- na Hora do Tédio
1 Capítulo Único - Em um dia de tédio
Ainda não era nem meio dia, não havia se passado nem 5 minutos desde a última vez que olhara no relógio. O tédio era tamanho que nem mesmo sua guitarra lhe chamava atenção não agüentava mais aquela situação, afinal era feriado, era golden week, dias de fazer algo interessante para a maioria das pessoas e porque ele ficaria de fora.
Pegou o telefone e resolveu ligar para a pessoa que tinha quase certeza estar passando pelo mesmo que ele.
_ Alô, Ruki?
_ Ah... oi Uruha, e aí?
_ Aqui nada e aí? – respondeu Uruha
_ Pior impossível, não tem nada pra fazer!! – reclamou Ruki
_ E você acha que aqui tem? Já vi todos os filmes de luta que eu tinha aqui, quero fazer algo diferente – disse Uruha
_ Vamos pra Kyoto? – disse Ruki
_ Kyoto? Por que logo Kyoto? Deve estar cheio de gente lá essa semana. – disse Uruha
_ E daí? Eu quero ir lá – respondeu Ruki
_ Vou ligar pro Aoi e pro Kai, enquanto isso liga pro Reita e fala pra eles sua idéia – disse Uruha.
Como todos estavam entediados da mesma forma pois tinham estado trabalhando muito e não haviam conseguido planejar nada legal para a golden week e logo eles teriam diversos compromissos novamente e não poderiam viajar pra muito longe, todos toparam. Kai como sempre se responsabilizou de cuidar das reservas e da programação da viagem. E às 16:00 horas os cinco puxaram o carro.
_ Melhora essa cara Aoi – disse Ruki
_ É que... Kyoto? Que coisa mais chata – respondeu Aoi
_ Eu concordo, mas como não tem nada melhor pra fazer – disse Reita.
_ vamos cantar uma música? – sugeriu Uruha
_ NÂO! – responderam os quatro em uníssono.
Não levou muito tempo até chegarem a Kyoto.
_ Chegamos!! – anunciou Ruki
_ Kai, qual hotel que vamos ficar? Você escolheu um com uma comida boa desta vez né? – perguntou Reita.
_ ...... err..... eu é.... – disse Kai
_ Você não..... – começou Uruha
_ VOCÊ ESQUECEU DE FAZER AS RESERVAS???? -berrou Reita
_ Eu esqueci... que droga, vocês sabem como eu sou esquecido das coisas e ainda deixam algo importante assim nas minhas costas? – reclamou Kai.
_ Não dá pra acreditar nisso, teremos que procurar hotel e deve estar tudo cheio de gente, na maioria estrangeiro que vem visitar a cidade, porque mesmo sabendo da loucura que é a golden week aqui, eles insistem em vir nessa época pra cá - reclamou Reita
_ Ou então podemos voltar pra casa – sugeriu Aoi friamente
_ NÂO!!!Viemos até aqui então vamos ficar, nem que seja só uma noite- disse Ruki
_ Ok, vamos achar um hotel logo e depois que deixarmos nossas coisas vamos passear por aí e comer – disse Uruha
Eles simplesmente rodaram a cidade inteira mas todos os hotéis estavam lotados, mesmo eles sendo artistas não parecia amolecer o coração dos funcionários extremamente estressados com a correria. Depois de um dos funcionário quase expulsar Ruki a sapatadas quando ele ofereceu a ele um ingresso vip para a próxima turnê se lhes conseguisse um quarto eles desistiram de procurar hotéis. Foi escurecendo e estavam começando a cogitar a hipótese de passar a noite no carro de Aoi.
_ Ainda voto por voltamos pra casa – disse Aoi
_ Não... vamos encontrar algum lugar – insistiu Ruki
Já estavam muito afastados do centro da cidade, começavam a passar pelos campos abertos e templos muito antigos do tempo da era meiji.
