108 Pétalas de rosa (Interativa)
11 Pétalas de sangue
15 de outubro, terça-feira, às 08h10min...
Classe A do 3º ano...
– Pétalas de rosas vermelhas parecem ser feitas de sangue... – imagina Kagura Hananatsu, em seu devido lugar, na sua classe.
Ela está olhando para o canteiro de rosas, da janela. Pensativa, desde aquela reunião na catedral abandonada, sempre que vê essas flores, se lembra da Ordem e do Festival da Rosa Vermelha. E mais: seu desprezo por rosas, por causa disso, aumenta a cada dia. Por outro lado, Kagura nunca consegue deixar de observá-las atentamente. Mesmo sabendo que, de certo modo, esse sentimento de amor e ódio por rosas, além de esquisito, é contraditório.
– Bom dia, meus caros jovens. – determina Bakuya Kotetsu, professor de Arte, entrando na classe A do 3º ano e andando em direção à sua mesa para depositar na mesma os seus materiais.
– Bom dia! – corresponde a maioria dos estudantes presentes: neste momento, Kagura deixa de observar as rosas para fitar o professor.
Praticamente todos os alunos estão presentes, tendo como exceção somente Naomi Yamaguchi e Misty Buster. Apesar disso, não parece que alguém da sala notara a falta deles. Pelo menos não até a chamada ser feita pelo professor. Os 13 candidatos à posição de novo líder da Ordem da Rosa Vermelha, cada um em seu lugar, notam que há algo de estranho quando...
– Miyuki Haruka Kokonose. – recita o professor.
– Presente! – corresponde a prima de Tenshi, sorrindo, erguendo sua mão direita ao alto.
– Natasha Willis. – prossegue Bakuya.
– Presente. – determina Natasha, em seu respectivo lugar.
Kagura, Dante, Ivan, Tenshi, Tanaka, Kazume, Noah, Miyuki, Lucy, Andrea, Yuki, Damon e Ivy. Todos os 13, surpresos, notam que, além de não estar presente, o nome de Naomi foi saltado.
– Nathaniel Skyes. – Bakuya, mais uma vez, analisando nome por nome em sua lista dos alunos da classe.
– Presente! – declama Nathaniel, como sempre, assentado ao lado direito de Kagura.
– Bakuya-sensei... – Kagura chama a atenção do professor, que interrompe a chamada e olha para ela. – Você pulou o nome da Naomi.
– Naomi? – indaga ele, parecendo confuso.
– Sim, a Naomi. – confirma ela, movimentando positivamente a sua face.
Bakuya ri, enquanto vários dos colegas de classe dela, inclusive Nathaniel, olham para a presidenta do Clube de Kendô. E, sem deixar de olhar diretamente para Kagura, Bakuya fala:
– Não há nenhuma “Naomi” nesta turma. – afirma ele, ainda risonho. – Logo você, Hananatsu-san, fazendo brincadeiras desse tipo?
– Mas... – ela tenta falar algo, mas está tão desentendida que não consegue.
Enquanto isso, o professor continua com a chamada. Voltando seu rosto para Nathaniel, Kagura questiona:
– Nathan, quantos alunos a nossa turma tem?
– Ahn... – revira os olhos, pensando. – 27. – determina ele, sorrindo para sua amiga.
– 27!? – repete ela, perplexa.
– É, ué... – confirma o garoto, não entendendo o motivo da perplexidade dela.
Atrás de Kagura, é Dante quem está assentado. E atrás dele, Tenshi. Ambos estão prestando atenção na conversa de Kagura e Nathaniel. Assim como ambos estão notando algo de estranho.
– Com a Naomi, são 28 os alunos da nossa classe. – pensa Tenshi. – Se ela não está presente e o seu nome não está na lista, além do Nathaniel-kun dizer que somente há 27 alunos na turma... Tem algo errado.
– O que aconteceu com a Naomi? – questiona Kagura, virando-se para trás, voltando sua atenção para Dante.
– Eu não faço ideia. – responde ele. – Ela passou ontem no meu quarto, mas o Ivan a expulsou. Depois disso, não sei onde ela foi parar... Mas que está tudo muito estranho, ah, está sim!
