10 Dias Para Perder Rose Weasley
1 Capítulo 1 - A grande chegada
Notas iniciais
– É hoje! – Anthony diz animado.
– Hoje, que dia é hoje? – Pergunto assustado.
– Dia sete de julho, também pode ser chamado de volta da Rose – Anthony diz rindo.
– Como assim?
– Sete de julho de dois mil e treze, melhorou?
– Haha, observe o quanto eu estou morrendo de rir.
E isso foi o suficiente para que o Zabini acertasse uma almofada na minha cara, um belo jeito de começar o dia.
– Aí que sem graça. Achei que você estaria mais feliz, seu grande amor está voltando para solos londrinos.
Essa era a grande verdade, eu tenho um pequeno tombo por ela, talvez nem tão pequeno assim, está mais para abismo mesmo. Acontece que somos amigos desde sempre e o idiota aqui não queria estragar a amizade, sinceramente? Maior besteira que eu já fiz na vida.
Porém desde que eu descobri que ela ia voltar eu venho preparando uma surpresa, uma forma de eu me declarar para ela, seria n’toca, casa dos avós dela, Arthur e Molly Weasley. Mesmo depois que ela se foi eu continuei frequentando a toca, graças ao seu primo Albus, que era um dos meus melhores amigos juntamente com Anthony.
– Terra para Malfoy – Zabini bate na minha cabeça.
Resmunguei algumas coisas empurrando-o para fora do meu quarto e fechando a porta logo em seguida.
– Vou à padaria – Anthony grita.
Depois de muito tempo tomo coragem para fazer qualquer coisa, um barulho estranho escapa da minha garganta ao perceber que horas são. Já são três e meia da tarde, apenas três horas para ela chegar.
Definitivamente o desespero bateu na porta, peguei uma blusa preta polo e uma bermuda branca, ou seja, as primeiras coisas que vi pela frente, joguei em cima da cama e fui repassar meu plano.
Ele era bem fácil até, ela chegaria, falaria com todos e quando chegasse a minha vez eu iria envolver a sua cintura olhar bem no fundo dos seus olhos verdes e dizer o que eu gostaria de ter tido há muito tempo.
Fiquei jogado na cama encarando o teto, a imaginando comigo fazendo qualquer coisa que um casal bobo apaixonado faz. Sim, eu era mesmo um idiota apaixonado, segundo Albus e Anthony eu era o que eles chamam de causa perdida.
– Cheguei – Ouvi seu berro de algum lugar da casa.
Levantei-me preguiçosamente atrás de comida.
– Cara, tá passando Chelsea e Manchester.
Meu time na tevê, isso sim é um bom programa. Peguei coca, alguns salgadinhos e me acomodei no tapete.
Acabou três a dois para o Chelsea, é isso aê.
– Estamos atrasados!
Começamos a correr para nos arrumar e logo estávamos a caminho da toca.
– Finalmente vocês chegaram – Molly sorriu ternamente para nós.
– Esse daí estava quase morrendo de ansiedade – Anthony declara.
– Vão entrando, os meninos já estão no jardim – Ela nos empurra gentilmente.
Definitivamente a toca era um lugar enorme, também com a quantidade de filho e neto que eles têm...
– Scorpius, Anthony – Albus nos cumprimenta sendo seguido por todos os primos, menos Lily que fingiu não perceber Anthony.
Eles vivem em guerra e negam firmemente gostarem um do outro, isso já tem uns quatro anos, antigamente o Hugo, irmão da Rose, era caído por ela também, mas viu que não tinha chance e desistiu. Para sorte dele foi exatamente quando Melody Smith chegou à cidade, sua atual namorada.
– Vocês dois já estão na hora de se entenderem – Reclamou Domi.
– Na verdade, já passou – Comentei.
– Minha irmã não tem idade para isso – James reclamou ciumento.
– James eu já tenho vinte e dois anos – Reclamou a ruiva.
– Um bebê que o Anthony quer desvirtuar, só pra constar – Rox entrou na conversa provocando James.
– Mas eu tô calado! – Anthony exclama.
– A vida é bela – Comento rindo – Como é bom me sentir em casa.
Todos riem.
– Ela chegou – Gina diz contente.
Todos correm para se esconder, acabo me escondendo atrás da porta. O conhecido perfume preenche o lugar e me permito sorrir.
E finalmente ela passa pela porta, os lindos olhos verdes cobertos por uma venda e as madeixas ruivas soltas com um sorriso alegre no rosto, de mãos dadas com alguém, anéis iguais na mão, espera, direita, ela está noiva?
Eu não esperava que a resposta viesse com um “você está nervosa? Imagina no nosso casamento, daqui a dez dias” ela riu e respondeu“tudo bem, amor” seguido de um beijo do casal.
Era demais para mim, meu limite havia chegado. Chequei meus bolsos e a chave do carro estava lá, depois o Zabini dava um jeito de ir para casa. Procurei não fazer muito barulho ao me afastar lentamente, a chave já estava na fechadura então não tive que procurar, mas se tratando dos Weasleys a chave continha “muitos pra quê isso” fiz o maior esforço para ninguém perceber a minha saída de fininho, coloque um CD dos Beatles e segui sem rumo.
