Fuck You Granger- Dramione
15 He was, he saved me
Notas iniciais
P.O.V Hermione Granger
Depois de realmente entender oque tinha acabado de acontecer, eu estava em choque.
Eu nunca, em todos esses anos tive coragem de dizer aos meninos tudo aquilo, na verdade nunca quis dizer aquilo, mas só o fato de ter expressado minha opinião, pelo menos uma vez, eu já me sentia diferente, eu estava diferente. E agora as coisas vão começar a mudar.
Depois do que pareceu serem apenas alguns segundos, tamanho o desvaneio em que eu me encontrava, eu cheguei as masmorras.
Pode até parecer estranho, mas pela primeira vez, desde que eu entrei neste castelo, eu me sentia bem naquele local. Certo. Com certeza isso é muito estranho. Eu ainda sou um Griffindor, e por mais que eu tenha mudado a minha forma de pensar perante os meninos, eu ainda continuava a mesma, certo ?!
Entrei na sala, e como sempre ela estava completamente abafada pelo calor das poções e escura pelas janelas cobertas. Me sentei no fundo, não queria chamar mais atenção do que havia chamado no desejum.
Quando todos os alunos finalmente chegaram eu tirei os olhos do livro que estava lendo e esperei a chegada do professor, e assim como eu todos estavam em silencio. Quando o professor passou pela porta, com a capa esvoaçando e arrastando pelo chão, não pude deixar de compara-lo a um morcego. Merlim ele é idêntico.
Apesar de todas as ofensas já proferidas por mim direcionadas ao Professor Snape, ele era o professor com quem eu mais me identificava e admirava. Com todo o seu jeito esnobe e rancoroso, ele era sem duvidas uma das pessoas mais inteligentes que eu já havia conhecido, e havia também o fato de saber que tudo aquilo era apenas uma mascara, uma mascara para esconder seu verdadeiro eu. Aquele ao quão eu também escondia, com medo de me ser negada a chance e um futuro perfeito, onde eu a “amiga do garoto que sobreviveu” era a sabe tudo correta.
Tenho de admitir que eu nada mais era do que aquilo que eles esperam de mim, eles queriam que eu fosse perfeita, então eu seria. Eles queriam que eu fosse delicada, então eu seria. Eles queriam que eu me sobressaísse sobre os outros, então era isso que eu faria.
Sai dos meus devaneios quando senti a incomoda sensação de ser observada. E eu estava certa. Quando levantei meus olhos do livro, já fechado, e olhei em volta percebi que todos, absolutamente todos, estavam me encarando. Esperando talvez outra explosão como a do Salão Principal.
De todos que me olhavam eu apenas me prendi a um único.
Eles eram cinzas.
Eram penetrantes.
E possuíam talvez algum brilho malicioso, como se estivesse satisfeito com algo.
Com um aceno de varinha do Professor, em direção a porta fazendo a mesma se fechar, ele capturou toda a nossa atenção.
_ Pois bem, creio que o espetáculo de hoje tenha sido agradável a todos, mas agora temos coisas mais importantes a fazer, como preparar a poção que vocês cabeças ocas não conseguem.- Olhei o professor quase que com ternura por desviar a atenção dos demais alunos para outra coisa. — As instruções estarão no quadro e em seus livros de poção avançada pagina 347. Comecem.
Após está ordem pude ouvir todos se mexendo para pegar seus livros e começar a poção.
Draught of Peace
Ingredientes:
Pedra da lua moída
2 gotas de xarope de Heléboro
Poção que tranquiliza a pessoa, tira a sua ansiedade e agitação. É bastante pedida nos N.O.M's. Porém se os ingredientes forem usados em excesso o efeito será de intenso sono por vezes irreversível.
Poção da Paz.
Apesar de parecer simples ela era bastante complicado e por deveras cansativa, seu aroma lhe dava uma sensação tão tranquilizadora que você se cansava apenas por respirar.
Após passar 4 horas seguidas nas aulas de poções, apenas quatro poções ficaram perfeitas, a minha, a do Malfoy e por incrível que pareça a dos gêmeos.
Os gêmeos voltaram para a escola após diversos apelos da Sra. Weasley e agora estão no sétimo ano, prestes a terminar a escola e focar apenas na loja, que acabaram de abrir.
