108 Pétalas de rosa (Interativa)
15 Coroas de espinhos
18 de outubro, sexta-feira, às 18h30min...
– Ele continua desacordado? – pergunta alguém, entrando no quarto que é, originalmente, de Nathaniel, Yuki e Haraki.
Yuki está sem consciência sobre sua cama, com um cobertor sobre si. Ao lado dele, assentada em uma cadeira, está Kagura, presente aqui há mais de uma hora. Quem acabou de entrar aqui foi Tenshi.
– Sim. – corresponde ela, observando o rosto de Yuki. – Logo quando ele apareceu, renovado por dentro e por fora...
Sempre que pode, desde que Yuki entrou no seu atual estado de coma, Kagura vem vê-lo. Ela não confia na segurança dele, muito menos agora que Noah não está mais no quarto e somente Haraki, com o próprio Yuki, está. Não sabe dizer se acredita na boa índole de Haraki e nutre certas desconfianças a respeito dele.
– Não fique mal. – recomenda o primo de Miyuki, se colocando ao lado direito dela ao se aproximar pelo necessário. – Ele vai acordar, cedo ou tarde. Na verdade, pelo bem dele, é até melhor mesmo que só desperte quando tudo chegar ao fim.
– Pela segurança dele, não é? – indaga, observando o maior por alguns instantes, desviando seu olhar para o chão logo depois. – Não acho que eu deveria me descuidar do Yuki. Não sei se ele está mesmo fora de qualquer perigo.
– Talvez esteja mesmo certa... – pensa Tenshi, observando Yuki.
A garota retorna seu olhar para Yuki. Quando o faz, começa a sentir-se aflita pelo silêncio entre ela e Tenshi. O sentimento que tem por ele, seja lá qual for, a faz sentir-se culpada...
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É quando Kagura, brevemente, se lembra da sua discussão ontem com Kagume.
– Olhe para você mesma! Se estou errada, por qual motivo você sempre estudou tão desesperadamente? Por qual motivo começou um namoro com um garoto que não ama?
– Eu amo o Dante sim!
– Não ama não, sua falsa, dissimulada!! O amor é pleno. Se o amasse, não teria olhos para outras pessoas. Somente namora com ele para mostrar que é capaz de ter o garoto mais disputado da escola. Somente por isso!!
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– Algum problema? – pergunta Tenshi, percebendo a aflição estampada na face dela.
– N-não. – nega, sorrindo para ele. – Está tudo bem na medida do possível.
– Kagura... – recomeça Tenshi, surpreendendo-a pela repentina mudança no tom de voz. – Preciso falar uma coisa com você.
– O quê? – indaga a garota.
Ele permanece em silêncio por alguns instantes, o que a deixa mais aflita ainda. Quando ele está prestes a falar o que deseja, outra pessoa entra no quarto.
– Tenshi, Kagura, que bom que estão aqui. – determina Lysandra, ao aparecer no vão da porta, surpreendendo ambos.
– Lysandra? – questiona a irmã de Noah, surpresa pela aparição da filha do diretor logo por aqui.
– Estou atrapalhando alguma coisa? – pergunta ela, alterando seu olhar entre os dois.
– N-não. – nega Tenshi, suspirando brevemente. – Do que precisa?
– Preciso falar com vocês dois. – afirma.
– Com nós dois? – Kagura, por sua vez.
– Sim. – garante. – Não posso falar disso com o Damon, por mais que eu queira. E eu preciso desabafar...
– Será que é algo relacionado com o Festival da Rosa Vermelha? Será possível? – imagina Kagura, curiosa.
– Eu sei a verdade sobre o festival. – garante ela, surpreendendo os dois. – E sei que Naomi, Misty e Ryu estão mortos. E sei que vocês dois estão envolvidos no que está por trás de tudo isso. Porém, não posso mais ficar em silêncio.
Tenshi e Kagura estão mesmo pasmos. Não conseguem falar nada, sendo que Lysandra prossegue com as suas palavras, relevando a perplexidade dos seus ouvintes:
– Eu preciso fazer algo para acabar com esse teatro de horrores de uma vez por todas!
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Enquanto isso, na biblioteca...
Algumas pessoas estão por aqui. Três são da classe A do 3º ano: Miyuki, Lucy e Haraki, apesar delas estarem bem distantes dele. Enquanto a prima de Tenshi está lendo um livro de romance e a outra está lendo outra obra de mesmo gênero, ele está com fones de ouvido digitando algo em seu celular.
– Ele é muito estranho... – comenta Lucy, chamando a atenção de Miyuki, sendo que está fitando Haraki no momento.
– Eu sei disso. – concorda Miyuki, voltando a ler seu livro.