Acabei em Hogsmeade, um bairro nos padrões da antiga Inglaterra. Eu sempre ia para lá com Rose, sentávamos no mesmo banco e falávamos de tudo ou só ficávamos sentados mesmo.
– Bons tempos – Suspirei.
Tempo que nunca vai voltar, eu a esperei por dois anos e quando ela volta vem acompanhada de um noivo, um noivo! Tudo bem que jamais verbalizamos algo em relação a esperar, mas achei que estava subentendido, que ela gostava de mim assim como eu gosto dela. Amar é uma droga, na verdade só quando não se é correspondido.
Arrasto-me devagar até o três vassouras, eu e Rose sempre discutíamos o porquê desse nome, mas nunca chegamos a uma conclusão.
E mais uma vez ela estava invadindo meus pensamentos. Meu celular apita e tem quatro mensagens com conteúdos idênticos do tipo “Cadê você?”. Respondi apenas a Lily, ela havia se tornado uma das minhas melhores amigas depois que Rose se foi.
“Precisava dar uma volta, respirar.”
“Pelo visto já sabe do Dylan”.
“É, eu vi eles se beijando.”
Depois de um tempo ela tornou a responder.
“Ela perguntou de você.”
“Ah é? Que bom para ela”.
“Nós vamos sair de noite”.
“Nós?”.
“Eu, você, Anthony, Albus, Alice, Domi, James, Melody, Hugo, Rose e Dylan”.
“E você acha que eu nasci para ser tocha olímpica?”.
Alice é noiva do Albus, nem para o noivado do primo preferido ela veio, estava ocupada demais com o dela.
“Haha, morrendo de rir”.
“Quando vai admitir que gosta dele?”.
“Quando vai se declarar para ela?”.
“Você sabe que eu ia fazer isso hoje, mas ela está N-O-I-V-A!”.
“Precisava ser grosso?”.
“Desculpa, ainda estou me acostumando com a ideia”.
“Tudo bem, mas em troca você vai hoje, nem que seja amarrado”.
“Tenho opção?”.
“Não, depois te mando detalhes”.
Durante a conversa eu decidi ir para casa, acabei rodando a cidade mais uma vez. Esse noivado foi como um balde de água fria em cima de mim, definitivamente eu não esperava isso.
November Rain que soava pelo carro foi substituída pelo toque irritante do meu celular com o visor estampando o nome Astória Malfoy, mais conhecida como minha mãe.
– Cadê você, Hyperion? – Ela pergunta.
Ela provavelmente havia chegado à casa dos Weasleys.
– Oi mãe, tô tem também, obrigada por perguntar – Digo irônico.
– Eu soube que você passou aqui, mas foi embora antes da Rose chegar ou te ver. Eu sei que tem haver com o Dylan, todo mundo está apaixonado por ele.
– Agora eu realmente estou melhor, mãe.
– Desculpa, filhinho – Revirei os olhos e ela continuou – Mas, o que eu ia dizer era use o sangue Malfoy que existe em você! Você é o melhor para ela! Vocês se amam desde criança e agora deixe de ser idiota e aja.
E desligou na minha cara, isso foi a minha mãe falando. Precisei rir do use o sangue Malfoy.
Finalmente havia chegado a casa, separei porcarias e levei umas boas latas de cerveja para a sala, lancei-me no sofá e coloquei algum American Pie da vida. Acabei pegando num sono e fui acordado com almofadas na cara.
– Duas vezes no mesmo dia? Você tá de brincadeira comigo, Zabini?
– Obrigada por me largar lá – Ele diz se largando no outro sofá.
– De nada – Resmunguei.
– Sei que você tá de mau humor, mas entre ele e você eu prefiro você. Não leve isso para o sentido gay da frase.
Ri alto.
– Até minha mãe me ligou para isso.
– Digamos que você não é o melhor em disfarçar coisas.
– Acho que tudo mundo escolheu o mesmo dia para me dizer isso.
– Você perdeu quando terminou o auê e todo mundo perguntou de você.
– Quando você vai admitir que gosta da Lily? – Perguntei pra fugir do assunto.
– Nunca, porque isso não é verdade. Agora vamos mudar de assunto porquê isso é muito gay.
Olhamos um para o outro e acabamos gargalhando, bolando de rir no chão, sem nenhum motivo. Mais tarde recebo uma ligação de Albus confirmando o barzinho, um passeio light para nossos padrões.
– Temos que organizar as coisas.
– Que coisas?
– Boa pergunta, então vamos nos arrumar logo.
Abri o guarda-roupa e peguei as primeiras peças que apareciam, vulgo uma calça jeans escura com uma polo vermelha, passei no espelho só para dar um jeito ainda mais rebelde no cabelo.
– A gente vai procurar um táxi no meio da rua ou tele táxi?
– Prudência sempre, tele táxi.
– Que prudência o quê Zabini, isso é preguiça de ir atrás de um.
– Fazer o que né, Malfoy?
– Vamos logo, imbecil.
– A bicha tá de tpm.
– Pelo menos eu admito um Grand Canyon pela Rose, já você... Por favor, não seja igual a mim, não espere ela ir embora.
1º Dica: Só porque você esperou não quer dizer que a pessoa vai lhe esperar e sempre bom lembrar, nunca se esconda atrás de portas em eventos surpresas.
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