_ Ali olha- disse Kai apontando para uma placa
_ Alojamento ... o que ta escrito ali? Ta coberto pelos galhos da árvore.... – disse Reita
_ Alojamento colina da noite – leu Uruha
_ Parece interessante -disse Reita
_ E....err... porque que a gente não procura um pouco mais? – disse Ruki
_ Não adianta, olhamos tudo quanto é lugar, não tem nada – retrucou Reita
Quando chegaram ao local, era uma grande mansão em forma de templo era velhae provavelmente existia desde que o Japão apareceu no mapa mundi.
_ Nossa... sinistro isso – disse Reita
_ Até demais – disse Ruki
_ Eu não vou dormir com teias de aranha na cabeça... esqueçam! – resmungou Aoi
_ Vamos entrar, não custa nada ver como é dentro – disse Kai
Eles bateram e uma voz rouca. mole e arrastada respondeu:
_ Entre!
Os cinco entraram e se deparam com um senhor de quase dois metros com olheiras muito fundas, parecia um defunto.
_ Errr... gostaríamos de saber se tem quartos disponíveis aqui – perguntou Kai
_ Quantos? – respondeu o mordomo defunto
_Dois seriam suficientes -respondeu Kai
_Sigam-me
Os garotos o seguiram escada acima e depois pelos corredores mal iluminados até chegarem a um local onde havia duas portas, uma em frente à outra.
_ A vontade, qualquer coisa que precisarem basta chamar na recepção, o ramal é... 666 – disse o mordomo com um sorriso meio maligno.
_ Err... aconchegante não é? – disse Ruki quando entraram em um dos quartos – quer dizer nem tem rato nem nada, viu Aoi não é tão ruim assim
_ Aquilo ali é um cemitério? – gritou Kai apontando para a área externa ao fundo.
_ SHhhhhh – fez Ruki dando uma cotovelada em Kai.
_ Certo... mas como nos afastamos muito é melhor jantarmos e dormir, amanhã decidimos o que fazer.
_ Jantar? Você diz... aqui? – perguntou Uruha
_ Sim, é óbvio você trouxe comida? – perguntou Aoi sarcástico
_ Não... mas... eu não tenho muita confiança na comida desse lugar não -respondeu Uruha.
_ Ele tem razão Aoi... melhor esperarmos para comer amanhã de manhã longe daqui – concordou Kai.
_ Então boa noite pra vocês – disse Aoi indo em direção ao quarto da frente.
_ Vamos ficar nós três naquele quarto que é maior, e você e o Ruki ficam neste aqui menor ok? – disse Kai
_ Por mim tudo bem – concordou Uruha.
_ Então Oyasumi – disse Kai enquanto Reita se jogava na cama com tudo pra depois dizer “ouch” ao sentir que não era tão macio quanto pensava.
_ Bem... até agora ta indo tudo bem ne~? – disse Uruha sarcástico
_ Não seja pessimista amanhã vai ser mais legal, vai ver.
De repente eles ouviram um toc toc muito forte vindo do andar de cima era um barulho muito forte como se fossem passadas de pés muito grandes.
_ Só faltava essa, vizinhos barulhentos – disse Ruki
_ Alô Rcepção? Err, será que poderia pedir para que os hóspedes do andar de cima pudessem parar com este baulho, pois não estamos conseguindo dormir.
_ Não tem ninguém no andar de cima, meu caro – respondeu o mordomo – Vocês são os únicos hóspedes aqui no momento.
_Mas.... Hum... ok, obrigado – disse Uruha
_ O que ele disse?-perguntou Ruki
_ Que somos os únicos no hotel -respondeu Uruha
_ Mas... ahnn, bom de qualquer forma parou... que coisa macabra... – disse Ruki
Os dois se ajeitaram nas camas e mal haviam caído no sono quando::
_ Scratch Scratch
Ruki despertou ao ouvir o barulho vindo da janela
_ Scratch Scratch
_ O que.... é isso? – se pergunou apavorado -Uruha... Uruha... -chamou cutucando o colega
_ Que é? – respondeu uruha sonolento
_ Es- escuta esse barulho
_ Scratch Scratch
_ Isso é só… o… vento
Nessa hora a janela sacudiu como se alguém a estivesse forçando, os vidros vibraram.
_ UAAAAAAAAHHHHHHH -gritaram os dois
_ Quem é que ta lá fora? – disse Ruki tremendo
_ Estamos no terceiro andar idiota não tem condições de ter alguém lá fora.
