Já tinha batido o sinal, quando uma menina de cabelos ruivos — quase igual o meu antigamente — e olhos azuis, não tinha sardas, e me impressionei com isto:

— Oi é Júpiter né ? — Ela perguntou, e percebi que estava confusa em relação ao meu nome.

— Sim e você seria ? — Olhei para ela, estava andando junto á ela no corredor, em direção a mesma sala. Pelo visto.

— Meu nome é Katherine, mas me chame de Kath. — Ela sorrio.

— Han... okay Kath. — Percebi que ela olhou para meu livro.

— Nossa ! Você também gosta de Estilhaça-me ?! É minha série de livro preferida — Ela falou empolgada

— Sim, estou lendo, mas gostei do livro até agora. — Sorri.

— Amo este livro em todas as hipóteses — Ela rio, apenas sorri como resposta. Entramos na sala, a aula era de Física. O professor mal tinha cabelo, e tinha a aparência de ser muito rígido. Me surpreendi pelo seu jeito brincalhão. Kath sentou na mesa em minha frente, Jules sentou a mesa do lado esquerdo, e uma menina de cabelos morenos e olhos azuis como o mar mais limpo do mundo do lado direito meu, ela estava repassando seu batom vermelho quando o professor chamou sua atenção e depois voltou a aula normal.

Logo bateu o último sino para a saída da escola, foi quando eu saí rapidamente da sala e fui para fora, estava esperando minha mãe. Vi Kath entrando em um Fiat Uno vermelho, e logo vi Jules entrando em um Hyundai HB20 azul. A mesma garota que estava na sala passando o batom parou em minha frente :

— Júpiter a menina nova, esperando a mamãe para ir embora — Ela fez biquinho debochando de mim e suas amigas no banco de atrás riram.

— E se for ? O problema e a vida continua sendo a minha. — Percebi em seu rosto que ela tinha ficado mais que com raiva pela minha resposta.

— Sua... — Quando ela ia falar senti mais um calafrio, quando vi era Jules atrás de mim:

— Meninas parem com isto, ela é nova. — Ele sorrio sedutor para as garotas. Foi quando ela acelerou e foi embora.

— Eu sei me defender sozinha ! — Protestei.

— Eu sei, mas não mexa com a Amber, você iria se arrepender.

— Não me arrependo de nada que eu faço, então pare com isto. — Saí andando quando minha mãe mandou uma mensagem.

Filha tem como pegar um táxi, ele te leva pra casa e o dinheiro está na bancada. Tive um imprevisto.

— Merda ! — Resmunguei

— Oque foi ? — Jules ficou do meu lado.

— Nada .

— Não acredito em você — Ele olhou dentro dos meus olhos — Sua mãe não vai poder te buscar, sabe que imprevisto foi este ?

— Não — Percebi que ele tinha conseguido ler a mensagem, só não entendi como, antes que eu falasse algo, ele voltou a falar :

— Quer uma carona ?

— Não preciso de você, vou pegar um táxi.

— Eu sei, mas porque não guarda o dinheiro e eu te dou uma carona ?

— Não obrigada Jules, acho que eu sei como ligar para um táxi — Falei irônica.

— Tá bom, mas se nenhum táxi tiver disponível, vou dar uma carona para você. O.k ?

— O.k, mas garanto que vai ter.

— É oque vamos ver.

Liguei para o táxi e todos que eu liguei deu caixa postal, fiquei me perguntando se ele tinha usado algo para nunca chegar a ligação aos táxis, mas era impossível, á não ser que ele tenha poderes como eu.

— Oque você fez ? — Olhei para o celular depois para ele.

— Não fiz nada — Ele levantou as mãos até o ombro como sinal de rendimento — Você que teve sorte e vai ter uma carona minha.

— Acho que quis dizer mal sorte — Corrigi.

— Bom já que não deu certo a ligação, vamos ?

— Vamos né, fazer oque.

Percebi logo depois que todos já haviam ido embora e que só havia eu e Jules no estacionamento da escola. Entrei dentro do carro dele e fiquei impressionada por não estar sujo, na verdade, o carro dele tinha um bom cheiro de hortelã. Sentei ao seu lado e coloquei o sinto.

— Inglewood, Avenida Blvd, número 34 — Olhei para ele e passei o enderenço, ele ligou o carro e fez algo na marcha — não sei nada sobre carros — e começamos a andar. Como ele estava indo muito devagar, fechei os olhos e pressionei o pé de Jules para acelerar. Finalmente o carro estava rápido.

— Então fale sobre você — Ele me olhou e logo olhou para frente.

— Por quê quer saber ?

— Por quê se faz de difícil ?

— Não me faço de difícil, você e ninguém que não sabe se lidar comigo.

— Oh, então eu que não sei falar com você — Ele me olhou, e não consegui enxerga qual expressão se passava em seu rosto.

— Exatamente — fiz um sinal para que ele olhasse para frente, e ele olhou.

— Você tem medo, vejo em seus olhos

— Medo do que ?

— Do seu passado — analisei as palavras e me estremeci com aquilo.

