Notas iniciais
Oláaaaa

P.O.V Hermione Granger
Quando acordei a primeira coisa que fiz foi tomar um longo banho. Queria tentar relaxar e esquecer o que quase aconteceu ontem, se não fosse pelo Malfoy com certeza não estaria aqui. Coloquei as vestes da escola e fui em direção ao salão comunal, onde encontrei Rony, Harry, Gina e os gêmeos. Cumprimentei os gêmeos com um abraço apertado, Gina com um beijo e abraço assim como Harry e em Rony um beijo calmo e tímido, o que fez com que ficássemos vermelhos.
Fomos todos juntos ao Salão Principal, e não pude deixar de reparar nos olhares nervosos que a ruiva me direcionava, talvez ela pensasse que assim que eu visse a Cho contaria sobre o seu beijo com Harry.
Me sentei como na manha anterior, entre os garotos próximos a Gina e de frente para a mesa da Sonserina. Dumbledore nos saudou e desejou uma ótima manha, como sempre fazia. Sem esperar mais Rony atacou a comida de forma violenta e nojenta, como se fosse sua própria vida escapando entre seus dedos, lhe lancei um olhar enjoado e comecei a comer uma torrada e tomar suco de abóbora.
Quando senti um olhar sobre mim e levantei a cabeça para encara-lo, encontrei olhos extremamente cinza azulados e que parecia que podia encher o fundo da minha alma tamanha a intensidade direcionada a mim, e acabei por corar e abaixar a cabeça, mas não de ver seu sorriso debochado. Acho que Rony notou que estava vermelha, pois perguntou:
_ Você está bem Mione?- O ruivo perguntou logo depois de pegar minha mãe, então percebi que devia estar muito vermelho, pois se ele deixou de notar seu prato de comida para me perguntar se estava bem, a situação deve estar feia, e esse pensamento só fez com que eu ficasse mais vermelha.
_ É claro, por que não estaria?- Perguntei lhe encarando, e posso ter parecido grossa, mais é isso que faço quando fico na defensiva. Mas acho que o ruivo não notou, pois continuou com o assunto.
_Não sei, Você começou a ficar vermelha do nada logo depois abaixou a cabeça, achei que estivesse passando mal.- Ele me olhou diretamente nos olhos com um ar confuso, enquanto ainda segurava minhas mãos junto a suas, e essa sua atitude só me fez ver o quanto eu o amo, pois ele se preocupa comigo, todos se preocupam e eu aqui escondendo coisas deles. Mas de maneira alguma iria dizer que estava vermelha, pois estava encarando o Malfoy. Foi quando eu percebi que todos os nossos amigos próximos a nós e até o sonserino estavam me encarando, esperando uma resposta minha.
Essa percepção apenas me fez ficar mais vermelha e constrangida. Eu já disse que odeio o fato de corar por nada?!
Engoli em seco antes de responder- Estou sim Rony, não se preocupe... Mas vamos para a aula, para não corrermos o risco de nos atrasar- disse já me levantando e caminhando em direção a saída do salão indo para a sala de transfiguração onde teríamos aula com a Corvinal sem esperar uma resposta dos outros.
(...)
Quando a professora entrou na sala todos fizeram silêncio imediato, ninguém queria perder pontos com a Minerva diretora da casa da Grifinória, e nem os próprios grifinórios ousavam fazer qualquer barulho.
Eu estava sentada ao lado de Luna e outra garota da Corvinal que não me lembro do nome, Harry e Rony estavam em duas mesas à minha frente junto a Simas, Gina estava conosco, pois era um ano mais nova, e sua aula de agora era de História da Magia com o professor Binns.
Após uns 5 minutos de aula recebi um bilhete em origami no formato de um pássaro. Era de Harry.
" Mione, oque você tem? Está estranha e ansiosa "
H.P
Quando olhei para cima, encontrei o moreno de costas para mim, e como num filme trouxa lembrei-me do momento em que nos conhecemos, e em como nos tornamos amigos, eu queria, eu realmente queria dizer a verdade a Harry, porque para mim a verdade era tão besta e inocente, mas para ele, sabia que ficaria com raiva por um tempo por uma coisa tão idiota e impensada, Mas este era o Harry, o garoto que agia por impulso que não ligava para o que as pessoas falavam e que protegia seus amigos com unhas e dentes não importando para quem tivesse de mentir ou enganar. Esse era o Harry.
