Notas iniciais
Nota: ENEM acabou, foi embora *-*. E o ano já está acabando, provas finais... Felicidade de volta *-*. Agora só falta minha internet ficar melhor '-'... Vou procurar não me atrasar mais, pessoal! Obrigado XD!!

23 de outubro, quarta-feira, às 15:45...

Jardim do colégio...

Presentes estão Kagura, Tenshi e Miyuki. Ao longe, Ivan observa o trio sem ser notado.

– Esse cara está próximo demais da Kagura. – diz Ivan, para si mesmo. – O Dante não está mais no caminho, mas pelo visto, tenho um novo obstáculo...

Ivan sempre teve olhos para Kagura, desde o início do Ensino Médio. Na verdade, somente teve olhos para ela. E sempre que podia, a observava de longe. Em raras vezes, se aproximou da irmã de Noah. Admirá-la pareceu ser, para seu coração e por um bom tempo, mais do que o suficiente.

– Então você realmente acha que todos os 28 tem alguma conexão que vem antes do Ensino Médio nesta escola? – questiona Miyuki, para Tenshi.

– Isso explicaria o que Ivy falou e o que eu sinto pela Kagura... – e volta seu olhar para a Hananatsu. – O que sinto por ela desde a primeira vez que a vi.

Ela revira seu olhos, envergonhada. Enquanto isso, Tenshi continua:

– Acredito que, na verdade, isso vem de muito antes. Você também não sente o mesmo, Kagura?

Miyuki olha para ela. Após alguns segundos, suspirando, a Hananatsu admite:

– Bem, depois que você me falou sobre isso, eu realmente comecei a ter essa mesma ideia. Talvez seja verdade, considerando que, de algum modo, a Ordem da Rosa Vermelha apaga nossas memórias. E, no fundo, isso fica até bem provável quando consideramos que a Lysandra está conseguindo manter as lembranças do Damon vivas com a foto dele. E revivendo as memórias sempre que parecem se enfraquecer.

– Então eles apagaram as nossas lembranças sobre quando todos nós nos conhecemos? – pergunta Miyuki.

– Sim. – Tenshi, novamente. – Talvez não tenhamos nos conhecido todos ao mesmo tempo. E, talvez, nem todos se conheceram de fato. Mas sei que algo do passado nos conecta aos dias atuais em que estamos envolvidos com esse festival.

– Você poderia tirar isso a limpo com a Ivy. – pede Miyuki. – Eu não confio nela, mas se você sim, eu então dou um voto de credibilidade para aquela garota.

– Eu tenho a impressão de que a Ivy é a chave para tudo isso. – articula Tenshi. – Não sei ao certo, mas o Rosa Branca deve ter algum motivo para querer que ela seja a Rosa Vermelha, sendo que poderia ganhar o título para si.

– Como realmente chegou a conclusão de que o Rosa Branca está ao lado dela? – indaga Miyuki.

– Avaliando a postura da Ivy. – responde Tenshi. – Pelo tudo que ouvi dela, por tudo que a vi fazer e pela maneira como ela defende a ideia da Kagura como a vencedora disso tudo, eu cheguei em duas hipóteses: ou ela ficou sabendo sobre tudo o que sabe através de um aliado da organização ou algo a fez investigar e descobrir, o que era bem menos provável. Isso porque nunca achei, realmente, que ela fosse o Rosa Branca ou o Rosa Negra.

– Entendo. – articula Miyuki, suspirando em seguida. – Bem, de qualquer forma, só poderemos sanar todas as nossas dúvidas perguntando pessoalmente a ela.

– Ivy... – cita Kagura, de rosto baixo, chamando o olhar dos outros dois. – Sempre que me deparo com ela, que converso com ela, sinto como se ela fosse uma pessoa tão sofrida, como se carregasse um fardo terrível. A Ivy parece guardar alguma coisa só para si. E tem tudo a ver com o festival.

– Temos que descobrir quem é o Rosa Negra para impedir mais mortes. Não importa quem ganhe, nós temos que...

– Não, Tenshi. – Kagura o interrompe. – Ivy deve ter suas razões para valorizar tanto a coroação do novo líder. Alguém tem que ganhar e tem que ser uma pessoa que realmente possa fazer algo de bom.

– Como assim, Kagura-chan? – indaga Miyuki.

– Ivy acredita que eu seja a pessoa ideal para vencer, mas disso não tenho certeza. – alega. – O que sei é que o vencedor terá várias coisas extremamente importante em suas mãos. Não pode ser qualquer um...

– De fato. – concorda Tenshi. – Mas o que quero dizer é que temos que nos unir para acabarmos com isso o mais depressa possível.