A janela sacudiu novamente e um vulto preto apareceu
_ UAAAAAAAAHHHHH
Uruha cuja cama era a mais próxima da janela deu um salto para a cama de Ruki se escondendo atrás dele.
_ Q-q-q-q-q-q-q é aquilo lá fora??? – disse Uruha
_ Pergunta pra mim??? È uma alma penada daquele cemitério ali atrás -disse Ruki
O vulto se moveu e sumiu da vista.
_ Pra onde foi? – perguntou Ruki quase chorando
_ Não sei – respondeu Uruha no mesmo tom.
E nessa hora a maçaneta da porta se mexeu e a porta começou a ser forçada com violência, sacudindo, alguém estava tentando entrar a todo custo.
_ UAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAhhhhh
Desta vez foram os dois parar embaixo da cama de Uruha.
_ QUEM TÀ AÌ???? – gritou Uruha
_ Cala a boca.... se ele souber que tem alguém aqui.... – disse Ruki
_ Não acha muito estranho isso? – perguntou Uruha
_ NÂO... eu acho perfeitamente tudo isso normal... acontece todo dia lá em casa
_ Não trasgo to falando que eles podem estar tentando pregar uma peça na gente querendo nos assustar – analisou Uruha
_ É... eles estão conseguindo – respondeu Ruki
A porta foi empurrada violentamente novamente
_ Reita...? – perguntou Ruki – Kai...?..... Aoi....?
_ Eles não vão falar se for eles é obvio... vamos abrir e pegá-los no flagra – sugeriu Uruha
_ E o que acontece se quem for pego formos nós? – perguntou Ruki
_ Vai logo... – disse Uruha saindo de debaixo da cama e puxando Ruki.
_ Vamos lá... pega aquele negócio ali e se prepara pra qualquer coisa quebrar na cabeça de alguém – disse Uruha
_ Que negócio?? A toalha?
_ O abajur ANTA.... pega o abajur e fica preparado – disse Uruha
Ruki agarrou o abajur tremendo
_ Se.... sen.... se......
_ Achei que você ia abrir a porta- disse Ruki...
_ Ah quer saber você é muito fraco se tiver que bater em alguém nem vai fazer cócegas, me dá isso aqui e você abre a porta -disse Uruha
_ Por quê eu????? – disse Ruki
_ Vai Ruki!!!! – disse Uruha olhando feio
_ Ta....
_ Espera fazer o barulho....
A porta foi novamente forçada
_ AGORA!!! – gritou Uruha
_ UAAAAAAAAAAAAAAAAAA – disse Ruki abrindo a porta e voltando correndo pra debaixo da cama.
Não havia nada no corredor, apenas os castiçais macabros com velas quase extintas iluminando o corredor.
_ Ta... Ruki vamos surpreende-los, devem estar rindo da gente no quarto.... Ruki? RUKI SAI DEBAIXO DA CAMA.... – Uruha foi até Ruki e o puxou pelo pé.
Os dois bateram na porta do quarto dos outros três colegas, como ninguém respondeu Uruha girou a maçaneta e a porta se abriu.
_ Deixaram destrancado?- perguntou Ruki
_ Mais uma prova de que estão aprontando – concluiu Uruha
Os dois entraram, acenderam a luz e gritaram:
_ PEGAMOS VO....cês õ_o
Os três dormiam profundamente até aquele momento
_ Ta bom.... quem segura pra eu bater? – disse Reita
_ O que vocês pensam que estão fazendo? – perguntou Kai
_ Nós... er.... – disse uruha
_ ESSE LUGAR É MAL-ASSOMBRADO!!!!! – gritou Ruki desesperado
_ O que?? Ah, não acredito que vocês acordaram a gente pra uma coisa dessas – disse Reita puxando o lençol e cobrindo a cabeça.
_ Dois caras do tamanho de vocês com esses medos infantis? – disse Kai.
_ Olha... se for falar de tamanho eu estou excluído da categoria então e to com medo sim – disse Ruki.
