Notas iniciais
Espero que apreciem.
Enjoy.

Nymphadora Tonks estava realmente começando a se chatear, quer dizer, ficar sentada desconfortavelmente atrás de uma moita cheia de insetos acompanhada de Remus não eram os melhores planos para sexta a noite — exceto o trecho "acompanhada de Remus", talvez. Ele estava sentado ao seu lado e seus joelhos se tocavam levemente, o que provocara arrepios em Tonks, quando notara, apesar de se arrepender logo depois e pensar vagamente sobre ser uma adolescente de vinte e poucos anos.

Remus por outro lado também não estava feliz, o lobisomem sofrera a ultima transformação deste ciclo apenas algumas noites atrás e ainda não estava cem por cento confiante de seus reflexos, ainda mais para estar em uma missão para a Ordem da Fenix. Mas Dumbledore pouco importou-se com seus argumentos e, não antes de sugerir a extravagante ideia de mandar Sirius em seu lugar, ele praticamente disse-lhe para parar de bancar o humilde tentando transferir uma missão para qualquer outro novato. O que realmente chateara Remus, é que ele queria mesmo transferir isto, mas não da forma como o velho apresentara para metade dos atuais residentes da casa.

E agora, duas horas depois do começo de seu turno em frente ao que pensam ser um covil dos Comensais da Morte e sem nenhuma esperança de um assunto interessante ser iniciado, eles realmente gostariam de ter trocado o turno com qualquer novato.

— Quanto tempo ainda falta? — Tonks arrisca, depois do outro tentar engajar uma conversa sobre a previsão do tempo errada que o Profeta Diário dera no exemplar de hoje de manhã.

Remus suspira e procura pela lua para ver que horas são, mas ela se encondia atrás de uma grande nuvem.

— Depende. Você tem horas ai? — ele perguntou, virando-se para encará-la pelo que ele achou ser a primeira vez na noite. — Temos que fazer cinco horas e chegamos aqui às nove.

Tonks olhou para o relógio azul que se escondia no meio de suas vestes largas e sorriu.

— Onze e onze, faça um pedido! — pediu ela, animada enquanto olhava-o com expectativa.

— Ein? — perguntou Lupin, com uma sobrancelha erguida em claro sinal de desentendimento.

Ela suspirou, lembrando-se vagamente que nem todos tem pais trouxas também.

— É uma brincadeira trouxa — contou ela, como se lhe confiasse um grande segredo. — sempre que ver onze e onze você pensa em algo e repete este três vezes mentalmente, se ele for forte o suficiente, se realiza. Vamos, feche os olhos e deseje.

O lobisomem obedeceu, não querendo chatear a moça. Desejou que a noite acabasse logo e que pudesse voltar para o Largo Grimmauld e dormir até que um dos gêmeos acordasse a Sra. Black ou até que Molly o empurrasse cama abaixo para tomar um café, repetiu isso três vezes e voltou a olhar para Tonks, que sorria para a frente.

— Ótimo — murmurou ela.

E o silêncio voltou a reinar, um pouco mais confortável dessa vez. Até que Tonks quebrou-o, de novo.

— Você sabia que Ginny gosta de Harry? — indagou, de repente muito interessada nas unhas, que mudavam de cor até encontrar uma que lhe agradou.

— Qualquer um com dois olhos pode ver — respondeu o ex-professor dos meninos.

— Seria uma pena se Harry fosse cego, não é mesmo? — suspirou a mulher.

Remus riu, entrando na onde, apesar de odiar se intrometer na vida dos outros desse jeito, é legal ver a metamorfomaga como um intermédio entre os adultos e os jovens.

— E quanto a Rony e Hermione? — questionou ele, apenas para ver o sorriso sutil no rosto dela.

— Eu só espero ser madrinha de um desses casamentos — respondeu Tonks. — Se chegarmos vivos até lá.

Foi a vez de Remus suspirar.

— Quando James e Lily estavam planejando seu casamento, Sirius disse-me exatamente a mesma coisa — sussurrou ele, repentinamente envolvido demais em pensamentos para notar os olhos brilhantes de Tonks, vidrados nele.

— Eu acho que, no fundo, ele só quer poder voltar a viver normalmente.

— É isso que todos queremos, Nymphadora. É por isso que estamos lutando.

— Não me chame de Nymphadora! — avisou. — Acho que poderia ser feliz, quando tudo isso terminasse. Ele continua tão bonito, não é? Mesmo depois de Azakaban.

Remus bufou, dessa vez.

— Até você? Ele sempre conseguiu todas as mulheres.

— Você saberia perfeitamente por quem eu me apaixonei, se não estivesse tão ocupado sentindo pena de si mesmo para notar.

Remus calou-se, digerindo a nova informação e depois desejou que seu pedido fosse fraco, pensando que não seria tão ruim passar as próximas horas acordado, ao lado dela.

Notas finais
Merece comentários?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!