108 Pétalas de rosa (Interativa)
5 Como uma rosa
Notas iniciais
– Pare... – pede uma garota, com a voz hesitante e fraca.
É a mata que fica ao redor do Rosa Cruz. Neste ponto aqui, estão duas pessoas.
Uma delas é Maria Eduarda Grayson – estatura baixa, corpo chamativo, seios medianos, longos cabelos negros ondulados até a região da cintura, olhos verdes como esmeraldas e pele morena.
A outra é um garoto que, como ela, é da sala A do terceiro ano. Joseph Salvatore, de estatura mediana, corpo forte, cabelos loiros e lisos curtos, olhos castanhos em tom médio e pele branca.
– Por favor, pare. – pede ela.
Ele está por cima da garota, beijando a porção direita do pescoço da mesma e mantendo os pulsos dela presos à terra com suas mãos sobre tais. A blusa da garota, do uniforme do colégio, foi arrancada sem nenhum pudor por ele e arremessada para longe. Foi esse o motivo dela, há pouco, gritar.
– Já chega, Joseph. Não quero mais nada. – exige ela, tentando retomar o equilíbrio do seu tom de voz, abrindo seus olhos.
Hoje, antes do primeiro horário de aula, quando os dois se encontraram na entrada do colégio, ele lhe convidara para vir aqui durante o intervalo. No início, ela estava hesitante. Porém, por algum motivo, acabou aceitando. Não são namorados, mas sim o que pode ser chamado de “ficantes”...
– Eu... – ela, com a voz ainda falha. – Eu...
De uma hora para a outra, a garota se cala. Seu corpo, que antes debatia-se, paralisa-se. Joseph percebe isso e para com o que está fazendo, erguendo sua face e direcionando-a para o rosto dela.
– O que houve? – pergunta Joseph.
– Vamos embora, por favor. – pede Maria, com os olhos trêmulos.
Ele olha para trás, para o ponto que ela está olhando com tanta fixação. Ao fazer isso, o garoto fica surpreso. E, de imediato, sai de cima da jovem, caindo ao lado dela, com os braços para trás. Algo que ambos estão vendo, à certa distância, está deixando ambos impactados.
– O que está acontecendo aqui? – questiona Tenshi Hikari, ao surgir atrás dos dois, surpreendendo-os.
Do lado esquerdo de Tenshi, está Miyuki Haruka Kokonose. Do lado direito, está Andrea Smith. As duas estão surpresas com o que estão vendo: dois conhecidos colegas de turma, no meio do mato, sendo que Maria está sem sua blusa.
– Oi... – fala Maria, encobrindo seus seios, pois está somente de sutiã, olhando para o trio.
Joseph, com uma expressão atônita, também olha para os três. Ajudando Maria a se levantar, indaga:
– O que querem?
Tenshi direciona seu rosto para a face de Maria, que por consequência, abaixa a sua. Ela está totalmente envergonhada. E, diante da situação, Miyuki decide agir. Com pressa, vai até onde está a blusa da colega e a pega com sua mão direita. Na sequência, vai até Maria. E, enlaçando seu braço direito à ela, olha para Tenshi e, depois, para Joseph.
– Ela precisa ir embora. – determina a prima de Tenshi. – Não está bem.
Miyuki, Maria e Andrea – sendo que esta olha, por alguns segundos, para o primo de sua amiga – se juntam. E vão andando juntas, afastando-se da dupla. Olhando de relance para trás, Miyuki impera:
– Esperem um pouco. Não venham agora.
Por causa disso, Tenshi e Joseph, em seus respectivos pontos, ficam observando as três se afastarem por alguns instantes. Maria, já bem distante com as outras duas, olha para trás, mas não para os dois e sim para a “visão” que ela teve e que a deixou assustada.
– Sumiu... – pensa Maria, voltando a olhar para frente momentos depois.