Como eu estava em poções avançadas fazia está matéria junto com o sétimo e parece que Malfoy também. Quando saímos das masmorras fui direto para as estufas, hoje teríamos apenas um período de herbologia e logo depois vinha runas antigas e o almoço. E eu, como todos os alunos estávamos cansados devido a poção da paz.
~//~
Quando cheguei ao salão principal, ele ainda se encontrava no mesmo silencio de quando eu o deixei. Acho que ninguém esperava aquela reação de minha parte, afinal eu sempre aceitava a tudo que me era oferecido, apenas com um consentimento de que era assim que eu deveria agir.
Fiz o favor a mim mesma de me sentar o mais longe possível de Harry e Ronald, e como a manha inteira, eu passeio o almoço sem dizer uma única palavra.
Durante a tarde, todos os alunos do sexto e sétimo ano estavam em aulas vagas, coisa que acontece um dia a cada dois anos.
E como que para aproveitar o momento de relaxar eu fui ate a biblioteca. Apesar de toda a minha “mudança' eu ainda era apaixonada por livros e conhecimento, e nada me fascinava mais do que aprender coisas novas.
Assim que entrei na biblioteca a encontrei completamente vazia, como era o costume. Acenei para Madame Pince, que não estava la com um humor muito bom.
Fui em direção a ala de livros simbólicos. Eu sempre me senti muito intrigada em relação a símbolos, marcas e coisas do tipo, e depois de ter notado uma marcado atras do meu pescoço eu só me intriguei ainda mais com isso. Podia ser apenas uma marca irrelevante, mas mesmo assim eu queria entender oque era. POXA oque você pensaria se achasse uma marca completamente estranho no seu pescoço e não saiba como a conseguiu, mas sabia que ela não estava la na noite anterior.
Acabei por pegar dois livros, intitulados como “Dicionario de símbolos” “Símbolos malignos”, e passei a devorá-los....
Depois de horas e mais horas eu nao achei absolutamente nada nos livros, nada que se igualava a marca que agora eu carregava no pescoço e isso era simplesmente e terrivelmente frustaste.
Eu nao sabia oque fazer agora, queria achar o significado da marca mais sabia que nao encontraria nada na biblioteca, pelo menos não nesta parte... Foi ai que eu tive a ideia. A ideia nao era uma de minhas melhores mais devo dizer que era minha única chance de descobrir alguma coisa.
Eu iria invadir a sessão reservada.
Invasão.
Oque eu estava pensando eu nao sabia, só sabia que era a minha única pista, e eu precisava descobrir alguma coisa.
Como sabia de que de nada iria adiantar eu tentar entrar agora na S.R eu sai da biblioteca e fui para os jardins, meu outro local favorito além da Torre de astronomia. Eu sei que muitos casais iam lá para fazer “AQUILO”, mas eu nao me importava, pelo menos nao mais.
Acho que toda essa descoberta com os garotas fez minha perspectiva mudar, e nao apenas em relação a eles, mas a todos.
Era a ele a quem eu me referia, não podia me contro-lar.
Eu sempre achei que o falso era o verdadeiro, porque o contrario nao podia ser verdade?!
Eu sabia, mesmo que inconscientemente que todos os todos esses pensamentos que rodeiam o Malfoy de nada me ajudariam, mas eu nao podia mais me enganar. Eu estava intrigada.
Malfoy sempre foi a imagem aristocrata com toda sua arrogância e sua imagem impotente, e pensar nele agora, me defendendo e me “consolando”. Nada disso era oque eu imaginava quando pensava no outro. E agora tudo que eu podia sentir era uma curiosidade e um pouco de gratidão. É, gratidão.
~//~
Por incrível que parece hoje era o meu dia de monitorar o castela, e meu par seria o Malfoy.
Quando fui para salão da GrifSly o encontrei sentado no chão em frente a lareira, não sabia oque ele estava fazendo lá, mais nao seria eu a perguntar.
_Malfoy?- Ele pareceu levar um susto, provavelmente nao me ouviu chegar, e após o levantar de sua sobrancelha direita, um gesto mudo para que eu continuasse a falar- Precisamos fazer a vistoria antes do jantar e está quase na hora.
