- Sweet About Me

1 - a shoot of love


Notas iniciais
• Presente para a Jujubinha *-* [Jiyuu], que faz niver hoje e comemora os seus 17 aninhos *--*. Te amo bebei 3> Ps; Brigada Tia Jib por ter betado ela no começo e pela paciencia *-*

Saí do palco feliz. Havia dado o melhor de mim e ninguém poderia dizer o oposto.

Caminhei até nosso camarim e o procurei com os olhos.

O vi sentado no sofá de cabeça baixa tentando recuperar o fôlego, seus cabelos loiros bagunçados e suados.

Simplesmente perfeito.

Olhei em volta e constatei que não havia mais nada nem ninguém por perto que pudesse nos atrapalhar.

Com calma e sem fazer barulho caminhei e sentei ao seu lado, passando minha mão por sua nuca.

Ele se assustou e levantou o olhar, sorrindo em seguida.

- Você me assustou, baixinho.

Eu sorri.

- Desculpa, não era minha intenção.

Ele negou com a cabeça e se ajeitou melhor no sofá.

- Vem cá. – Disse passando o braço por minhas costas e me colocando sentado de lado sobre seu colo.

Passei meus braços por seu pescoço e o beijei.

Já tinha ouvido sermões horríveis por causa de nossos beijos escondidos no camarim.

“O dia que forem pegos por alguma fã e ela tirar uma foto e espalhar mundo a fora, vocês param.” Era o que nosso empresário mais nos dizia.

Mas eu estava pouco me lixando. Se eu podia, eu fazia e era isso que me importava.

Apartei o beijo, dando três selinhos seguidos em seus lábios rosados.

Ele sorriu e me abraçou apertado, descansado sua cabeça em meu ombro.

Ouvimos passos corridos e logo vozes animadas entravam pelo camarim.

Mas nós não nos separamos. Continuamos na mesma posição até que algum staff avisou que a vã já estava nos esperando.

Só daí nós nos separamos, levantamos e fomos até a vã.

Ele se sentou e logo me colocou sobre seu colo de novo, repetindo a mesma posição de alguns minutos atrás, porém, dessa vez, era a minha cabeça que era apoiada em seu ombro.

Fechei meus olhos, sentindo o sono chegar. Me deixei levar.

Acordei com um barulho forte de porta batendo e uma mão massageando meus cabelos.

- Taka, amor, a gente já chegou. – Ele sussurrou com calma em meu ouvido.

Abri os olhos encarando a poltrona cinza, levantei o rosto e notei que todos já estavam saindo.

Olhei cansado pra Aki e me levantei, o sono era tanto que eu não conseguia andar sem fechar os olhos.

Saímos da vã e entramos no saguão grande e dourado do hotel.

Em menos de segundos Uke veio com os cartões magnéticos na mão.

- Yuu, o seu quarto é o 169. – Disse entregando o cartão ao moreno. – Uruha, o seu o 170, o meu é o 171 e Ruki e Reita, o de vocês é o 172.

Entregou nosso cartão e em seguida senti os braços dele me rodeando.

- Vamos antes que você durma aqui em pé mesmo. – Disse, me empurrando com calma para o que eu pensei ser o caminho do elevador.

Eu dei uma risada leve, fechando os olhos por alguns segundos.

Ouvi a porta de metal se abrir e abri os olhos, ainda sendo empurrado por ele.

Entrei e me encostei entre a parede e seu corpo, fechando os olhos e sentido o elevador subir.

Não demorou muito e o elevador abriu de novo, Aki me empurrando com calma.

Me soltei dele e comecei a procurar nosso quarto, que felizmente era o último do corredor.

Coloquei o cartão magnético na frente do detector e a porta se abriu.

Entrei e comecei a tirar minha roupa, precisava tomar um banho e dormir durante um dia inteiro.

Ouvi sua risada calma e sorri enquanto entrava no banheiro.

- Eu vou descer um pouco e ir no bar, você quer alguma coisa?

- Só que você não demore.

- Tudo bem.

Ouvi o barulho da porta e entrei no Box, ligando o chuveiro na temperatura mais quente possível.

Senti a água bater contra minha pele e novamente fechei os olhos, encostando o corpo no azulejo gelado.

Lavei meu cabelo e o corpo e saí, me sequei, enrolei a toalha na cintura e fui até nossas malas que estavam no chão do quarto.

Abri a minha mala vermelha e peguei minha nécessaire, voltei para o banheiro e coloquei ela em cima da pia.

Peguei algodão e o removedor e tirei os resquícios da maquiagem do show.

Fechei tudo e coloquei de volta na mala, pegando uma calça de moletom, uma regata, ambas velhas e uma boxer.

Joguei a toalha em uma poltrona e apaguei as luzes do banheiro.

Me joguei na cama e encarei o teto, me virei e encarei o relógio na parede.

Já havia passado uma hora desde que eu havia entrado no banho, Aki estava demorando e muito.

Com isso na cabeça me levantei e vesti um casaco que cobria minha roupa velha.

Sai do quarto e fui até o elevador, desci e andei até o bar.

Meu queixo foi parar no chão. Akira estava conversando com uma vadia ruiva que sorria falsamente e olhava maliciosamente pra ele.

Senti meu sangue borbulhar e ferver, aquilo não ia ficar daquele jeito.

Caminhei batendo os pés fortes no chão até a mesa dos dois e parei cruzando os braços.

Ele parou de falar e olhou pra mim, assustado e meio pálido.

- Pequeno, você me assustou. – Disse, tentando manter a calma.

- Era a minha intenção. – Disse, quase raivoso quase soltando espuma pela boca. – Quem é a sua amiguinha?!