— Não tenho medo de nada — Chegamos em minha casa, ele freou bem na hora que disse aquilo — em frente a minha casa -.

— Tem certeza ? — Ele chegou perto de mim, mas coloquei minha cabeça para trás.

— Sim, eu tenho. — Tirei o cinto e quando estava pegando minha mochila para sair, ele tocou em meu braço e uma luz branca veio em meus olhos e já não estava mais na realidade.

Estava a mais de 1 bilhão de anos atrás, onde deveria ter dinossauros, mas na verdade estava tendo uma guerra entre os anjos das trevas e feiticeiras contra anjos angelicais — Segundo a explicação da redação de Jules são aqueles que seguiram Deus -. Vi eles lutando para a dominação da Terra, pelo menos era oque parecia. Estava observando aquilo perplexa quando vi um anjo da treva, matando um anjo angelical, depois vi uma feiticeira saindo dali, mas um anjo da treva foi atrás dela e a segurou e disse a ela:

— Porque está fugindo? Estamos ganhando, volte.

— Me solte — Ela tentava se liberta — Isto está errado e pelo visto só eu que percebo isto Drew.

— Lily eu sei que é errado, mas não deveríamos deixar que eles acabem com o nosso lar. Eu te amo, fique comigo, vamos lutar juntos — A Lily, pelo que eu vi escorreu uma lágrima em seu rosto e ela disse :

— Me desculpe — Ela chorou em silêncio e pelos seus lábios vi que ela disse '' Eu te amo '', ela jogou uma bola de fogo azul e saio correndo, o anjo caiu no chão e se estremecia de dor, olhei para o outro lado e a guerra ainda continuava. Quando a luz branca veio á tona novamente.

Vi que Jules ainda segurava meu braço e me soltei:

— Oque foi aquilo Jules ?

— Eu não sei — Ele disse balançando a cabeça para se recuperar.

— Obrigada pela carona. — Saí do carro, mas ele veio atrás de mim.

— Você viu a mesma coisa que eu vi ?

— Não sei, estou tonta. Oque você é Jules ?

— Vamos entrar, sua mãe não está em casa. Só quero conversar, mas aqui fora não dá para explicar nada, ninguém pode ouvir.

Acendi com a cabeça e entrei com ele, fui para ao meu quarto com ele e me sentei na beira da cama. Olhei para ele, que sentou em minha frente.

— Oque você é ?, Porque toda vez que chega perto de mim sinto algo ?, Porque quando me tocou vi aquela guerra? — Ele suspirou e me olhou.

— Sinto a mesma coisa, mas não sei oque é, na verdade não faço a miníma ideia.

— Preciso saber oque você é, quero entender isto. — Disse a ele um pouco confusa e sua expressão foi como se ele tivesse escolhendo as palavras para me contar da melhor forma.

— Bom, na visão você viu que houve na verdade uma guerra, e que nela existiram e existem anjos de diferentes tipos — ele suspirou novamente — Eu sou uns deles.

— Qual você é ?

— Sou um anjo das trevas. Mas não entendo está conexão nossa. Realmente eu não entendo. Não consigo entrar em sua mente. Não consigo fazer nada com você. Mas como fez o carro andar mais rápido ?.

Tudo estava se encaixando, agora sei porque temos esta conexão.

— Sou uma feiticeira- Me levantei da cama e comecei a andar no quarto. — Agora eu entendo.

— Mas eu não, me explica por favor. — Falou Jules desesperado para saber do que estava falando.

— Está conexão, você não viu na visão ? A guerra os anjos das trevas tinham a ajuda das feiticeiras, por isto, somos descendentes disto, temos esta conexão por isto.

— Mas de quem somos descendestes ?

— Eu também não sei, mas provavelmente eles estavam naquela guerra. Vou pesquisar sobre isto, mas você tem que me ajudar. E isto contém em parar de se achar.

— Não me acho. Querida eu sou. — Encarei ele e falei em sua mente pare e entre no foco. Então ele resolveu entre em minha mente Acho que agora consegui entrar aqui. Claro bruxinha. Revirei os olhos e fui até ele e dei um tapa em seu rosto.

— Agora chega ! Se me chamar de novo assim vai aconteceu algo muito ruim — Saí de perto dele, mas quando percebi ele estava me imprenssando na parede.

— Bruxinha — Ele me provocou.

— Idiota.

— Você não resiste, quer isto.

— Não eu não quero — Saí como pó de perto dele — Agora pode ir idiota. Já que resolvemos isto.

— Claro bruxinha — Ele sai andando até a porta e sigo seus passos.

— Melhor parar com isto. — Ele me segurou forte, mas não senti dor.

— Se não acontece oque ? — Ele me provocou.

— Você sabe muito bem. — Me soltei dele.

— Então tchau bruxinha. — Vi ele descendo as escadas e assoprei, o vento empurrou ele e logo ele foi parar na porta.

— Tchau idiota — Fiz a porta se abrir e ouvi seu motor ligar me joguei na cama e peguei meus cadernos, comecei a estudar.