108 Pétalas de rosa (Interativa)
1 Prólogo
Notas iniciais
– Socorro... – clamo, chamando por alguém, mesmo sabendo que não deve ter ninguém por perto. – Alguém me ajude...
Sou Kagura Hananatsu, estudante do terceiro ano do Ensino Médio, quase no fim do meu trajeto deste ano. Afinal, estamos em novembro.
Mas foquemos mais no presente: estou, eu, sozinha, arrastando-me pelo piso de prata do colégio Rosa Cruz. Por quê? Pelo simples motivo: deixei o vinho transbordar da taça. Em outras palavras, cometi o grave erro de deixar pequenos detalhes passarem despercebidos dos meus olhos. Logo eu, que sempre fui vista como uma estudante brilhante e uma garota exemplar... Logo eu... Vítima de uma situação assim.
– Eu preciso conseguir chegar até lá... – penso, com lágrimas escorrendo dos meus olhos.
Por onde me arrasto, deixo impregnado no piso o rastro do meu sangue. Meu objetivo é o pátio do Rosa Cruz.
Mas... Eu realmente achei que nada disso poderia acontecer. Eu realmente pensei que estava fazendo a coisa certa há minutos atrás – aliás, pensei que estava no caminho certo desde o início de tudo. Entretanto, errei em todas as minhas expectativas. O buraco era muito mais fundo do que eu esperava.
– Não posso desistir... – imagino, enquanto minhas lágrimas continuam a correr.
Mal tenho forças para prosseguir, mas sei que não posso parar agora. No momento, o Festival da Rosa Vermelha está mantendo todos os profissionais do colégio e demais estudantes entretidos no pátio. Daqui onde estou até lá, em meu estado atual, será um longo percurso. Contudo, mesmo que a minha vida seja perdida no processo, de maneira alguma eu devo ceder. Por mais que eu tenha cometido erros fatais, agora a verdade está sob meu conhecimento. É preciso levá-la a todos antes que seja tarde demais.
– Tudo isso... – penso, me arrastando com cada vez mais dificuldade. – Tudo isso não pode acabar assim.
Há pouco mais de um mês, tudo começou. No mesmo período que o Festival da Rosa Vermelha foi exposto para toda a escola e quando os preparativos para o mesmo começaram. Desde então, todos vieram se preparando para este dia sem que muitos se dessem conta do que estava acontecendo “por trás das cortinas”.
Suspiro. E, com esforço extremo, me levanto do chão. Coloco-me de pé, ainda sem equilíbrio, um pouco tonta. Com minha mão direita, tapo o ferimento da minha barriga, que não para de sangrar. Com a outra mão, me apoio na parede e continuo o meu caminho. Com meu rosto cabisbaixo, observo cada traço do meu trajeto. E, por breves instantes, olho para trás. É quando tomo a consciência de que tudo poderia ter sido diferente...
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Minutos atrás, em um dos dois banheiros femininos para estudantes do colégio...
Uma bela terceiranista, chamada Kagura Hananatsu, diante do espelho. Talvez seja incorreto não dizer a mais bela, já que nem mesmo as outras garotas negam o quanto Kagura é imponente e chamativa. Curvada, ela mantem suas mãos sobre a borda da pia. Observa-se com atenção.
Seus lisos cabelos são graciosamente negros e ultrapassam as metades de suas volumosas coxas. Seus olhos são de um castanho extremamente envolvente e sua pele é suave e clara. Seus seios são fartos e sua estatura é considerável. Uma garota cheia de curvas, em outras palavras. Porém, apesar da figura de mulher que a traduz, algo está incomodando a estudante. Algo não está certo para ela.
– É aqui que você estava, Kagura-san? – questiona uma outra garota, quem entra pela porta do banheiro sem chamar para si o olhar de Kagura.
É Kazume Tatsagaiyo, uma terceiranista de pele clara, cacheados cabelos dourados até a cintura, olhos azuis bem claros, seios médios e estatura um pouco inferior a da outra jovem presente.
– Me seguiu? – indaga Kagura, sem deixar de observar o seu reflexo no espelho.
– Sim. – confirma Kazume, dando o último passo. – Não fique assim só por ter levado um fora do Tenshi-san.
– Não estou. – garante a maior, suspirando profundamente enquanto fecha suas pálpebras, reassumindo uma postura ereta. – Aquele idiota não me importa nem um pouco.
– Se quer tanto mentir, primeiro tente enganar a você mesma. – sugere a loira, dando meia volta. – Pelo que vejo, nem mesmo isso está conseguindo...
Kazume retira-se do banheiro. Kagura, por sua vez, reabre seus olhos. E os redireciona para uma figura de metal, bem evidente, em uma das extremidades do espelho do local: uma cruz rodeada por uma rosa vermelha. Suspirando de novo, a beldade dá meia volta. E, antes de executar o primeiro passo para retirar-se daqui, determina para si mesma:
– Já é hora de ir atrás da última pétala de rosa...
Notas finais
Nome: (japonês ou americano)
Idade: 16, 17 ou 18
Aparência: (descrição, altura e peso)
Personalidade: (bem descrita)
História: (opcional)
Gostaria que seu personagem tivesse algum tipo de relação com a protagonista? Qual?
Detalhes adicionais: (opcional)
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