Fuck Love
32 Epílogo.
Notas iniciais
“Você lembra quando
Eu te disse isso aquela noite
Que se você estiver do meu lado
Quando cada dia começar
Eu vou me apaixonar por você outra vez
Eu fiz uma promessa quando
Eu te disse isso aquela noite
E eu vou ficar bem
Porque quando eu morrer então eu vou morrer amando você
Está tudo certo, eu vou ficar bem
Porque quando eu morrer então eu vou morrer amando você
Amando você, amando você”
Dear Bobbie — Yellowcard
“- O que você tanto olha pro garoto novo? – Carly me perguntou erguendo a sobrancelha.
– Eu não estou olhando pra ninguém.
– Uhum sei...”
– Segundo Ano.
Já haviam se passado dois anos depois do casamento da Carly, tínhamos voltado pra Londres para passarmos as festas de fim de ano todos juntos, e ficaríamos mais uma semana para o aniversario do Dylan, que nasceu quase uma semana depois do casamento. Ele estava enorme e lindo, todo fofinho e bochechudo, tinhas os olhos verdes da Carly mas o cabelo moreno e cacheado e o sorriso eram do Chris.
Eric tinha ele em seu colo, e era incrível como eu não me cansava de observá-lo, Chris dava um ótimo pai, todo babão e protetor... e por incrível que pareça Eric acabou ficando meio babão pelo Dylan também. Carly era uma mãe ciumenta, e como era... tinha ciúmes até da vizinha que paparicava o bebê, e olha que ela só tem 4 anos...
– Eu não sei o que essa menina fica mexendo no cabelo do meu filho, fica bagunçando tudo.. — ela disse falando sozinha enquanto secava a louça.
– Carly não exagera, ela é só uma criança! Não tem porque esse ciúmes todo, e já olho pro cabelo do Dy? Não tem como não querer mexer. — eu disse rindo da loucura dela.
– Vixe nem perde tempo Nat, essa dai não me escuta, parece uma psicótica... — Chris disse entrando com o Dylan no colo e o entregando a mim, pra ajudar a Carly com a louça.
Eric entrou logo atrás me abraçando e colocando sua cabeça na curva do meu pescoço, me fazendo ter cócegas e ter tremiliques fazendo Dylan soltar uma gargalhada gostosa, vontade de roubar ele pra mim.
– Quero só ver quando sua filha nascer, dúvido que você não tenha ciúmes! — Carly disse pro Chris revirando os olhos e... pera!
– Como assim, "quando sua filha nascer"? — eu disse com a sobrancelha arqueada e Eric sorriu enquanto beijava meu pescoço.
– Ah, eu ia esperar o Josh chegar com a Valery e a Scarllat, mas já que escapou... EU TO GRÁVIDA, SURPRESA! — ela disse animada erguendo as mãos pro céu fazendo Eric e Chris rirem, e eu arregalei os olhos.
– Ai meu deus! Carly, não sei nem o que dizer... parabéns amiga! — disse indo até ela com o Dylan no colo a abraçando sem o machucar.
– Vou ter que interromper a faculdade, mas é só por um tempo e ainda ta no começo então tudo bem...espero que seja uma menina. — ela disse empolgada e eu assenti, Carly tinha começado a fazer faculdade de Jornalismo no ano passado.
A campainha tocou e Chris abriu a porta para atender Josh, Valery e Scarllat, a filhinha deles, foi uma surpresa pra todo mundo quando Val disse que estava grávida, não muito tempo depois que o Dylan nasceu, Josh não perde tempo...
Carly teve que dar a notícia de novo, e sorri ao perceber que nossa família aumentava cada vez mais.
...
“- Na boa, você precisa de
sexo. – ela disse divertida, eu sei disso porra.
– Quer transar comigo? – fui direto ao ponto, a intenção era ter a bunda dela pra mim mesmo.
– Até parece que eu entregaria meu corpito pra alguém como você né Green.. – ela demorou pra responder, eu sei que ela quer tanto quanto eu.
– Jura Foster? Porque eu acho, acho não.. eu tenho certeza, que você ta louca pra gemer meu nome. – eu disse sorrindo de canto e ela arregalou os olhos, bingo!”
– Finalmente em casa! – eu disse largando as malas no chão. Tínhamos acabado de chegar de Londres.
– Nem me diga, eu amo Londres mas nada se compara com a nossa casa... – Eric disse se jogando no sofá.
– Pois é.. – eu disse meio avoada.
– O que foi? – ele perguntou.
– A Carly tá grávida de novo.. – eu disse dando de ombros.
– E o que que tem? – ele perguntou erguendo a sobrancelha.
– Sei lá, você não acha estranho todos os nossos amigos.. deixa eu ver... – eu disse meio confusa.
– Estarem construindo uma família? – Eric completou e eu assenti.
– Não, não acho... a não ser que o fato deles estarem tendo filhos te deixe com vontade de ter também... – ele disse se levantando e vindo até mim.
– Não, um dia claro, mas não agora.. é que sei lá, só me sinto estranha. – eu disse ele assentiu.
– Ok, mas não espere um pedido de casamento vindo de mim. – ele disse sorrindo e eu sorri também.
– Você sabe que eu recusaria. – disse brincando.
– Que bom que você não faz questão... – ele disse, não faço mesmo.. Eric não era desse tipo e eu também não.
– Eric... já somos mais casados que muitos casais por ai.. – eu disse o abraçando e ele me beijou.
– Eu sei.
– Preparada pro segundo ano na faculdade? – ele perguntou.
– Aff, nem começou e eu já quero férias. – eu disse bufando. Não é que eu não goste da faculdade, ela é ótima.. to até com vontade de escrever um livro, mas fala sério... seria tão melhor se eu só dormisse o dia todo.
– Preguiçosa.. – ele disse bagunçando meu cabelo. – Eu não vejo a hora de me formar, talvez eu me torne professor de musica, dê aulas de piano, guitarra e voz... ainda não tenho certeza mas acho que pode dar certo. – ele continuou e eu sorri.
– Vai dar. – eu respondi o beijando.
...
"– Ah e você espera que é só levar o Chris na sua casa e dizer “Hey galerinha, esse é o Chris meu namorado, e eu ia pra casa dele trepar quando eu dizia pra vocês que eu ia na casa da Natalie fazer dever de química”. ? – ela perguntou fazendo drama.
– Bom, tirando a parte do “trepar” era exatamente isso que eu tava planejando. – respondi fazendo ela me olhar boquiaberta."
– Nove Meses Depois.
– Eric, será que da pra atender a porra do celular? – eu disse enquanto tentava dormir.
– Que horas são? – ele disse sonolento.
– Sei lá, deve ser umas quatro da manhã... – eu respondi.
– É o celular da Carly, ela deve querer falar com você e não comigo... – ele disse me dando o celular e eu acendi a luz do abajur.
~Ligação On~
– Alô? – atendi, me dando conta que era tarde pra ela estar ligando.
– Oi Nat é o Josh.. – ele disse um tanto animado.
– Oi Josh tudo bem? – perguntei coçando os olhos enquanto Eric me encarava curioso.
– Tudo sim, sua amiga acabou de ser mãe de novo... a Sophie nasceu! – ele disse e eu sorri.
– Ai que maravilha, elas estão bem? – eu perguntei sorrindo. — A Sophie nasceu. – eu sussurrei para o Eric e ele sorriu.