Tenshi e Joseph se entreolham. Cruzando os braços, o loiro cerra seus olhos, fazendo uma literal cara de bravo para ele. Contudo, o novato não se incomoda com isso. Apenas diz, sério:
– Cara feia pra mim é fome...
O veterano do Rosa Cruz, fazendo bico, indaga:
– Está caçando briga?!
Tenshi, agora, é que cruza seus braços. Fechando suas pálpebras, começa a andar em direção ao mesmo ponto escolhido pelas três garotas, que já estão afastadas o suficiente. Desse modo, com desdém, diz:
– Nem vale a pena...
Alguns instantes depois, Joseph vai seguindo-o. Na sequência, Tenshi reabre seus olhos, com uma expressão enigmática. Pensa:
– Aquele sujeito sumiu mesmo... Mas algo me diz que, cedo ou tarde, vamos nos deparar com ele de novo. E entender o que queria nos chamando para este lugar...
/--/--/
Em paralelo, no interior do Rosa Cruz...
Lysandra Melody Carton Jess, seu pai Kazuko Jess e a professora de Filosofia Sakura Kozakura. Escondida, na escada próxima, está Emi Ueno.
– Está interessada em descobrir a resposta ou não, Lysandra-san? – Sakura, perante ela, lançando de leve a rosa vermelha para a mais jovem.
Um pouco impactada, ainda, com a aparição da professora, a jovem estende suas mãos para pegar a rosa. Quando o faz, sem querer, acaba se arranhando em um dos espinhos da mesma. Um feixe de sangue escorre do seu polegar esquerdo e atrai seu olhar.
– Quem lida com rosas sempre corre o risco de se ferir com um dos seus espinhos. Afinal, a beleza delas não provém somente das pétalas. – explica Sakura, chamando para si a atenção de Lysandra. – Portanto, saiba que, lidando com o que está para começar no colégio, você poderá ter o próprio sangue derramado.
– Mas, afinal, do que eles estão falando? – pensa Emi, impressionada, ouvindo tudo de onde está: no momento, está refletindo sobre o que ouviu até agora da estranha conversa que começara entre pai e filha. – 12 pessoas escolhidas... Festival da Rosa Vermelha... O que significa tudo isso?
– Está ameaçando a minha filha, Kozakura-dono? – indaga o diretor, colocando-se entre as duas, de costas para Lysandra e frente à frente à Sakura.
A mulher sorri, como quem demonstra não ter nenhum medo do seu superior. Emi e Lysandra percebem isso, mas ele próprio não.
– De forma alguma. Bem... – ela suspira. – Creio que sua filha deve se encaminhar para a classe. O intervalo acabou.
– É verdade. – ele concorda, direcionando sua face para Lysandra. – Conversamos melhor posteriormente.
Emi, onde está, se esforça para se afastar e subir a escada de maneira que sua presença não seja notada. Chega a se desesperar quando percebe que Lysandra, ao dar as costas para o pai e para a professora de Filosofia, vem vindo à sua direção.
– Ai, meu Deus! – pensa, aflita.
Com pressa, Emi sobe a escada e consegue escapar dos olhos de todos. Porém, de algum modo, a professora parece notar a presença e o afastar de Emi, fitando com atenção a tal escada. Ainda assim, não pontua isso para o diretor – e na verdade, nem parece se importar muito. Somente dá meia volta e começa a caminhar, afastando-se dele.
– Damon, meu amor... – imagina Lysandra, já subindo os primeiros degraus da escada. – Tenha certeza que, não importa o que aconteça, jamais me separarei de você! E não serão meros espinhos que o farão!
/--/--/
Enquanto isso, em outro ponto do colégio...
Yuki Yukida e Tanaka Tsuhira um diante do outro. Escondidas, Kagura Hananatsu e May Onuki observam com atenção o desenrolar do caso. Porém, mesmo após Yuki ter falado o que queria falar, o maior não proferiu nenhuma palavra sequer. E isso está se estendendo há quase um minuto.
