108 Pétalas de rosa (Interativa)
17 Fragmentos de memórias
21 de outubro, segunda-feira, às 14h00min...
– Naomi, Misty, Ryu e Damon já morreram. – define Tenshi. – Yuki e Noah estão em coma. Precisamos fazer algo.
O local é a biblioteca. Sentados em roda, além de Tenshi, estão Kagura, Miyuki, Tanaka, Lucy, Nathaniel e Andrea.
– Ainda temos um mês exato para isso. – determina Lucy. – Embora ache que deveríamos nos apressar para impedir mais tragédias.
– Ajudo no que for necessário. – determina Nathaniel.
Kagura, por sua vez, altera seu olhar entre cada um dos presentes enquanto Tenshi começa a falar com todos sobre o que descobriram pelas palavras de Lysandra. Apesar de tudo, ela não consegue se concentrar – e, no fundo, nem quer, já que estava junto de Tenshi quando Lysandra disse o que disse. O fato é que a Hananatsu está cada vez mais abalada com os acontecimentos que vêm ocorrendo.
– O que é verdade e o que é mentira nos sentimentos de todos? – pensa ela, preocupada. – Será que o Rosa Negra não está se fazendo de bom moço, boa moça? Ele ou ela pode, até mesmo, ser um dos que estão aqui...
Ela sente seu coração se apertar e engole seco por isso. Logo depois, seu olhar se cruza e se fixa no de Tenshi. O contrário também é verdade. Mesmo assim, Tenshi não deixa de falar, mesmo mantendo seu olhar no de Kagura, procurando palavras mais amenas por ela, ainda mais pelo que ouve com Noah.
– A Lysandra deve estar arrasada... – imagina Kagura, se angustiando por ela. – Eu...
Kagura se levanta, chamando a atenção de todos, sendo que Tenshi se silencia do nada por isso. Como a morte de Damon foi durante a noite de sexta, nos dois dias seguintes – sábado e domingo –, os estudantes foram para suas casas. Foi hoje que todos retornaram ao colégio, sendo que poucos ainda mantem as lembranças a respeito de Damon.
– Eu vou atrás dela. – afirma Kagura.
– Atrás de quem? – Lucy, por sua vez.
– Da Lysandra, ela deve estar precisando de ajuda, de apoio.
– Tudo bem. – concorda Tenshi. – Acho que você está certa.
– Patético. – opina Kazume, ao aparecer no local, chamando para si todas as atenções. – Vocês estão mesmo decididos a superar o Festival da Rosa Vermelha agindo como um grupinho feliz? Parece até piada.
– O que você quer desta vez, Kazume? – questiona Kagura, voltando-se para ela.
Elas se encaram, sérias, em silêncio. Após alguns segundos, Kazume se manifesta outra vez:
– Nada em especial.
– Que bom, porque eu não estou a fim de ouvir suas lições de moral por hoje. – e, dessa forma, Kagura começa a se afastar, passando por ela.
Kazume dá meia volta, observando o dorso da rival em movimento. É quando pergunta:
– Como você reagiria se descobrisse que foi adotada?
De imediato, Kagura para onde está.
– Por que está perguntando isso?
– Por nada. – diz Kazume, indo na mesma direção de Kagura.
Dessa forma, Kazume sai da biblioteca após passar por ela. Na sequência, direcionando sua voz para Tenshi e os outros, declara:
– Vou indo.
– Até. – fala Miyuki, para ela.
Kagura também sai daqui. Porém, quando o faz, passando da porta, dá de cara com Ivy. Por alguns momentos, elas permanecem silenciadas. Ivy demonstra indiferença, não parecendo se incomodar caso nenhuma palavra corra entre elas. Kagura, por outro lado, sente a necessidade de se manifestar:
– O que eu havia dito antes para você...
– Sobre? – indaga Ivy.
