– Depois disso, depois de tudo isso, ele me levou pro subterraneo, em que ele e outro varios Perfeitos haviam se instalado. Eles ficavam em uma estação de metro abandonada há muitos anos. Lá haviam varios Perfeitos e alguns Imperfeitos, que buscavam comida e entre outras coisas para os Oerfeitos, que não podiam andar na rua, pois eram facilmente identificados.

"Passei dois anos da minha vida naquele buraco, sem ver a luz do sol, sem saber o que acontecia Em Cima, apenas vivendo do que Loui me contava. Apesar de ser um Perfeito, ele era o líder de toda a revolução, portanto todos permitiam que ele se aventurasse Em Cima."

"Na noite em que haviamos planejado o ataque a Base principal do Governo, fomos descobertos. Nunca entendi realmente o que aconteceu, mas parece que haviam traidores entre nós."

"Me lembro de pouca coisa.Lembro-me de que estava sentada, ao lado do Loui, que tinha Onze anos. Lembro de segurar sua mão, e lembro de estar com medo... Depois... Me lembro de ver soldados armados entrando de todas as direções da estação. Loui levantou e eu levantei com ele, ainda segurando sua mão, e saimos correndo. Entramos em um pequeno esconderijo, pelo qual não podiamos ver nada do que acontecia. Houvi gritos e tiros e pessoas correndo. E mais tiros. Perfeitos não morrem com tiros no corpo, tirando tiros na cabeça. Mas aqueles não eram tiros comuns. Eram armas de choque de alta voltagem, que causavam um dano tão grande aos chips que os Perfeitos usavam, e que não conseguiamos remover completamente, que fritava imediatamente os seus cérebros."

"Loui apertou minha mão com força por alguns instantes e então relaxou. Foi quando senti algo sento fincado la minha cabeça, e coloquei a mão atrás do lóbulo, encontrando o chip de Loui. Ele era o único que conseguia tirar o chip, mas somente o seu próprio, que era especial. Eu sabia que ele havia colocado seu chip em mim, e ao perceber isso, chorei em silêncio enquanto estavamos escondidos. O esconderijo era escuro mas pude sentir que Loui estava sorrindo quando soltou minha mão. Eu o vi, sair do esconderijo e enfrentar os guardas, tentando os levar para longe de mim. Ele saiu, com vários guardas correndo atrás dele."

– E o que aconteceu?

– Esperei que todo o barulho já tivesse acabado para finalmente sair do esconderijo. Encontrei Loui próximo a saída. Ele era o único dos corpos que estava ensanguentado. Os choques não haviam o matado.

– Ele estava vivo quando o encontrou?

– Não.

– Então o que o matou?

– A retirada do chip o matou.

– Mas... Não entendo como... Disse que podia ser retirado o chip!

– Não o do Loui, o dele era especial. O chip faz mais do que nos deixar apenas inteligentes. Ele melhora tudo em nós, inclusive a imunidade e a regeneração. Assim que Loui retirou o chip, todas as suas feridas já curadas se reabriram.

– Então...

– Tudo o que haviam feito com ele o matou. Todos os testes de medicamentos, as torturas, os tiros, TUDO o matou...

– Ainda tenho uma pergunta. Quando a encontraram no metro após o atentado, você estava segurando algo. Pode se lembrar o que era?

– Era uma flor azul.