– Então você gosta de mim, é isso? – indaga Tanaka, tentando digerir a informação.
– S-sim... – confirma Yuki, com a voz trêmula.
– Quem você pensa que eu sou, seu gordo imbecil?! – esbraveja ele, visivelmente furioso.
Tanto Yuki quanto Kagura, ela de longe, se surpreendem. Porém, Tanaka prossegue:
– Eu não sou gay! Não me interesso por homens! Vê se te enxerga!
Yuki sente-se pior do que lixo. Ainda assim, não deixa de fitar os olhos do maior. É possível ver a ira dele nos mesmos. Por causa disso, o menor sente seu corpo todo tremendo. Está bem abalado.
– Haha, o gordo bichinha tá correndo atrás de você, Tanaka? – indaga alguém, vindo por trás do amigo de May Onuki. – Isso não vai fazer nada bem para a sua imagem...
Tanaka olha para trás. Vem, ao seu encontro, Ryu Hamaru: um jovem um pouco menor que Tanaka, mas tão forte e malhado quanto. Possui olhos e cabelos – espetados – negros, pele morena e ombros muito largos. Em outras palavras, ele é realmente um “cara grande”.
– O Tanaka não costuma agir assim com as pessoas. – pensa May, vendo de longe, escondida. – Ele deve ter se sentido ofendido com as palavras do Yuki.
Ryu se coloca ao lado direito de Tanaka. Os dois se entreolham e, rindo, o recém-chegado cruza seus braços, perguntando:
– Vai “papar” homem agora, vai?
– Cala a boca ou vou te arrebentar. – determina o maior dos três.
– Não posso ficar só assistindo. – pensa Kagura, olhando tudo com irritabilidade, cerrando seu punho direito de maneira que suas unhas, grandes, chegam a machucar sua palma.
A garota sai de onde está e vai andando em direção aos três. Yuki olha de relance para trás, com uma feição tristonha. Então, quando se aproxima o necessário, a líder do Clube de Kendô do colégio se coloca ao lado direito do Yukida. Alterando seu olhar entre Tanaka e Ryu, impera:
– A palhaçada acabou.
– Do que está falando? – indaga Ryu. – Por acaso, está se referindo à declaração de amor do baito...
Ele não tem tempo de completar sua frase, pois Kagura acerta o rosto do mais velho com um firme soco de seu punho direito. O impacto é forte o suficiente para fazê-lo recuar três, quatro passos.
– Cale a sua boca! – exclama ela, realmente irritada. – Não importa a religião, a opção sexual, a cor, o gênero, a aparência ou os status sociais! Todas as pessoas merecem respeito igualmente e devem ser valorizadas pelo que têm por dentro e não por fora!
– Pelos órgãos internos, é isso? – Ryu debocha, usando o dorso da sua mão direita para secar o feixe de sangue que está escorrendo da sua narina direita. – Por quê? A grande aluna exemplar vende órgãos alheios no mercado negro?
– Errado!! – grita ela, ainda mais alto.
Tanto Tanaka quanto Yuki e May – que agora já não faz mais questão de se esconder, mas também não se aproximara por nenhum passo – estão completamente impressionados com a postura de Kagura. Jamais viram ela irritada dessa forma. Aliás, nunca viram ela irritada. O mais próximo disso que o Yukida presenciou foi o momento em que a Hananatsu derrubou os garotos que estavam caçoando dele, mais cedo.
– Eu não tenho a audácia necessária para isso! Para mim, não existe coisa mais importante do que a vida! – exclama ela. – Portanto, é melhor para você aprender, o quanto antes, que, na vida, todos nós somos iguais. – Kagura abaixa seu tom de voz, mas continua com uma expressão de fúria adornando sua face. – Respeite para ser respeitado ou vai levar mais socos nessa sua cara.