– Perdoe-me pelas minhas desconfianças. – pede Kagura. – Eu fiquei sabendo que, na perseguição do Rosa Negra durante a noite de ontem, foi você quem salvou a Emi.
Ivy nada diz por isso, mesmo com a espera de Kagura. Percebendo que ela não quer falar, a Hananatsu prossegue:
– Você, no fundo, é uma pessoa muito boa. Só não entendo o motivo por qual se manteve isolada dessa maneira até hoje.
– Não deixei minha convicção se perder, ela ainda está tanto nas minhas memórias quanto na minha determinação. Isso é o que importa. – declara Ivy.
– Por quê? – Kagura insiste. – Por que você é assim? O que houve no seu passado para te transformar na pessoa fechada que é agora?
– Kagura-san, por favor, eu vim falar de algo importante.
– Já te pedi para não ser tão formal. Mas, então, o que quer falar comigo? – e, de imediato, fica mais preocupada. – É algo grave?
– Não exatamente. – nega, notando que ela se acalma por isso.
Ivy levanta sua mão direita em direção à Kagura. É quando a Hananatsu percebe que ela está com uma espécie de carta.
– O que é isso?
– Não abra. Não leia. Não mostre para ninguém. – pede Ivy. – Apenas guarde isso com você e, no dia do Festival da Rosa Vermelha, esteja com ela sem que ninguém venha a perceber.
– É tão importante assim?
– Muito. – enfatiza. – Faça da forma que estou dizendo para fazer. Porém, em uma ocasião extrema, quando você precisar muito de ir em busca da verdade, você pode abrir o envelope antes do dia. Mas essa é a única exceção. – deixa estipulado.
– Tudo bem então. Não vou ler, vou guardar. – determina, recolhendo-a para si.
– Você estava indo atrás da Lysandra, não é mesmo? – Ivy.
– Sim.
– Então seu caminho está aberto agora. – diz, desviando-se de Kagura, posicionando-se ao lado esquerdo dela.
Por alguns momentos, Kagura analisa os profundos olhos de Ivy como se tentasse entender quem ela realmente é ou o que passa por sua mente. Não consegue nem mesmo chegar perto de algum resquício da essência dela. É quando a Hananatsu se lembra de Ivan, o mistério em pessoa que a chama tanto a atenção justamente por ser assim como Ivy: enigmático e imprevisível.
– Vou até ela então. Tchau. – Kagura se despede, reiniciando seu trajeto.
Sem a intenção de observar o afastar dela, Ivy dá meia volta. Vai caminhando pelo corredor até dobrar a esquina do mesmo. É quando vê uma folha de papel colada na parede ao longe. Quando se aproxima o suficiente, para diante dela.
“Ivy Thorns, você está com os dias contados...”.
– Ridículo. – opina, em tom ameno, após ler a mensagem escrita com recortes de revista.
Ela olha de um lado para o outro, mas não vê ninguém por aqui. Voltando seu olhar para a folha de papel de ofício, retoma:
– Eu não temo você, Rosa Negra. Você, assim como na sexta-feira, não poderá fazer nada contra mim por ora.
Em seguida, optando pelo caminho à direita, ela volta a andar após arrancar a folha da parede com sua mão direita e amassá-la. Suspira, continuando:
– E mesmo quando eu estiver como a vítima da vez, se isso realmente chegar a acontecer, eu não temerei.
– O que você quer com a Kagura? – questiona Dante, ao surgir no caminho de Ivy, interrompendo-a.
Ambos cessam os passos. Mesmo assim, Ivy nada diz. Dante insiste:
– Não vai falar nada?
– Se quer saber algo, vá você mesmo até ela. Quem sabe, consiga algo, Dante Sazami?
– Quero saber de você.
Ivy, então, olha para baixo rapidamente. Quando volta a fitá-lo, se expressa:
– Você sempre foi assim: um típico badboy mestre da frieza e da arrogância.