Mas eu não queria perder este Harry, este que convivi por seis longos e emocionantes anos, meu melhor amigo, meu irmão, e saber que eu escondia uma coisa tão infantil dessas eu sentia raiva, raiva de mim, por minhas atitudes impensadas... Para não piorar ainda mais a nossa situação resolvi dizer uma pequena mentira no bilhete.
" Harry, não tenho nada, apenas não dormi bem anoite “
H.G
Ele franziu o cenho ante a minha resposta monótona, e olhou para trás por cima dos ombros, encarando meus olhos, antes de virar novamente e responder ao bilhete.
" Vou acreditar em você Mione, mas não minta pra mim, você apesar de tudo é minha melhor amiga. Minha irmãzinha e eu só quero lhe ver bem."
H.P
Quando acabei de ler senti um peso enorme no peito, e me senti uma pessoa horrível por esconder algo tão sem importância do moreno. E quando eu ia responder ao bilhete, dizendo que estava mesmo bem, e que ele sempre seria meu irmão e melhor amigo a professora Minerva veio até a minha mesa e disse:
_ Interrompo algo Sr. Potter e Srta. Granger ?- Ela me olhou com um ar de censura por estarmos trocando bilhetes em sua aula. E antes de Harry começasse a falar eu já tinha começado:
_ Claro que não professora McGonogall, é que no café-da-manha eu não estava me sentindo bem, e Harry apenas queria se certificar de minha saúde. — disse enquanto escondia o bilhete entre as vestes. Não sei onde consegui mentir tão descaradamente, mas acho que ela acreditou, porque me olhou com preocupação e disse:
_Oh! Srta. Granger não acha melhor ir para a enfermaria, para saber se está bem?
Olhei nervosa na direção de Harry pedindo ajuda com o olhar, mas o moreno apenas deu de ombros numa expressão que entendi claramente como “Ah! porque você não vai? aproveita e sai desta aula chata! “... O olhei com censura e votei a olhar novamente para a professora que ainda me analisava, e eu pedi internamente a Merlin que me tirasse dessa enrascada.
_ Não se preocupe professora McGonogall eu já me sinto melhor. — Mas ela insistiu, falando que talvez fosse alguma coisa grave e que com a saúde não se brinca, que eu acabei aceitando para não prolongar o sermão.
Peguei minhas coisas, lancei um olhar raivoso ao Harry pela falta de ajuda e ele apenas riu. Sai da sala depois de ouvir um “melhoras” da professora Minerva.
Segui o caminho que levava até a enfermaria, encontrando uma porta de madeira rustica com tons escuros, com o símbolo de Hogwarts na porta, bati três vezes na mesma antes de entrar. Encontrando um amplo salão com diversas camas de hospitais, com uma cortina que separava casa espaço. Olhei de um lado ao outro tentando achar Madame Promfrey, que após alguns minutos vinha em minha direção com um olhar preocupado.
_Menina Granger, está tudo bem? — Ela se apressou em chegar até a mim e me conduzir a uma cama hospitalar, e antes mesmo que eu tivesse tempo de dizer que estou bem, que só vim como uma precaução ela começou a jogar feitiços de cura e de fortalecimento, sem que ao menos pudesse me explicar, quando acabou ela olhou para mim com um ar confuso e perguntou de forma doce:
_ Está tudo bem com a sua saúde Srta. Granger. Então o que a trouxe aqui ?
Resolvi contar a ela o mesmo que disse a professora Minerva, pois apesar de tudo ainda era péssima mentirosa.
_ Eu me senti mal durante o café-da-manha, quando fui a aula de transfiguração Harry me mandou um bilhete perguntando se eu já estava bem, a professora Minerva viu e veio em minha direção saber o por quê de estarmos trocando bilhetes em sua sala de aula, e eu lhe expliquei a história sobre meu mal estar, ela decidiu que deveria ser melhor eu vir aqui para saber se estava tudo bem e se não era algo grave.- Quando terminei ela me olhou com um ar de entendimento e me deu mais algumas poções, dizendo que isso amenizaria alguns feitiços de cura, se desculpou por não perguntar antes o que eu tinha e disse que agir assim era ócios do oficio e disse que deveria ficar lá até a hora do Almoço.