_ É sério, eu também vi... – confirmou Uruha
_ Então digam boa noite pros espíritos por nós e VOLTEM PRO QUARTO DE VOCÊS – disse Kai
_ Não vamos sair daqui – disse Ruki
_ Ah vão.... – disse Reita ainda com a cabeça enfiada embaixo das cobertas colocando o braço pra fora e apontando na direção da cama de Aoi
Como se fosse possível a visão da cara mal-humorada de Aoi quando é acordado de madrugada era pior que qualquer assombração
_ Vocês tem 3 segundos pra...
Antes de começar a contar os dois bateram a porta do quarto.
_ Não dá, prefiro encarar as assombrações do que o Aoi quando é acordado de madrugada – disse Ruki
_ Então não foram eles... acho que foi nossa imaginação então... – disse Uruha
_ Imaginação cojunta?- disse Ruki.
_ Se a gente voltar pra cama...
_ AAAAAAAAAAAAAAAaaaaaaaaaahh – um grito agudo de mulher percorreu a escadaria acima e ecoou pelos corredores.
_ UAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH – gritaram os dois se entreolhando
_ O-o-o-o-o-que que que foi isso? – perguntou Ruki chorando
_ Um grito de mulher – disse Uruha
_ Isso eu já sei.... – choramingou Ruki -o que eu quero saber é quem foi que...
_ Precisamos descer e checar – disse Uruha
_ TA LOKO???? BEBEU MAIS DO QUE DE COSTUME????
_ Ruki pode ser alguém precisando de ajuda....
_ Se a gente descer lá, é a gente que vai precisar de ajuda!!!! – respondeu Ruki
_ VAMOS logo!!! – disse Uruha puxando Ruki a força
Os dois abriram a porta e andaram pelo corredor mal-iluminado e macabro
_ Mmmmm... assombrações e sustos não estavam inclusos no pacote turístico, não gostei desse bônus – choramingou Ruki
_ Cala a boca – disse Uruha
Os dois andaram devagar e pisando leve para não serem notados, foram até o hall de entrada, abriram a porta e saíram para os jardins, se é que poderiam chamar aquele monte de grama seca de jardim.
_ Olha ali? Não é uma silhueta? – disse Uruha – parece uma mulher chorando...
Ruki não via nada, estava encolhido atrás das costas de Uruha tremendo.
_ POSSO AJUDÀ-LOS?
_ UAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH
Os dois ficaram pelo menos um minutos tentando recuperar o fôlego, para ver que se tratava do mordomo/recepcionista com cara de defunto. Uruha finalmente conseguiu falar:
_ Não... só que ... nós ouvimos um grito
_ Eu também, acabei de ouvir dois e estou quase surdo por sinal – disse o mordomo cadáver enfiando o dedo mínimo magrelo e pálido dentro do ouvido.
_ Não... não o nosso, era o grito de uma mulher, parecia que precisava de ajuda.
Ruki ainda estava ajoelhado, arfando como um cachorro ainda não tinha se recuperado do susto.
_ Mulher? Hum... não... não tem nenhuma mulher aqui, aliás não mora ninguém num raio de 3 quilometros e vocês são os únicos hóspedes aqui, os Senhores devem estar cansados, por favor voltem ao seu dormitório, eu vou lhes preparar um copo de venen...digo um copo de chá para esquenta-los.
_ Não precisa, sério – disse Uruha quando Ruki finalmente se erguia apoiando-se no amigo.
_ pois não senhores, o que precisar estarei a um... ramal de distancia....
Ele se afastou e entrou de volta na mansão.
_ Ruki... eu não confio nesse cara – disse Uruha -pra mim ele é um louco seqüestrador que mantem um cativeiro de garotas no porão.
_ Ta... eu pensei que não tinha problemas aquela garrafa de Jack Daniels que você tomou sozinho, mas agora eu to vendo que te afetou de um jei...
_ Não escuta... já vi isso em diversos filmes, eles as mantem em cativeiro pra satisfazer seus desejos carnais e quando não servem mais as sacrificam.
_ E o que você acha que pode fazer? – perguntou Ruki
_ Eu vou encontrar esse esconderijo e...
_ Salvar as supostas garotas e ficar com todas elas? Ta, boa sorte, mas não conte com minha ajuda pra essa idiotice.