Ele apenas assentiu com a cabeça, como se tivesse se lembrado de algo. E ficou em pé, dizendo que já voltava.
Enquanto ele ia ate seu quarto eu me aproximei da lareira, e pude observar que tinha algumas fuligens ainda, provavelmente ele estava queimando alguns papeis, ou mandando uma mensagem. Apos esse pensamento eu me agachei mais próxima ao fogo, querendo olhar mais de perto.
Ainda tinha um papel que nao estava totalmente queimado então pude ler algumas coisas.
Não.... Granger.... Agora está segura.
Eu nao sabia oque aquilo significava, mas ele estava falando de mim.
Pude ouvi-lo descer as escadas, e com um discreto aceno de varinha o papel queimou totalmente.
Não me levem a mal, eu estava realmente agradecida por tudo que ele havia feito por mim, mas era estranho, a situação eu digo. Eu podia sentir como o ar estava tenso. Foi quando olhei em sua direção...
Ele estava lindo, com o cabelo quase branco caindo sobre os olhos cinzentos, e a boca vermelha demostrando um sorriso discreto, como se estivesse se lembrando de algo que lhe fazia bem. Lhe fazia sorrir. E nao podendo evitar eu acabei por sorrir em conjunto.
Foi quando ele levantou a cabeça e me olhou, foi um gesto rápido, rápido demais. Então eu ainda estava sorrindo como uma idiota e por perceber isso ele me lançou um sorriso ainda maior, com o canto da boca levantado dando um ar sarcástico, mas eu sabia que era verdadeiro, ele tinha um sorriso bipolar. Meu sorriso bipolar.
Quando percebi a onde meus pensamentos estavam, tratei logo de mudar seu rumo, abaixando a cabeça só para sentir minhas bochechas quentes. Eu sabia que estava corando, mas nao me importava.
Quando levantei a cabeça novamente ele ainda se encontrava do mesmo jeito, sorrindo pra mim.
_ Anh.. então, como você está?- ele parecia meio incerto de que aquelas palavras tinham saído mesmo de sua boca, mas acabei por dar de ombros e responder.
_Acho que bem, porque?- ele parecia pensar em uma resposta, oque levou apenas algumas minutos.
_ Bem, todos vimos a forma como você saiu do salão principal está manha, e depois você nao falou nada nas aulas, qual é, a sabe-tudo-Granger não tem nada a dizer numa intrigante aula de Runas antigas, isso é de se estranhar- Ao contrario do que eu pensei, ele nao disse isso de uma forma sarcástica e sim divertida. O que acabou por me fazer rir, mesmo a contra gosto. E por mais que a situação seja completamente estranha. Eu estava bem. Entretanto eu havia esquecido que hoje tivemos aulas demais em conjunto.
_ Você anda reparando muito em mim, não é mesmo Malfoy?!- lhe lancei um olhar sugestivo e ele arregalou os olhos, mas nao deixei que ele falasse e continuei- Mas nao se preocupe, eu estou bem, mesmo.
_ Okay...- pude ver a forma de como ele estava pensativo e antes que dissesse mais alguma coisa lhe informei.
_ Chegamos.- estávamos de frente a porta do salão principal, e esse fato fez com que eu me arrepiasse. Não, não era medo. Era uma ansiedade. Lhe lancei um sorriso e abri as portas num baque surdo, estávamos atrasados então todos já estavam sentados, mas mesmo com o silencio de nossa entrada todas as cabeças se viraram para nos.
Malfoy chamou minha atenção e a de todos ao dizer.
_ Até depois do jantar Granger- e me lançou o sorriso bipolar.
Mas após passar por mim sussurrou ao meu ouvido
“Cuidado com os Leões Granger, se quiser pode se juntar a serpentes.”
Eu gargalhei, serio. Estava parada em frente as portas do salão abertas e estava gargalhando como uma louca, quando olhei para o Malfoy novamente percebi que ele tentava disfarçar o riso. Mas a situação não deixava de ser engraçada, então lhe respondi com bom humor, ainda que só para que ele ouvisse.