(...)
Quando sai da enfermaria depois de várias recomendações de Madame Promfrey sobre minha alimentação e os cuidados que deveria ter, como não ficar em lugares fechados por muito tempo, não passar perto de certas ervas, sair um pouco da biblioteca.
Os corredores do castelo estavam totalmente vazios, então logo deduzi que já estava atrasada para o almoço.
Apressei o passo para não correr o risco de chegar ao final do banquete. Quando cheguei ao corredor que dava para o salão principal decide diminuir o ritmo e ajeitar o cabelo e vestes. Parando enfrente a porta de mogno preto com o símbolo de Hogwarts encravado na mesma. É impressão minha ou agora quase todas as portas do castelo tinha este símbolo?!
Quando abri as imensas portas que davam para o Salão Principal todas as conversas cessaram e as cabeças se viraram em minha direção querendo saber quem estava entrando. Varri os olhos nas quatro mesas dispostas no meio do salão e parei os olhos na mesa da Sonserina onde encontrei os brilhantes e inexpressivos olhos cinza azulados do loiro, que apenas sorriu debochado ao me ver ficar vermelha e abaixar a cabeça, muito vermelha por todos os olhares direcionados a mim, Caminhei de cabeça baixa até a mesa da Grifinória ainda sentindo os olhos do loiro cravarem em minhas costas, e me sentei como em todos os outros dias. Logo voltei minha atenção a Dumbledore que terminava seu discurso, e me pus a comer.
No final do banquete, depois de servidas as sobremesas o diretor Dumbledore novamente ficou de frente para as quatro mesas e dirigiu seu olhar para a mesa da Grifinória e depois para a Sonserina, lançando um olhar nervoso mas quase imperceptível para a professora Minerva, que apenas lhe lançou um meio sorriso.
_Caros alunos...- Começou o diretor- Tenho a honra de nomear os Monitores deste ano. Da Corvinal, Luna Lovegood- O salão se encheu de palmas- Da Lufa-Lufa, Justino Finch-Fletchley- Novamente o salão se encheu de palmas — Da Grifinória- Nesta hora meu coração deu um solavanco, esse era meu grande sonho desde que cheguei a Hogwarts. Olhei com expectativa para Dumbledore que me lançou um sorriso bondoso, mas seu olhar era de preocupação- Hermione Granger.- Todos os meu amigos urraram de entusiasmo e me abraçaram, os gêmeos assobiaram e me parabenizaram, Rony me deu um beijo casto, o que já fez com que ficássemos vermelhos. — E por último, mas não menos importante. Da Sonserina, Draco Malfoy.- Malfoy sorriu superior enquanto o salão se preenchia com palmas novamente.
Seu olhar se encontrou com o meu e por alguma razão sua intensidade não fazia com que eu fosse capaz de desviar, seu olhos extremamente cinzas me encaravam com profunda volúpia...Ficamos um tempo nesta conexão até que o próprio acabou por desviar, e eu olhei novamente para Dumbledore que voltava a dar seu pronunciamento.- Após todos as aulas da tarde, convidado os quatro monitores a se dirigirem a minha sala.
(....)
No final das aulas, como pedido fui em direção a gárgula que levava em direção a sala de Dumbledore, com Harry e Rony trocando olhares nervosos a cada minuto, aquilo já estava começando a me irritar, e já estava pronta para perguntar o porquê dos olhares quando uma voz me surpreendeu.
_ Senha, por favor ? — A gárgula se pronunciou, me assustando.
_ Alcaçuz mágico. — Respondi depois de alguns minutos.
Me despedi dos garotos, que continuavam com os olhares nervosos como se algo os preocupa-se. Dei um beijo suave e calmo nos lábios do ruivo e um abraço apertado no moreno lhe sussurrando ao ouvido:
_Está tudo bem Harry, não se preocupe tanto- O moreno apenas me apertou mais forte e quando nos afastamos ele tinha um fraco sorriso.
Me virei caminhando em direção as escadas que me levariam até a sala do diretor.
