08 Faces
4 Manchas de Sangue
Tarde ensolarada, Ellen está cumprindo suas atividades físicas, treinando para o torneio que viria a acontecer no FBI, após um treino intenso na piscina, vai até o vestiário tomar uma ducha, ao sair do chuveiro seu celular toca, é do escritório, mas hoje é meu dia de folga, pensa ela.
Ellen — Alô?
Celular: Oi Ellen é o Stones, te mandei um sms com um endereço, você vai querer ver isto.
Ellen — Ok! Te encontro lá daqui a meia hora?
Stones — Sim, te vejo lá.
Ela se apressa, e no tempo planejado com alguns minutos de atraso chega ao portão de um edifício, onde Stones está a sua espera na porta.
Stones: Olá, olá! O que eu interrompi? cabelo molhado...
Ellen — Engraçadinho, estava no treino. Nadei bastante hoje. Mas... indo ao que interessa, o que me traz aqui?
Stones — Hoje, as 9:40 a dona do apartamento foi pegar o aluguel e encontrou a porta entreaberta, entrou e encontrou o corpo do seu inquilino no chão com um buraco no peito. — conta ele com olhos arregalados
Ellen — Tá, mas desde quando acompanhamos investigações de homicídio?
Stones — Achei que ia querer ver por causa disto aqui. — Jones tira do bolso um saco de evidencia lacrado e dentro um diamante rosa.
Tem a assinatura? — Pergunta Ellen perplexa
Sim, tem sim senhora. Por isso o detetive nos chamou. — afirma o agente
Ellen — Vamos, me leve logo até o apartamento.
Sobem as escadas quietos, intrigados, nunca fora encontrado um corpo ou desaparecimento ligado a Four C's.
Ao chegar ao apartamento Ellen é apresentada ao Detetive Joe Montenegro responsável pelo caso até então.
Boa tarde Detetive Montenegro, sou a Agente Especial Scherer, do FBI, o que temos aqui? — Pergunta Ellen mostrando seu distintivo.
Joe — Boa tarde. É um prazer conhece-la. Parece que o garotão ali se meteu com quem não devia. Temos sinais de arrombamento na porta.
Já foi identificado? — Pergunta Ellen
Joe — Sim, já. Trata-se de Jhon McNeil, 28 anos.
Jhon McNeil, do NY Times? — Pergunta Stones cada vez mais intrigado
Joe — Sim, este mesmo. Parece que o assassino estava a procura de algo, os peritos estão vasculhando o local.
E o diamante onde foi encontrado? — indaga Ellen mais uma vez o detetive.
Na mão direita da vítima. Ele estava de punho fechado. Pelo visto morreu protegendo isso. A janela da cozinha está aberta, ela da para uma escada, provável local de fuga do assassino que saiu as pressas pelo o que parece. — conclui o detetive.
Ellen — Você sabe que vou querer este caso, não é? — pergunta já afirmando a agente.
Joe — Sim, a fama da senhora corre, estamos disponíveis para o que a senhora precisar, pode contar com os meus homens.
Certo, peça para que os peritos enviem tudo para o laboratório central do FBI, e Stones, ligue e diga que quero prioridade nessas analises, que mandem o resultado logo que possível ao CTI. Sabemos que eles não deixaram rastros e que somem rápido, temos que correr atrás desta pista. — delega Ellen.
Seguem de carro para o escritório, Stones no caminho pergunta se deve chamar os outros, ela informa que não, que não tem o que fazer antes dos resultados, que os dois poderiam dar conta do serviço, e quando preciso chamariam os outros, e disse ainda que enviaria a todos um e-mail informando o ocorrido para que ficassem em alerta.
Ao chegar em seu escritório Ellen abre a terceira gaveta de sua mesa, onde fica uma grossa pasta do caso da Four C's. Iria ela novamente começar as investigações, ou seria correto falar continuar, afinal Ellen nunca para até solucionar o que é preciso. A cada nova pista segue ela para as rotineiras manias. Colocou tudo que tinha em cima da mesa, folheava o arquivo como se houvesse nele algo que ela já não soubesse de cor. Agora já tinha montado um quadro com a foto da cena do crime.
Havia entrado em contato com o editor de McNeil, com a finalidade de saber sobre suas atuais responsabilidades, no que trabalhava. Fora informada que este era um jornalista investigativo, que atualmente trabalhava em algo que o próprio garantia a seu chefe que seria capa e que o faria receber uma promoção, mas quem o jornalista não havia revelado do que se tratava. Stones já tinha seguido ao encontro do editor para pegar seu computador e material, além de cartas enviadas para o jornal contra a vítima.
