Fuck You Granger- Dramione
17 Resolving Internal Conflicts
Notas iniciais
P.O.V Hermione Granger
( https://www.youtube.com/watch?v=2-MBfn8XjIU )
Tudo no que conseguia e queria pensar era na força em que fazia para correr. O ritmo da minha respiração, e eu nem mesmo me importava para onde estava indo. Não duvido nada de que tenha passado pelo mesmo corredor por no mínimo umas três vezes. Nada mais importava não neste momento. Tudo que eu queria era me afastar. Afastar-me da minha realidade, de meus pensamentos conturbados e confusos, dos meus sentimentos complexos e ao mesmo tempo extasiantes. Tudo o que queria era fugir. Fugir como nunca havia feito antes, apenas uma vez queria não ter de pensar em minhas responsabilidades ou no que estava deixando para trás e o que poderia vir a acontecer futuramente. Eu apenas queria poder voltar a ser criança, onde todos os meus medos eram afastados pelos simples afagos dos meus pais. Onde as coisas eram simples, onde minhas preocupações eram singelas e onde minhas únicas obrigações era puramente a diversão.
Lembro de quando recebi minha carta para Hogwarts. A felicidade dos meus pais e o orgulho por saberem que sua filha era especial, como eles sempre disseram. Minha ida ao Beco Diagonal, onde via e ouvia coisas e sons inimagináveis, onde pude sentir a mais pura e simples magia correndo por cada poro daquele lugar, a forma como a magia me encantava e me puxava para cada vez mais perto, a sagacidade em olhar para tudo e pegar em tudo. A mais pura alegria que uma criança poderia sentir ao conhecer algo totalmente e completamente desconhecido. Lembro-me da sensação e o que pensei ao tocar em minha varinha pela primeira vez, lembro de sentir um esquentar por todo o braço e sentir como se pela primeira vez em muito tempo eu estivesse finalmente e inteiramente completa. Como eu sabia de estar com os olhos brilhando ao ver pequenas faíscas verdes e vermelhas saindo da varinha, em como dançavam em frente aos meus olhos e pareciam se enrolar uma a outra, como se uma existisse apenas pela existência da outra. A sensação de poder e confiança que pude sentir, a forma em como aquele simples objeto de madeira se encaixava perfeitamente entre meus dedos e a forma de em o que aquilo poderia significar. Meu poder fluía... Eu me sentia livre. Sentia-me real.
Quando avistei o expresso de Hogwarts e toda sua magnitude e impotência, a forma como borboletas pareciam voar pelo meu estomago e minha ansiedade em ver e conhecer de tudo e a todos. A forma boba com que eu olhava para todos os lugares e todas as pessoas, e em como cada uma parecia expressar somente a mais completa alegria e esperança. Lembro de ver como o olhar de todos no recinto brilhavam apenas em olhar para aquele trem, em como os alunos pareciam prender a respiração para passar por sua entrada, e em como me senti quando foi a minha vez. Foi como se pela primeira vez em muito tempo eu estivesse exatamente onde deveria estar à constante sensação de prazer próprio e a alegria inegável em que eu sentia apenas em estar dentro daquele trem, onde internamente eu sabia que viriam coisas incríveis. Coisas pelas quais eu viria a sonhar e ate mesmo a lutar. Eu estava tão encantada com tudo que via tudo que sentia e tudo que ouvia que eu não podia sentir mais do que o puro êxtase.
A primeira vez que vi o castelo, eu me apaixonei de uma forma irrevogável. Tudo era tão lindo, e mais uma vez eu me senti sendo puxada em direção a esta magia, essa magia suave pura e simples. Lembro de passar pelas portar do salão principal pela primeira vez, e em notar o “céu” e em como lá parecia haver milhares de constelações. Lembro de quando chamaram meu nome para me dirigir a frente:
– Hermione Granger.
Meus pés foram de forma tímida para frente, eu podia sentir em como todos os alunos estavam com seus olhares cravados em minhas costas e antes de me sentar onde me era indicado soltei um grande fôlego. Foi quando eu o ouvi...
– Olá pequena Granger. — me saldou de forma gentil, assim que me sentei e o chapéu foi colocado sobre minha cabeça. Falando apenas em minha mente- Vejo que sabe o que deseja e o que pode fazer para alcança-ló. Você de fato será grande criança, nunca duvide disso. No momento você não será colocada onde deve, você deve aprender com eles para no futuro vir a ensinar os próximos. Sendo assim GRIFINÓRIA.
Pude ver todos os alunos naquela mesa especifica se colocar de pé e começarem a aplaudir e gritar. Quando me dirigi à mesa foi cumprimentada por todos a minha volta e pude me sentar com um sorriso feliz e esperar o próximo aluno a ser selecionado.
Todas essas memórias, todos esses momentos, todas as recordações apenas me fizeram chorar. Chorar por hoje saber que todos os dias a partir de minha chegada ao castelo haviam me enganado se aproveitado de mim e muitos tinham me ridicularizados. Naquele dia, no dia 1º de setembro, no dia em que cheguei ao castelo, eu deveria estar preparada para toda a revolução que aconteceria na minha vida a partir daquele dia, e de fato eu achei que estava, porem vendo hoje, a partir de outro ângulo e vendo tudo o que aconteceu a partir do meu primeiro ano, eu soube que não importa o quanto eu estivesse preparada, nada ia acontecer do jeito que eu esperava. Essa é a graça da vida, ela te surpreende.
Não posso me arrepender das decisões que tomei, ou de quem acabei por me tornar. E se eu pudesse de nada mudaria o passado, tudo o que aconteceu absolutamente tudo me levou a ser quem eu sou hoje, todas as decisões que eu encolhi me tornaram na pessoa que sou. E eu não poderia estar mais feliz comigo mesma.
É certo que houve tempos em que tudo o que eu queria era sumir. Como agora. E com toda essa confusão com o Malfoy eu pensei apenas no quanto eu sofreria, e no quanto eu ariscaria, e no que aconteceria a mim. Eu fui extremamente impulsiva e não o deixei falar, eu apenas fugi porque pensei que assim seria mais fácil. Mais fácil pra mim. Mas não foi. Não foi porque tudo que eu via e tudo o que eu pensava me levava apenas a mesma conclusão e a mesma pessoa de olhos tempestuosos.
Cansada de correr, eu me encostei à parede para buscar por ar, abaixei a cabeça e a coloquei sobre os joelhos, tampando assim meu rosto. Eu estava cansada de pensar, de fugir. Então tudo o que fiz foi tentar deixar minha mente em branco, me acalmar. E mesmo tentando não pensar em nada tudo me vinha a mente. Eu precisava vê-lo, precisava falar com ele. Eu precisava dele.
Levantei-me em um rompante e voltei a correr. Corri como nunca antes, e em direção ao nosso dormitório. Eu precisava que ele estivesse lá, ele tinha que estar lá.
Passei de modo afobado entre a passagem logo após dizer a senha ao quadro e corri em direção ao seu quarto. Quando estava preste a bater na porta a mesma se abre de uma maneira bruta e Malfoy acaba por cair em cima de mim.
Naquele momento tudo o que podia pensar era em como seu cheiro era delicioso, e em como seus cabelos revoltos caiam sobre seus olhos... Aqueles olhos. Sempre tempestuosos. Ele me ajudou a levantar e ficamos frente a frente, ainda sem nada a dizer.
Castanhos e azuis.
–Hermione?- Então antes que ele pudesse concluir uma frase completa, eu o beijei.
Fale com o autor