Chegando lá bati na porta, poucos segundos depois, Minerva me recebeu. Quando entrei reparei que todos os outros monitores já estavam lá e que o único lugar vago era ao lado do Malfoy, onde me sentei rapidamente não querendo atrasar mais a reunião.
Ao contrario do que pensei, foi a professora McGonogall que começou a falar. — Muito bem alunos, vocês foram escolhidos pelos diretores de suas casas devido ao excelente comportamento ante a escola e seus deveres como alunos. Ser monitor de sua casa é uma grande honra e espero que saibam reconciliar ela e suas responsabilidades perante a escola, estamos entendidos? — Perguntou após o discurso, encarando todos diretamente nos olhos.
_Sim professora McGonogall- Respondemos Juntos.
_ Ótimo- ela exclamou feliz ante a nossa responta- Agora vamos dividir vocês em duplas e cada dupla terá um salão comunal. — Antes que pudesse me repreender já me encontrava com a mão levantada. — Sim Srta.Granger?
_ Me desculpe professora, mas os monitores não devem ficar juntos? Digo, nos outros anos de Hogwarts não tivera a separação dos monitores.
_ Sim Srta. Granger vocês deveriam dividir o salão dos monitores, mas levando em conta a grande rivalidade entre as casa que apenas piorou este ano decidimos juntar Corvinal e Lufa-Lufa em um salão próprio e Grifinória e Sonserina em outro.
_ O QUE?! — Eu e Malfoy exclamamos juntos. Olha não é porque eu e ele dividimos uma cabine que vou perdoar a fuinha loira por todos os anos de grande humilhação. Ele foi legal sim quando me salvou e não tem me xingado desde que chegamos a Hogwarts, mas isso não muda o que ele fez no passado.
_Sim Sr. Malfoy e Srta. Granger, vocês tem algo contra as minhas decisões? — Ela nos olhou de uma maneira tão mortal que fez com que sem percebesse eu me encolhesse de medo por sua atitude, mas respondi firme:
_ Não senhora, apenas nos pegaram de surpresa- Malfoy me lançou um olhar raivoso por estar respondendo por ele, mas eu apenas me limitei a ignora-lo.
_Ótimo. Monitores me sigam para que eu possa lhes mostrar o caminha até seu salão. — Enquanto saímos olhei por cima do ombro, encontrando Dumbledore com uma expressão nervosa e ansiosa. Franzi o cenho ante ao que acabara de ver, mas por fim decide ignorar e seguir a professora Minerva e os alunos até os salões.
Fomos primeiro ao salão da Lufa-Lufa com a Corvinal que se encontrava no terceiro andar. A porta era perto da sala de troféus, mas especificamente num quadro com o desenho do troféu das casas. Para poder entrar você tinha que dizer quem foi a última casa que ganhou o troféu e fazer o contorno de sua primeira letra com a varinha no topo da taça.
Depois de deixarmos os alunos lá subimos para o sexto andar. A passagem para o nosso salão também era um quadro, mas diferente do anterior este tinha a pintura de uma cobra e um leão entrelaçados, nossa senha era “Couro de Trestálio"
McGonogall se despediu se nós e disse que nossas coisas já haviam sido trazidas pelos elfos. Observei a professora se distanciando e virando o corredor provavelmente indo em direção aos seus aposentos.
Encarei Malfoy por alguns minutos, antes de perceber o que eu estava fazendo e me recriminando mentalmente. Olhei para o quadro e pronunciei a senha:
_Couro de trestálio- Quando o mesmo se abriu entrei rapidamente no salão, e me dirigi ao seu centro só então olhando em volta. E quando o fiz fiquei deslumbrada com tamanha beleza, e a única coisa que saiu de meus lábios nem fora uma frase coerente.
_ Merlim!- Quando varri meus olhos pelo local novamente as imagens que vi me deixavam cada vez mais deslumbrada.
O salão era grande e espaçoso, as cores em suas paredes variavam do vermelho ao verde, com pequenos mais perceptíveis detalhes em dourado e prata, no centro do salão ao lado de uma pequena estante se encontrava 3 sofás e 2 poltronas que se destacavam com seu couro lustroso e brilhante dispostas perfeitamente alinhadas, perto da porta por onde estramos haviam 2 enormes estantes recheadas dos mais variados livros que não possuía na biblioteca e eu simplesmente babei neles, posso até apostar que meus olhos brilharam tamanha a minha felicidade. Escutei um risinho abafado mais tratei de ignorá-lo, quando voltei minha atenção novamente ao centro meus olhos pousaram na enorme lareira disposta em frente ao sofá. Suas chamas eram tons variantes de vermelho e amarelo.