– Estão ótimas, Carly ta se recuperando... o Chris falou pra eu não dizer mas.. ele quase desmaiou no parto. – ele disse rindo e eu ri também.
– A cara dele.. eu vou contar pro Eric, e quando a gente chegar ai, a gente zoa ele. – eu disse sorrindo.
– Quando vocês vêm? – ele perguntou.
– No fim de semana estaremos ai. – eu disse.
– Ok, até lá. – ele se despediu.
– Até.. – eu disse e desliguei.
~Ligação Off~
– Elas estão bem? – Eric perguntou se levantando.
– Sim.. eu disse ao Josh que vamos pra Londres no fim de semana.. – eu disse me deitando de novo.
– É eu ouvi... já que estamos acordados, vamos transar? – ele perguntou e eu comecei a rir.
– Dorme Eric. – eu disse jogando um travesseiro na cara dele.
...
“– Vou tomar um banho. – ela disse suspirando e levantando do sofá cambaleando.
– Eu vou junto! – eu disse levantando do sofá também.
– Eu não pedi pra você vir junto... – ela disse olhando pra mim risonha.
– E eu não pedi sua permissão. – disse dando de ombros e sorrindo da cara de indignada da minha marrentinha.”
P.O.V ERIC
– Terceiro Ano.
– Você não vai acreditar... – Natalie disse pulando no meu colo assim que eu cheguei da faculdade.
– O que? – disse apertando sua bunda enquanto ela gritava em protesto.
– Meus pais estão saindo em lua de mel, acredita? – ela disse rindo e revirando os olhos.
– Acredito! Seus pais são loucos, sua mãe principalmente... – eu disse rindo, saudades dela.
– Eric! – ela disse fazendo drama.
– Cê sabe que eu amo eles. – eu disse e ela pulou do meu colo.
– Pra onde eles vão? – perguntei jogando a mochila no sofá.
– Caribe.. dois meses. – ela disse e me mostrou um sorriso amarelo.
– Eles não vão vir no natal? – perguntei e ela respondeu que não.
– Minha mãe disse que a gente pode ficar com a casa, assim que ficarmos de férias. – ela disse animada.
– Interessante... a gente pode trepar em todos os cômodos, como da última vez em que ficamos sozinhos lá. – eu disse me lembrando.
– Eu tava pensando a mesma coisa... – ela disse me abraçando e rindo. – Acho que somos ninfomaníacos.. – ela continuou.
– Você acha? Eu tenho certeza. – respondi rindo.
– Como foi seu dia hoje? – ela perguntou me olhando.
– Foi bom, acho que minazinha que faz café no Starbucks tava me secando.. – disse só pra provocar ela, Nat na hora fechou a cara.
– Quem é essa fulana? – ela perguntou e eu comecei a rir. – Você não correspondeu não né? Porque eu realmente tenho que aprender que você é lindo e chama atenção, obvio que essas fulanas vão olhar pra você, mas se você também olhar pra elas, teremos um sério problema Eric Green... – ela continuou enquanto me fuzilava.
– Relaxa e goza amor, de preferência em mim. – eu disse fazendo-a rir.
– De preferência em você. – ela disse e me beijou.
...
“Mas tudo exige reciprocidade Nat, é dar e receber.. que nem sexo entende? – ele disse e eu ri em meio as lagrimas.”
P.O.V NATALIE
– Quarto Ano.
– Cheguei! – ouvi Eric dizendo da sala, ele sempre chegava uma hora depois de mim.
– Oi... – eu disse assim que ele entrou na cozinha.
– Oi... – ele respondeu me dando um beijo no pescoço. – Tudo bem? – ele perguntou e eu assenti.
– Vamos sair hoje? – perguntei me animando.
– Hoje não, to cansado... – ele respondeu.
– Acontece que você sempre ta cansado Eric.. – eu disse já me irritando, fazia séculos que a gente não saia.
– É Nat, eu to sempre cansado porque eu to sempre fazendo alguma coisa na faculdade. Meus dedos nem estão dobrando direito de tanto que eu toquei piano hoje. – ele disse meio irritado também.
– Eu também faço faculdade e não me sinto tão cansada assim.. – eu disse dando de ombros.
– Então usa a energia que você tem, e começa a escrever aquele livro, que tal? – ele disse impaciente.
– Não é assim Eric, eu preciso de inspiração.. e sinceramente essa rotina não me da inspiração.. – eu disse o encarando e ele bufou.
– Vai pro Central Park, sai.. vai respirar novos ares. Busca uma inspiração. – ele disse debochado.
– Talvez eu busque um novo namorado também! – eu disse emputecida.
– O que você disse? – ele disse aumentando o tom de voz.
– Nosso relacionamento tá um saco Eric, a gente não transa a dias! – eu gritei.
– Sério? O problema é sexo? A gente resolve agora então... – ele disse bravo andando até mim.
– Você sabe que não se trata disso! – eu disse o afastando.
– Do que se trata então Natalie? Do seu draminha de criança? – ele disse me encostando no balcão me encarando irritado.
– Se trata da porra do seu mau humor! Você ta estressado a semana inteira, você não me diz nada, não fala o que ta acontecendo, nosso namoro ta caindo na rotina e todo mundo sabe que relacionamento que cai na rotina não dura! – eu disse começando a chorar e corri pro quarto me jogando na cama.
A gente nunca brigava, era horrível brigar com ele. Mas ele tava estranho, não tava falando muito, vivia com a cara emburrada, e nem mencionou sexo. A gente é um casal, ele devia dividir as coisas comigo.
Depois de um tempo em que eu já estava calma, senti alguém sentar na cama e mexer no meu cabelo.
– Nat? – ele sussurrou perto do meu ouvido.
– Hãn? – resmunguei.
– Quer aprender a tocar violão? – ele disse e eu ergui a cabeça para encará-lo. Eric é ótimo em pedir desculpas..
– Quero.. – eu disse me sentando na cama. E ele sorriu, sorri de volta.
– Tá bom, vou ensinar uma musica simples. – ele disse pegando o violão e ele abriu os braços para que eu ficasse na frente dele, e assim fiz.
– Aqui você coloca o indicador e você tem que segurar desse jeito... – ele disse dando as coordenadas. – Nat ta entendendo? – ele perguntou quando viu minha expressão confusa.
– To.. é que eu não sei qual é o indicador. – eu disse encarando minhas mãos. E tudo que eu pude ouvir foi a risada escandalosa do Eric, logo depois comecei a rir também.
– Isso é sério? – ele disse em meio a risada.
– Não ri de mim! Eu sempre fui péssima em saber quem é quem... – eu disse também rindo.
Paramos de rir ao mesmo tempo, e ficamos nos encarando.
– Me desculpe por estar estressado, tirei nota ruim em algumas provas e to dando o meu máximo pra recuperar. – ele disse dando de ombros.
– Por que não me disse? – eu perguntei.
– Sei lá, não achei necessário. – ele disse me encarando.
– Não seria, se isso não afetasse o seu humor. – eu disse o encarando também.
– É.. desculpe. – ele disse.
– Tudo bem... me desculpa por ser chata. – eu disse ele sorriu.
– Isso parece casamento.. — ele disse risonho e eu assenti.
– Eu disse que somos mais casados que muitos casais por ai. — completei e ele assentiu.