– Kagura-san... – fala Tsubasa, assentado na carteira atrás de Nathaniel, com a mão direita estendida para a Hananatsu.
Kagura se vira para Tsubasa. Na mão do garoto, está um bilhete feito com folha de caderno. Pegando-o para si, agradece:
– Obrigada. De quem é?
– Da Ivy-san. – responde ele.
Kagura olha para a fila da porta. No terceiro lugar da fila, está assentada Ivy Thorns, que inclusive está olhando para Kagura com uma expressão “leia o que escrevi para você”.
– O que será que está escrito aqui? – Kagura se pergunta mentalmente, ajustando-se à sua cadeira, sendo observada não só por Ivy, mas por Dante e Tenshi também.
O professor já encerrou a chamada há alguns instantes. No momento, está passando matéria no quadro. Porém, a Hananatsu não está se importando com isso. Pelo contrário, está lendo, com seus olhos, o que Ivy lhe escreveu:
– “Ontem à noite, o Misty estava caminhando pela área das piscinas e encontrou o corpo da Naomi: ela está morta.” – lendo isso, Kagura fica atônita. – “Ele foi em busca de ajuda e, no meio do caminho, nos encontramos. Contudo, quando chegamos lá, o corpo dela havia desaparecido. Ele quase surtou, achando que estava mesmo louco, mas eu havia entendido o que tinha ocorrido: ela foi vítima do Rosa Negra e a existência dela foi apagada da consciência de todos aqueles que não têm conhecimento do Festival da Rosa Vermelha – apesar de que, como foi ele quem encontrou o corpo, a consciência de Misty sobre Naomi permaneceu intacta. Venha agora até o banheiro feminino e falarei mais sobre isso e outros temas com você.”
– Bakuya-sensei, posso ir ao banheiro? – questiona Ivy, levantando-se do seu lugar.
– Sim, pode. – permite ele, de costas para ela, continuando a escrever a matéria no quadro.
Ivy, andando, vai até a porta e, como ela está aberta, sai da sala. Segundos depois, Kagura pede também:
– Posso ir ao banheiro, Bakuya-sensei?
– Pode. – ele deixa, do mesmo modo que fez por Ivy.
Kagura se levanta – e, enquanto ela vai até a porta, é analisada por seu irmão e também por Tenshi, Ivan, Dante, Kazume, Miyuki, Andrea, Lucy, Damon, Yuki, Tanaka, Lysandra e Haraki.
– As duas estão envolvidas com o verdadeiro festival... – imagina Lysandra, com um olhar pesado.
“Para o seu próprio bem, Lysandra, finja que também não se lembra de Naomi Yamaguchi. Ela foi a primeira vítima da Ordem da Rosa Vermelha nesse processo e, para não ser envolvida com isso, deve você se misturar à maioria. Caso contrário, saberão que você tem conhecimento sobre a verdade e poderá se tornar um alvo deles...”: palavras ditas por seu pai, o diretor, ontem à noite, palavras quais estão pairando na mente de Lysandra Melody Carton Jess agora. Tanto ele quanto Lysandra ficaram sabendo da morte de Naomi, mas ambos estão fingindo o contrário. Sabem que é preciso.
– Você poderia me explicar melhor o que você escreveu? – pede Kagura, um pouco assustada com a realidade, afastando-se da sala lado a lado com Ivy.
– Infelizmente, a Naomi está mesmo morta. – afirma. – Sinto muito, mas o que estamos enfrentando é uma verdadeira guerra. Mortes serão inevitáveis.
– Não, não posso aceitar isso! – grita a garota, revoltada, chamando para si o olhar de Ivy, que até o momento olhava somente para frente. – Não posso admitir que pessoas morram e por razões tão banais!
– A Ordem da Rosa Vermelha não é uma organização qualquer, não se esqueça disso. – Ivy lhe adverte. – Pense no fato que a grande maioria da turma simplesmente esqueceu a existência da Naomi. Na verdade, a família dela e todos que a conheceram um dia se esqueceram. Chorar pelo que já passou não adiantará mais.