Apesar de parecer estúpido observar as chamas, isso sempre me acalmava, ver como elas se movimentavam e se mesclavam umas as outras era fantástico, e devo dizer que as observar fazia com que eu me sentisse eu mesma. Fazia com que eu me sentisse viva.
Ver os movimentos sincronizados delas e observa-las, fazia com que eu me sentisse eu mesma. E não a garota que precisava provar algo ao mundo, não a melhor amiga do eleito, não a rata de biblioteca,não a garota mais inteligente de Hogwarts, não a garota que se escondia atrás de cabelos armados e enormes livros sobre magia. Aquela era apenas uma máscara. Uma máscara onde eu própria me aprisionei

P.O.V Draco Malfoy


Meu despertador tocou e rapidamente o desliguei. Olhei para os lados e Blásio e Theo ainda dormiam, pelo menos hoje acordei antes deles.

Sentei na cama ainda coberto pelo cobertor verde, joguei o cabelo para trás como de costume, e peguei o livro A Arte da Magia das Trevas, o pesado livro encapado a couro com duas grandes fivelas de metal banhado à ouro, num formato tribal , com um cadeado mágico, peguei a varinha e sibilei as palavras para abri-lo:
_Art Tenebrarum Renati
Com um estalo o livro se abriu e mostrou antigas páginas em tom sépia, escrito perfeitamente à mão, em ótimo estado, oque me impressionou demais. Achei o livro na Biblioteca Secreta da mansão Malfoy, estava em uma ala secreta, pesquisei em diversos outros livros e até estudei latim para poder destrancá-lo.
Lá estava o Desipiens, e vários outros feitiços e teorias sobre a arte das trevas, mas deixei o livro de lado e observei o relógio, 7:43, fechei o livro e sibilei as palavras para tranca-lo:
_Retro in Ténebris – ao fim da frase, o livro se fecha rapidamente um fecho de luz negro vaza das folhas quando elas se encontram, produzindo um estalo.
Resolvo deixar os meus colegas de quarto dormirem, vou ao banheiro, escovo os dentes lentamente, tomo um longo banho na banheira com vários cubos de Sal de Ervas.
Lembro-me de uma antiga matéria jornalística trouxa que falava que a droga Sal de Banho, um conjunto de substâncias alucinógenas, juntamente com a droga trouxa Cocaína, poderia trazer o usuário à loucura, transformando-o em um “morto-vivo”, em um dos casos, o morto-vivo devorou o rosto de um morador de rua, e a droga deixava o usuário sem a percepção de dor. Deixei esses pensamentos curiosos de lado e sai da banheira.
Quando sai, Blásio e Theo já estavam acordados e se arrumando para a aula.
_Bom dia – dizem os dois em uníssono
_Bom dia – digo sem muito animo – Qual a primeira aula?
_Trato de Criaturas Mágicas – diz Theo – Com o Hagrid
_Maldito seja aquele gordo barbudo – praguejo em baixo tom.
Sento-me na cama e espero os dois ficarem prontos, quando ficam, já é 8:20, saímos as pressas para não nos atrasarmos para o café-da-manha.
Sento-me na mesa e começo a conversar sobre assuntos aleatórios de magia, e zombamos de uns alunos “esquisitos” de outras casas, principalmente da Grifinória.
Vejo Granger chegar, e disfarçadamente desvio-me da conversa e lanço lhe um sorriso tímido, eu tento, mas não consigo resistir à morena. Ela me lança um pequeno sorriso e cora, abaixa a cabeça e segue para a mesa da Grifinória. Continuando olhando ela até que ela se senta e começa a conversar com os ratos da Grifinória.
Dumbledore da os mesmos recados de sempre e sigo com o café em silêncio.
~~XX~~
Chego aos campos de Hogwarts, próximo à Floresta Proibida e ao Estádio de Quadribol, logo em seguida avisto o gordo e barbudo Hagrid, ao lado de sua pequena casa, com o campo de aboboras a lado.
