-histeria
3 - atitudes
Notas iniciais
Britt começara a conhece-lo mais, ele era estranho, peculiar. Apesar de gostar dele ela não sabia oque fazer, sentia-se confusa.
Eles se beijavam num ato intenso, os olhos fechados nada viam, mas a o coração muita coisa demonstrava, o coração de Britt batia velozmente. De repente sentiu um arrepio, estava sendo aranhada nas costas por algo, sentia sua pele querendo se rasgar, mas não permitiria, parou o beijo e o olhou assustada, Caesar estava com o garfo na mão, estava a aranhando nas costas com aquele garfo. Ela de olhos arregalados disse:
-O que é isso?
-Me desculpe se meu jeito te incomoda. -disse ele abaixando a cabeça.
-Tudo bem. -ela passou a mão nas costas verificando se havia algum ferimento, estavam aranhadas, mas eram leves, nada de mais.
-Me desculpa?-disse ele olhando para ela atentamente.
-Desculpo. -ela sorriu e o abraçou, o mesmo largou o garfo na mesa pequena e baixa ao seu lado num tom cinza escuro, um quase preto.
Ele contava para ela sobre suas aventuras nas montanhas do Texas, e em outras cidades também, ele gostava de correr riscos e perigo, o perigo lhe agradava de uma forma assustadora. O mais estranho, ele não gostava de correr perigo sozinho queria que as pessoas o sentissem também, gostava se vir pessoas sangrarem, ela achou estranho, ignorou, pensando ser só alguma historinha boba para assustá-la. Britt não se afastaria dele por motivos tão supérfluos, sua vida sem sentido tinha alguma coisa a mais, algo mais... Interessante.
Os dois riam juntos sobre as patéticas histórias de infância e dos pais bravos correndo atrás das crianças no jardim. Infância, uma época boa, não se preocupa com nada, não tem problemas, só dilemas infantis, imaginários de criança mesmo. Brincadeira, risadas, as broncas tão leves, quase imperceptíveis.
Algumas horas se passaram e ela teve que ir, prometeu a ele voltar no dia seguinte, ele prometeu esperá-la, pois trabalhava na parte da manhã apenas. Caesar era muito misterioso e gentil, apesar das atitudes estranhas de querer arranhá-la com um garfo, ela deixou passar. Valia à pena.
Brittany ficou feliz pela aproximação que eles tiveram de imediato, dava a elas esperanças, esperanças para dormir e acordar no dia seguinte, sorrir, enfrentar um corredor cheio de alunos empurrando uns aos outros, agüentar o mau humor dos professores mal pagos que gritavam e falavam mal sem o mínimo motivo. Ela foi embora, mas voltaria. Andou até sua casa e sorriu na frente da porta de sua casa e a abriu delicadamente, entrou e descalçou os chinelos amarelos, seus favoritos.
Ela lembrou-se, tinha deixado o computador ligado, sorte, ninguém estava em casa e não saberiam, mas a conta no final do mês a dedaria com toda a certeza. A garota subiu as escadas apressadamente e chegou a seu quarto, olhou o celular rosa do lado do monitor, o pegou, cinco ligações perdidas listadas, Anna, Pai, Pai, Pai, Pai. Ficou preocupada, será que algo acontecera a seu pai para ter ligado quatro vezes seguidas... Pensou e desceu as escadas procurando o telefone sem fio.
O telefone sem fio estava no lugar que deveria estar ela ficou satisfeita com isso e caminhou até ele a fim de pega-lo. Quando o mesmo já estava em suas brancas e delicadas mãos, ele tocou. Rapidamente quase automaticamente ela atendeu, e disse:
-Alo.
Do outro lado pode se escutar uma voz de homem, era uma voz conhecida por ela, era Caesar falando.
-Oi Britt, sou eu. -disse ele.
-Você?
-É o Caesar. É que, eu sei que você prometeu vir aqui amanha, mas, eu queria confirmar pra ter certeza que você vira mesmo.
-Sim eu vou, não sei se você sabia, mas, geralmente eu cumpro minhas promessas. -ela disse sem hesitar.
-É bom saber disso, pois também cumpro as minhas. -ele disse num tom tão ácido que fez a suspirar por um instante.
Eles estavam separados por metros, juntos através de linhas telefônicas e juntos também por aquele beijo.
-Fique tranqüilo, eu vou sim. -disse ela sorrindo.
-Então tudo bem, estou mais feliz assim. Até mais. –disse ele logo desligando o telefone, ele nem esperou ela dizem adeus, talvez ele não quisesse ouvir uma despedida, pois a queria sempre.
Era como um começo de obsessão, ele a queria a todo tempo, a todo instante e na cabeça de Caesar passava milhares de coisas nos milhares de segundos que um dia inteiro com suas vinte e quatro horas tinha.
Britt desligou o telefone também e achou estranho o fato de ele ter desligado tão subitamente sem a deixar falar, ele deu a ultima palavra e para ele estava bom. Para ela não, mas aceitaria. A jovem discou no telefone o numero de seu pai e ele não atendeu. Preocupada ela ficou, pois quatro ligações perdidas é muito motivo pra preocupar-se. Talvez quando ele chegasse às coisas se esclareceriam.
Notas finais
-revisado, corigido, adcionado.
-espero que gostem, mandem reviews.
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