110 Days With You
21 Dia 21
Aquela musiquinha irritante do meu celular não parava de tocar, mas eu não tinha força suficiente pra abrir os olhos. Tateei o sofá, depois de perceber que quem ligava não iria desistir, peguei o celular e o coloquei perto do rosto, abri os olhos devagar e os pisquei diversas vezes até me acostumar com a luminosidade.
- Oi Mad – atendi fechando os olhos e respirando fundo.
- Megan aqui é o Peter, eu preciso da sua ajuda. – ele parecia nervoso, o que me deixou nervosa também.
- O que aconteceu? – abri os olhos e me sentei no sofá em uma velocidade incrível, Jasmine estava deitada no tapete e nem sequer se mexeu.
- Eu não sei, a Madison tava sentindo muita dor, eu trouxe ela pro hospital, mas não posso ficar aqui, tenho que trabalhar, você pode vir aqui ficar com ela?
- É claro, olha eu chego ai em meia hora. – finalizei a chamada e levantei do sofá correndo.
Passei por cima de Jasmine que continuava morgada no tapete e corri pro quarto. Entrei debaixo do chuveiro ainda com a água gelada, deviam ser umas quatro horas da manhã, mas eu não ligaria em ter que ir la e ficar com a Madison.
Sai do banheiro rangendo os dentes de tanto frio, mas não podia me deixar abater. Liguei pro taxi enquanto me vestia, coloquei a roupa mais quente que consegui, um moletom cinza bem básico, peguei qualquer bolsa, amarrei o cabelo e calcei meus vans que eram super fáceis de entrar no pé. Não me maquiei nem nada, apenas peguei um óculos de sol bem grande e escovei os dentes numa velocidade incrível.
Quando sai do quarto Jasmine estava indo pro dela.
- Jasmine eu to indo ficar com a Madison no hospital.
- Ela ta bem? – perguntou meio sonolenta.
- Não sei.
- Manda noticias, beijos – e caminhou até seu quarto enquanto eu ia até a porta. Desci de elevador contando os andares, não que agente morasse no ultimo, na verdade no segundo, mas parecia que tudo me atrasava ali.
Corri até a porta onde o taxi estava parando ainda e entrei rapidamente.
- Hospital Sant Judes – informei e ele logo arrancou. Peguei meu celular e digitei uma mensagem pra Justin, mesmo que estivesse tarde ele veria quando acordasse.
“Amor, estou indo pro hospital ficar com a Madison, parece que ela passou mal. Me liga quando puder. Te amo”
Assim que eu terminei de digitar a mensagem, o taxi já entrava no quarteirão do hospital. Acho que o fato de ser quase cinco da manhã, ajudou na agilidade do transito. Entreguei ao motorista uma nota de vinte dólares, mesmo que aquele não tenha sido o preço da corrida; whatever!
Entrei na recepção do hospital olhando pra todos os lados, caminhou um pouco mais pra dentro, segui até onde indicava a sala de espera da emergência e assim que passei pela porta avistei Peter sentado de olhos fechados. Me aproximei e toquei seu ombro, ele deu um pequeno pulo da cadeira de susto por estar dormindo, sorri doce e ele logo se levantou.
- O que aconteceu? – perguntei depois de termos nos abraçado.
- Não sei, ela ficou a noite toda reclamando de dor, e quando foi de madrugada gritou pedindo que eu a trouxesse pro hospital. – ele realmente tava preocupado.
- O médico não falou nada? Onde ela esta? – perguntei olhando em volta e vendo que não passava nem sequer uma enfermeira, a única que tinha estava atras do balcão, um pouco afastado, teclando sem parar e fazendo o barulho das teclas ecoarem pela sala vazia.
- Ela entrou tem mais de uma hora pra fazer exames, ninguém passa aqui. – ele colocou a mão na cabeça angustiado, afaguei seu ombro e senti meu telefone tocar, atendi com um sorriso fraco vendo quem era.