_ Ok, eu vou procurar sozinho – disse Uruha
_ Você é um doente – disse Ruki
_ E você é um duende – respondeu Uruha
_ Como?
Mas Uruha já estava caminhando a passos largos em direção aos fundos da mansão. Ruki subiu as escadas, cada passo um ranger do degrau que ecoava por toda a casa.
_ Argh... eu devo estar mesmo muito cansado, não é possível, eu sei que essas coisas não existem, gritos do além, vultos... não... tudo isso é completamente...
Parou pois sentiu alguém cutucando seu ombro
_ pois não......
Qual foi sua surpresa ao se deparar com uma caveira e uma risada maligna
_ BWAHAHAH
_ UAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH
Nunca entendeu como chegou no quarto tão rapidamente mas em 4 segundos estava enfiado novamente embaixo da cama fazendo o sinal da cruz.
_ Como... queque que... não não... é só um esqueleto, é... é parte da decoração da casa afinal é bem rústico aqui... quero dizer... é perfeitamente normal que...
_ AAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
Era a voz de Uruha, tinha certeza e vinha de lá de fora, essa não! Haviam pegado Uruha, o que faria?? Precisava de ajuda? Mas pra isso teria que bater no quarto ao lado e encarar o mau-humor de Aoi, não... era preciso.... Uruha estava em perigo. Levantou-se e foi até a porta, o rangido da porta sendo aberta era suficiente pra acordar todos os colegas.
_ Ta legal... já chega... agora eu vou.... – disse Aoi se levantando.
_ O URUHAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!! ELES PEGARAM O URUHAAAAAAAAA.... AJUDEEEEEEEEEEEEEEM!!!! -gritava Ruki desesperado
_ Calma... o que houve com o Uruha? – perguntou Kai saltando da cama
_ Não sei... a gente ouviu uma voz, aí fomos lá fora e o Uruha achou que poderia ser de uma mulher que está em cativeiro, aí ele foi lá tentar salvar ela mas pegaram ele.... – disse Ruki choramingando.
_Não acredito! – disse Reita
_ ME AJUDEM A ENCONTRÁ-LO!!!! – disse Ruki desesperado.
_ Ok, vamos lá – disse Kai.
_ Ah vão vocês, eu vou continuar dormindo – disse Aoi
_ Você nem se preocupa com seu amigo? – disse Ruki
_ .... não, ele deve estar por aí ele sabe se virar... boa noite – disse Aoi
_ Vai anda logo que eu quero voltar a dormir logo – disse Reita.
Os três desceram as escadas e foram lá fora.
_ SR TAKASHIMA KOUYOU FAVOR APRESENTAR-SE NO HALL DE ENTRADA – disse Reita com som nasal.
_ Shhhhhh – não grita pow!!! – disse Ruki
_ Ué por quê? – disse ele
_ Os espíritos se incomodam, Reita – disse Kai sarcástico
_ Se tivessem passado pelo que passamos não diriam essas coisas – respondeu Ruki
_ Vamos, ele deve ter ido ao cemitério – disse Reita
_ Err... acho que ele não foi pra lá não viu? – disse Ruki que não se moveu para acompanhar os amigos.
_ Temos que checar – disse Kai.
Os três foram até o cemitério, um uivo de lobo de arrepiar a espinha foi ouvido.
_ WAHHHH tem lobisomens aqui... já era, devoraram o Uru-kun... tadinho dele, ele era tão legal – disse Ruki chorando.
_ Pára com isso, são somente cachorros -disse Kai com frieza
_ Quanto drama hein? -disse Reita
_ Temos que nos dividir para procurar – sugeriu Kai
_ DIVIDIR??? COMO ASSIM??? – disse Ruki tremendo
_ É dividir cabeção, cada um vai pra um canto e procura, se encontrar grita – disse Reita
_ Mas.... mas....
_ Nos encontramos aqui novamente em uma hora – disse Kai
_ Se não voltarmos.... – disse Reita com cara de suspense
_ PARAAAAAAAAAAAAAAA – chorou Ruki
_ Ok fui – disse Kai.