– E você é sempre chata Nat. – ele disse e eu ri.
– Vai se foder Eric! – disse o empurrando.
– Eu vou te foder! – ele disse vindo pra cima de mim e me colocou sobre ele.
...
“- Eu não desisto de uma coisa que eu sei que vai ser minha desde o início sabe? – ele disse se achando.
– Anw ta falando de mim? – disse brincalhona.
– Na verdade eu tava falando da sua bunda, mais como ela pertence a você, acho que você ta certa. – um sorriso cafajeste surgiu em seu rosto depois de ver minha cara de indignada.”
– Minha mãe acabou de ligar.. – Eric disse me trazendo café da manhã na cama e me beijando logo depois.
– O que ela disse? – eu perguntei tomando um gole do suco de maracujá.
– Que Noah a pediu em casamento, ela ta noiva. – ele disse com cara de tédio e eu sorri.
– Que bom Eric! Você não tá feliz por ela? – eu perguntei.
– To. – ele respondeu.
– Você não parece feliz... – eu disse.
– Ainda é cedo pra ta feliz, mais tarde eu fico. – ele disse dando de ombros me fazendo rir.
...
“- Você é ninfomaníaco por acaso? – ela disse risonha.
– Você me deixa perto disso. – respondi sério.”
P.O.V ERIC
– Quinto Ano.
– Eric! – eu já não falei pra você tirar a porra da sua cueca da porra da maçaneta da porra do nosso quarto? – Natalie gritou irritada, enquanto eu jogava vídeo game na sala e sorria do nervosismo dala.
– Calma mulher, ta de tpm? – perguntei sem desviar os olhos da televisão.
– Não, não to! É só pra você tirar a porra da cueca da maçaneta mesmo. – ela disse se jogando no sofá e pegando o controle do vídeo game o desligando, e ligando a televisão logo em seguida.
– Você ta falando muito porra mulher, muda de palavrão, que ta ficando chatinho já. – eu disse a encarando risonho, e Natalie me fuzilou.
– Não me chama de mulher Eric! – ela disse emburrada enquanto mudava os canais na televisão.
– Ué você é homem? – eu disse a encarando com a sobrancelha erguida em tom de desafio.
– Só tira logo a cueca da maçaneta... – Natalie disse ficando mais calma.
– Ta bom mulher... – eu disse me levantando e indo em direção ao quarto, e tirei a porcaria da cueca da maçaneta.
– Eric! – Natalie gritou da sala. Sinceramente por que ela ta gritando tanto?
– Que foi? – gritei de volta, revirando os olhos.
– Pega o pote de sorvete no congelador pra mim por favor... – ela pediu com o tom de voz normal dessa vez.
Fui até a cozinha, peguei o sorvete e coloquei três bolas na taça de sobremesa, fui até a sala e a entreguei.
– Eric? – ela disse me fuzilando.
– Na boa tu ta de tpm né? – eu disse bufando.
– Não Eric, eu não to de tpm... e não vou ficar durante um tempinho ai. Eu pedi pra você me trazer o pote de sorvete, e não três bolas! – ela disse nervosa, de novo.
– Ué, você vai comer o pote de sorvete todo? – perguntei desconfiado, e ela assentiu. – Você não acha que ta comendo muito não? – perguntei, eu não sou o tipo de cara que fica regulando o quanto minha namorada deve comer, mas achei estranho vindo da Nat.
– Eu to comendo por dois agora... – ela disse me olhando nos olhos depois de um tempo parada.
– Realmente... eu não to comendo nada nessa casa, porque você ta comendo tudo. – eu disse e ela revirou os olhos, bipolar...
– Não Eric! Você é lerdo? – ela me perguntou e eu não entendi.
– Que foi? – perguntei, prestando atenção nela.
– Eu não to comendo por mim e por você, eu to comendo por mim e pelo bebê que ta na minha barriga. – ela disse como se fosse óbvio.
– Como é que eu ia adivinhar que... – parei no meio da frase, e arregalei os olhos, ai caralho.
– Que bebê Nat? Você, vo — você... ta grávida? – perguntei gaguejando, e um arrepio subiu pela minha nuca.
– É eu to grávida! – ela disse sorrindo e deixou a taça em cima da mesa de centro e me abraçou. – Parabéns, você vai ser papai... – ela continuou, e eu não conseguia dizer nada, não conseguia nem a abraçar de volta.
Eu.Vou.Ser.Pai.
Caralho como assim eu vou ser pai? Meu deus e agora? Eu vou ser pai, eu vou ser pai!
– Eric! – Natalie estalou os dedos na minha frente interrompendo meu surto mental.
– Oi? – eu disse meio grogue.
– Você não gostou? – ela perguntou. Gostei, não sei.. não, claro que eu gostei, eu gostei sim!
– Natalie, eu vou ser pai? – eu perguntei, começando a achar que ela tava me zoando.
– É Eric! Você vai ser pai. Qual a dificuldade de entender isso? Você não gostou né? Olha eu juro que tomei a pílula e, eu.. eu não sei, a camisinha deve ter furado ou sei lá.. e.. – ela ia dizendo como se tentasse se desculpar e eu a interrompi.
– Natalie! A gente vai ter um filho juntos, não peça desculpas por isso... – eu disse conseguindo sorrir, a gente vai ter um filho juntos! Caralho eu vou ser pai!
– Mas você.. você meio que travou e não disse nada, eu achei que.. – ela ia dizendo num desespero que me deixou desesperado.
A interrompi de novo, e a beijei, a beijei porque eu tava começando a me sentir culpado, por estar fazendo ela se sentir culpada. Era uma ótima notícia, eu gostei, eu amei... só me pegou de surpresa, quer dizer, eu Eric Green, vou ser pai? Quem imaginaria isso? Ai merda, será que eu vou ser um bom pai?
– Você vai ser um ótimo pai! – ela disse sorrindo no meio do beijo, como se tivesse lido minha mente. – Tão bom quanto o seu foi! – ela continuou, e eu sorri sincero, assentindo, prometendo a mim mesmo, obrigando a mim mesmo... que sim, eu vou ser um bom pai!
– Quando você descobriu? – perguntei, colocando ela no meu colo.
– A duas semanas.. – ela disse sorrindo com o gesto.
– E assim... por que porras você não me contou a duas semanas? – perguntei sorrindo, só a Nat mesmo...
– Por que eu queria contar de um jeito legal... – ela disse.
– E esse foi o seu jeito legal de contar? – perguntei rindo dela. Muito criativa essa mulher...
– Ai, eu sou inútil pra essas coisas, posso fazer nada.. – ela disse rindo também, e me abraçou de novo.
– Ok, vamos transar pra comemorar. – disse beijando o seu pescoço, e subindo sua camisa.
– Só você mesmo.. – ela disse sorrindo e revirando os olhos.
– Só a gente mesmo... – eu disse antes de beijá-la novamente.
...
“A verdade é que tomei atitudes das quais não me orgulho, das quais não gosto de admitir pois é tão difícil pra mim assumir a culpa! Eu fui para um caminho que eu achava errado quando eu encontrei você, e tomei atitudes que eu achava certas e então te perdi, e por isso eu peço desculpas, espero que saiba que eu aprendi com o meu erro e não vou cometê-lo novamente.”
P.O.V NATALIE
– Prontos para saber o sexo do bebê? – o médico perguntou e eu e Eric assentimos animados.
