiu. Um conforto tomou conta de mim, quase como se eu estivesse sendo abraçada mesmo sem ser tocada. Meus olhos se abriram e então eu vi a mais bela das mulheres me olhando com uma expressão de curiosidade mesclada com algo que eu não sei descrever. A mulher tinha o cabelo ruivo e a pele de um bronzeado leve, seus olhos brilhavam com chamas calorosas e gentis, tinha aparência de 20 anos, mas algo dizia que ela tinha éons a mais que eu. –Você dormiu demais, já era hora de acordar. –Ela disse palavras fortes, porém com um tom calmo, como quem da bronca em um gato levado – Você precisa se apressar se quer salvar Draco! –O que? Como assim? – Levantei as pressas e olhei em volta, eu estava em uma sala grande, com uma lareira linda, e fotos de deuses e humanos conversando fraternalmente, bebendo vinho e comendo pão como se estivessem unidos há muito tempo. Eu a olhei assustada, por que eu precisava salva-lo? O que ele aprontará? Deuses... – Então me tire daqui! Onde ele está? Eu preciso ir! –Calma. –Ela me fitou ainda mais curiosa – Está em tempo. Você não saberia o que fazer sem mim para guia-la. – continuou com voz tranquilizadora-Draco vai morrer se você não leva-lo de seu reino a tempo. Ele tem um papel muito importante para o mundo... Leve-o para longe. Para Esparta, onde ele nasceu. Lá ele será aceito e bem vindo, contato que você não diga de onde ele veio. Diga quem foi o pai dele, use sua sabedoria e seu poder. Lá mulheres são aceitas. Vocês encontraram perigos, procure em nossas histórias a solução para os problemas e cuidado com os deuses, nem todos querem a vitória de Draco. E mais importante: vocês precisam de ajuda, leve a escrava dos cabelos cor de fogo; Do castelo todo só ela é confiável. No meio do caminho ajuda virá, por céu ou por água. –Mas – comecei- Eu não entendo! Quem é você? O que você quer? Por que você ajuda?! Como eu posso... –Basta! – Finalmente ela parecia alterada, mas nada que eu precisasse me preocupar, acho eu-Não há mais tempo. Por que vocês nunca sabem quem eu sou? Se fosse Zeus em meu lugar vocês reconheceriam. – resmungou- Enfim, eu sou Héstia, e esta vendo esse salão? Vê a paz? É isso que eu quero... E a vida de Draco, eu quero a vida de Draco... Eu ajudo vocês e você me ajuda. Agora vá! E acordei. Levantei em um pulo e vesti minhas roupas. Abri a porta e dei de cara com uma menina, suja e com o cabelo cor de ferrugem, -congelei ao lembrar-me de Hécate- Ela me olhava com ar de pressa e eu não conseguia me mover. As palavras de Hécate soavam em meus ouvidos cada vez mais fortes. Era ela a mulher ruiva. –Vamos senhora, – ela disse em tom de urgência, me acordando do transe- Por favor. Draco precisa de ajuda. –Vamos. – Respondi em fim, correndo atrás dela. Chegamos ao salão de decisões. Antes mesmo de eu entrar na sala ouvi gritos masculinos. Coisas como “solte-o seu bastardo” ou “vou matar esse filho de uma puta”. Eu olhei para dentro da sala e vi. Draco estava quase em cima de Leander nosso oráculo. Ele com uma mão segurava seu pescoço e o tirava do chão, todos os homens do salão o seguravam e xingavam. Mas mesmo assim ele não soltava. Parecia ele um leão. Leander ria euforicamente, só parando a me ver. Mandou-me um beijo e uma piscadela e então voltou à gargalhada. –Draco! –Eu gritei com toda minha força tentando soar mais alto que o barulho. –Solte-o! Draco por sorte me ouviu. O soltou e foi segurado por todos os homens do salão. Senti vontade de pular por cima deles e agarrar Draco. Mas não podia, precisava ouvir Héstia. Precisava o tirar dali. Mas o olhar de Draco me tirou o folego. Ele pedia desculpas com os olhos. Ele se despedia com os olhos. Ele me amava com os olhos... –Muito bem – Leander disse ao perceber o certo “clima” em nossos olhares. – Está enfim decidido. Você vai morrer reizinho de merda! Vai morrer por que os deuses mandam... Que triste, do mesmo jeito que você veio você vai... – Ele o olhou e riu mais uma vez. – E eu mesmo o matarei... Dê-me a minha espada! –Gritou, enquanto quaisquer homens corriam para obedece-lo.
–NÃO! – gritei. Não sei por que e nem como. Mas uma tapa forte atingiu meu rosto e me derrubou, ouvi vários homens rirem, e minha boca encheu-se de sangue fresco. – não, não, não... – Sussurrei. Levei um chute e ouvi alguém gritar “Pare de reclamar sua vaca!”.–CHEGAAAAA! –gritou Draco se debatendo, e levando também um soco na barriga, o que me doeu. Ele tossiu sangue, e se debateu, mas muitos homens o seguravam. –Já está bom. – Disse Leander rindo – Enfim, você quer propor algo rainha? –Sim! – Eu disse apressada- Por favor! O coloquem nas celas! Por favor, não o matem agora! Por favor, meu senhor... –Claro, claro... – Ele disse desdenhoso – Mas minha senhora, você tem certeza que não quer para ele uma morte rápida e indolor? –Sim! – me engasguei com o sangue – Tenho. –Vou conceder o seu pedido, minha rainha... – Já que em breve seremos... Casados. Ele me olhou com olhos calmos e calculistas. Ele veio até mim e me ajudou a levantar, passou a mão pelo meu rosto e eu virei o minha face. Mas ele segurou meu queixo e me roubou um beijo sangrento. Eu fechei meus olhos e senti meu estomago revirar. Draco gritou alguns palavrões e tirou gargalhadas de Leander com seus grunhidos. Ele soltou meu queixo e me tacou para seus homens. –A levem com cuidado até seu quarto e a tranque lá. Fiquem de guarda para que minha rainha não fuja de meu amor... –Ele me mandou outro beijo e olhou friamente para Draco – E tire esse bosta daqui. O leve paras masmorras e não o de nem comida e nem água. Podem batê-lo se quiserem. E então nos levaram. Meus olhos encontraram o de Draco, e seus lábios ensanguentados sussurrou: “te amo”. Eu disse o mesmo, e fui carregada para meu quarto. Será que eu não cumprirei meu destino? Ou será que eu matará ele? Não, pensei, Vou deixar de ser a frágil mulher do rei. Vou tomar meu lugar. Eu sou a rainha de Atenas.
Notas finais
Gostaram? Obg por lerem! :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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