Ruki andou pelos túmulos, um mais sinistro que o outro, de repente ouviu o mesmo grito de mulher que ouvira no quarto.
_ Agora tenho certeza que escutei... e vem de lá – disse Ruki correndo até o local, no meio do caminho tropeçou no galho de uma arvore rolou e caiu dentro de um buraco, quando se deu conta de que estava dentro de uma sepultura aberta.
_ WAAAAAAAAAAHHHHH SOCORROOOO SOCORRO!!! Caramba se ninguém mora aqui porque essa cova ta aberta pronta pra receber algu....
Então caiu a ficha, aquela cova na realidade era .... para um deles... provavelmente além daquela deveria haver mais quatro iguais para os colegas. E agora? O que faria??? Ninguém o ouvia, a cova era muito funda. Parecia que não podia ficar pior quando escutou vozes desconhecidas:
_ Sim... já pegamos o segundo... agora só faltam três bwahahahah -pode fechar a cova
_ WAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH NAAAAAAAAAAAAOOOOOOOOOOOO – disse Ruki -wahhhh me deixa sair daqui... eu não posso morrer, eu tenho... eu tenho uma vida, eu tenho muitos fãs... eu tenho meu cachorro pra cuidar... WAHHHHH me deixa sair daqui!!!!!
_ Que escândalo!!
Era uma voz conhecida graças!!! E uma corda surgiu ao lado. Ruki se agarrou nela com firmeza e subiu até a superfície
_ URUHA!!!! Onde é que você tava? -disse Ruki abraçando o amigo.
_ Eu estava procurando o cativeiro das garotas seqüestradas como eu te disse, e eu descobri...
_ O cativeiro? – perguntou Ruki
_ Não... eu descobri que esse cemitério é cheio de urtiga mano... sentei com tudo encima de um monte delas, gritei que nem um condenado de dor.
_ Ah... então foi por isso que você gritou, seu idiota eu estava preocupado, até chamei o Reita e o Kai pra ajudarem a te procurar. Agora eles estão por aí... vamos.
_ Espera Ruki, a pouco tempo eu vi rastros de sangue do outro lado.
_ Como é? Sangue? ESSA NÂO!!! PEGARAM UM DELES
_ Como assim pegaram? Quem? – perguntou Uruha
_ Acredite, estão atrás de nós, tem 5 covas já preparadas pra colocarem nossos corpos quando virarem presunto.
_ O que??? Como assim? É uma cilada?
_ O que você disse sobre o mordomo defunto seqüestrador faz sentido, mas ele não seqüestra mulheres, ele seqüestra os hóspedes e os mata a sangue frio, é um lunático.
_Então temos que achar o Reita e o Kai rápido.
Os dois saíram correndo quando se depararam com rastros de sangue pelo chão.
_ Olha isso... está dando pra dentro da capela – disse Ruki
_ Errr... vai na frente Ruki – disse Uruha
_ Que vai na frente coisa nenhuma vamos os dois, pode ser um dos rapazes que foi ferido – disse Ruki.
Quando entraram a cena a seguir foi bizarra, tão bizarra que desafia qualquer descrição. Um homem com a cabeça decapitada jazia sobre um altar de aproximadamente meio metro de altura, seu sangue escorria e caía sobre lençóis brancos. Uruha e Ruki congelaram
_ Q-q-q-q-q-qq-q-quem é esse cara? – perguntou Ruki
_ N—n-n-n-não conheço ele não! -respondeu Uruha
_ Vamos embora daqui antes que sejamos os próximos – disse Ruki.
Os dois deram meia volta e saíram correndo, trombando com Reita no meio do caminho.
_ REITAAAA – disse Ruki abraçando-o
_ Vamos não tem nada mais o que fazer do que ficar correndo pelo cemitério a noite? – disse Reita -cadê o Kai?
_ Não sei... ainda não encontramos ele – disse Uruha
_ AHHHHHHHHHHHHHHHHH- o grito de mulher novamente
_ OUVIU DESSA VEZ? – disse Ruki
_ Ouvi... veio dali, vamos!!! -disse Reita correndo em direção ao local
Uma silhueta escura envolta em panos negros estava parada ao topo de uma elevação do terreno a mais ou menos 100 metros de onde estavam Ruki, Reita e Uruha. A silhueta aparentemente de uma mulher estendeu a mão para atrair uma outra figura que a seguia como se estivesse hipnotizado, era Kai.