– Nós até apostamos, Eric acha que vai ser menino e eu acho que vai ser menina. – eu disse.
– Então vamos ver quem vai ganhar a aposta.. – o médico disse, e começou a passar aquele gel em mim para começar a fazer o ultrassom.
– Bom, eu acho que os dois ganharam a aposta. – o médico disse e eu fitei Eric confusa.
– Tem um menino e uma menina aqui.. – ele disse e eu vi Eric ficar branco, mais do que ele já era.
– São gêmeos? – eu perguntei mesmo sabendo que era uma pergunta idiota.
– Trigêmeos! Tem outra menininha aqui, meus parabéns... – o médico disse e eu senti que Eric ia desmaiar, eu pelo menos estava perto disso.
– Ai meu deus Nat, e agora? – Eric finalmente disse.
– Eu não sei. – disse sincera.
Assim que saímos do hospital decidi que precisava de um tempo sozinha, Eric disse que tinha que passar na faculdade para deixar um trabalho, eu quase o empurrei para ir mesmo. Não nos falamos muito, ambos estávamos muito surpresos e... apavorados?
Depois que cheguei em casa, eu tomei a decisão mais louca possível, eu tinha que voltar pra Londres, pra minha casa! Coloquei algumas roupas dentro de uma mala e comprei uma passagem pela internet pra hoje mesmo, sai de casa antes que Eric voltasse da faculdade, ele ia ficar puto.. mas eu precisava desse tempo, e ele também.
*
– Meu amor.. porque não avisou que vinha? – minha mãe disse assim que me viu do outro lado da porta.
– Decidi vir de última hora. – eu disse entrando e a abraçando.
– Cadê o Boy Másculo? – ela perguntou quando notou que eu tava sozinha.
– Ta em casa. – respondi.
– Vocês brigaram? – perguntou meu pai assim que me viu, e depois depositou um beijo na minha testa.
– Não, só vamos ter trigêmeos mesmo... – eu disse direta e minha mãe deu chilique.
– Ai que maravilhoso filha, meus netinhos tão bem? – ela perguntou me esmagando.
– Estão ótimos! – eu disse.
– E qual é o sexo? – meu pai perguntou.
– Duas meninas e um menino. – eu respondi e ele me abraçou dando os parabéns.
Eles viram na minha cara que eu não tava bem, então decidi desabafar minhas angústias, afinal eles são os meus pais.
– Não entendo! Você sempre falou que queria três! – meu pai disse assim que acabei de falar.
– É, mas um depois do outro e não tudo de uma vez... – respondi como se já fosse óbvio.
– Mas tecnicamente vão nascer um depois do outro e não tudo de uma vez.. – meu pai disse brincando.
– Pai! – eu disse revirando os olhos.
– Se fosse tudo de uma vez sua vagina ia ficar tão larga.. – minha mãe disse.
– Mãe! – ninguém merece esses dois.
– Vamos subir lá pra cima (lê-se transar), se precisar de alguma coisa é só chamar. – minha mãe disse e eu assenti.
Peguei meu notebook e comecei a digitar coisas aleatórias, nem eu realmente sabia o que tava fazendo... quando parei para ler percebi o quão bom estava. Eu não acredito! Meu livro surgiu num momento desesperador, finalmente!
Acordei no dia seguinte no sofá, saudades quando acordava na cama. E senti uma coisa na minha testa, um bilhete... só minha mãe mesmo.
“Fomos ao mercado, não se desespere,
Xoxo.”
Assim que terminei de ler ouvi a campainha tocar, olhei no relógio e ainda não havia dado meio-dia.
– Você é maluca mulher? – Eric disse parado na minha frente assim que abri a porta.
– O que você ta fazendo aqui? – perguntei surpresa.
– To procurando a mãe dos meus filhos, que decidiu me abandonar, serve? – ele disse zangado entrando em casa.
– Eu não te abandonei Eric! Eu só precisava de um tempo pra mim... a notícia dos trigêmeos me pegou desprevenida. – eu me expliquei.
– Ah e que tal você me avisar antes: “Olha Eric eu to voltando pra Londres pra passar um tempo sozinha, tudo bem não se preocupe.” – ele disse irônico.
– Se eu te dissesse você ia querer vir também.. – eu disse o encarando.
– Mas é claro que sim Nat, jamais te deixaria sozinha nesse estado, eles também são meus filhos, a notícia também me pegou desprevenido. – ele disse se aproximando.
– Eu sei, desculpa... eu só não soube lidar com a situação, eu nem pensei direito eu só comprei a passagem e vim, me perdoa.. – eu disse o abraçando com vontade de chorar.
– Uma parte de mim achou essa situação excitante, e só por causa dessa parte eu vou te perdoar. – ele disse me abraçando de volta me fazendo sorrir.
– Eu comecei a escrever o livro... escrevi bastante até. – eu disse o encarando.
– Sério? E sobre o que ele é? – ele perguntou empolgado.
– Sobre a gente, quer dizer, eu me inspirei na gente... é mais sobre a minha vida. – eu disse e Eric sorriu.
– Que ótimo, e qual o meu nome no livro? – ele perguntou.
– Trevor.. e o meu é Julie. – eu disse sorrindo.
– Gostei, e qual vai ser o nome do livro? – ele perguntou dando mordidas leves no meu pescoço.
– Não sei... que tal “Perfeitamente, Imperfeita Vida.” – eu disse.
– Estranho, mas original, gostei Nat.. to tão orgulhoso de você! – ele disse me abraçando e eu sorri mais feliz do que nunca.
– Eu te amo Nat, nós vamos dar um jeito.. – ele disse beijando meu rosto inteiro.
– Nós sempre damos... – eu disse o olhando sorrindo bobamente.
– E sempre iremos dar.. – ele disse e me lançou uma piscadela me beijando novamente.
...
“- Sim! Eu tenho ciúmes de você, algum problema com isso... Natalie? — eu disse direto e também dei um passo em direção a ela com a sobrancelha erguida, como se eu também a estivesse desafiando.
E então... ela sorriu.”
P.O.V NATALIE
– O lançamento do livro ta sendo um sucesso amiga! — Carly disse com Sophie em seus braços.
– Eu não imaginava que ia ser esse sucesso todo... — eu disse dando um beijo em Sophie.
– Que barrigão lindo em Nat, como ta indo os trigêmeos? — Valery disse me dando um abraço enquanto Josh me lançava uma piscadela.
– Ah nem me fale, eles não param de chutar, parece uma escola de samba.. E a sua gravidez Val, como é que ta? — eu disse alisando sua barriga ainda pequena.
– Por enquanto ta tranquilo, ta no início ainda. — ela disse abraçando o Josh.
– Tranquilo? Você não para de comer um monte de coisa doida, o que foi aquilo ontem á noite? Melancia com pasta de amendoim... isso é no mínimo nojento Val. — Josh disse bufando me fazendo rir.
– Cadê a Scarllat e o Dylan? — perguntei dando falta deles.
– Tão brincando em algum lugar, o Chris ta de olho neles. — Carly respondeu.
– Mamãe quero irmão! — Sophie disse me fazendo sorrir.
Carly a colocou no chão e ela parou na minha frente analisando minha barriga.
– Quando os amigos vão nascer? — ela disse me olhando com os olhos verdes brilhando, era uma cópia da Carly.