– Não! – esbraveja Kagura, parando onde está.
Ivy também para. Agora, as duas estão bem diante da porta do banheiro feminino que fica neste andar. Com a face baixa, a Hananatsu aperta seus punhos, que já estão fechados. Lágrimas brotam nos olhos dela e Ivy se surpreende.
– Eu não quero que as pessoas e machuquem, não quero que ninguém morra...
– Kagura-san... – recita Ivy, vendo a verdade nos sentimentos e nas palavras da primeira que foi marcada pelo símbolo da rosa.
– Eu não quero que sangue seja derramado, eu não posso permitir que isso aconteça... – continua, permitindo que suas lágrimas escorram pelo seu rosto.
– É por isso que você é quem defenderei como a pessoa à sair vitoriosa no Festival da Rosa Vermelha! – exclama quem está ao seu lado. – Não errei quando pensei que você era a pessoa ideal para isso!
As pernas de Kagura se dobram e ela cai de joelhos ao chão por livre e espontânea vontade. Ainda de rosto baixo, ela fala:
– Mas fui eu quem começou com tudo isso. Não tenho o direito de...
Ela para de falar, pois as seguintes palavras, do mascarado, vêm à sua mente: “A segunda figura é o Rosa Branca, alguém que já faz parte da Ordem da Rosa Vermelha, mas que está infiltrado na classe para averiguar o andamento de tudo. Ele pode ser tanto alguém que está aqui, sendo nesse caso um participante da seleção, quanto algum dos outros alunos da classe, sendo assim somente um observador.”
Os olhos de Kagura se arregalam. De imediato, ela se levanta. E, colocando-se cara a cara com Ivy, ainda com o rosto umedecido por suas próprias lágrimas, a Hananatsu indaga:
– Ivy... Você é o Rosa Branca?!
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Três pessoas andam juntas, afastando-se da classe A do 3º ano. Tanaka Tsuhira, Noah Hananatsu e Tenshi Hikari. Há pouco, um por um, saíram da sala. E ficaram impressionados com o fato do professor permitir a saída de ambos logo após outras duas alunas – Kagura e Ivy – saírem também.
– Vocês sabem, né? – indaga Tanaka, olhando de um para o outro. – Ela foi assassinada, é praticamente certo isso.
– Então não era a Naomi o Rosa Negra. – comenta Noah, abalado.
– Isso se ela não estiver forjando a própria morte para poder eliminar os 13 sem levantar suspeitas, apesar de achar essa ideia pouco provável. – Tenshi se expressa.
Eles estão descendo as escadas e indo para o andar térreo. Quando chegam a ele, notam que Misty Buster, de costa para os três, está caminhando com passos lentos. A distância é grande, mais de sete metros.
– Eu vi... Ela estava morta... Mas sumiu... – fala, consigo mesmo, abalado. – Naomi estava morta...
Os três não escutam direito os dizeres do garoto, mas, entreolhando-se, correm até ele.
– Misty-kun! – exclama Tenshi, puxando o ombro esquerdo do Buster com sua mão direita, logo ao se aproximar o suficiente dele.
– Afaste-se!! Afaste-se!! – grita, descontrolado. – Afaste-se de mim!!!
Os três, diante de Misty, ficam perplexos. Ele está completamente fora de si, se traumatizou com a visão de Naomi morta e a água da piscina suja com aquele sangue. Perante isso, os amigos não sabem como agir. É quando o jovem, desequilibrado, cai sobre seus próprios joelhos, ao chão.
– Ela morreu, agora serei eu o próximo! – grita Misty, chorando: seu psicológico está completamente desregulado.
– Precisamos fazer algo por ele. – fala Noah, preocupado com seu colega de classe.
– O levem até o quarto dele, por favor. Eu vou atrás da Kagura. – fala Tenshi, olhando para Noah e Tanaka.
Os dois amigos do primo de Miyuki olham para ele. É quando Tanaka indaga:
– O que você irá fazer indo atrás dela?
– A Ivy-san parece saber mais do que demonstra. – começa a explicar, fitando o “fortão”. – Eu mesmo quero ir atrás das duas para ouvir algo.