- Ah! Essa é uma velha amiga, o nome dela é Ju – Ele disse tentando sorrir.

- Jura?! Que estranho, pois até aonde eu me lembre você não tem amigos aqui, hein Aki. Porque você NUNCA vem pra essa cidade se não for conosco pra algum show.

A menina, a essa altura, pouco me importava, queria que fosse pro inferno.

Ele ainda tentou argumentar, mas eu não prestei atenção, simplesmente saí dali e fui até o elevador.

Entre no maldito e apertei o botão do segundo andar, logo ele já estava no mesmo e a porta se abria.

Eu saí com calma e fui até o quarto, passei o cartão e entrei.

Quando estava quase chegando perto da cama uma idéia me veio na cabeça. Me virei e olhei a maçaneta.

Ainda tinha chaves do lado de dentro da mesma, fui até ela e tranquei.

Akira iria ter o que merecia pelo menos por aquela noite.

Peguei o controle da tv e me deitei na cama, ligando a mesma em seguida.

Coloquei em um canal qualquer e fiquei assistindo um filme antigo só pra passar o tempo.

Logo ouvi passos apressados e fundos no corredor e batidas fortes na porta.

- Taka abre a porta! – Ele gritou batendo na mesma.

Eu não respondi, apenas aumentei o volume da tv.

- TAKA, PÁRA COM ISSO E ABRE A PORRA DA PORTA!

Coloquei o filme no mudo. Aquilo merecia resposta e à altura.

- Não vou abrir. Se quiser dormir que vá pro quarto da sua “amiga” – Disse dando ênfase ao final.

Ele suspirou e se encostou na porta.

- Amor, pára com isso! Você sabe que não tava rolando nada.

- NÃO! MAGINA QUE NÃO TAVA ROLANDO NADA AKIRA! VOCÊ SÓ TAVA PRATICAMENTE COMENDO E FODENDO A MULHER COM OS OLHOS!

Dei fim a discussão voltando a erguer o volume da tv, ele ainda batia na porta e pedia pra entrar.

Se ele quisesse dormir, que fosse pro quarto da guria ou alugasse um quarto por conta própria, porque ali ele não iria entrar.

Depois de um tempo o sono começou a falar mais alto, desliguei a tv e apaguei as luzes voltando a deitar e fechar os olhos.

No dia seguinte ~

Abri meus olhos batendo os braços no lado oposto da cama.

Até que senti ela vazia e me levantei rápido, olhei o vazio e me lembrei que Akira não havia dormido ali.

“Maldita mania minha” foi o que pensei.

Me levantei, joguei uma água no corpo e troquei de roupa.

Quando estava pronto peguei a chave e destranquei a porta.

Só que ela havia emperrado, quando fui empurrar mais notei que não tinha problemas.

Era Akira que impedia a porta de abrir, forcei ela mais um pouco e ele nem se mexeu.

Saí e fechei a porta, olhando para a bela adormecida em seguida.

Ele havia dormido sentado, com a cabeça encostada à porta e os braços apoiados nos joelhos.

Senti uma dorzinha dentro de mim praticamente gritando que eu havia sido muito cruel, mas, por hora, eu decidi ignorar.

Pisei firme e vi ele acordar assustado olhando pros lados, meu coração se apertou. Eu realmente estava sendo muito cruel com ele.

Saí apressado pelo corredor antes que ele me visse e tentasse falar comigo. Iria ser pior tanto pra mim quanto pra ele.

~ Horas depois ~

Sorri, como não fazia há horas.

Agradeci ao publico e no final, quando estávamos nos abraçando, senti Akira tentar me abraçar também.

Fingi que não o tinha visto e quando passei por ele, tentou me abraçar de novo.

Como não conseguiu, ficou frustrado e eu ignorei, saí do palco rápido em direção ao camarim.

Ouvi passos pesados e rápidos atrás de mim e apertei o passo.

Quando estava entrando senti uma mão me puxar e a porta bater.

Me virei a força e encarei Aki que só faltava cuspir fogo.

- QUAL O SEU PROBLEMA?!

Abaixei o olhar, inspirando todo oxigênio e calma possível.

- Fora o fato de o meu namorado dar em cima de vadias, nenhum.

Ergui o olhar encarando seus olhos cansados. Coitado... Aposto que não havia dormido bem sentado no carpete do hotel.

- Taka, eu amo você mais do que tudo na minha vida! eu só estava conversando com ela!

Suspirei cansado daquilo tudo.

Ele continuava a falar sem parar, mas eu nem prestava atenção.

Não conseguia! A única coisa que passava na minha cabeça era a razão daquilo tudo.

Eu realmente estava brigando com ele por causa de uma qualquer?!

Sem contar o fato de ter feito ele dormir sentado na porta do quarto. Aquilo deveria ter deixado todo seu corpo dolorido, se é que ele conseguiu dormir.

- Você está me escutando?! – Ele perguntou furioso me segurando pelos braços.

Eu não respondi, só me soltei e o beijei com vontade.

Apartei o beijo e vi sua cara confusa se mesclar com um sorriso fofo.

- Isso foi um “não?!” – Ele perguntou.

- Não. Isso foi um “eu te amo e se você continuar vagabundeando por ai eu termino tudo de uma vez, sacou”?

Ele sorriu e concordou com a cabeça.

Me abraçou e sussurrou coisas fofas no meu ouvido.

E aquilo me fez chegar à conclusão de que eu o amava, mesmo sempre brigando e ignorando ele.

Eu ainda precisava de todos os incontáveis erros dele para completarem os meus.

~ Fim ~

Notas finais
Reviews tornam os autores felizes e mostram que você é educado ;* /fikdika
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!