– E o vencedor tem que estar apto para fazer o que é preciso ser feito para que o Festival da Rosa Vermelha nunca mais se repita. – comenta Kagura. – Acabar com a Ordem da Rosa Vermelha.

– Mas por que será que os antigos líderes, e até mesmo o atual, seja ele quem for, nunca pensou em destruir a organização? – questiona Miyuki. – Eles não passaram pelos mesmos processos de seleção e sofreram da mesma maneira, vendo seus amigos e entes queridos morrerem por uma coisa tão mesquinha?

– Eu também gostaria de saber. – Tenshi declara. – Mas é por isso que precisamos conversar com a Ivy. Temos que entender a verdade.

“Não abra. Não leia. Não mostre para ninguém. Apenas guarde isso com você e, no dia do Festival da Rosa Vermelha, esteja com ela sem que ninguém venha a perceber. Porém, em uma ocasião extrema, quando você precisar muito de ir em busca da verdade, você pode abrir o envelope antes do dia. Mas essa é a única exceção.”. Kagura acabou de se lembrar do que Ivy lhe disse sobre o envelope secreto que lhe entregou. É quando, certa do que deve fazer, a Hananatsu se levanta, atraindo a atenção dos outros dois.

– Kagura? – Tenshi, preocupado com a expressão séria dela.

– Não se preocupem. – declara ela. – Eu já sei exatamente o que devo fazer para ir em busca da verdade!

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No interior do colégio, em um dos corredores...

Tanaka caminha, acompanhado por May. Enquanto ela o observa em silêncio, ele vai recitando, de cabeça baixa:

– Naomi foi a primeira a ser assassinada. Logo depois dela, foi a vez de Misty e Ryu. Depois, Damon acabou morrendo acidentalmente, o que foi favorável para o Rosa Negra, algo que ocorreu indiretamente às suas ações. – e suspira. – E, recentemente, Emi, Joseph e Maria também foram vitimados.

– Sem contar o Yuki e o Noah que, segundo o que você mesmo me disse, foram pegos pelo Rosa Branca. – articula May.

– Não sei não, May, mas algo me diz que, se encontrarmos o Rosa Branca, encontraremos o Rosa Negra. Apenas será questão de tempo. – ergue sua face e a redireciona para sua amiga, sorrindo de leve. – Obrigado por estar ajudando mesmo quando o ideal para você seria se manter distante disso tudo.

– O papel de mocinha alienada não cabe a mim. – garante ela, entrefechando seus olhos, colocando suas mãos sobre a cintura. – Querendo ou não, eu não conseguiria me manter longe de tudo isso logo depois de cair de paraquedas no meio desse tal festival. Chega de me acovardar...

Ao olhar para frente, Tanaka vê Natasha e Elizabeth conversando animadamente, confortadas na sala de jogos do colégio. Quando entram no local, Tanaka e May não escolhem nenhum lugar para se acomodar. Pelo contrário, permanecem observando as duas.

– É tão triste ver que as duas ali, que eram tão amigas da Maria, sequer se lembram dela... – lamenta Tanaka, aparentemente triste pelas duas. – É por essas e outras que o Rosa Negra precisa ser detido. Tudo isso precisa acabar. Chega de mortes, de tragédias. Ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém, quanto mais por motivos tão desprezíveis...

May suspira, sorrindo de leve, dizendo para si mesma, em baixo tom:

– Você e esse seu latente senso de justiça...

– Como é que é? – questiona ele, voltando sua face para a garota. – Não entendi...

– Não é nada. – garante ela, escondendo seu sorriso.

– Tanaka-kun, May-san! – exclama Nathaniel, surgindo de trás da dupla.

Eles dão meia volta. Então, Tanaka percebe a expressão apreensiva do menor. Cruzando os braços, o “bombado” questiona:

– O que houve, aconteceu algum problema, alguma coisa grave?

– É a Lucy-san, ela está estranha.

– Como assim? – May tenta entender.

– Ela passou perto de mim ontem, pouco depois das 18:00, e nem mesmo me percebeu. – explica. – Hoje, quando eu estava prestando atenção nela durante a aula, notei que não conversou com as amigas e manteve o mesmo estado preocupado.

– Aonde quer chegar? – indaga Tanaka. – Está desconfiando dela?

– Não sei dizer... – diz Nathaniel, dando de ombros. – Mas uma certeza eu tenho: mais do que a gente ela está sabendo!

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Dante caminha por um corredor. Está com o olhar baixo, pensativo. Da mesma direção que vem, correm, lado a lado, Killer e Tsubasa. É quando Killer esbarra nas costas do ex-namorado de Kagura.

– Você não vê por onde anda, imbecil!? – esbraveja Dante, se virando para ele. – Parecem dois moleques de rua!