- Megan, amor ta tudo bem? – perguntou preocupado assim que eu atendi.
- Não sei, cheguei aqui agora. Você não precisava ter me ligado, você vai ter que trabalhar daqui a pouco.
- Eu tinha que te ligar, fiquei preocupado. Eu ia acordar de qualquer forma.
- Não as cinco da manhã né amor.
- Não importa, eu vou me arrumar e passo ai. Já tomou café?
- Na verdade não, vim correndo pra ca.
- Então, ótimo eu levo um café pra você e depois vou pro trabalho. Te vejo ai daqui a meia hora. – finalizei a chamada sorrindo.
- Hey – chamei Peter que parecia ter dormido de novo ao meu lado, ele abriu os olhos e me fitou sem mover um músculo – Vai pra casa, dorme um pouco e vai pro trabalho, eu te deixo a par de tudo, pode confiar – sorri confiante e ele suspirou fechando os olhos.
- Me liga pra contar tudo que acontecer, tudo ein. — perguntou se levantando derrotado.
- Sim senhor patrão, agora vai descansar um pouco. – ri e ele acenou antes de sair do meu campo de visão, indo embora.
Fechei os olhos e parece que cochilei pois quando percebi estava sendo cutucada, abri os olhos e dei de cara com uma enfermeira morena.
- Desculpa – pediu e eu sorri me ajeitando na cadeira e a fitando – A senhorita esta com a senhora Madison Fox? – perguntou e eu rapidamente me coloquei de pé.
- Sim, so
u eu, sou irmã dela. – ela assentiu e olhou rapidamente uma prancheta.
- Bom, a sua irmã esta passando por um período de risco na gravidez, além de ter problemas cardiovasculares. Ela esta sobe efeito de alguns remédios e daqui a pouco deve acordar.
- Assim que ela acordar você pode me avisar por favor? Gostaria de vê-la.
- Claro – ela saiu e eu fechei rapidamente os olhos me sentando de volta a cadeira gelada do hospital.
- Meg – ouvi a voz de Justin e abri os olhos, virando a cabeça e vendo ele parado segurando uma sacola de papel do Starbucks e mais dois cafés.
Levantei e fui até ele, lhe dei um selinho e ele sorriu. Colocou as coisas sobre uma mesinha de centro que tinha ali e me estendeu o copo de café.
- Obrigada – agradeci e toquei o copo com os lábios, bebericando aquele liquido quente que aquecia todo meu corpo.
- Então, o que aconteceu? – ele perguntou pegando um donut da sacola e comendo.
- A gravidez dela é de risco, não sei direito, só sei que ela tem problemas no coração – comentei pegando um pedaço de donut e comendo.
- Que barra. Mas você já foi falar com ela? – neguei e terminamos rápido de comer e tomar nossos cafés.
- Você tem que ir trabalhar – comentei vendo que já se aproximava das sete da manhã, o frio finalmente amenizando.
- Vou ficar um pouco aqui com você – me puxou me colocando em seu colo e me abraçou. Envolvi meus braços em seu pescoço enquanto ele me segurava pela cintura e coxas.
- Você ta diferente – comentou rindo fraco.
- Eu to horrorosa, sem maquiagem e vestida como uma senhora com moletons e sapatilhas – ri e ele estalou a lingua no céu da boca.
- Você ta linda. – beijou meu ombro coberto pelo casaco, ri fraco e beijei seu rosto. Coloquei minha cabeça sobre seu ombro e fechei os olhos, aproveitando do contato e do carinho que eu tinha ali.
- Meg – despertei do que pode ser chamado de um cochilo breve com a voz suave de Justin no topo da minha cabeça.
- Desculpa – fechei os olhos e fiz um bico, que logo recebeu um selinho de Justin me fazendo sorrir – Eu to morta.
