... se ame!
2 Um Poema Chamado De Meu
Não penso que a vida é injusta, apenas em muitas de minhas reflexões chego à conclusão de que a mesma, a vida, está simplesmente fadada a infelicidade.
A depressão só é a co-existência dessa consciência.
Combinada com uma ausência.
De visão. De luta.
De tratar de encarar os fatos. Encarar a sua infelicidade, aceitá-la, acolhe-la nos braços, dar-la-a carinho.
Até que desse ninho saia um sorridente passarinho.
Sinto, só sinto, que todos a minha volta estão em meio a essa maldição.
Na qual luto, luto todo minuto, toda hora, todo dia, todo respiro.
Na qual me encarrego de não só encará-la, mas também jogá-la em um limbo dela.
No qual estaria aprisionada ela mesma, e sentiria a própria infelicidade que em muitos ela conquisto.
Todos me diziam, desde nova, que eu tinha um brilho.
Eu não o via, até que com o tempo comecei a senti-lo escondido dentro de mim.
Sim, um brilho escondido. Dentro de mim.
Um brilho com sentimento, o qual se sentia acuado, germinando, esperando a hora de brotar.
Pois sinto que essa hora se aproxima, e com esse brilho, eu hei de exterminar a dita cuja maldição.
Vivia me perguntando o porquê de minha existência.
Eis que acho que descobri.
Ser diferente, diferente de todos os infelizes, de todos os ditos cujos não felizardos, de toda minha árvore sofrida, de todos que tenham uma única ferida ainda ofendida.
Eu serei a que romperá o lacre, a qual quebrará a dita cuja maldição da infelicidade.
Pois eu hei de ser feliz.
Sim, eu serei feliz.
Desde já declaro guerra a qualquer tipo de toque de um lábio com seus cantos caídos.
Agora, com toda licença, irei rir.
Rir da pobre coitada que um dia não me quis feliz.
Fale com o autor