– Em breve eles nascem e ai você vai ganhar mais duas amiguinhas e um amiguinho ok loirinha? — eu disse sorrindo pra ela, que assentiu e sorriu, saindo correndo em direção ao irmão mais velho e a prima.
– Eles não se desgrudam! — Carly disse sorrindo.
– Parecem a gente quando éramos crianças Carlota... — Josh disse para a mais nova que sorriu.
– Nat ta na hora de se sentar, você ta muito tempo em pé, tem três crianças ai dentro sua teimosa! — Eric disse me abraçando por trás e depositando um beijo em meus ombros.
– Eu to bem Eric..- disse revirando os olhos pela preocupação exagerada.
– Que isso em cara, três de uma vez! — Josh disse animado dando um toque estranho de mãos com Eric que sorria.
– Homens... — eu disse revirando os olhos, quando reparei que Carly olhava pra trás de mim com uma expressão surpresa na cara.
– Eu fiquei curioso quando vi um personagem muito parecido comigo, na sinopse de um livro que ta sendo tão bem visto por aqui... mas agora que eu vi que foi você que escreveu, bom isso explica algumas coisas. — gelei quando ouvi sua voz com aquele tom de superior, não é possível. Virei lentamente, quase rezando pra que eu estivesse louca.
– Logan? — eu disse surpresa, e vi Eric o fuzilando.
– Natalie... eu ouvi falar da gravidez, cê ta linda. — ele disse sorrindo.
– Aquela ali é a Melanie? — Carly disse apontando pro outro lado. Ela não tinha mudado nada.
– É ela mesmo, ela não sai do meu pé... Bom te ver Carly! — Logan disse para a minha amiga.
– Gostaria de poder te dizer o mesmo, Logan. — ela disse o fuzilando.
– Legal você ter voltado pra Londres pra lançar o livro. — ele disse ignorando Carly.
– É minha cidade natal, e a maioria das coisas que aconteceram no livro eu tirei daqui, achei justo vir pra cá. — eu disse sincera e Logan assentiu, ele estava mais bonito, mas não mudará tanto assim.
– O que porras você ta fazendo aqui? — Eric perguntou frio ainda o fuzilando.
– Ah você deve ser o Eric, ouvi falar muito de você.. Melanie me deixou informado. Eu sou o Logan, ex da sua namorada... mas disso você já deve saber. — Logan disse sorrindo, e eu não soube dizer se foi um sorriso sincero ou não, e estendeu a mão para cumprimentar Eric.
Antes que eu pudesse virar a cabeça pra ver Eric, o mesmo já acertava um soco na cara de Logan que cambaleou para trás surpreso.
– É eu sei quem você é, e to querendo te socar a muito tempo! — Eric disse puto da vida, e quase o bateu de novo se Josh não o tivesse segurado.
– Eric! Você ta louco? Ta assustando as pessoas. — eu disse e Eric olhou ao redor notando a expressão assustada de alguns leitores.
– Me desculpa Nat! — ele disse me olhando arrependido e caminhou com Josh pra fora da livraria.
Valery e Carly foram atrás das crianças quando viram que Sophie tinha caído em um dos corredores e começou a chorar.
– Não vai perguntar se eu to bem? — Logan perguntou na maior cara de pau, massageando o queixo que já começava a ficar com uma mancha escura.
– Sinceramente não me interessa saber se você ta bem ou não. — disse seca querendo me livrar logo dele. E ele soltou um riso fraco.
– Ok eu mereço isso. — ele disse e sua expressão ficou séria. — Olha eu realmente sinto muito pelo o que eu fiz Natalie, eu tinha 16 anos, talvez eu não te amasse de verdade, ou talvez eu só fosse muito idiota. — ele disse sincero.
– Talvez tenha sido os dois. — eu disse e ele deu de ombros. — O que você quer Logan? — perguntei cansada.
– Um autógrafo! — ele disse exibindo o livro. — E se possível uma dedicatória, já que eu te inspirei a fazer um dos personagens. — ele disse sorrindo e eu sorri revirando os olhos.
Peguei uma caneta na mesa de autógrafos que só seria aberta dali a 10 minutos. Logan me estendeu o livro e eu o peguei, por um momento ficamos apenas nos encarando.
– Já sabe o sexo? — ele disse alisando minha barriga com a mão e eu sorri assentindo.
– Duas meninas e um menino. — eu disse e ele me olhou surpreso.
– Uuol, trigêmeos Nat que demais.. meus parabéns! — ele disse sorrindo.
– Obrigada! — eu disse.
Ver Logan ali me trouxe um turbilhão de sentimentos, raiva, angústia, mágoa e até mesmo um pouco de gratidão. Por um momento quase disse, “Hey, obrigada de verdade por ter partido meu coração, talvez se você não o fizesse, eu nunca saberia o que é ser amada de verdade.”. Mas então lembrei que não era só por isso que eu deveria agradecer, por mais que Logan fosse um dos principais motivos que me fez ficar insegura e desconfiada, ele me mostrou tudo o que podia ter mostrado, me deu tudo de si e eu sabia disso, de verdade. Mas o seu tudo não se comparava ao tudo do Eric, na verdade nem sei por que passei tanto tempo os comparando, eles eram tão diferentes.
Portanto não o agradeci, não lhe disse nada, pois senti que ele sabia do seu papel na minha vida, na minha história. Afinal ele estava ali por um autógrafo num livro onde ele é mencionado, indiretamente. Ele estava ali porque sabia que era dele que eu falava, que Pedro se tratava dele, de diversas formas diferentes. No entanto Pedro não era um vilão, ele era o primeiro capítulo do livro, foi mencionado em todo o restante mas apenas como coadjuvante, porque naquela altura Trevor tinha se tornado o protagonista, e Trevor tomou conta do livro inteiro.
Lhe dei um autógrafo e lhe fiz uma dedicatória, mostrei meu melhor sorriso e ele me mostrou o seu. Caminhou até Melanie que me olhava com superioridade, passou direto por ela como se ela nem existisse. Mas Melanie nunca mudará, foi atrás dele como se correr atrás de um homem fosse tudo o que ela sabia fazer, e Logan continuou a ignorando pois estava ocupado demais lendo minha dedicatória, olhando pra trás e sorrindo pra mim, sussurrando um felicidades pra você também.
– Eu não gosto desse cara.. – Eric disse voltando ao meu lado um pouco mais calmo.
– Você não precisava ter batido nele, Eric. – eu disse sincera o olhando com reprovação, mas quase sorri porque a Natalie de 15 anos sempre quis ver o Logan de 16 levando um soco na cara por tudo o que ele a fez passar.
– O que você escreveu no livro dele? – ele perguntou com a cara fechada.
– Eu escrevi, “Pedro, que por mais idiota que tenha sido com Julie, a mostrou que alguns erros e alguns problemas, no futuro podem virar acertos e soluções, aprendizados. Você é um Pedro, Logan. Lhe dei um final feliz no livro porque sinceramente não o desejo menos que isso, obrigada pelos acertos e principalmente pelos erros, felicidades.” – disse sem tirar os olhos do Eric, queria ver sua reação.
– Huum.. – ele disse com a cara amarrada, bufei.
– Somos adultos agora, e por mais que ele continue confiante demais, éramos adolescentes. Já passou. – eu disse sincera beijando seu queixo.