Ele não é uma pessoa ruim, pelo contrário, mas ele sempre implica com minhas habilidades natas no Trato de Criaturas Mágicas, então não gosto muito dele.
Ele começa a passar um texto sobre os Grifos:
Grifo é uma criatura lendária com cabeça e asas de águia,sua cabeça se assemelha muito com a águia Americana e corpo de leão. Fazia seu ninho em bolcacas, nome usado para o ninho do grifo conforme a mitologia grega) e punha ovos de ouro sobre ninhos também de ouro. Outros ovos são frequentemente descritos como sendo de ágata.
Anoto tudo em minha pequena agenda de couro negro e logo começamos à parte teórica.
Do campo de abóboras, sai um grande grifo branco, que olha desconfiado para todos os alunos, mas Hagrid o acalma.
Ele separa os alunos em ordem para testar a montaria no hipogrifo, e eu fico sendo um dos últimos. Alguns alunos se saem bem, outros caem, e outros se saem mal, assim como eu.
Olhei para o grifo com um olhar desconfiado, e ele percebe e bate as patas no chão histericamente, mas logo se acalma, tento subir em seu cangote, mas ele da um solavanco o qual me joga para trás e por instinto agarro o seu rabo de leão, e ele alça voo.
Sinto-me subindo rapidamente e vários alunos rindo e apontando para mim, que vergonha.
Tento subir em suas costas, mas quando agarro o seu couro, a criatura da uma guinada brusca, e solto, ficando com apenas uma mão em seu rabo, do qual a criatura tentava libertar de minhas mãos. Tento novamente e consigo segurar no couro peludo do grifo.
Puxo com força, e o grifo da solta um som semelhante ao de uma galinha e ao de um cavalo, mas quando monto nele, ele se acalma. Sinto o vento batendo forte em meu rosto e minhas vestes esvoaçando enquanto o hipogrifo dá uma volta pelo Castelo e sobrevoa o Campo de Quadribol. Olho para baixo e vejo vários alunos surpresos e alguns batendo palmas e comentando ansiosos o meu feito, senti-me superior por um instante, soltei um sorriso triunfal e acenei... Quando de repente caio.
...
Agora sim sinto o vento batendo forte, sinto um frio na barriga tremendo e começo a soltar um grito alto o suficiente para os alunos no castelo me ouvirem. Chego a 10 metros do chão quando um aluno grita
_Aresto Momentum – sinto o fecho de luz verde me acertando e caio lentamente no canteiro de abóboras.
O feitiço faz efeito, porém quando caio ainda sinto uma pontada de dor pelo impacto, mas isso não foi a pior parte, quando me dou conta, estou com a cabeça e parte do tronco enterrado numa grande abóbora. Alguns alunos riem, outros demonstram preocupação, mas em geral risos. Hagrid vem me ajudar
_Está tudo bem com você Malfoy? – diz ele com a voz abafada por causa de sua enorme barba – Deixe-me ajuda-lo.
_Eu estou bem. – digo em resposta – mas você pode me ajudar?
Após isso ele solta um sorriso e pega minha mão, sinto seus pesados braços me puxarem de forma suave. Olho para o lado e vejo o grifo bicar suavemente as costas e tentando alcançar a calda, ele me olha assustado e lhe devolvo um olhar de ódio. Por que me odeia tanto?
Limpo as vestes com a mão, e entro para a casa de Hagrid quando o barbudo me da uma toalha para eu tirar a abóbora grudenta e pastosa do rosto.
Devido à uma dor nas costelas, sou liberado das próximas aulas, mas Madame Pomfrey disse que isso duraria apenas um dia, pois a recuperação seria rápida com seus feitiços, e que era apenas o impacto.
...
Passo o resto do dia no meu dormitório estudando Poções e Adivinhação, com os livros Poções e seus Segredos e O Oráculo dos Sonhos.
Quando me interessei por uma poção, a poção do “Morto-Vivo”.
Poção do Morto-Vivo
Essa é uma poção muito poderosa, que faz a pessoa adormecer por muitas horas. Ela tem o nome de poção "do Morto Vivo", pois a pessoa que tomá-la, fica tão sonolenta que parece mesmo um morto vivo e não consegue fazer nada, o máximo a ser realiza por essa pessoa é falar durante o sono e pensar que tudo que se passa no sonho seja realidade.