– Foi mal cara, não precisa engrossar tanto. – Killer, por sua vez.

Desse modo, os dois vão se afastando, voltando a correr, enquanto o Sazami permanece parado onde está. Ele retira seu celular do bolso direito, vendo então a foto na tela, uma em que ele está junto de Kagura.

– Você é minha, Kagura. Quando o Ivan e o Tenshi estiverem fora do nosso caminho e quando essa droga de festival chegar ao fim, poderemos ficar juntos como eu sei que, no fundo, você quer. Assim como eu tanto desejo... – fala para si mesmo, sorrindo de leve.

Ao longe, na direção para qual Tsubasa e Killer foram, aparece Kagura. E ela se surpreende quando seu olhar se cruza com o de Dante. Seu ex-namorado guarda o celular e retoma seus passos. Em poucos minutos, eles se colocam frente a frente.

– Oi. – articula ela, cruzando os braços abaixo dos seios.

– Oi. – diz ele, com um sorriso modesto. – Desculpa pela forma grosseira como venho te tratando. Eu sei que, mesmo querendo romper o namoro, não tinha o direito de te tratar daquela forma.

– Não se julgue. Você e a Kazume têm razão. Às vezes, eu ajo como uma cretina. – opina.

– É claro que não. Cretinos somos nós dois.

– Ei, ei, que coisa feia meter pessoas que não estão presentes em críticas tão baixas. – comenta Kazume, vindo ao encontro dois dois.

Ela vem por onde Dante também estava vindo. Séria, a loira se aproxima o suficiente até se colocar diante da dupla.

– Como vai o casal? – questiona, com um sorriso forçado.

– Não somos mais um casal e você sabe disso. – garante Kagura.

– É impressionante como você continua arrogante mesmo depois da sua amiga Emi morrer. Será que você é fria assim mesmo ou é justamente o Rosa Negra, como eu venho pensando? – questiona Dante.

– Quem procura atirar a culpa para todos os lados é por que carrega ela consigo. – determina a loira. – O que vem de você, Dante Sazami, não me atingirá. Seja lá qual for seu verdadeiro papel neste jogo. E se, por um acaso, ser o que estou pensando, vou mesmo ter que dizer: um festival ainda mais lamentável do que eu pensei.

– Chega disso, por favor, – pede Kagura. – Estamos no meio de um show de horrores, vivendo tragédias todos os dias e tendo que aceitar as piores coisas possíveis para nossos colegas de classe. Será possível que vocês dois não conseguem pensar nisso?

O silêncio impera por alguns momentos, mas Kazume e Dante não deixam de se encarar. É quando a loira retoma seu olhar para Kagura:

– Tenho um assunto para tratar com você.

– E o que você poderia querer tratar com ela? – Dante se intromete.

– Fique na sua, por favor. – exige Kazume. – Podemos ir até o seu quarto? – sugere para a Hananatsu.

– Sim, eu já estava mesmo indo para lá. – e Kagura vai retomando seus passos, olhando para Dante enquanto diz: – Conversamos depois, Dante, nós também temos algumas coisas para acertar e acho que você sabe disso.

– Até então. – diz ele, sorrindo.

Dante dá meia volta, afastando-se. Enquanto Kagura vai indo na direção contrária, Kazume entrefecha seus olhos como quem nutre desconfianças de Dante. Sem dizer nada, se vira e acompanha Kagura, mantendo a distância que já foi criada.

– O que quer? – pergunta Kagura. – Espero que não tenha me procurado para brigar. Eu realmente cansei disso.

– Não, eu vim aqui para resolver aquele assunto pendente.

– Que assunto pendente?

– O da foto na minha cama, se lembra?

– Ah sim. – diz, relembrando-se. – O que tem isso?

– Melhor falarmos no seu quarto. – Kazume sugere.

Com isso, as duas vão caminhando rumo ao quarto que Kagura divide com Lucy e Miyuki. Quando chegam diante da porta, Kagura a abre e permite a entrada de Kazume. Na sequência, fecha e vai rumo à sua cama. A loira convidada, por sua vez, cruza seus braços e observa Kagura, quem se assenta em sua cama após retirar um envelope debaixo do travesseiro.

– O que é isso aí? – indaga Kazume.

– É algo importante para mim. – garante Kagura, voltando sua face para Kazume. – O que tinha para conversar?

– Aquela foto não é falsa. – diz a loira. – Algo me diz que ela é verdadeira, mesmo que parece estranho, por estarmos jovens demais nela.