– Isso não justifica Nat, você sabe... – ele disse passando os braços pela as minhas costas, ficando mais tranquilo.
– Eu sei, na verdade devo admitir que você me deixou úmida todo putinho da vida. – eu disse lhe lançando um sorriso amarelo, e Eric riu.
– Você devia ficar grávida mais vezes marrentinha... – ele disse beijando o topo da minha cabeça.
– Vamos fazer assim, quando os trigêmeos nascerem nós vamos transar o dobro de vezes que a gente transa normalmente. – eu disse brincando, ou não.
– O triplo! Ou nada. – Eric disse me lançando um sorriso de canto e arqueando a sobrancelha em forma de desafio.
– Fechado, tarado. – eu disse e demos um aperto de mão para depois começarmos a rir feito idiotas.
– Vai ficar mais difícil agora... – eu disse me referindo ao nascimento da Violet, Damon e Bonnie.
– Eu sei, mas eu gosto do difícil. – Eric disse acariciando minha barriga com um sorriso sincero.
– Eu também! – disse e o beijei.
– Vamos, você ainda tem autógrafos para dar, minha escritora. – ele disse e eu assenti, pegando em sua mão e voltando a me sentar na cadeira, sorrindo ao ver a fila enorme que estava logo atrás da mesa.
Eu não poderia estar melhor.
...
“- E antes que eu me esqueça, eu também te amo... e só pra constar, você fica linda de vermelho. – ele disse por fim”
P.O.V ERIC
– Tá pronta mulher? O pessoal já deve estar lá. – perguntei entrando no quarto sem bater. Os pais da Nat, Minha mãe e Noah, e o resto do povo, tinham vindo pra cá pra ver nossa formatura.
– Dois minutos.. – ela disse passando perfume, num vestido colado que deixava sua barriga mais exposta, ela estava tão linda!
– Você ta linda Nat, ta me fazendo querer tirar esse vestido do seu corpo... – eu disse a abraçando por trás e beijando seu pescoço, e ela se arrepiou e sorriu.
– Você também ta um gostoso, e eu to mais necessitada que você, to grávida lembra? – ela disse, virando de frente pra mim.
– Impossível esquecer, você ta enorme! – eu disse zombando da sua cara, e ela me deu um tapa leve no braço.
– Você é um babaca Green! – ela disse fingindo estar brava.
– E você me ama mesmo assim Foster! – eu disse lhe mostrando um sorriso amarelo.
– Não interessa, você ainda continua sendo um babaca... – ela disse sorrindo e eu revirei os olhos.
– Será que a gente já pode ir pra nossa formatura? – eu perguntei me sentando na cama... de novo. Por que mulheres demoram tanto pra se arrumar?
– Eric... eu acho que.. – Natalie disse com uma voz estranha e fez uma careta enquanto tocava a barriga.
– Que foi Nat? – perguntei me levantando, preocupado.
– Eu não sei, acho que eu to molhada... – ela disse e eu sorri.
– Se a gente transar de novo, a gente vai se atrasar mais ainda, mas se você quiser, tudo bem eu posso... – eu ia dizendo e Nat me interrompeu com um grito.
– Cala a boca Eric! Porra eu to com contrações.. – ela disse se dobrando de dor.
– E o que isso significa? – perguntei e ela me olhou nos olhos quase que desesperada.
– Significa que nossos filhos vão nascer! A bolsa estourou. – ela disse e me senti tonto, tenho certeza que meus olhos quase saíram do rosto de tanto que eu os arregalei, meu deus!
– Tá, tá bom.. fica calma vai dar tudo certo. Onde ta sua bolsa? – perguntei passando as mãos entre o cabelo, nervoso.
– Ta no sofá! Ai meu deus que dor.. – ela gritou, e eu peguei a bolsa e as chaves do carro.
– A gente já sabia que eles viriam antes, mas a cesariana não tava marcada pra semana que vem? – eu perguntei tentando soar calma, enquanto colocava um casaco em Natalie e a segurava para leva-la até o carro.
– Não interessa Eric! Eles querem nascer agora! – ela disse nervosa.
– Tá, tá, a gente já ta indo pro hospital, respira.. – eu disse e senti que quem não tava respirando era eu.
O hospital ficava perto de casa, então chegamos rápido. Pedi uma cadeira de rodas e coloquei Natalie nela, ela não conseguia nem andar, e eu to desesperado.
– Sua mulher esta entrando em trabalho de parto. – o médico disse pra mim enquanto encaminhava Natalie pra sala de cirurgia.
– Avá jura? – Natalie disse e o medico a olhou sério, eu riria se eu não estivesse quase surtando.
– As contrações estão cada vez mais rápidas, os bebês já tão nascendo! – o médico disse nervoso e Natalie continuava gritando de dor. Coloquei a roupa ideal para que eu continuasse na sala, enquanto rapidamente uma equipe entrava com seus devidos aparelhos.
– Estão todos de cabeça pra baixo! Vai ter que ser parto normal.. – ele disse enquanto preparava Natalie.
– O que? Não! Tem que ser cesariana é muito arriscado! – eu disse nervoso enquanto segurava a mão da Nat, que quase quebrava a minha.
– Não vai dar tempo! Os bêbes já tão nascendo! Ela tem dilatação o suficiente, estão todos de cabeça pra baixo, vai dar tudo certo. – o médico disse firme.
– Mas ela não.. – eu ia dizendo quase implorando.
– Eric, eu consigo... eu consigo. – ela me interrompeu, e eu assenti nervoso.
– Se concentra na sua respiração, sua pressão não pode subir, seus batimentos cardíacos tem que permanecer normais. Se concentra nos seus filhos Natalie, eles dependem de você, faça força.. – o obstetra ia dizendo enquanto Nat fazia força e gritava, era horrível ter que ver ela sentindo dor.
– A cabeça de um já esta saindo, faça força Natalie! – o médico dizia enquanto Nat fazia o máximo de força possível.
– Vai ver como ta o bebê Eric! – Natalie disse, ou melhor gritou em meio aos gemidos. – a olhei esperando que ela tivesse brincando.
– Nem fodendo Nat, se eu ver um bebê saindo da sua vagina eu vou vomitar e provavelmente nunca mais olharei sua vagina do mesmo jeito. – eu disse como se fosse obvio e Natalie me lançou um olhar que gelou minha alma.
– Tu é um puta de um gay mesmo. – ok, começou as ofensas.
– Tu não diz isso quando ta gemendo meu nome. – eu disse me convencendo.
– Sr. Green, creio que aqui não é hora pra isso! – o médico disse e antes que eu respondesse eu ouvi um choro.
A sensação que eu tive era inédita, eu me sentia cheio, completo, feliz.. muito feliz, eu sou pai! A enfermeira enrolou o bebê na toalha e me entregou, eu só sabia sorrir... sempre achei que bebês quando nascem tem cara de joelho, mas por algum caralhos eu o achei lindo.
– Quem é? – Natalie perguntou sorrindo. E eu tirei a toalha para ver.
– Ok, isso é um pinto. É o Damon! – eu disse mostrando pra Nat, que chorava emocionada.
A enfermeira levou Damon pra fazer os devidos exames, eles provavelmente vão ficar na incubadora pra ganhar um pouco mais de peso, mas ele parecia tão saudável. Não demorou muito e Violet veio também, minha princesinha era um pouco menor que Damon, mas as bochechas eram mais gordinhas, Natalie beijou o topo da sua cabeça, você é tão linda, ela disse.
