Fuck Normality
11 Entre a cruz e a espada
Notas iniciais
A morena estava com recém 15 anos e a loira estava apreensiva sobre o primeiro namorado que ela possuía, para uma menina de 13 anos ela tentava mostrar uma maturidade que ainda não tinha.
-Acho que você está mais animada sobre isso do que eu. — disse a morena enquanto se sentava na cadeira do piano de Ana e Márcia, a mesma, na qual elas dariam seu primeiro beijo anos depois.
A loira tocou suavemente uma tecla do piano com um dos seus dedos e começou a tocar uma pequena melodia distraída.
A morena riu do novo posicionamento da menor agora e observou a delicadeza com que ela tocava.
As duas permaneceram assim por mais duas horas, acompanhando melodias com sua voz ou brincando juntas no piano. Sem tocar em qualquer assunto sobre o namorado da morena, ela não tinha vontade de despejar mentiras sobre um primeiro beijo ou qual era a sensação que isso tudo lhe causava para a menor.
-Acho melhor você está descolorindo o cabelo ai dentro pra demorar esse tempo todo! – gritou Bear, sentada na cama da loira, que estava terminando o banho.
-Por que você não entra pra ver o que eu estou fazendo? – provocou a loira em tom de brincadeira.
A morena revirou os olhos e apertou o peito, ela não sabia se Clarice tinha a maldade que todas essas brincadeiras e pequenas provocações tinham, mas ela sentia um formigamento entre suas pernas sempre que se deparava com uma delas.
Clarice saiu do banho enrolada em uma toalha branca ainda com os cabelos molhados caindo sobre seus ombros e sorriu de forma provocadora para a morena que agora estava em silêncio.
-Obrigada, eu já começava a achar que você ia se casar. – provocou a morena, demonstrando uma irritação que ela obviamente não possuía.
A loira segurou o pequeno urso e o arremessou na morena que fechou os braços contra os peitos em defensiva, e depois saiu em socorro do pequeno urso e o abraçou.
-Não faça isso com a Bianca!
Clarice riu da morena fazendo beicinho com o urso contra o seu peito.
-Desculpa Bianca, prometo não te machucar mais. – disse, andando para mais perto da morena e falando para o urso que ela tinha contra os peitos.
-Você tem que dar um beijo de desculpas nela. – falou imitando uma voz de bebê e fazendo bico para a loira que sorriu para a atitude da morena e se abaixou, mais próxima do urso. Mas não beijou o urso como a morena esperava, ela se aproveitou da camiseta regata de cor preta que a morena trazia, e mordeu suavemente o local acima de seus seios fazendo a morena suspirar pela surpresa, e pela sensação que os lábios e a humidade da boca da loira sobre aquele local causava.
-Hm... – Bear deixou escapar um suave gemido de seus lábios e soltou instintivamente o urso, pousando suas mãos na cintura da loira, sobre a toalha.
-E agora? A Bianca me desculpa? – perguntou provocadoramente a loira, agora olhando para a morena, que ainda segurava a sua cintura.
Ela olhou nos olhos claros da loira e pode ver como as pupilas desta estavam dilatadas, denunciando a excitação que a mesma devia estar sentido. Clarice riu, e o som doce da sua risada tomou conta do ar leve que tinha em seu quarto, misturado com o cheiro do shampoo que exalava de seus cabelos, ela retirou as mãos da morena de sua cintura e se dirigiu para o guarda roupa.
-Sim, a Bianca te desculpa. – A morena se levantou e colocou o urso de volta ao seu local, em cima da cômoda e se aproximou a passos lentos de onde a loira estava, abraçando-a pelas costas, surpreendendo a mesma.
A loira suspirou fundo quando uma das mãos da morena se arrastou pelo seu abdômen sob a toalha e ela puxou seu corpo contra si, talvez fosse porque a loira jamais tinha tido qualquer contato mais físico com qualquer pessoa, ou aquilo era algo que lhe pertencia, mas ela se surpreendia como o contato da morena podia causar arrepios em lugares de seu corpo que ela às vezes até esquecia que faziam parte do seu corpo e ainda assim ela conseguia agir como se aquilo não lhe causasse o mínimo impacto.
-Então... Eu achei que a Bianca tinha me desculpado já. – balbuciou, enquanto a morena afastava os cabelos da sua orelha e aproximava sua boca do local, uma nova onda de calor percorreu seu corpo.
-Ela sim, mas eu não... – sussurrou no ouvido da loira, quase tocando ele com os seus lábios.
-É? Me desculpar porq... A voz da loira falhou agora, quando a morena mordeu e chupou o lóbulo da sua orelha. –Hm... – ela deixou um gemido baixo escapar de seus lábios involuntariamente e jogou seu corpo mais próximo do da morena.
Dessa vez não houve uma resposta, a morena virou a loira ficando cara a cara com ela, e investigou o rosto da mesma com o seu, sua respiração falhava, conforme sentia as curvas nuas da loira pressionada contra as suas, ela se rendeu ao desejo e deixou que seus lábios se encontrassem com fervor e desejo, causados pelas provocações da loira. Assim que a loira pediu passagem pressionando sua língua entre seus lábios, o beijo se tornou desesperado, elas pareciam querer sugar todo o ar existente no pulmão uma das outra e a morena se permitiu viajar com sua mão pelas pernas da loira, sempre respeitando o local que a tolha cobria.
As duas soltavam gemidos baixos, devido ao fervor do beijo e sequer estavam tendo tempo o suficiente para se darem conta disso, até que uma batida na porta as retirou de seu transe.
-Você vai demorar mais quanto tempo ai? A mamãe e o papai já estão começando a achar que a Bia te afogou dentro do chuveiro. – gritou Rich, do outro lado da porta.
-Eu já estou terminando de me trocar. – respondeu a loira.
E se sentou na cama, passando as mãos pelos seus cabelos molhados, tentando desacelerar as batidas de seu coração. Ela segurou o urso que havia sob a cômoda e abriu a gaveta, pegando um papel cuidadosamente dobrado e o retirando, ela analisou a letra suave da morena e sorriu ao olhar pequenos corações que haviam sido desenhados ali.
-Acho que agora você precisa mesmo se vestir. – ela andou em direção à loira e perdeu seus dedos dentro do cabelo dela, fazendo um cafuné para ela, a loira fechou os olhos e descansou a cabeça na mão da morena, buscando mais contato.
-Eu sinto falta de cada parte de você, Bear. Da sua pele pressionada contra a minha, sempre que você se afasta. – murmurou, abrindo os olhos, encontrando os olhos da morena sentada ao seu lado, ela pressionou sua testa contra a dela e deu-lhe um beijo, dessa vez suave nos lábios da loira, que ainda pressionava o urso fortemente contra seus braços.
-Eu te amo... – balbuciou a morena.
-Eu também te amo. – disse, com os olhos ainda fechados e a respiração se perdendo no perfume da morena voando pelo seu quarto. –Eu sinto sua falta, — sussurrou com lágrimas nos olhos.
-Também sinto sua falta pequena. – ela sorriu para a loira e tocou suas bochechas com as pontas dos dedos, acariciando o local.
“Eu ainda ouço, todas as noites do meu quarto quando me sento em frente ao piano silenciado, o som que as nossas melodias faziam. Eu brinco de que sua mão está brincando com as teclas, porque eu sinto sua falta, do seu toque e do seu cheiro, do seu riso e da delicadeza da sua voz. Desse teu jeito particular de brincar comigo e me provocar.
Eu não suporto viver sem você, mas eu suporto menos ainda, viver.”
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