– Fala como se me conhecesse há tempos. – ironiza. – Mas não pode me julgar assim com tão poucos anos de uma convivência tão superficial.
– É impressionante mesmo como é a eficiência daquela organização. Quando querem, arrebatam tudo o que lhes é importuno. – comenta, confundindo-o.
– Do que, exatamente, você está falando, sua louca?
– Você e eu não nos conhecemos no Ensino Médio, Dante Sazami. – determina ela. – Nosso primeiro encontro foi muito antes.
– Você fumou alguma coisa, né?
– Se não acredita, não posso fazer nada a respeito. – garante ela, voltando com seus passos, desviando-se dele. – Agora, se me dá licença, tenho mais o que fazer.
Repentinamente, ele usa sua mão direita para segurar um dos pulsos de Ivy, interceptando-a. Puxando-a com agressividade de volta para si, ele aproxima bastante o seu rosto do dela. Ivy não se intimida, mas também não reage. É quando Dante, com um firme tom de voz, impera:
– Você vai me explicar essa história direitinho. E vai ser agora.
/--/--/
“Não abra. Não leia. Não mostre para ninguém. Apenas guarde isso com você e, no dia do Festival da Rosa Vermelha, esteja com ela sem que ninguém venha a perceber.”: palavras que não saem da mente de Kagura enquanto caminha pelo corredor em que está, observando o envelope em suas mãos.
“Porém, em uma ocasião extrema, quando você precisar muito de ir em busca da verdade, você pode abrir o envelope antes do dia. Mas essa é a única exceção.”...
– O que pode ser isso, afinal? Que tipo de verdade eu possa querer buscar que será respondida com o conteúdo disto? – pergunta para si mesma. – Ivy, eu realmente gostaria de te entender melhor...
De repente, ela tromba em alguém. Quando ergue seu olhar, se depara com Ivan, o que a surpreende.
– Oi. – ele a cumprimenta.
– Desculpa, eu não ando olhando por onde passo. – se explica, um pouco envergonhada, levando a carta para trás de si automaticamente.
– O que escondeu? – indaga. – Não tem razões para me temer. Ou por acaso acha que eu sou o Rosa Negra?
O coração dela acelera repentinamente e Kagura desvia seu olhar. Por um breve momento, ela pensa:
– Ivan, o Rosa Negra? Não, não... Não poderia...
– Kagura...? – indaga ele, observando a expressão tão pensativa quanto perdida que ela apresenta no momento.
Ela “volta ao mundo real”, redirecionando seu olhar para o russo. É quando exibe um sorriso que, por algum motivo, o deixa aparentemente constrangido.
– Desculpe-me, por favor. Além de desastrada, sou desatenta.
– Não, você não é. As circunstâncias é que estão te deixando assim. – garante ele, sorrindo de leve. – Acredite, eu te conheço bem mais do que você pensa.
Kagura se surpreende por ver um sorriso de Ivan. Não esperava por isso. Por outro lado, lembra-se do fato de que ele não costuma ser gentil ou tão conversado com as outras pessoas. Por outro lado, é ao estudar um pouco mais o profundo dos olhos do russo que ela se surpreende outra vez, por alguma boa razão.
– O que foi? – indaga ele, diante da expressão de espanto da Hananatsu.
– Por um momento, eu tive a impressão de que eu já vivi isso. Sabe...
– Dejavú?
– Isso! – exclama ela, após um riso controlado. – Foi como se eu já tivesse vivido isso antes, com você, nessa situação...
– Não passa de uma memória falsa. – garante ele, cruzando os braços. – Seu cérebro te enganou, apenas isso.
– É, você deve estar certo. – diz ela, pensando em seguida: – Mas eu tenho que ir procurar a Lysandra. Ela deve estar no quarto dela, então, eu...
– Kagura!! – surge Kazume, esbravejando enfurecida, chamando para si a atenção dos dois.
