Fuck You Human
2 Capítulo 2 Hey, hey, hey baby!
Notas iniciais
vcs vão entender quando lerem
e se ficar orrivel, pode xingar
;)
Não julgue um livro pela capa – não sei quem
Era segunda feira, dia de escola. Estranho como sempre eu fazia a mesma coisa em dias de semana. Acordava as 6:00 para uma aula que começava 6:40, tomava café e saia, andava a pé até a minha escola e depois esperava a Lily chegar.
– hey, hey, hey. Advinha o que vai acontecer hoje baby?
– nós vamos entrar no colégio, vamos beber água, vamos para a sala e vamos dormir nas 2 primeiras aulas de geografia.
– quase... bem, ontem o amigo do Jack, que se chama Leonardo, queria sair com a minha melhor amiga, e conversando pelo face descobri que
1. ele é tímido e parece ser fofo
2. ele mora sozinho
3.ele não quer só sair com você, ele te quer nua na cama dele
4. ele é o mais novo aluno da nossa classe
Até o numero 3 eu já previa, mas o 4! Eu engasguei com a minha própria saliva quando ela falou.
– o-o-oque? Como descobriu isso?
– isso não vem ao caso, baby – eles abriram o portão da escola – vamos, vamos — ela disse me puxando para dentro da escola
Fomos beber água,ta na cara que nós não bebíamos água de verdade, é que todos os garotos vinham mais cedo para treinar e na hora que o portão abria eles tiravam a camiseta e vinham beber água. E nós ficávamos babando, quando eles se machucavam, o cheiro de sangue vinha e era delicioso.
Foi nessa hora que Lily teve sua grande Idea
– hey, hey, hey baby e se nós nos oferecermos para ser guia dele? A diretora vai ter que deixar!
– ta, ta. Mas você que vai pedir, ouviu mocinha?
~Leonardo
A escola era enorme, assim como aquela garotinha tinha falado. Existiam 2 portões, um que eu deduzi que fosse de saída e entrada, e outro que tinha uma enorme escada de 40 degraus para chegar a secretaria. Quando cheguei vi a garota chiclete e uma outra garota conversando com a vice-diretora. A amiga dela olhou e apontou pra mim.
– Bem-vindo – disse Marina – encontrei as suas guias pela escola.
– ooooooooooooooi – disse a amiga fazendo um gesto estranho
– oi – a outra falou parecendo um simpático forçado
– vão que ainda tem um tempo até o sinal bater
Nós saímos de lá.
– espera – parei na frente delas e apontei para a loira baixinha – quero nomes
– Hazel, Hazel Grace.
– Lily, só Lily. E você?
– Leonardo, ou melhor Leo.
Lily era tão extrovertida. Achei que, pelo fato de ser loira, era uma garotinha metida a besta que não sabia nem falar, ela tinha uma pele branca como Hazel e unhas vermelhas como sangue. Hazel era mais alta, tinha um longo cabelo negro que batia na cintura e algumas mechas vermelhas, sua pele era tão branca que dava medo, unhas pretas, lápis no olho e era magra. Ela era tímida e reservada. Estava me perguntando o que tinha chamado tanta atenção nela.
– Leo? Leo? – Lily estalava os dedos na frente do meu rosto – Leo acorda garoto!
Pisquei os olhos algumas vezes e olhei para o chão
– vamos Leo! Se não vamos perder a aula!
Elas entraram na sala com o professor lá
– atrasadas de novo? Vou por falta na primeira aula.
– a mas hoje a gente tem um bom motivo! Se a gente se atrasou foi por causa dele – Lily apontou pra mim e eu a fuzilei com o olhar
O professor riu
– sim, sim. O novo aluno! Ora me desculpe — ele me pegou pelo ombro – pessoal esse é o Leonardo... (bla, bla, bla)
~Hazel
Isso não foi legal, não foi nada legal. Odeio chegar atrasada, não por que eu goste de estudar, porque eu não gosto, mas chagar atrasada leva todos a ficarem olhando pra mim e eu odeio atenção. Ainda mais desses humanos inúteis.
Sentamos nos nossos lugares, eu sentava na ponta da sala lá no fundo e Lily na minha frente e por “acaso” Leo acabou sentando do lado da gente. Ele ficava me olhando, como se eu fosse um ser distante e desconhecido. O que praticamente, eu era. Ele tinha os cabelos meio loiros e cacheados, e os olhos negros. Como um lindo vampiro. Será que ele agüenta uma mordida?
~Lily
Ele é lindo! A vontade de transforma-lo em vampiro era enorme! Mas, eu não podia, só os sangue puro podiam, se eu o mordesse, sugaria seu sangue até ele morrer.