“ Não se preocupe Malfoy, se algo acontecer eu corro para as serpentes, aposto que o Professor Snape adoraria afugentar meus medos.”
Dessa vez ele riu comigo. E esse era o único som do local, quando olhei em volta e percebi toda a atenção que estávamos chamando eu corei um pouco e dei um ultimo sorriso ao loiro antes de me virar e caminhar para os leões, eu só esperava nao ser o prato principal desse banquete.
Após as palavras habituais de Dumbledore, a mesa de encheu de comida, em um passe de mágica ( sentiram a ironia ?!).
Eu estava ao lado do Gêmeos,como no almoço, e eles com seu incrível humor negro me faziam gargalhar ainda mais. E eu não me importava, não me importava de estar chamando atenção, não me importava se deveria estar sofrendo agora, não me importava com nada. Não mais.
Quando o banquete acabou, Dumbledore decidiu dar um comunicado a todos.
_ Queridos alunos- começou com o mesmo sorriso de todos os outros anos- quero apenas dizer uma coisa a vocês, quero dize que apesar das coisas parecem difíceis agora é porque estamos passando por tempos terríveis e nada e nem ninguém deverá separar vocês e seus amigos e suas certezas- neste momento, ele olhava diretamente para mim, eu sabia oque ele estava fazendo, mas eu já tinhas outras opiniões e ele nem ninguém mudaria isso, eu teria minha vingança. Em resposta apenas levantei uma sobrancelha e lhe dirige um sorriso sarcástico, estava ficando boa nisso. E esperei ele terminar- com toda a guerra estourando fora desses portões vocês devem confiar ainda mais nos seus e lutar por seus ideias. Boa noite.
Quando ele terminou de falar observei que todos estavam emocionadas com suas palavras, todos menos a sonserina e por mais incrível que possa parecer os gêmeos, eles estavam com expressões serias, coisa que nunca acontecia. E antes que notassem eu desviei o olhar, me levantando logo em seguida e saindo da mesa. Com o meu movimento vi que todos recobrarem a consciência e começaram a fazer o mesmo.
Esperei Malfoy proximo a uma janela que ficava no final deste corredor, e ele, não demorou muito para me encontrar.
Durante todo o percurso de ida ate o sétimo andar permanecemos em silencio, não em um silencio estranho, mas convidativo e confortável.
Foi quando ele começou a cantar. E Merlim, ele continuava com a bela voz.
(http://www.youtube.com/watch?v=tea42XFGhPs )
Durante todo o percurso eu nao pude deixar de me emocionar, a voz dele fazia isso com a gente. Era como se ela conseguisse passar por todas as minhas bareiras que eu construi após a decepção com o Rony e me quebrar, só para depois voltar a me constriur de sua propria maneira. E eu gostava, era um gostar masoquista que mesmo me deixando emocionava fazia com eu sorrisse de verdade, não um sorriso de alegria e sim um sorriso sentido.
E em meio as lagrimas e o sorriso eu me dei conta, eu estava me apaixonando.
Me apaixonando pelo Malfoy.
Aquele garoto que foi meu pesadelo por anos.
E agora, em meio ao meu pesadelo real, era ele quem me salvava.
Estava apaixonada pelo garota que havia me humilhado durante todos os dias desde que eu havia chegado a escola.
Esse era também o mesmo garoto que havia me chamado de sangue-ruim pela primeira vez.
Era também o garoto que eu soquei no terceiro ano, esse pensamento me fez rir.
E principalmente, era o garoto que depois de todos esses anos, todas as humilhações e brigas, depois de absolutamente tudo. Ele era o garoto que havia me defendido e me estendido a mão quando meus amigos me deixaram cair.
Então eu me liguei.
Foi ele, foi ele que me contruiu denovo.
Com sua forma destrocida de se importa.
Sua forma estranha de demostrar.
Sua forma agradavel de confortar.
De me mostrar que nem tudo é oque parece.
Que depois de todos esses anos ele nao era quem eu pensava, que desse modo todas as minhas convicções estavam erradas.
Ele assim como sua musica, me destruiu... apenas para me contruir novamente, de sua propria forma.
E no final, no ultimo verso eu o olhei. Seus olhos brilhavam em minha direção, e eu entendi. Ele também havia se apaixonado
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