Ivan se vira para Kazume enquanto Kagura permanece como está, já na direção dela. Enquanto isso, irada, Kazume se aproxima com passos firmes. Traz algo consigo, em sua mão direita. Logo atrás da loira, vem Emi, sendo que não veio por sua própria vontade, mas por ter sido persuadida pela colega de quarto.
– O que significa isso, posso saber?!
Desse modo, Kazume para diante de Kagura e Ivan, mostrando uma foto. Kagura se surpreende quando vê, na fotografia, a imagem dela junto com Kazume. Aparentemente, quando estavam no início do Ensino Médio.
– Bem... – Kagura tenta achar as palavras corretas. – Não sei o que dizer...
– Agora mesmo, quando cheguei no quarto que compartilho com a Emi e com a Lysandra, isso estava na minha cama! – exclama. – Emi não viu nada, certo? – e redireciona seu olhar para a colega de quarto.
– Não, não vi. – nega Emi.
– As duas não colocaram isso lá. Então quem foi?
– Por que se irritar tanto com uma mera foto? – pergunta Ivan, atraindo o olhar de Kazume.
– Não se intrometa, por favor. – pede a revoltada. – Isso não é uma simples foto, é uma montagem! Só a Kagura teria interesse nisso, para me provocar!
– Montagem? – Kagura, surpresa. – Éramos amigas íntimas no 1º ano. Tiramos várias fotos juntas...
– Observe melhor a foto, Kagura. – pede Kazume, após respirar profundamente.
Kagura acata. E, ao analisar melhor, conforme ela exigira, Kagura fica surpresa. Na foto, o que está representado é mesmo as duas amigas do passado, lado a lado. Porém, quando prestando mais atenção, a Hananatsu percebe que os traços tanto dela quanto de Kazume, na fotografia, são infantis demais para algo que tivesse sido tirado no 1º ano.
– Mas não nos conhecemos antes do Ensino Médio. – articula Kagura, surpresa. – E essa foto parece ter sido tirada bem antes dele.
– É o que gostaria que você me explicasse. – afirma Kazume, cruzando seus braços. – O que tem a me dizer sobre isso?
Kagura ainda está espantada. Sabe que não tem nada a ver com a foto que foi deixada na cama de Kazume e nem faz ideia de quem poderia ter alguma intenção em irritá-la por isso. É quando a irmã de Noah determina:
– Eu realmente não faço ideia de...
– Você está passando dos limites, Kagura. – determina Kazume. – Eu já estou farta das suas brincadeirinhas. Você, além de estar rebaixando o seu nível, o que já não é muito elevado, fica me provocando como se satisfizesse sua carência interior com isso. Pare...
– Cala a boca! – grita Kagura, surpreendendo tanto Kazume quanto Ivan e Emi. – Eu é que estou cansada de ouvir tudo o que você fala sem reagir! Não sou uma donzela sofredora que vai ficar escutando as reclamações da garota rebelde que parece ter vindo de uma novela teen qualquer!
– Kagura... – Ivan, perplexo.
Kagura, agora, encara Kazume com olhos enfurecidos. Mas ao mesmo tempo em que enfurecidos, cheios de lágrimas que insistem em não cair.
– Independentemente de tudo o que você fez contra mim sem que eu jamais tivesse entendido o motivo, eu tentei manter as memórias daquela nossa amizade. – garante Kagura, em um tom mais ameno, mesmo ainda irritada. – Eu tentei permanecer com aquela Kazume amiga, sincera e companheira que conheci neste colégio. Mas não dá mais, eu estou farta disso.
Erguendo sua mão direita, agora, Kagura acerta o rosto de Kazume com um tapa. Perdendo o equilíbrio, a loira vai ao chão, impactada, assim como os outros dois presentes.
– De uma vez por todas, os nossos laços morrem aqui. – Kagura deixa claro, retomando sua caminhada com passos firmes.