- Eu já to atrasado – comentou rindo fraco. Me levantei rapidamente do colo dele, reparando que eu fiquei todo esse tempo agarrada a sua camisa, ou seja ele estava completamente amarrotado.
- Desculpa por isso – sorri passando a mão pelo rosto.
- Tudo bem – ele sorriu de modo gentil e me puxou me enroscando em seus braços e depositando um beijo no topo da minha cabeça.
O fato de eu estar de sapatilha influenciava, já que agora ele poderia facilmente me acolher abaixo de seu queixo.
- Tão bom te abraçar assim, você deveria usar sempre essas sapatilhas – ri e o empurrei de leve pelo peito.
- Você nunca perde a oportunidade de fazer gracinha. – ele riu e segurou meu rosto entre suas mãos, encostando nossos lábios devagar. Iniciamos um beijo devagar mas logo fomos interrompidos por um pigarro. Olhamos pra mesma enfermeira que eu havia falado antes de Justin chegar.
- Desculpe atrapalhar, mas Madison acordou e gostaria de ver a senhorita – assenti e sorri em agradecimento.
- Que horas são? – olhei o relógio de pulso de Justin e tomei um susto ao ver que já se passavam das oito – Meu Deus Justin, você ta muito atrasado. – exclamei e ele deu um risada.
- Eu sei, mas não se preocupa. – ele me deu um ultimo selinho antes de se afastar completamente de mim, fazendo meu corpo reclamar pela distancia entre nós – Me liga pra qualquer coisa OK? – assenti e ele me roubou outro selinho me fazendo rir, antes de sair correndo da sala de espera.
Olhei em volta da sala de espera até finalmente encontrar a mesma enfermeira, teclando sem parar.
Abri devagar a porta do quarto de Madison, me certificando de que ela soubesse que havia alguém entrando enquanto eu chamado baixo seu nome.
Sorri pra ela assim que nosso olhar se cruzou, me aproximei dela e a mesma segurou minha mão, apertando devagar.
- Estou com medo – confessou e meu sorriso se desfez.
- Medo de que Mad? – perguntei meio angustiada em ver aquele olhar triste dela.
- De perder meus bebês. – afaguei sua mão e lhe dei um sorriso doce.
- Nada vai acontecer com essas duas criaturinhas ai dentro, vai tudo ocorrer perfeitamente bem, eu te prometo. – ela sorriu e fechou os olhos enquanto eu fazia um carinho em seu cabelo.
Já eram quase dez da manhã quando nossa mãe chegou, toda desesperada e perguntando o que havia acontecido com Madison. O que realmente agente não sabia, já que o médico não aparecerá no quarto até o exato momento.
Ele sorria e segurava uma prancheta, deveria ter os seus quarenta anos e era incrívelmente atraente, além da voz super rouca e sexy.
- Então, como você esta se sentindo? – perguntou pra Madison que já estava sentada na cama, encostada aos travesseiros.
- Um pouco molenga – confessou sorrindo fraco.
- É por causa dos remédios e do soro. Sente sede? – ele fez perguntas normais e um pequeno exame nela, tocando a barriga e apertando aqui e ali. – Bom, nós fizemos exames em você assim que você chegou. Você sabe que tem problemas no coração? – ela assentiu fraco respirando fundo.
- Eu não preciso te dizer que sua gravidez é de risco, tanto pra você quanto pros bebês. – comentou anotando distraidamente em sua prancheta enquanto os olhávamos atentas – Eu vi aqui na sua ficha que você não tem tido nenhum acompanhamento de nutricionista ou cardiologista e é isso uma das primeiras providências que vamos tomar. Você precisa estar totalmente ciente de que o sucesso disso só depende de você. – ela apertou minha mão, e provavelmente a da minha mãe também que estava do outro lado da cama.
- Eu vou deixar você e mais tarde eu volto pra mais uma bateria de exames. – informou e saiu do quarto depois de sorrir fraco e acenar.