De repente, Ryu movimenta seu punho direito, fechado, contra ela. Está tentando acertar na garota um soco, algo que espanta ainda mais os três espectadores da discussão. Porém, com maestria, Kagura abaixa-se de uma só vez. Surpreso, o grandão olha para baixo. Mas é tarde: furiosa, a garota acerta um chute direito no queixo de Ryu, fazendo-o sair do chão e cair para trás. Ele perde a consciência. Yuki, Tanaka e May: sem palavras.
– Durma um pouco para refrescar a sua mente. – sugere Kagura, dando as costas para o garoto inconsciente ao chão, colocando as mãos em sua cintura.
Com isso, ela volta a olhar para Tanaka. Com um tom ameno de voz, diz:
– Ele foi sincero com você. Não precisava tratá-lo dessa forma...
– E o azarado do Ryu não precisava ter se metido no meio para apanhar que nem saco de pancada... – imagina May, de onde está, séria.
– Yuki é um bom garoto. – afirma ela, olhando de relance para o Yukida. – E sei que você também é.
Tanaka fecha seus olhos e suspira. Voltando-se para Yuki, articula:
– Desculpe-me, fui longe demais. Mas entenda que não tenho, absolutamente, nenhum interesse em você.
– Eu já esperava por isso. – admite Yuki, com um sorriso falso. – Afinal de contas, quem em sã consciência poderia se interessar por um gordo feio como eu?
Desse modo, dando meia volta, o Yukida começa a correr. Tanaka o observa com naturalidade, mas Kagura o faz com pesar no coração.
– Yuki... – pensa ela, querendo ir atrás dele. – Eu já te falei sobre isso. Beleza é uma questão de ponto de vista e também de postura. É preciso se amar primeiro. Se você não se sente bem como está, busque a mudança por dentro e depois por fora.
Ela começa a correr em direção ao amigo. Contudo, May se coloca no seu caminho, interrompendo-a. E argumenta:
– Acho que ele precisa de um tempo sozinho. Recomendo procurá-lo depois.
Kagura observa os olhos firmes de May. E, instantes depois, fecha seus olhos e suspira. Sabe que ela tem razão.
– Está certa, obrigada.
– E quem vai lidar com esse cara aqui? – pergunta Tanaka, referindo-se ao, ainda desacordado, Ryu.
– Se vire. – dizem, juntas, May e Kagura: a primeira passa ao lado direito de Tanaka e a segunda passa ao lado esquerdo.
– Afinal, para que servem tantos músculos? – indaga May, sem olhar para trás.
Dando meia volta, ele suspira desanimado. Abaixando-se, puxa o braço direito de Ryu para seu próprio pescoço. O levará para a enfermaria. E, assim, ao se reerguer apoiando o desacordado, Tanaka sorri. E fala:
– Garotas são garotas... Mas gosto delas!
May e Kagura vão andando, lado a lado. Ambas estão de olhos fechados. Porém, apesar disso, a face da Hananatsu não esconde a sua preocupação com Yuki Yukida. É quando ambas reabrem suas pálpebras, por coincidência no mesmo momento, que Ivan Voltaire surge perante a dupla, interrompendo os passos das colegas de classe.
– Kagura-san, eu poderia falar com você por um momento? – pede ele, fitando-a.
O coração da jovem em questão, por algum motivo, se acelera. Não importando-se, May continua andando e deixa os dois aqui. Com isso, Kagura fala:
– É claro, Ivan. – e sorri. – Do que se trata?
Apesar de ser reservado, Ivan não teme falar com os outros mesmo sem intimidade. Pelo contrário, até domina a “palavra”, mas não faz questão de se portar de maneira culta e educada com todos. Na verdade, nem parece se importar com as outras pessoas e age deixando isso evidente. Contudo, com Kagura, por alguma razão, se comporta de modo diferente. Ela, inclusive, já percebeu isso. E tal ciência colabora para a inquietude que a domina quando está na presença dele.