Um barulho estranho se fez presente, os batimentos dela estavam muito rápidos, entreguei Violet para enfermeira e voltei a segurar a mão da Nat.
– Sua pressão ta ficando alta Natalie, falta só mais um, mantenha o foco. – o médico disse e os olhos da dela pareciam querer fechar.
– Natalie, por favor.. – eu disse com o coração mais acelerado do que nunca.
– Ela já esta saindo Natalie, faça força. – o médico disse, e Natalie deu um último impulso quando Bonnie nasceu.
Parecia idêntica a Violet, tão linda...
A enfermeira parecia assustada e logo pegou Bonnie de mim, nem deu pra mostrar pra Natalie quando me dei conta que ela estava com os olhos fechados. Não...
– Natalie! Natalie acorda! Natalie! – eu gritava desesperado com as lágrimas brotando nos meus olhos, eu ainda ouvia seus batimentos.
– Cuida deles pra mim... – ela disse tão baixo que eu mal escutei.
– Não! Não! A gente vai cuidar deles juntos ta me entendendo? Fica por eles... fica por mim! – eu disse e ela abriu os olhos e me deu um sorriso.
– Eu amo você... – ela disse sussurrando.
– Não diga isso como se tivesse se despedindo. – eu disse já chorando segurando sua cabeça.
– Natalie? Natalie não me deixa! Eu amo você, fica aqui, seja forte! Pela gente, meu amor.. fica! – eu disse quando seus olhos se fecharam de novo.
– Tirem ele daqui! – o médico disse enquanto vinha com um desfibrilador e só então percebi que o coração dela tinha parado.
– Não! Me soltem, deixa eu ficar com ela! Nat ta me escutando? Volta pra mim, eu te amo... – eu disse me sentindo fraco enquanto três médicos me botavam pra fora da sala.
– Você não pode fazer nada por ela agora, espere aqui fora, que logo daremos notícias. – um dos médicos disse, e eu me sentia impotente demais pra dizer alguma coisa, Natalie...
Eu nunca me senti tão sem chão em toda a minha vida, nem mesmo quando meu pai morreu, Natalie não pode morrer, ela simplesmente não pode.
~Ligação On~
– Alô? Eric! Cara onde você ta? Vocês que são os formandos e a gente que chega primeiro, a mãe da Nat ta até preocupada dizendo que ta com uma sensação ruim, o que houve? To te ligando a uma hora! – Chris disse em disparada e ficou mudo quando ouviu meu choro.
– O que houve cara? – ele perguntou preocupado.
– Eles nasceram! Os trigêmeos nasceram! – eu disse e consegui sorrir ao lembrar dos meus filhos.
– Isso é bom cara, estamos indo pro hospital. Nunca pensei que você choraria no parto dos seus filhos! – ele disse brincando.
– Não cara, você não entende.. A Natalie.. ela, o coração dela parou de bater. – eu disse com dificuldade e voltei a chorar mais ainda.
– COMO ASSIM CARA? – ele gritou do outro lado da linha. – O que houve Chris? – eu ouvi Carly dizendo do outro lado.
– Os médicos tão tentando reanimar ela, eu não sei.. eles, eles não me deixam entrar, eu não sei o que fazer, eu só... me sinto muito inútil agora. – eu disse desesperado.
– Calma, estamos indo ai. – ele disse e eu desliguei.
~Ligação Off~
Não demorou muito pra eles chegarem, todos estavam muito abatidos, principalmente a mãe da Nat.
– Como ela ta? – ela disse me abraçando.
– Eu não sei, não vieram falar nada ainda.. – eu disse a abraçando de volta.
– Vai dar tudo certo cara. – Josh disse me abraçando e eu assenti.
– Como estão os bebês? – Valery perguntou preocupada.
– Estão bem! Eles são lindos.. – eu disse.
– A Natalie vai ficar bem. Eu sei que vai... – Carly disse chorando e Chris a abraçou.
– Tudo bem filho, vai ficar tudo bem.. – minha mãe disse me abraçando e eu comecei a chorar de novo.
– Eu não posso perder ela mãe, eu não vou conseguir... – eu disse e ela acariciou os meus cabelos.
A porta da sala abriu e eu não sei se o médico tinha a cara feia mesmo ou se a notícia que ele ia dar era muito ruim, estremeci.
– A paciente esta bem, ela esta estável e muito medicada, mas ela pediu pra ver você. – ele disse e parecia que eu tava ganhando outro filho de novo, de tão bem que eu me senti.
Praticamente corri até a sala pra vê-la.
– Oi.. – ela disse sonolenta sorrindo.
– Oi? Você tem ideia do que eu passei? Eu quase morri Nat, nunca mais faça isso comigo de novo! – eu disse a beijando desesperadamente.
– Eu nunca te vi chorando antes, me desculpa... não queria te assustar. – ela disse e eu sorri, ela sempre se desculpa quando não tem culpa nenhuma.
– Eu te amo, nunca mais faça isso. – eu disse sério a olhando.
– Eu também te amo! Como estão os bebês? – ela perguntou um tanto inquieta.
– Eles estão ótimos! Provavelmente vão ficar um tempo no hospital, mas eles estão bem! – eu disse e ela aliviou a expressão preocupada.
– Eles são tão lindos Eric.. – ela disse apaixonada e eu assenti.
– Lógico que são, eu sou o pai deles! – eu disse a fazendo rir.
– O pessoal ta todo lá fora, você quase matou todo mundo... – eu disse e ela riu.
– Minha mãe deve estar surtando... as crianças também estão ai? – ela perguntou.
– Não, ficaram na casa dos pais da Carly e do Josh. – eu respondi.
– Vai ficar tudo bem agora... – ela disse e eu sabia que estava certa.
...
"– Qual é o seu numero da sorte? – ela me perguntou.
– 69. – eu respondi a fazendo gargalhar.
– E o seu? – perguntei fazendo minha maior cara de inocente.
– 24. – ela disse ainda gargalhando.
– Hum, interessante. – eu disse."
P.O.V NATALIE
Os bebês estavam ótimos, haviam passado 15 dias na incubadora pra ganharem peso e já estavam todos gordinhos. Todo mundo tava sendo muito cuidadoso comigo, eu já estava ótima, mas parecia que eles não tinham se recuperado do susto. Eric cantava pros trigêmeos todos os dias, a Violet era a que mais gostava vivia se remexendo e sorrindo ao ouvir a voz do pai. Damon sempre fitava Eric curioso, como se estivesse guardando o tom da sua voz, e Bonnie era a mais calminha, quase sempre dormia ao ouvir a voz de Eric como se ela fosse um calmante, e as vezes que não dormia ficava fazendo barulhos esquisitos como se quisesse cantar junto, eles eram lindos.
Eric apareceu ao meu lado com o violão enquanto eu os observava.
– O médico disse que eles já podem ir pra casa amanha. – eu disse ao Eric e ele sorriu feliz.
– Finalmente! – ele disse.
– Vai cantar hoje? – eu perguntei enquanto o via afinando o violão.
– Sempre, eles gostam da minha voz... – ele disse sorrindo.