– Sabe, eu andei pensando um pouco sobre o Rosa Branca... – admite Lucy, em baixo tom como antes, colocando seu livro sobre a mesa, sem esquecer-se de deixar o marca-página em seu devido lugar.
Lucy, assentada em uma cadeira ao redor da mesma mesa que Miyuki, se volta completamente para ela. Séria, continua:
– Provavelmente, é uma pessoa que sabe fazer misturas, reações e todas essas coisas malucas de química, correto? Afinal, usou um veneno caseiro para derrubar o Yuki-kun...
– E o que tem? – indaga a prima de Tenshi, abaixando o seu livro, fazendo o mesmo que sua amiga: acabou ficando curiosa pelos dizeres dela.
– Quem são as três pessoas com as melhores notas de Química e, ao mesmo tempo, as pessoas mais enigmáticas da nossa turma? – questiona Lucy, tentando levá-la aonde quer chegar, com suas palavras.
Miyuki pensa por alguns instantes, revirando seus olhos e acessando suas memórias. É quando três nomes lhes vem à cabeça.
– Haraki, Ivy e Ivan. – determina ela.
– Exato. – articula, em um tom um pouco maior. – E eles não tem os perfis mais ideais para serem suspeitos?
Miyuki arregala seus olhos, pasma com o raciocínio da sua amiga. É quando aproxima seu rosto um pouco mais, para evitar que Haraki – assentado a certos metros – e as outras pessoas presentes escutem quaisquer traços da conversa.
– Brilhante, Lucy! – afirma, sorrindo. – Como não pensamos nisso antes!?
– Sabemos tão pouco sobre eles. – Lucy reforça, sorrindo também. – Sei que Ivan é russo e perdeu os pais, que o Haraki só se aproxima dos outros querendo algo em troca e que Ivy nunca trocou praticamente nenhuma palavra com ninguém da escola até esse festival.
– Além, é claro, de que eles são comparavelmente fechados e reservados. – acrescenta Miyuki.
– Até você está concordando, viu?
– Precisamos falar com a Andrea-chan e a Kagura-chan, Lucy... – Miyuki se expressa, levantando-se. – Vamos até elas.
– Agora? – pergunta, surpresa.
– É claro. Descobrir quem é o Rosa Branca é um grande passo para descobrir quem é o Rosa Negra e acabar com tudo isso de uma vez. Afinal, se o Rosa Branca for descoberto, não terá mais chances de ser coroado como o líder da Ordem da Rosa Vermelha e poderá se unir a nós contra esse maldito assassino! – explica, confiante.
– Tem razão. – concorda Lucy, sorrindo de novo.
Desse modo, recolhendo seus livros – que pegaram emprestado da biblioteca –, elas vão saindo daqui. Em contrapartida, Emi é quem vai entrando, passando pelas duas sem cumprimentá-las. Vai até a mesa onde elas estavam e se assenta no mesmo lugar em que Miyuki estava.
– Eu posso te ajudar? – pergunta Haraki, surgindo atrás dela.
Emi está com um livro em mãos. Abrindo-o para ler, somente responde:
– Em absolutamente nada.
– Tem certeza? – insiste ele, sorrindo com ironia, debruçando-se e colocando-se sobre o livro dela, atraindo o olhar levemente irritado da garota em questão.
– É claro. O que você poderia fazer por mim que despertaria o meu interesse? – indaga, olhando no fundo dos olhos do garoto.
– Eu sei que você está ciente de certas coisas sobre o Festival da Rosa Vermelha. – articula ele, surpreendendo-a. – E sei que você viu o momento em que o Rosa Negra entro no quarto de Misty para matá-lo.
Ela fica perplexa. Não sabe nem o que dizer, sendo agora tomada por lembranças da noite em que Misty e Ryu morreram. De fato, quando estava por aquele local, viu quando uma pessoa de negro, mascarada, entrou no quarto dos dois. Não quis saber o que estava acontecendo e nem interferiu. Porém, no outro dia, notou que eles haviam “deixado de existir” para todos, assim como Naomi. Foi quando entendeu que os dois haviam sido mortos.
– Eu sei muito sobre isso também e posso lhe ser útil. – garante ele, ainda sorridente.
– Como você...
– Não sou apenas eu que sei que você está cada vez mais envolvida nisso tudo. – revela. – Se você continuar desprotegida, vai acabar como os que já morreram. Por isso, se eu fosse você, tratava logo de procurar proteção.
– Você quer algo de mim, não quer? – questiona, já entendendo qual a intenção dele.
– É claro que sim, nem precisa duvidar. – conta. – Eu quero a sua ajuda.
– A minha ajuda?
– Proponho uma aliança. – afirma ele. – Eu te protegerei do que pode te acontecer e eu receberei a ajuda que quero de você. Aceita?