– Ele não é mais bonito do que o Dante... – imagina ela, incomodada com o próprio sentimento em relação a Ivan. – Mas esse ar de mistério, essa postura enigmática... Me sinto atraída por ele de uma maneira tão...
– Bem... – articula ele, se aproximando com mais alguns passos, colocando-se a uma incômoda proximidade para Kagura: não que a presença dele seja desagradável, mas o problema, para ela, é justamente o contrário. – É sobre isso...
De repente, Ivan usa seu braço direito para enlaçar a cintura da garota. E, de maneira direta, a beija, surpreendendo-a. Kagura sente, no mesmo momento, a necessidade de afastá-lo, mas nos braços do russo, perde qualquer vontade de resistir.
– Garota irritante... – pensa, ao longe, em certo ponto, Kazume Tatsagaiyo, vendo os dois juntos. – Então, além de querer ser sempre a melhor, quer todos os garotos para si?
No primeiro ano, quando as duas estudavam na mesma classe, Kazume e Kagura não conversavam muito entre si. Porém, ao longo do decorrer daquele ano, elas foram desenvolvendo uma rivalidade, já que em todas as disciplinas, de longe, eram sempre quem tiravam as melhores notas. Kazume, por sua vez, sempre teve a necessidade pessoal de ser a melhor da turma. Não para poder se exibir, mas para que isso pudesse servir como uma espécie de recompensa – uma forma de gratidão – por todos os sacrifícios que sua família fizera para que pudesse ter uma boa educação.
– O que será que Dante Sazami pensaria vendo isso? – se questiona, em baixo tom, usando seu celular, não muito moderno, para tirar uma foto do beijo entre os dois. Leva alguns segundos para ajustar a câmera devido a distância e a “qualidade mediana” do seu aparelho.
Quando se deu conta, no segundo ano, já em classe diferente em relação à sua rival, Kazume se via atada ao objetivo de estar sempre acima de Kagura em tudo. Para ela, é inaceitável que alguém que não seja bolsista e que não tenha que se esforçar para manter-se em uma escola de tão boa qualidade como o Rosa Cruz a supere. Para quem analisa a situação superficialmente, pode ser visto como um caso de mero orgulho.
– Pare. – pede Kagura, finalmente tomando forças para afastar Ivan de si, interrompendo o beijo que chegou a durar alguns instantes.
Ambos abrem os olhos que haviam sido fechados durante o encontro caloroso de lábios. Com um pesar em seu coração, Kagura declara:
– Isso é errado. Eu tenho o Dante.
– Eu não posso mais fugir. – determina Ivan, fitando-a, ignorando a existência do Dante neste mundo. – Eu quero você.
– Mas eu...
– Não sei o porquê, mas você é a única pessoa com quem me importo neste colégio. – revela ele, silenciando-a.
– Ivan... – ela tenta argumentar, sentindo sua face corar.
É quando se dá conta que já deveria estar em sala de aula. De imediato, pensa em Dante novamente e na fidelidade do mesmo. Seu coração se aperta ainda mais por ele e Kagura acaba sentindo-se como a garota mais imunda do planeta. Imunda não só por se deixar levar pelo beijo de outro garoto, mas por se deixar levar também por um sentimento que não seja o por seu namorado.
Ivan suspira. Olhando profundamente nos olhos dela, decide falar:
– Eu te...
Seguindo o mesmo caminho que May tomou, ela começa a correr com todas as suas forças, impedindo Ivan de completar a frase. Ele se vira e observa, sem fraquejar, o afastar da garota. Suspira, de fato frustrado, mas firme.
– Eu pareço não ter mesmo jeito... – imagina Kagura, correndo para longe dali... – Eu sou fraca por ter pétalas que facilmente são levadas pelo vento e traiçoeira por ter espinhos que apenas servem para ferir os outros... – lágrimas brotam em seus olhos. – Eu sou... Como uma rosa, detestável... Rosa.
Fale com o autor