Ouvindo isso, Kagura se lembra das coisas que ela, Tenshi e Miyuki estavam conversando. Fica mais nítida a impressão de que a opinião de Tenshi é mesmo verdadeira. As dúvidas da Hananatsu se elevam e ela sente ainda mais vontade de abrir o envelope em suas mãos. Com isso, suspira fundo, analisando-o.

– Agora que você está me dizendo isso, estou ainda mais certa de uma coisa. – conta Kagura.

– O que? – Kazume questiona.

– Nós não nos conhecemos no Ensino Médio, Kazume. – afirma, com uma grande certeza, o que chega a impressionar sua ouvinte. – E algo me diz que esse envelope pode nos dizer a verdade.

– O que tem nessa carta? – questiona a loira, um pouco confusa. – De onde você tirou isso?

– Quem me deu foi a Ivy. Eu ainda não sei o que é ao certo, mas estamos para descobrir. – declara Kagura.

A irmã de Noah começa a rasgar a borda do envelope para abri-lo. É quando alguém abre a porta com violência, aos berros, assustando-as:

– Kagura!! – é a Lucy.

– O que foi? – pergunta a Hananatsu, assustada, deixando o envelope sobre a cama, levantando-se assustada.

– Vem me ajudar! A Ivy-san não está nada bem!! – exclama.

– O quê!? – Kagura, perplexa. – Onde está ela?

– No quarto! – declara.

Mais que depressa, Kagura vai correndo, passando por Lucy. Kazume olha para o envelope dela e, então, o pega.

– Kagura, você não vai deixar isso para trás! – exclama a loira, para si mesma.

Então, Lucy e Kazume vai seguindo Kagura.

– O que aconteceu? Me explica melhor, Lucy! – pede Kagura, correndo na frente das outras duas.

– Eu não sei! – corresponde a questionada. – Quando eu cheguei lá, ela já estava passando mal! E eu não soube o que fazer!!

Elas correm mais um pouco. Então, quando próximas, Kagura percebe que a porta do quarto de Ivy está aberta. Ao entrar, se surpreende vendo Ivy nos braços de Haraki, agachado.

– Ivy, calma, você vai ficar bem! – exclama Haraki, chorando.

– Lucy, vá chamar um enfermeiro!! – pede Kagura, indo até os dois.

– S-sim! – corresponde Lucy, indo para a enfermaria sem nem mesmo entrar no quarto.

Desse modo, Kagura e Kazume se aproximam com pressa de Haraki e Ivy. É quando, próximas o suficiente, as duas se espantam: Ivy está viva, mas respira com dificuldade; e seus olhos estão avermelhados e parecem pesados.

– O que houve, Haraki? – questiona Kagura.

– Por que ele está aqui? – pergunta para si mesma, a Kazume, em baixo tom. – Será que é ele o...

– Alguém preparou uma armadilha de gás para ela. – afirma Haraki, que continua derramando suas lágrimas no rosto de Ivy.

Ivy, com dificuldade, direciona sua face para Kagura. É quando fala:

– Kagura, me escute...

– Sim, estou escutando. – garante Kagura.

– Você não pode permitir que nenhuma outra pessoa ganhe o festival. – exige, com a voz fraca. – Quem me atacou não foi nem o Rosa Negra, nem o Rosa Branca... É outra pessoa, provavelmente alguém entre os candidatos...

– Por quê? – pergunta a Hananatsu, atordoada.

– Alguém está querendo eliminar seus concorrentes... – afirma Ivy. – Seja lá quem for, deve ter cansado de ficar na defensiva, acuado, aguardando a próxima ação do Rosa Negra...

– Não fale demais, Ivy... Por favor... – pede Haraki.

– Por que ele está aqui? – imagina Kagura, olhando para o garoto. – Será que ele é o Rosa Branca que Ivy não queria me revelar? Mas qual é a ligação entre os dois...?

– Abra o envelope, Kagura... – pede Ivy, com a voz ainda mais fraca.

Kagura se surpreende. É quando Kazume entrega a carta para a Hananatsu, que a recebe sem recusar.

– Mais do que nunca, você precisa ver o que tem dentro desse envelope... – garante Ivy.

Sem pestanejar, Kagura rasga a borda do envelope. Quando termina, vê o verso de uma foto. Não há nada dentro do envelope além de uma foto. Quando vira a foto para o lado contrário, a estudante arregala seus olhos. Na fotografia, está representada uma turma de 28 alunos dos primeiros anos do Ensino Fundamental.

– Não pode ser... – Kagura fica sem palavras, extremamente impactada.

Ao olhar para a foto, Kazume também fica tão impressionada quanto Kagura. Desse modo, Ivy diz suas últimas palavras, antes de perder a consciência:

– Agora que tem a verdade em suas mãos, faça o que for necessário dar um fim ao festival... Rosa Sagrada!!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.