Ficamos em um silencio constrangedor no quarto, até meu telefone tocar e nos dar um pequeno susto com o barulho alto ecoando pelo quarto vazio. Peguei o aparelho no bolso da calça e olhei o visor.
- É o Peter, provavelmente cobrando um relatório do que esta acontecendo aqui. – olhei pra Madison esperando que ela conversasse com ele. Ela pegou o telefone da minha mão, mas não deixou que nem eu ou minha mãe, nos afastássemos dela enquanto ela contava o que o médico havia dito a ela, com lagrimas nos olhos ela contou a Peter que estava com medo e que o amava muito.
Senti um bolo se formando em minha garganta, e apesar de estar acostumada a toda aquela atmosfera de hospital, aquela carga de uma doença era minha, eu nunca havia sofrido por ninguém estar doente, eu era a doente. E agora tudo que eu queria era abraçar Madison e fazer ela parar de chorar, só agora eu entendia o espírito protetor que ela tinha pra comigo toda a vez que eu entrava numa sala de hospital, pra fazer qualquer procedimento médico contra minha doença.
Me senti fraca e incrivelmente mole de repente, minha nuca doendo e uma vertigem que me fez ficar cega por alguns segundos. Minha mãe, que também tinha seus olhos marejados devido a angustia de Madison, percebeu meu desconforto e mandou eu me sentar. Assim o fiz, me joguei no sofá e esperei que aquela sensação horrível passasse. Eu sei que eu estava piorando, era questão de tempo até que eu virasse um zumbi, uma doente que precisava da ajuda dos outros. Eu havia começado o tratamento a menos de um mês e minha vida já estava totalmente diferente.
A enfermeira entrou no quarto trazendo o almoço de Madison e eu e minha mãe, que eu tive que insistir pra se afastar de Madison, descemos pra almoçar. Fomos andando até um restaurante que tinha na calçada do hospital. Almoçamos sem muito papo, rápido com o pensamento em voltar e ficar com Madison.
Depois de pagar a conta, assim que estávamos saindo do restaurante ouvi meu telefone tocar, não reconheci o numero no visor, mas assim que eu ouvi aquela voz eu sabia de quem se tratava.
- Megan?
- Oi Ricardo. – minha mãe me deu uma olhada, mas não perguntou nada.
- E ai como você esta? Pensei que fosse responder minha mensagem.
- Desculpe, mas é que aconteceram uns imprevistos e eu acabei esquecendo.
- Tudo bem, eu entendo. Olha, eu te indiquei pra um amigo, ele vai fazer um novo catalogo pra loja de roupas femininas dele. E bom, terá uma festa na sexta, eu posso apresentar vocês la, ele quer te conhecer.
- Não sei se é uma boa idéia.
- Eu vou apresentar vocês sem compromisso, você não precisa aceitar o emprego se não quiser.
- Eu vou ver com Justin se ele quer ir.
- Ah, claro. Vocês ainda estão juntos?
- Estamos sim. – se fez um silencio prolongado no telefone, e eu sabia que ele havia desanimado – Então, talvez nos vejamos na sexta?
- Claro, eu te mando o endereço depois.
- OK. Obrigada pelo convite apesar de qualquer coisa.
- Que nada. Então... er... tchau!
- Tchau Ricardo – desliguei o telefone e nós já estávamos no corredor do quarto de Madison.
- Por que você não liga pro Justin agora, deixa eu conversar um pouco com a sua irmã. – mamãe pediu, eu sabia que era um jeito dela me mandar falar com ele, porque provavelmente ela estava prestando atenção na minha conversa no telefone. E ainda ficar um pouco a sós com Madison, então eu assenti e dei meia volta enquanto ela entrava no quarto. Disquei o numero de Justin e não me surpreendi nele atender no terceiro toque.