Dessa maneira, Kagura deixa Ivan, Kazume e Emi onde estão. Ainda sem se recuperar do choque, por jamais ter esperado uma reação como essa vinda da Hananatsu, a loira está assentada no chão, com seus olhos arregalados.
– Kazume, ela é o Rosa Negra? – pergunta Emi, que já conhece, parcialmente, as coisas sobre o Festival da Rosa Vermelha. Afinal, Kazume se sentiu na obrigação de conversar com ela sobre isso após o que Emi viveu na noite da sexta-feira passada.
– Não, disso eu sei que não. – garante Kazume, se levantando do chão, ainda com a foto em suas mãos.
Abaixando a sua face, a loira volta a observar a foto. Mesmo tendo a certeza de que se trata de uma montagem, no seu mais profundo interior, ela parece ter a sensação de que o quê está na fotografia não é tão falso assim. Pelo menos, algum dia, não foi.
– O Rosa Negra, sim, eu sei que ela não é.
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Logo depois, no quarto onde estão Yuki e Noah, desacordados...
Lysandra está aqui. Assentada em uma cadeira entre as duas camas, ela observa com atenção uma fotografia do falecido Damon, que está em suas mãos, sobre seu colo. Seu rosto já está inchado pelo derramar de tantas lágrimas. Por outro lado, as fontes em seus olhos parecem ter secado. Não consegue, nem mesmo, chorar mais. Porém, o desejo que tinha era de se entregar ainda mais aos prantos. O que sente é como se seu chão tivesse sido arrancado brutalmente.
– Estou morta em minha própria vida, Kagura. – diz ela.
Kagura está na porta. Não quis entrar por não saber se deveria. Chegou há quase um minuto e assim permaneceu, observando Lysandra e se perguntando se ela havia notado sua presença.
– Mas essa dor já se tornou de estimação para mim. – completa, erguendo seu rosto baixo, direcionando seu olhar para a Hananatsu.
Lysandra havia prometido que cuidaria de Yuki e Noah enquanto todos retornavam para suas casas – afinal, como filha do diretor, o local onde mora fica após a região mais afastada do Rosa Cruz; sua casa é conectada com o colégio. Com isso em mente, Kagura sabia que deveria conversar com ela nesta segunda-feira. É o que veio fazer. Agora, saber o que é preciso ser dito, isso já é outra história...
– De estimação? – indaga Kagura, tomando coragem, não só para falar, como para entrar no local, fechando a porta e indo em direção à Lysandra.
A mão direita de Lysandra larga a foto, deixando-a somente por conta da esquerda. Usando a direita para tocar porção de sua cabeça, ela abaixa os olhos. Enquanto eles tremulam, ela diz:
– As minhas memórias parecem estar tentando fugir de mim. Sinto como se Damon estivesse cada vez mais distante da minha mente, do meu coração... – e suspira, voltando a olhar para a foto. – Mas quando o foco do meu olhar é esta foto, sinto algo diferente. Sinto que as lembranças tão queridas que tenho dele se tornam mais seguras, voltam a viver em mim.
Kagura se aproxima o suficiente, agachando-se perante Lysandra. É quando as milagrosas lágrimas remanescentes descem dos olhos da filha do diretor.
– Sofrer é difícil. Porém, eu preciso infinitamente mais sofrer com a perda dele do que me esquecer de que Damon existiu um dia em minha vida...
Lysandra, mais uma vez, passa a fitar Kagura. Sem segurar suas novas lágrimas, determina:
– Eu não quero esquecê-lo!!! Nunca, eu jamais quero abandonar as minhas memórias, jamais quero perder o que sobrou dele em mim!!!
Kagura a abraça e Lysandra se entrega novamente aos prantos de desespero. Soluça, chora, grita. Com paciência, a Hananatsu a acolhe. E transmite o calor que sabe muito bem de que, mais do que nunca, a eterna namorada de Damon Somerhalder precisa...
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