_ KAAAAAAAAAAAAAAAAIIIII NÂAAAAAAAAAAAAAOOOOO – gritou Ruki.
Os três correram desesperados tentando alcançar Kai, mas a sombra o puxou estendeu a mão sobre seu peito enquanto Kai berrava de dor, parecia estar roubando-lhe a alma.
_ DEIXE-O EM PAZ – gritou Uruha. Mas era tarde o corpo inerte de Kai foi arremessado ao chão, enquanto a sombra negra se afastava.
Ruki se abaixou e viu o corpo sem vida de Kai estatelado ao chão
_ NAÂAAOOOOO... KAI SAN!!!!! NAOOOOOO!!! POR QUE???? -dizia Ruki chorando.
_ Quem é você???? O que fez a ele???? Traga-o de volta agora mesmo!!! – gritava Uruha para a sombra negra que parecia sorrir.
De repente a sombra começou a rir mais e mais e aquela risada foi começando a soar familiar.
_ Eu conheço essa risada – disse Ruki.
Nesta hora Kai não agüentou e começou a rir também, assim como Reita. Então a sombra jogou o capuz para trás, era Aoi dentro da capa.
_ Vocês..... – disse Uruhaabaixando a cabeça indignado
_ VOCÊS NÂO TEM CORAÇÃO??? QUERIAM NOS MATAR DE SUSTO???? -gritou Ruki a plenos pulmões
_ Não resistimos a zuar vocês, você são muito medrosos cara – disse Reita
_ Até você Aoi? – disse Uruha
_ Claro... precisava de um pouco de diversão né? -respondeu Aoi.
_ Sem comentários pra vocês – disse Uruha carrancudo
_ Então tudo foi arranjado? A voz da mulher? – perguntou ruki
_ Um reprodutor com amplificador de bolso resolve o problema – disse Aoi retirando o pequeno aparelho de dentro da capa, pressionando e ele emitiu o mesmo som do grito da mulher que ouviram.
_ A caveira do corredor? – disse Ruki
_ Ta ligado aquela coleção pra montar infantil? De dinossauros? Foi útil, só precisei arranjar a cabeça no laboratório do sótão -disse Kai.
_ E o sangue?? – perguntou Uruha
_ O bom e velho truque da tinta vermelha nunca falha em situações como essa -disse Reita mostrando as mãos sujas de tinta.
_ E a cova?-perguntou Uruha
_ E as vozes? – perguntou Ruki
_ A cova estava já aberta quando chegamos veio a calhar – respondeu Kai
_ E as vozes usamos um programa de distorção de voz simples e colocamos neste mesmo aparelho aqui – disse Aoi -não substimem alguém que cuida da produção de sons da banda.
Os dois estavam se sentindo completos idiotas. Tinham vontade de mata-los por terem pregado essa peça, mas não podia discordar que havia feito papel de otários.
O dia amanheceu e eles voltaram aos seus dormitórios para arrumar as coisas. Pagaram a estadia ao mordomo cara de defunto, entraram no carro e pegaram estrada.
_ Ah, vocês sabem algo que eu esqueci de perguntar, sobre o cara decapitado e ensangüentado dentro da capela, como vieram aquilo? Ficou tão realista – perguntou Uruha
Houve um minuto de silêncio
_ Cara decapitado na capela? – disse Reita com cara de dúvida
_ Não... não fizemos nada parecido com isso não – disse Kai
_ Hehe... como assim... – disse Ruki
_ Não... definitivamente isso não fomos nós – disse Aoi.
_ Então talvez aquela cova.... – disse Reita.
Todos se entreolharam e desta vez os cinco gritaram
_ WAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH
Aoi acelerou o carro e só parou após cruzar a placa “Bem vindo a Tokyo”.
Notas finais
REVIEWS SÃO BEM VINDOS!!!!! *O* quero saber o que acharam!!
Jackie_Pon deshita~. ;)
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