- O que houve minha gata? – perguntou de forma brincalhona, me fazendo lembrar que eu precisava de um banho e de trocar de roupa.
- Só queria conversar, ta ocupado? – ele deu uma risada fraca e eu pude ouvir o barulho de porta se fechando.
- Pra você eu nunca estou ocupado. – sorri e me sentei na sala de espera.
- Minha mãe foi conversar com a Madison, deixei elas um pouco a sós.
- Já tem alguma outra noticia?
- Não. Amor... er... o Ricardo me ligou agora a pouco.
- Como assim?
- Não fica nervoso. Ele só me disse que me indicou pra um catálogo e que vai ter uma festa na sexta pra eu conhecer o cara.
- Você quer ir?
- Só vou se você for comigo.
- Vamos ver isso. Bom, quer almoçar comigo?
- Eu acabei de voltar do almoço com a minha mãe.
- Eu to saindo pra almoçar agora. Sem problemas, eu passo ai pra te pegar, pode ser?
- Agora?
- É.
- Mas eu não vou sair na rua vestida desse jeito com você.
- Então agente vai pra sua casa.
- Cara de pau. Tudo bem, to te esperando.
- Já chego ai. – finalizei a ligação e ri.
Fui até o quarto de Madison e avisei que voltaria mais tarde, me despedi dela e da mamãe e peguei minhas coisas. Um tempo depois que eu já estava na sala de espera meu telefone tocou, uma mensagem de Justin avisando que me esperava do lado de fora do hospital.
- Oi amor – cumprimentei ele com um selinho e ele sorriu.
- Já comprei comida – apontou pro banco de trás onde tinha uma embalagem do restaurante japonês.
- Só você mesmo. – fomos o caminho todo conversando.
- Jasmine? – chamei assim que abri a porta – Acho que ela não ta em casa – avisei e senti ele me agarrar por trás.
- Ainda bem, tava morrendo de saudade de ficar sozinho com você. – mordeu minha orelha me fazendo arrepiar e rir fraco.
- Você tem que almoçar – arfei já sentindo ele colocar a mão por debaixo do meu moletom.
- Eu vou almoçar – me virou rapidamente, colando nossos corpos e olhando nos meus olhos com aquela cara de safado – Você – sussurrou e rapidamente tomou meus lábios em um beijo desesperado.
Ri entre o beijo e dei impulso, prendendo-me a ele com as pernas em volta de sua cintura. Ele me segurou em seu colo, enquanto nos beijávamos. Senti que ele caminhava e ri assim que minha costas bateram na parede do corredor.
- Desculpa – falou rindo e voltando a me beijar o pescoço. Estávamos rindo, era engraçada a forma desesperada como estávamos agindo. Eu devo ter batido as costas na parede umas cinco vezes, até que finalmente me sentisse ser jogada na cama. Me arrastei pela cama sorrindo, e assistindo ele tirar o sapato e a camisa. Tirei minha blusa de moletom e minha calça e logo ele estava sobre mim, apenas de cueca box.
- Eu tava morrendo de saudade de te sentir assim. – falou tocando todo o meu corpo.
- Vamos logo com isso – pedi de um jeito manhoso e ele riu me dando um mordida forte no pescoço – Cachorro – o arranhei e ele gemeu.
- Vamos ver quem é cachorro aqui – ele me puxou com força, colocou os braços atras da minhas costas e abriu meu sutiã numa velocidade incrível. Não demorou e ele já estava sugando meus seios, mordiscando os mamilos com tal intensidade que me fez ver estrelas.
Ele desceu a mão pela minha barriga, sem desviar a atenção dos seus lábios nos meus seios, encaixou a mão por dentro da calcinha e passou devagar o dedo pelo meu clitóris, me fazendo arquear o corpo e gemer.
- Nossa, ta com tanto tesão assim? – debochou espalhando meu liquido por toda minha extensão, lubrificando meu clitóris e apertando entre os dedos me fazendo gemer.