Naquela hora lembrei de quando Hazel me mordeu, eu tinha sido atropelada e ela estava no banco do carona, abriu a porta e saiu correndo me ver. Eu estava morrendo, não sentia mais nada, meu olhar estava embaçado e eu não tinha a mínima Idea do que tinha acontecido. Ela me perguntou se eu ainda queria viver, mas de uma forma diferente. Eu tinha uma vida, uma família, amigos. Eu necessitava sobreviver então balbuciei um sim e senti seus dentes cravando no meu pescoço.
Foi quando o professor me fez uma pergunta e eu pedi que ele repetisse a pergunta, todos riram, ele suspirou e passou a pergunta para outro.
~Leo
Descobri, depois de muita observação, o que tinha me chamado atenção, agora não só em Hazel, mas em Lily também. Os olhos, dizem que os olhos são a porta da alma, mas elas pareciam não ter alma. Os olhos vermelho vivo, como sangue que acaba de escorrer, tinham deixado um ar de aberração. Lembro de já ter visto essas características em algum lugar.
Minha avó me adorava contar historias de terror, e eu adorava ouvi-las, não perdia por nada. Ate que ela morreu quando eu tinha 14 anos.
Queria poder me lembrar...
~Hazel
Era isso, eu iria morder ele, mas antes, um teste e uma pergunta. O sinal bateu para o intervalo, eu estava morrendo de fome!
– você costuma comer nessas horas?
– as vezes não, mas não estou com fome, vamos encontrar alguém.
– Hazel, tem alguma idea?
– hum... – era a hora – vamos fazer um jogo ok? Leo, o que você não gosta na sua vida?
– bem, não gosto desse mundo. Os humanos não tem respeito.
– nem me fale – disse Lily baixinho
– e também não gosto de ficar em lugares lotados, as pessoas gostam de julgar um livro pela capa, ou uma pessoa pela aparência.
– Sim, e o que mais? Você tem receio de perder sua família?
– que família? – ele disse de cabeça baixa
– bem... – Lily começou a ajudar – você sabe guardar segredo? Um segredo que lhe custaria sua vida?
– minha vida – ele sorriu de canto – se estão perguntando se eu desejo mudar minha vida por completo. Uma reviravolta. Uma revolução? Mesmo que não seja o melhor, eu aceito
Peguei o braço dele e passei uma linha do punho até onde a veia não era mais vista a olho nu. Passei de leve, mas a linha do começo, no punho começou a sangrar.
– Ele é forte — disse Lily pegando no meu braço
– ainda não – soltei o braço dele e sorri
~Leo
Ok, aquilo estava ficando estranho mas quando ela sorriu percebi os dentes pontudos e lembrei das historias de vampiros que vovó me contava. E ao invéz de eu retribuir o sorriso, devo ter feito uma cara de assustado. Porque ela parou, fez uma cara emburrada e saiu.
– Baby... isso não foi boa Idea.
– minha cara de assustado?
– assustado? Tava mais para “morrendo inconcientemente de nojo e muito medo”. O melhor a fazer agora é esperar, uma hora ela aparece.
Nessa hora algumas garotas vieram perto da gente
– Ora Lily, achei que você fosse pegar os mais nerds, mas, infelizmente, você tem bom gosto... – as duas amiguinhas dela deram um sorriso de deboche
– é claro não sou como você! Eu tenho classe e não fico me oferecendo a todos os garotos.
– então, você admite que esta pegando o aluno novo.
Lily deu um tapa na cara dela, não foi um tapa de cinema, ela tinha uma força descomunal! Elas queriam se pegar mas as amigas da garota a seguraram e eu segurei Lily
A garota parou
– ele é forte... – ela sorriu
– devia ter deixado Lily te bater – disse soltando-a
– Lily! Você só arruma encrenca! Não posso te deixar sozinha um minuto! – ela estava com os olhos vermelhos de quem tinha chorado a pouco tempo
– a aberração estava chorando! – uma das amigas da garota gritou e assim se formou um grupo em volta da gente.
~Hazel
“Aberração”, o pior apelido que já me colocaram e o que mais as pessoas se lembram. Minha vontade era de sugar todo o sangue daquela garota até ela morrer! Ou até o sangue dela acabar. Já estava com fome mesmo.
~Lily
Os olhos de Hazel ficaram mais vermelhos e focados em Milena, os dentes cresceram e ficaram mais pontudos que nunca ela só precisava de um movimento, eu sabia que ela estava se controlando, por todos os problemas que ela havia passado com aquela gente, por ser branca e estranha.
Leo me olhou confuso, o que ela iria fazer?
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