– A Ivy não é confiável. – garante Tanaka. – Vocês dois entraram esse ano e conhecem muito pouco dela. Mas posso garantir que ela não é confiável.
– Mais um motivo para eu ir atrás delas. – diz Tenshi, ainda olhando para o maior. – Se a Kagura não está fazendo o ideal confiando nela, tenho que descobrir.
– Você gosta da minha irmã, não gosta? – pergunta Noah, chamando para si o olhar de Tenshi.
Enquanto Misty chora sem parar, de joelhos ao chão, Tenshi olha para o irmão de Kagura, sentindo seu rosto corar. Desviando o olhar depressa, articula:
– E-eu... Bem... Eu...
– Seria um enorme prazer ter você como cunhado! – exclama o menor, sorrindo.
Desse modo, virando-se para Misty, Noah e Tanaka levantam ele. Juntos, os dois vão andando com calma, em direção à ala dos quartos masculinos. Tenshi, ainda corado, observa a cena por alguns momentos. Na sequência, suspira profundamente.
– Você está aqui... – fala alguém, por trás de Tenshi, fazendo-o se virar.
O garoto dá de cara com Dante e Ivan, lado a lado, à certa distância de si.
– Tenshi Hikari. – o namorado de Kagura completa.
– Estavam me procurando? – indaga, surpreso. – Vocês dois? – e arqueia sua sobrancelha direita. – Juntos...?
– Bakuya-sensei acabou de permitir a nossa saída da sala. – articula Dante.
– Considerando que ele deixou tantas pessoas saírem da classe quando a existência de uma das alunas da sala parece ter sido extinta, não acha que hoje é um dia bem exótico? – pergunta o russo, cruzando os braços, atraindo o olhar de Tenshi.
– Vocês estão me procurando para ouvirem o que sei sobre isso, não é? – indaga Tenshi.
– Mais do que isso. – afirma Dante. – Você e seus dois amigos estão fazendo seus movimentos, mas eu também estou fazendo os meus.
– E eu os meus. – Ivan, por sua vez. – E sei que a Kagura é a peça central de tudo isso, afinal, segundo a Ordem da Rosa Vermelha, ela é a Rosa Sagrada.
– Aonde querem chegar? – Tenshi, cruzando seus braços, logo após um suspiro leve.
– Nós três, aqueles que despertaram os sentimentos da Kagura, não fomos envolvidos nesse processo com ela em vão. – garante o russo.
Não é de hoje que Ivan vê o interesse da citada por Tenshi, mas foi hoje que compartilhou isso com Dante antes de saírem para a aula. Agora, juntos, eles confrontam o primo de Miyuki por suas próprias razões.
– Não podemos seguir adiante sem que ela escolha qual de nós quer estar ao lado. – Dante completa, com o coração apertado. – Por mais que eu odeie admitir, minha namorada vê algo de interessante em vocês dois.
– Do jeito que fala, até parece que sou um monstro de tão feio. – resmunga Ivan, balançando sua cabeça negativamente enquanto mantem seus olhos fechados: por alguns momentos.
Tenshi suspira novamente. Coçando sua cabeça com a mão direita, articula:
– Estão querendo colocar ela contra a parede, pelo visto. – e abaixa seu braço, levando ambas as mãos para seus bolsos.
– De certo modo, sim. – alega Dante. – A minha decisão sobre lutar ou não por esta seleção dependerá da escolha dela. Eu realmente não posso continuar sem a palavra da Kagura.
– Digo o mesmo. – determina Ivan.
– Então vamos atrás dela. – recomenda Tenshi, andando em direção aos dois.
O garoto passa pelo espaço existente entre Dante e Ivan. Em seguida, os dois se virão e vão acompanhando-o. Mantendo as mãos em seus bolsos enquanto caminha, Tenshi pensa:
– É... Esses caras aqui são mesmo complicados...
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Enquanto isso, na sala de aula...
Kazume, Emi e Lysandra: lado a lado, assentadas em seus respectivos lugares. Ambas não perderam a consciência sobre Naomi, mas ambas fingem, uma para a outra, que nem fazem ideia de quem é Naomi Yamaguchi. Afinal de contas, uma esconde da outra o que sabe sobre o Festival da Rosa Vermelha.