- Para de me torturar- falei entre dentes o segurando pelos cabelos com força, mordi seu lábio inferior e logo passei a lingua por dentro de sua boca o fazendo gemer.
Em segundos me vi sem calcinha, ele já estava de pé tirando a cueca. Esfreguei as pernas em agonia enquanto o via massagear o membro na minha frente. Grande e vermelho, ele estava me torturando.
- Para – ofeguei e ele soltou uma risada antes de deitar sobre mim de novo – Vai logo com isso... por favor – ele sorriu enquanto passava a cabeça de seu membro na minha entrada. Empurrei o quadril afim de contato e ele enfiou só a cabeça a deixando molhada, ouvi ele gemer baixinho e logo voltar e fazer o mesmo movimento. Repetiu o mesmo ato umas duas vezes mais, até finalmente colocar tudo de uma vez, acabando com meu sofrimento.
Ofeguei e agarrei as suas costas, sentindo meu centro pulsar, com ele todo dentro de mim. Era impressionante o desejo que eu sentia por ele, e a cada aumentava mais, cada dia que passava eu sentia como se eu pertencesse mais a ele. Nossos corpos se ligavam de forma incomum, e diferente dos meus outros relacionamentos, eu não sentia tesão, vontade ou prazer com mais ninguém que não fosse ele. Quando eu pensava em sexo, era automaticamente nele que eu pensava, na forma doce e possessiva que ele me dominava. Na nossa sintonia na cama.
- Você ainda tem que comer – avisei me deitando em seu peito, podia ouvir as batidas aceleradas do coração dele, nossos corpos estavam quentes, era bom.
- Agora que você lembrou, eu fiquei com fome – ri e me levantei. Peguei uma camisa larga dentro do closet e voltei pro quarto, ele ainda estava la, deitado olhando pro teto e sorrindo.
- Eu vou pegar a comida e trazer pra você – sorri e fui até a sala.
- Muito obrigado – ele se sentou na cama assim que eu voltei com o pacote de comida japonesa dele.
- Você vai mesmo comer pelado? – ri e ele deu de ombros pegando um rolinho primavera e colocando tudo na boca de uma vez. Fiz uma careta e me levantei, fui até o banheiro e ajeitei meu cabelo, lavei o rosto e quando levantei a cabeça, senti uma vertigem. Provavelmente pela velocidade que levantei. Fechei os olhos e me apoiei na pia, sem querer esbarrei em um dos potes de creme e ele caiu no chão fazendo um grande barulho.
- Ta tudo bem? – Justin perguntou assustado me segurando pela cintura, eu ainda estava meio tonta, fechei os olhos e me segurei nele. Senti ele me pegar no colo e me segurei em seu pescoço.
- O que você ta sentindo? – perguntou enquanto me colocava deitada na cama.
- Nada... já passou – avisei sorrindo fraco, ele ainda tinha a fisionomia preocupada – Relaxa – ele sentou e passou a mão pelo cabelo angustiado.
- Você ta se sentindo bem? – perguntou alisando minhas pernas. Sorri fraco e me sentei devagar na cama.
- Eu to ótima. Isso é normal quando vai chegando perto do dia da drenagem. – menti, eu nunca tinha tido tantas vertigens seguidas assim, mas eu precisava tranqüilizá-lo
- Tem certeza que não quer ir no médico, ou ligar pra ele? – assenti e sorri, agora mais confiante.
- Já terminou de comer – perguntei vendo as coisas remexidas do meu lado na cama.
- Já to satisfeito – ele me puxou devagar e me abraçou – Você não ta me escondendo nada né? – perguntou com a boca na minha cabeça, dando um beijo logo em seguida. Fechei os olhos e respondi.
- Não amor, ta tudo bem – sorri e levantei o rosto selando nossos lábios.
[...]
- Oi casal – Jasmine entrou no apartamento segurando sacolas enquanto eu me despedia de Justin.
