1+1=...1000?
5 Do céu ao inferno
Já tinham se passado 9 meses que eu e Liza estávamos namorando, e a Rebecca me provocando. Tava sendo duro resistir por 9 meses aquelas provocações noturnas entre outras provocações como: áudios, vídeos, fotos... Ainda bem que eu e a Liza conseguimos ficar sozinhos algumas vezes, se é que me entende.
A verdade é que o nosso namoro já tinha caído na rotina, aquelas mil maravilhas do começo tinha acabado, estávamos agora naquela fase normal que todos os casais ficam depois de alguns meses juntos. Mas parecia que essa fase normal já se tornava a fase "namoro oficial", pois eu e Liza começamos a brigar, coisa que era difícil de acontecer, agora estava acontecendo por coisas bobas, muito bobas. Mas não era nada que não desse pra relevar e continuar namorando.
Todos me falavam que isso era normal, que acontecia com todos os casais, então passei achar aquilo normal, e nossas brigas foram se tornando cada vez mais freqüente. Uma mais idiota que a outra, inclusive essa, que nos deixou alguns dias sem nos falar...
(EU) — Amor, eu estou prestes a pegar minha carta!! Já consegui dar entrada na papelada... É mole? Fiz 18 em Julho, e em 4 meses consegui tirar a minha carta!!
(LIZA) — Pra que quer tanto essa carta?
(EU) — Ué, pra não depender mais dos meus pais pra sair...
(LIZA) — Sair com quem?
(EU) — Com você, com meus amigos!
(LIZA) — ME POUPE!!! NÃO SOU OTÁRIA!!! VOCÊ QUER A PORRA DA CARTA, PRA PEGAR ESSAS VADIAS!!
(EU) — QUE VADIAS, ELIZA??
(EU) — ESSAS QUE VOCÊ FICA DANDO MOLE!!!
E a briga estava aramada... Ela achava que com o carro eu sairia pra pegar menina, mas se tive a oportunidade de fazer isso em 9 meses com a minha vizinha, e não fiz, não farei agora, só porque terei um carro.
Eu amava muito a Liza, mas uma coisa era verdade, não me via ficando com ela pro resto da vida... Sei lá, não sei explicar. Parece que eu amava ela, mas não o suficiente pra levar aquele namoro muito mais adiante, ou pela vida inteira. Então, enquanto aquelas brigas rolavam, na minha cabeça iam se formando dúvidas e dúvidas, e aquilo me deixava muito puto. No começo, quando as brigas começaram a surgir, eu sempre corria atrás, pedia desculpas e fazia de tudo pra ela falar comigo. Mas depois dessas dúvidas foi deixando isso de lado, parei de correr atrás e acho que ela percebeu. Então, ela começou a pedir desculpas também, mas apesar das desculpas, ela voltava a fazer de novo.
E assim nosso namoro foi despencando e despencando... Eu tentei várias vezes concertar tudo, fazia surpresas pra ela, mas parecia que nosso namoro já tinha ido pro buraco. Até que um dia, ela me chamou na casa dela, e disse que era pra conversarmos. Eu fui, achando que tudo ia se resolver, mas...
(LIZA) — O que ta acontecendo com a gente?
(EU) — Eu não sei... Parece que as mil maravilhas se foram né?
(LIZA) — Brigamos por motivos idiotas, e isso ta me fazendo mal...
(EU) — Te entendo...
(LIZA) — Acho melhor pararmos por aqui... Apesar de brigarmos muito, eu te amo, e não quero que se afaste de mim... Creio que se acabar assim, ainda temos chances de suportar um ao outro...
(EU) — Bem... Você parece decidida nisso... É claro, to muito triste por ter que acabar assim, mas se foi o único jeito que achou... Minha única opção é... respeitar...
(LIZA) — Obrigado, Thomas... Muito maduro da sua parte...
(LIZA) — Que isso... Eu... vou indo... Tchau...
(LIZA) — Tchau...
Sim, nosso namoro acabou por ali, podem me achar idiota, mas no fundo, eu estava bem com aquilo, parece que saí da casa dela com um peso a menos nas costas... Como se fosse exatamente isso que eu queria. Aquilo realmente estava fazendo mal para nós dois.
O pior de tudo, foram as reações do povo na escola. Parecia que "Brangelina" tinham se separado. Todos chegavam pra mim:
(...) — E ai cara, cada sua namorada??
E meus amigos respondiam por mim...
(JOÃO) -Mano, agora não...
Todo mundo tinha a reação tipo "Meu Deus, mas vocês pareciam tão felizes...", e eu "Pois é... Estávamos brigando muito". Aquilo me deixava mal, mas nem tanto quanto, quando eu a via nos corredores da escola... Mas com o tempo fui superando aquilo. Meus amigos tiveram um papel muito importante em tudo isso, afinal eles não me deixaram parar em casa pra ficar pensando no assunto.
(RAFAEL) -Bora mano! Nós prometemos entre nós que não íamos deixar você em casa um dia sequer... Levanta...
(EU) — Ah cara, me deixa aqui só hoje... Eu não to afim de encher a cara hoje não...
(YGOR) — Foi o que você disse ontem, seu bosta! Levanta logo!!!
(JOÃO) — Cara, pensa o ano tá acabando. Já estamos indo para Dezembro. Logo estaremos na faculdade, e nossa a vida vai mudar... Vamos acabar nos separando... Vamos aproveitar essa porra logo, vai... LEVANTA!!!
(EU) — Você tem razão, João... São nossos últimos momentos juntos... Vamos aproveitar isso logo... Deixa só eu por uma roupa!!
(YGOR, RAFAEL) — Gostei de ver!! — Boa garoto!!
(JOÃO) — Hoje vamos chapar pra comemorar, quão bom foi estes 17 anos que estamos juntos...
E lá fomos nós para festa... Uma festa, que eu confesso, não lembro de nada (risadas) Só lembro de acordar em quarto estranho... Um estranho bom... (risadas)
Fale com o autor