Tinham dado a sorte de encontrar uma vítima metódica e dedicada, porém o seu HD havia sumido, todas suas anotações e observações sobre o que quer que ele tenha encontrado tinha sumido e talvez morrido junto com ele. Será que era isto que o assassino teria ido buscar?
Ellen olhava atentamente para as fotos e relatórios preliminares, cada canto era analisado por seus olhos, entrara noite a dentro vendo aquelas evidências, havia perdido a hora. Seu celular toca, Ellen toma um susto. O número era desconhecido.
Ellen — Alo?
Celular — Oi, é o celular da Ellen?
Ellen -Sim, quem fala?
Celular — Oi, é a Polly. — um tom tímido na voz.
As feições de Ellen mudam, de um ar de mistério para alegria instantânea, finalmente recebera a ligação dela, da mulher que não havia saído de sua cabeça desde Roma. Mas ao olhar o relógio um tom de preocupação lhe toma, porque estaria Polly ligando as 3:40 da manhã?
Oi, esta tudo bem? — perguntou Ellen em um tom muito preocupado e assustado
Polly — Desculpe, agora que vi as horas, ainda estou no fuso-horário europeu, me desculpe. Não queria lhe acordar...
Não, não. Você não me acordou, na verdade estou no trabalho. — Tranquilizou a agente
Polly — Nossa, sábado as quatro da madrugada, quanta dedicação. — risos — eu cheguei hoje, a algumas horas pra falar a verdade. Estou em um hotel, te liguei porque pensei que podíamos comer algo. Mas que ideia a minha. A essa hora.
Tudo bem, estou feliz que tenha me ligado. Você não atrapalhou nada. Infelizmente a essa hora não vamos encontrar nada aberto, mas comer não seria má ideia, esqueci de jantar hoje, e estou com fome. — fala Ellen feliz e lamentando por não poder encontrar com ela em um restaurante a essa hora.
Polly — Já que é assim, você não quer vir ate aqui no hotel me fazer companhia, podemos pedir algo no serviço de quarto, bater um papo. Estou sem sono, e num fuso-horário totalmente diferente.
Ellen — Ótima ideia, posso sim. Em que hotel você esta hospedada?
Polly — NY Palace, quarto 506.
Ellen — Ótimo, chego aí em 15 minutos. — desliga o celular feliz e contente.
Como dito e combinado foi feito, a agente especial dedicada havia sido tirada de campo, ainda que por algumas horas e tinha sido tomada por uma mulher emocional. Foi ao encontro de Polly, não sabia o que levar, comprou um vinho em uma loja de conveniência no caminho, não queria chegar de mãos vazias, e compensar a roupa amassada e vestidas as pressas de um dia incomum como aquele.
Foi recebida com um grande sorriso de Polly, que agradeceu o vinho e logo foi até o bar de seu quarto para abri-lo, colocando-o em duas taças, sentaram-se as duas em uma espécie de sala inclusa em um quarto. Polly contou que vinha de uma viagem pela Europa, explicou ser funcionária de uma seguradora, trabalhava autenticando artes e itens. Ellen contou sobre seu emprego no CTI, sem muitos detalhes. Conversaram e riram bastante, Polly em meio a um ar de inocência e jovialidade tinha muitas histórias para contar de suas viagens, entre um compromisso e outro muita coisa acontecia. Ellen ainda deslumbrada pela beleza daquela mulher também dividia momentos que viveu, na faculdade e em sua carreira.
O vinho acaba, Polliana sugere que as duas vejam tv, sentam-se na cama e após um tempo mudando de canal, param em um filme, Polly acaba adormecendo no ombro de Ellen, que a deita cuidadosamente, para não acorda-la... Ellen sai do quarto observado a formosura daquele belo rosto.
Vai embora assim? — diz Polly abrindo a porta ao ver Ellen desligando a TV.
Desculpe, é que você estava dormindo tão serena que não tive coragem de te acordar. -responde Ellen assustada e sem graça por achar que ela estava em um sono profundo.
Tá desculpada mocinha, mas passa a noite comigo, por favor — Polianna diz sorrindo.
Olhando para o quanto Polianna era encantadora e como ela fazia seu coração disparar, Ellen, não soube negar a um pedido tão sincero.
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