Ingredientes
• Losna
• Raízes de valeriana
• Raiz de asfodelo em pó
• Vagem suporífera
Modo de preparo
Picar raízes de valeriana e botar no caldeirão, após isso ela deve apresentar-se lisa e cor de grosélha, o ideal. Depois de feito, deve-se cortar a vagem suporífera (amassar com uma faca de prata, como o Princípe Mestiço diz) e botar no caldeirão. Agora mexa no sentido anti-horário (no livro, o príncipe mestiço aconselha para que a cada 7 voltas no sentido anti-horário, de uma no sentido horário, pois faz deixar a poção pronta mais rápido, poupa o tempo do bruxo que a for preparar), que resulta em uma poção violeta. Adicionar a raiz de asfodelo em pó e a infusão de losna
Observações
Se essa poção for muito ingerida pode causar a meia morte, ou seja: a pessoa que bebe-la em abundância torna-se um morto-vivo, pois é induzida em sono eterno.

Terminei de ler e fechei o livro, porque Theo e Blásio chegaram para me chamar para a última refeição do dia.
...
Chego no Salão Comunal e percebo alguns risos por causa da minha inesperada queda hoje, mas ignoro e me sento.
Logo entra Granger, bem atrasada, e todo mundo olha para ela, e vejo-a corar, e sair rapidamente para a mesa da Grifinória, mas antes lhe lanço um sorriso.
Dumbledore começa em seu tom de voz calmo e alto:
_Caros alunos... — Começou o diretor- Tenho a honra de nomear os Monitores deste ano. Da Corvinal, Luna Lovegood- O salão se encheu de palmas- Da Lufa-Lufa, Justino Finch-Fletchley- Novamente o salão se encheu de palmas — Da Grifinória- disse o diretor com uma voz em tom de suspense — Hermione Granger.
O salão se encheu de palmas de ambas as casas, exceto a Sonserina, mas começo a bater palmas e alguns de meus amigos vão ao embalo.
_ E por último, mas não menos importante. Da Sonserina, Draco Malfoy. – disse por último.
Senti um calor aflorar em mim, não tenho certeza, mas devia ser emoção, vários aplausos e gritos foram declarados à mim e sorri triunfante novamente.
– Após todas as aulas da tarde, convido os quatro monitores a se dirigirem a minha sala.

...

No final das aulas, como pedido fui em direção à gárgula que levava em direção a sala de Dumbledore, segui em silêncio pelos corredores, quando encontro a gárgula.
_ Senha, por favor ? — A gárgula se pronunciou.
_ Alcaçuz mágico. – Respondi assiduamente.

Subi as escadarias de mármore com uma face de espanto, a sala era incrível, com vários artefatos esquisitos bruxos, e uma decoração incrível.
Chegando lá bati na porta, poucos segundos depois, Minerva me recebeu. Estavam lá Luna e Justino, faltava a Granger, me sentei e esperei calmamente a garota.
Quando a Granger entrou, encarei-a e soltei um leve sorriso que apenas ela percebeu, ela se sentou ao meu lado, o único lugar disponível na verdade.
Minerva se pronunciou antes de Dumbledore:
– Muito bem alunos, vocês foram escolhidos pelos diretores de suas casas devido ao excelente comportamento ante a escola e seus deveres como alunos. Ser monitor de sua casa é uma grande honra e espero que saibam reconciliar ela e suas responsabilidades perante a escola, estamos entendidos? — Perguntou após o discurso, encarando todos diretamente nos olhos.
_Sim professora McGonogall- Respondemos Juntos.
_ Ótimo- ela exclamou feliz ante a nossa resposta- Agora vamos dividir vocês em duplas e cada dupla terá um salão comunal. – Granger levantou a mão rapidamente. — Sim Srta.Granger?
_ Me desculpe professora, mas os monitores não devem ficar juntos? Digo, nos outros anos de Hogwarts não tivera a separação dos monitores.
_ Sim Srta. Granger vocês deveriam dividir o salão dos monitores, mas levando em conta a grande rivalidade entre as casa que apenas piorou este ano decidimos juntar Corvinal e Lufa-Lufa em um salão próprio e Grifinória e Sonserina em outro.