– Depende do tipo de ajuda que está querendo. – declara ela.
– O Festival da Rosa Vermelha nada mais é que um processo de seleção do novo líder da Ordem da Rosa Vermelha. 13 pessoas da nossa sala são os candidatos, mas eu tenho um nome em especial que desejo levar à vitória. – explica ele.
– O seu nome? – pergunta ela, tentando saber.
– Isso não vem ao caso. – determina, sem o desejo de revelar tal trecho de seu discurso. – O fato é que, para isso, eu preciso descobrir a identidade do Rosa Negra, a pessoa que está matando todos que cruzam seu caminho.
– Você está em busca da identidade do assassino então? – decide confirmar. – É para isso que precisa de mim?
– Exatamente isso. – corresponde. – Com a sua ajuda, que já sabe bastante, poderei descobrir o que estou querendo descobrir. O que me diz?
– Como pretende me proteger? – pergunta. – Será que posso mesmo acreditar que não serei silenciada pelo assassino?
– Acredite, eu tenho meus próprios artifícios. – garante. – Portanto, considere-se segura.
– Eu não sei... – ela se pronuncia, pensando em seguida: – E se for justamente você o maldito assassino? Eu posso estar caindo em uma armadilha...
– Está desconfiando de mim. – ele conclui. – Tenha em mente que até mesmo um rei, quando pretende alcançar seu trono, precisa se arriscar com uma coroa de espinhos e derramar o próprio sangue por sua meta. A vida é assim, Emi Ueno.
– Você é louco. – articula ela, levantando-se. – Não sei se posso mesmo confiar em alguém como você. Quando eu tiver a minha resposta, o procurarei.
– Se eu fosse você, decidiria o quanto antes, e pela resposta ideal: o sim. – sugere. – Caso contrário, poderá se arrepender.
– Isso foi uma ameaça? – indaga, arqueando sua sobrancelha esquerda.
– Apenas um aviso. – corrige. – Para que você não troque a coroa de poucos espinhos pelo jardim seco de muitos.
– Basta. – declara ela, puxando seu livro para si, começando a andar e a se afastar. – Não quero ouvir mais nada.
Desse modo, a jovem vai se afastando de Haraki, sendo observada por ele. Antes de sair da biblioteca, diz:
– Não me procure. Eu irei atrás de você.
E ela sai, enquanto o garoto em questão deixa seu sorriso desaparecer, ficando sério. Assentando-se na cadeira onde Emi estava, Haraki suspira. E reflete:
– Espero que você tome a escolha certa... Emi...
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Enquanto isso, no quarto de Tanaka, Damon e Taka...
Taka Matsumoto está de bruços, dormindo em sua cama “bem” profundamente. Além dele, estão aqui Noah, Nathaniel e Tanaka.
– Ele ronca demais... – comenta o irmão de Kagura.
– Como um porco. – Nathaniel e Tanaka, juntos.
– Falando nisso, você quer mesmo se envolver mais ainda nessa história toda? – pergunta Tanaka, cruzando seus braços e voltando seu rosto para Nath.
– Sim. A Kagura está nisso tudo e só agora comecei a entender por que ela se afastou de mim e se aproximou mais dos outros selecionados. – comenta. – Para me proteger e para acabar com esse festival. Mas eu também quero fazer a minha parte por ela.
– Nós entendemos isso e sei o quanto suas intenções são boas, mas quanto mais você se envolver, mais perigo vai correr. – determina Noah, chamando para si a atenção dos dois. – Pense bem...
– Eu já pensei...
Desde o dia em que viu Ryu morto bem diante dos seus olhos – quando Tanaka e Noah contaram para ele e para May tudo o que sabem sobre a Ordem da Rosa Vermelha e o festival da mesma –, ele decidiu participar disso como um aliado dos dois, de Tenshi e de Kagura. Foi apenas hoje mais cedo, ao ir no quarto de Yuki, que Nathaniel e Kagura conversaram sobre o assunto. Foi quando, também, ele deixou bem claras as suas razões.
– Inclusive, já falei com ela sobre isso. – garante. – Eu amo a Kagura e não vou deixar nada de mal acontecer com ela.
– Será que todos os garotos dessa escola amam aquela garota? – questiona Kazume, surgindo no local, surpreendendo-os e andando em direção a eles. – O que ela tem de tão especial?
– Kazume-san... – Noah, surpreso.
Quando se coloca diante deles, o trio se volta completamente para ela. É quando Tanaka começa:
– Estávamos discutindo sobre o festival, mas não me lembro de ter te convidado.
– Não preciso de convites. – determina ela, colocando sua mão esquerda sobre a cintura, levando as mechas de seus cabelos que estão sobre seu ombro direito para trás, utilizando a outra. – Eu me “autoconvidei”.