- Oi Jas, tava aonde mulher? – perguntei rindo, ela deixou as sacolas no chão e cumprimentou a mim e a Justin com beijos no rosto.
- Fui fazer um trabalho de manhã e depois passei no shopping pra comprar umas coisinhas pro Chris – sorriu e eu revirei os olhos rindo fraco.
- Eu já vou indo – Jus avisou me abraçando pela cintura e colando nossos lábios – Eu venho mais tarde.
- Tudo bem – sorri e caminhamos até a porta – Eu te amo – falei e ele me deu mais um selinho.
- Eu também te amo, muito. Qualquer coisa me liga – fiquei esperando até que ele entrasse no elevador, demos um ultimo aceno e ele fez uma careta assustada quando a porta começou a fechar, ri dele e mandei um beijo.
[...]
- Nossa que cheiro bom é esse? – perguntou Jasmine aparecendo do meu lado na cozinha.
- Fui no hospital e pedi pra Mad me ensinar a receita de macarronada – sorri e peguei uma colherada do molho, soprei e dei na boca de Jas que fechou os olhos e resmungou apreciando.
- Ta uma delicia – exclamou logo depois de terminar. Sorri e continuei a cozinhar. Meu telefone começou a tocar.
- Jas, atende deve ser o Justin – pedi e assim ela fez, foi até o balcão e pegou o celular.
- Fala... ta ocupada... sim sim... ela ta cozinhando... pode acreditar... ok, eu aviso – ela desligou o celular e me olhou sorrindo – Ele disse que já ta vindo e vai trazer o vinho – sorri e corri pra terminar o jantar.
[...]
- Que cheiro maravilhoso – ouvi a voz de Chris.
- A Meg ta cozinhando. – não demorou e eles já estavam na cozinha.
- Oi Chris – o cumprimentei com um beijo no rosto e sorri. Ouvi a campainha tocar e arranquei o avental e soltei o cabelo.
- Boa noite amor – sorri pra ele o puxei pra dentro.
- E ai gente – cumprimentou Chris e Jas que estavam no sofá, com um aceno – Que cheiro bom que ta aqui.
- Vamos jantar gente – chamei e logo todos me seguiram até a cozinha, colocamos os pratos na mesa e Justin abriu o vinho que ele havia trazido.
- Espero que gostem – exclamei colocando a travessa com a macarronada sobre a mesa, todos sorriram.
- Minha comida preferida – Justin falou assim que eu me sentei ao lado dele na mesa.
- Eu sei – sorri e lhe dei um selinho.
Jantamos em meio a conversas e brincadeiras dos meninos, a comida estava deliciosa, modéstia parte eu caprichei. Assim que todos já haviam terminado eu recolhi os pratos e os levei pra pia. Comecei a lavar, de repente senti Justin me abraçar por trás depositando um beijo em meu ombro.
- Você fica tão perfeita assim, nesse papel de dona de casa – sorri e continuei lavando a louça.
- Eu gosto, sei la, é uma vida que eu nunca imaginei em viver.
- Você gostaria de ser dona de casa?
- Não sei, eu gosto de cuidar de você sabe. Criar a imagem de você chegando em casa e eu fazer o jantar toda a noite, me deixa feliz. Me faz ter perspectiva, coragem e vontade de viver – ele me abraçou mais por tras, fechou a torneira e segurou minhas mãos.
- Vamos fazer assim – joguei a cabeça pra trás, a apoiando em seu ombro – Se é tanto isso que você quer, é isso que nós vamos fazer, e começando pela malas de roupas que eu trouxe pra ca.
- Abusado.
- Eu te amo, e ter essa imagem de você cuidando de mim, nós dois casados e felizes só me faz te amar mais. Eu quero você, pra sempre.
- Eu te amo Justin.
Notas finais
Obrigada pelos reviews!
xoxo ;*
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