_ O QUE?! — Eu e Granger exclamamos juntos. _Sim Sr. Malfoy e Srta. Granger, vocês tem algo contra as minhas decisões? — Ela nos olhou de uma maneira tão mortal, porém me manti inalterado e encarando a Diretora. Granger encolheu um pouco, mas disse corajosamente:
_ Não senhora, apenas nos pegaram de surpresa – apóis isso mandei a garota oum olhar de ódio, porém, para aumentar meu ódio, a maldita me ignorou.
_Ótimo. Monitores me sigam para que eu possa lhes mostrar o caminha até seu salão. – e saímos de sala todos juntos.
Fomos primeiro ao salão da Lufa-Lufa com a Corvinal que se encontrava no terceiro andar. A porta era perto da sala de troféus, mas especificamente num quadro com o desenho do troféu das casas. Para poder entrar você tinha que dizer quem foi a última casa que ganhou o troféu e fazer o contorno de sua primeira letra com a varinha no topo da taça.
Depois de deixarmos os alunos lá subimos para o sexto andar. A passagem para o nosso salão também era um quadro, mas diferente do anterior este tinha a pintura de uma cobra e um leão entrelaçados, nossa senha era “Couro de Trestálio"
McGonogall se despediu se nós e disse que nossas coisas já haviam sido trazidas pelos elfos. Observei a professora se distanciando e virando o corredor provavelmente indo em direção aos seus aposentos.
Granger me encarou, mas continuei em silêncio pois ainda estava bravo com a garota. Logo ela se pronunciou:
_Couro de trestálio- disse e entrou rapidamente antes que eu pudesse acompanha-la. Quando chegou ao centro exclamou em voz alta.
_ Merlim!- e ficou em silêncio analisando o Salão.
O salão era grande e espaçoso, as cores em suas paredes variavam do vermelho ao verde, com pequenos mais perceptíveis detalhes em dourado e prata, no centro do salão ao lado de uma pequena estante se encontrava três sofás e duas poltronas que se destacavam com seu couro lustroso e brilhante dispostas perfeitamente alinhadas, perto da porta por onde estramos havia duas enormes estantes recheadas de livros esquisitos. Soltei um riso que logo tive de conter quando vi a expressão da garota quando viu a estante. Ao centro, oque mais me chamou a atenção era a enorme lareira em frente à lareira, que brilhava intensamente, não parecia uma chama comum, mas sim mágica, porém, não tão encantadora quanto as chamas verdes da Sonserina.
Granger não se pronunciou mais, e passei ao lado da garota indo em direção ao meu quarto, o qual não achei de imediato, e ela nem ao menos percebeu, estava absorta em pensamentos.
Achei uma grande porta de madeira entalhada com o brasão de Hogwarts num tom mais escuro que a porta, com uma grande maçaneta de metal.
Abri a porta e fiquei impressionado com a decoração do meu quarto. Uma cama de casal com lençóis vermelhos com detalhes verde-escuro ao centro do quarto, cercando a cama, uma estante em espiral cercava a cama, ao lado estava uma enorme escrivaninha de mogno com vários pergaminhos e penas, com tinteiros de diversas cores. Havia também uma pequena estufa com vários ingredientes para poções vários recipientes e um destilador se encontravam na mesa com pés de metal ao lado. Ao lado esquerdo do quarto, um banheiro com uma banheira e a maior diversidade de sais de banho que jamais pude imaginar, fiquei espantado e feliz ao mesmo tempo com tamanha diversidade e abri um enorme sorriso, despi-me e entrei rapidamente na banheira que se encheu de água morna rapidamente, e fiquei absorto em meus pensamentos como Granger. Ao lado notei um quadro de quase 1 metro e largura e uns 60 centímetros de largura, que representava Hogwarts, sim, o castelo, a Floresta Proibida e o Campo de Quadribol, mas oque me impressionou não foi a perfeição do quadro e sim, que ele se mexia ao vento, e percebi perto da Floresta, a casa de Hagrid, e o barbudo cuidando do Grifo... O quadro mostrava Hogwarts e seu exterior em tempo real.

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Notas finais
Beijuus.