– Não vão discutir, vão? – questiona Noah, alterando seu olhar entre os dois.
– Não tenho motivos para isso. Só não vou com a cara dela. – diz Tanaka, o mais sincero possível.
– Nem precisa, afinal, somos adversários nesse jogo. – determina Kazume.
– Você está mesmo interessada na vitória, não é? – pergunta o irmão de Kagura, pensando em seguida: – O que acho muito suspeito...
– Sabem o que exatamente significa se tornar o líder daquela organização? – indaga. – A pessoa com o poder de controle sobre a Ordem da Rosa Vermelha terá acesso a segredos e verdades que a grande parcela da humanidade jamais sonhou conhecer...
– Disso já sabemos. – articula Tanaka, descruzando seus braços.
– Isso não é tudo. – nega, tomando ele como seu alvo de olhar. – O poder financeiro que estará nas mãos do vencedor é gigantesca. É um grupo que se mantem por tantos anos através de muitas riquezas.
– Disso eu não sabia... – comenta Nathaniel, surpreso.
– Então você admite estar atrás desse poder? – pergunta Tanaka, que também não conhecia esse detalhe.
– Sem nenhuma dúvida. – afirma. – Eu tenho as minhas razões.
– Quais são elas? – pergunta Dante, sendo quem aparece agora, colocando-se ao lado esquerdo da garota ao se aproximar o necessário.
Kazume, Noah, Tanaka e Nathaniel observam ele em silêncio por alguns momentos. É quando ela se manifesta novamente:
– Não preciso falar disso para você. – e retorna sua atenção para os outros três. – Para ninguém.
– Admita. Você é o Rosa Negra. – articula o ex-namorado de Kagura, rindo ironicamente.
Ouvindo isso, é Kazume quem ri com puro sarcasmo. Voltando-se completamente para Dante, ela fica séria outra vez, de repente. Fala:
– Pense como quiser. O que sei é que não matarei, nem jogarei sujo. Não sou uma assassina, oportunista, nem uma psicopata. Contudo, passarei por cima de qualquer pessoa pelo que eu quero.
– Ela fala sério... – pensa Nathaniel, observando-a. – Dá para perceber o quanto está focada nisso.
– E a pessoa que terei mais prazer em pisar será a Kagura! – exclama ela, séria e firme. – Vou esmagá-la!
– Por que você odeia tanto a minha irmã? – pergunta Noah.
Antes de ouvir a resposta da loira, ele é tomado por uma forte tontura, o que é percebido pelos presentes. Enquanto Taka continua dormindo, Tanaka pergunta para o irmão de Kagura:
– Você está bem, cara?
– Pelo visto... – diz a loira, cruzando seus braços. – Tenho menos um concorrente para derrubar...
– Do que está falando? – indaga Nathaniel, começando a se irritar com a postura de Kazume.
– Noah deve ter sido pego pelo Rosa Branca, assim como Yuki. – se expressa, surpreendendo os demais presentes.
As pernas do irmão de Kagura fraquejam e um feixe de sangue começa a escorrer por sua narina direita. Preocupado com seu amigo, Tanaka coloca o braço dele ao redor do seu pescoço. Apoiando-o, declama:
– Vou te levar para a enfermaria!
– Provavelmente, nada poderá ser feito por ele. – pontua a loira. – Quem mandou ser tolo e deixar ser pego mesmo quando sabia do perigo?
– Como consegue ser tão fria?! – questiona Nathaniel, enquanto Tanaka vai levando Noah para fora do quarto.
– Eu não sou. – nega.
Tanaka sai do quarto com Noah. Nathaniel, então, vai andando em direção a eles. Antes de sair, de costas para Kazume e Dante, determina:
– Você é uma pessoa ruim.
Ele sai. É quando os dois que sobraram se entreolham.
– Qual o problema? – questiona Dante.
– Seja quem for o Rosa Negra, posso dizer que é uma espécie de justiceiro. – afirma.
– Justiceiro?
– Naomi, Misty, Ryu... Três pessoas desprezíveis. – define. – Se esse assassino quer derramar sangue, que o faça como um bem para o mundo.
– Você diz não ser o Rosa Negra, mas é a favor dessas mortes? – pergunta ele, arqueando sua sobrancelha direita.
– Obviamente não. – garante ela. – Mas, infelizmente, é preciso avaliar as ações do assassino para chegar até ele. E se algumas pessoas precisam servir de bodes expiatórios, que sejam pessoas abomináveis como aqueles três...
A garota lhe dá as costas. Começando a caminhar para sair do local, ela vai pensando, ainda séria:
– E eu vou achar esse maldito crápula. Nem que para isso, eu tenha que encarar um caminho cheio de espinhos...
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