– A Naomi foi apenas a primeira vítima. – mentaliza Kazume. – Outras virão...
O professor continua passando a matéria no quadro. Enquanto o faz, todos anotam o que ele escreve em seus cadernos ou fichários. Haraki Touya, dos presentes, é o único que não.
– Ivy... Ivy... – imagina ele, sério, observando Kazume, bem longe dela. – Espero que não perca o seu foco...
Kazume olha para trás. E, sem querer, percebe que Haraki está observando-a. Ele, por sua vez, não faz a menor questão de disfarçar. Continua observando-a e, inclusive, desenha um ligeiro sorriso em sua face.
– Pensa que pode brincar comigo, garoto tonto? – mentaliza ela, entrefechando seus olhos nos poucos momentos que permanece encarando-o. – Não me menospreze...
Kazume retorna sua face para a frente. Na sequência, volta a escrever em seu fichário a matéria do professor. E pensa:
– Eu serei a coroada no Festival da Rosa Vermelha, custe o que custar! E já entendi que meu principal obstáculo não é a irritante da Kagura...
Repentinamente, uma forte brisa sopra na sala, vindo das janelas. Junto do vento, várias pétalas vermelhas envolvem os alunos da classe. Bakuya não olha para trás e não percebe, mas todos os estudantes param de escrever – até as conversas paralelas cessam – por causa das pétalas de rosa.
– Kagura... – pensa Nathaniel, onde está. – Você foi conversar em particular com a Ivy-san, não é? Mas por qual motivo?
Nos últimos meses, Nathaniel está se sentindo excluído por Kagura. Por não querer envolvê-lo com os assuntos da Ordem da Rosa Vermelha, ela nunca lhe conta o que conversa com Ivy. E, para piorar o caso do garoto, a Hananatsu está andando cada vez mais com Miyuki, Andrea e Lucy – sendo que ambas sabem sobre esses assuntos que a irmã de Noah insiste em manter distante de Nathaniel. Ainda mais: ela já deixou de conversar com o amigo, certas vezes, por estar ao telefone com Yuki, quem agora voltou para o colégio. A cada dia que passa, Nath se sente mais e mais distante da garota que sempre amou. O sofrimento que sente só de imaginá-la mais distante ainda o enlouquece.
– Yuki-san, você está bem? – indaga Killer Kiyoma, quem está assentando atrás de Yuki.
Killer notou que o colega está estranho. Como resposta, o Yukida dá:
– Não...
E, para o espanto de Tsubasa, Kazume, May, Lysandra e Emi – que estão próximos dele –, o garoto cospe sangue sobre sua mesa. Sangue qual cai sobre três pétalas vermelhas que pairaram em sua carteira.
– Yuki?! – May, perplexa.
O garoto – que surpreendera todos os seus colegas com sua nova aparência –, bruscamente, se levanta da sua cadeira, o que faz o professor parar de escrever e se virar para trás. E, tapando a boca com as duas mãos, o “ex-gordinho” cospe sangue mais uma vez, o que escorre por entre seus dedos, pingando em uma quarta pétala de flor que pousa, neste momento, sobre sua mesa.
– Alguém, por favor, vá com ele para a enfermaria! – pede Bakuya, preocupado.
No momento, todos estão assustados com a cena – ou melhor, quase todos, pois Haraki permanece natural. Damon é o primeiro a se levantar, atrás de Killer, e que vai em direção a Yuki para ajudá-lo. Na sequência, Kazume volta seu olhar para Haraki. E nota que ele já nem olha mais para Yuki, pois voltou a escrever a matéria do quadro em seu caderno.
– Haraki Touya... – pensa ela, parecendo estar irritada.
Com o apoio de Damon, devagar, Yuki sai da sala, sendo observado por todos – exceto Kazume e Haraki. Em seguida, Lysandra direciona sua atenção para a mesa do Yukida. Tapando sua boca com a mão direita, com seu estômago embrulhado, ela pensa:
– Pétalas vermelhas... Sujas de sangue...
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