– Quem não gostaria? – eu disse e ele me deu um selinho, antes de começar a cantar.
mãozinhas
o mundo é seu
segurá-la perto de braços abertos
pezinhos
com milhas à frente
levá-la lenta ver tudo levá-la em
Eu me vejo em você,
você em mim
Eu me vejo em você,
você em mim
Eu vejo isso nos seus olhos
Eu vejo isso nos seus olhos
coraçãozinho
dançando em
assim os prós e contras não vão te derrubar
pequeno sonho
crescer de altura
com um pouco de chuva
um pouco de sol você vai se sentir vivo
Eu me vejo em você,
você em mim
Eu me vejo em você,
você em mim
Eu vejo isso nos seus olhos
Eu vejo isso nos seus olhos
mãozinhas
o mundo é seu
segurá-la perto de braços abertos
mãozinhas
...
"– Eric Green... posso saber como você entrou na minha casa? – ela disse cruzando os braços abaixo dos seios.
– Como pessoas normais fazem, Natalie Foster, eu entrei pela porta..- disso com um sorriso maroto nos lábios a vendo revirar os olhos."
~Ligação On~
– É um menino! – Valery disse empolgada no telefone.
– Ai meu deus, vai ser Thomas? – perguntei, lembrando que ela tinha dito que colocaria esse nome se fosse um menino.
– Sim, com certeza! – ela disse empolgada.
– Meus parabéns, pra você e pro Josh! – eu disse animada. – Vou contar a notícia pro Eric... – eu disse e nos despedimos.
~Ligação Off~
– Eric? – eu chamei ele e não tive resposta.
Andei até o quarto das crianças e o vi dormindo com os três sobre a sua barriga, tive que tirar uma foto. Ele se remexeu e acabou acordando com o barulho da foto.
– Ta me admirando ai? – ele disse sorrindo.
– To, não posso? – perguntei me deitando ao lado dele.
– Deve! – ele respondeu e beijou minha testa.
– Quem era no telefone? – ele perguntou.
– Ah é, era a Val, ela fez o ultrassom hoje, é menino! – eu disse e Eric sorriu.
– Que bom, o Josh tava louco por um moleque.. – ele disse e eu assenti.
–Somos todos pais agora, é tão engraçado... – eu disse pensando alto.
– Não vejo graça nenhuma, toda a vez que a gente tenta transar a Violet começa chorar, e então a Bonnie também chora, e claro que o Damon vai chorar também, e nós ficamos desesperados com tanto choro. – ele disse me fazendo rir, realmente...
– Mas no final do dia, tudo isso vale a pena. – eu disse e ele assentiu.
– Eu tava aqui pensando, olhando minhas princesinhas... quanto dinheiro eu vou gastar com guarda costas.. – ele disse e eu ri.
– Porque seu doido? – eu perguntei.
– Porque só eu e o Damon pra espantar os futuros fedelhos que virão atrás delas não vai ser o suficiente. – ele disse e eu ri mais ainda.
– Não pira Eric! Elas ainda nem tem um ano! – eu disse e ele deu de ombros.
– A gente ainda tem muito tempo pra pensar nisso.. – eu disse encostando minha cabeça em seu ombro.
– É... muito tempo. – ele falou e beijou minha testa.
...
“- A gente ia brigar tanto que ia traumatizar a criança. – ele disse e eu ri.
– Então seria.. do nosso jeito. – eu disse e ele sorriu.
– É, a gente funciona bem assim.. mas ainda acho que a criança ia crescer traumatizada. – ele disse e nós dois rimos.
Consegui finalmente nos imaginar, e de fato, daríamos um belo casal, uma bela família.”
P.O.V NARRADORA
Natalie observava Eric colocando os bebês pra dormir com um sorriso no rosto. Ele era tão delicado, tão protetor, tão... pai. E ela tinha um medo enorme de perder aquilo, tudo... aquilo. Era tão importante pra ela, era sua família, e ela os amava tanto que nem mesmo eu, sou capaz de explicar o quanto.
– Eric? – Natalie o chamou um tanto aflita.
– Que foi? – Eric respondeu, a olhando um tempo depois e uma ruga de preocupação surgiu em sua testa, ele ainda ficaria com uma preocupação a mais por bastante tempo, depois do susto do parto da namorada.
– O que foi Nat? – ele disse enquanto caminhava até a namorada com pressa.
– Você promete que se um dia você deixar de me amar, você me fala? – ela disse um tanto envergonhada, e pareceu até mesmo uma criança inocente.
– O que? Por que? – Eric disse já com a morena coberta por seus braços fortes, e um sorriso de canto surgiu com a timidez que era quase sempre inexistente na namorada.
– Ah sei lá, eu só tenho medo que o que a gente sente um pelo outro acabe virando rotina, acabe ficando chato sabe? E eu não quero que a gente vire aquele tipo de casal que ta junto, mas não ta junto realmente... dois velhos ranzinzas. O quanto você me ama Eric? Compare com alguma coisa se você se sentir melhor, eu só quero saber o quanto você me ama... – ela disse sorrindo o olhando nos olhos.
O som ensurdecedor da gargalhada gostosa do Eric quase fez os bebês acordarem, Natalie saiu dos seus braços e o fuzilou, não achando graça nenhuma.
– Natalie, meu amor... não é mais fácil a gente simplesmente inovar no sexo, sei la, mudar de posição? Dizem que quando um casamento não ta indo bem, é só fazer coisas novas no sexo que ele melhora... – Eric disse ainda risonho, fazendo aspas com as mãos no “coisas”, Natalie fechou a cara mais ainda e ele finalmente ficou sério... por dois segundos apenas.
– Ai Eric! Por que você é tão ogro? Eu aqui tendo dificuldades pra falar essa porra, e você falando de sexo... – Natalie disse séria colocando os braços envolta da barriga. A marra tinha voltado.
– Tu que ficou gay de repente mulher... de qualquer forma é mais fácil investir no sexo mesmo. – Eric disse com um sorriso de canto, e a olhando do mesmo jeito que olhará nos últimos cinco anos, voltou a tê-la em seus braços.
– Ta... mas se acontecer de sei lá, você deixar de me amar... porque é super possível isso acontecer, acontece o tempo todo com vários casais. Promete que se você me deixar, não vai ser por uma loira? – Natalie disse num tom brincalhão, colocando seus braços envolta dos ombros do moreno. Eric revirou os olhos com a pequena insegurança que surgiu do nada na mãe dos seus filhos.
– Ok, eu prometo que se eu te largar por uma loira, eu faço ela pintar o cabelo, satisfeita? – Eric disse sério, mas seus olhos sorriam fazendo graça.
– Eric! – Natalie disse dando um tapinha no ombro dele e soltando uma risada baixa pra não acordar os seus filhos.
– Eu te amo sua maluca! Amo os trigêmeos e amo a gente! Não vou te deixar nem que você queira, talvez nem mesmo se eu quisesse eu seria capaz. – ele disse divertido a apertando mais forte entre os braços.
– Promete? – ela perguntou beijando seu queixo.
– Não. – ele disse beijando seu pescoço.
– Eu te odeio Eric Green... – Nat disse revirando os olhos enquanto um largo sorriso tomava conta do seu rosto.
– Você me ama Natalie Foster. – ele disse passando sua mão na nuca da namorada enquanto a apertava firmemente na cintura com a outra, a beijou de um jeito calmo e terno.
Eric então sentiu a necessidade de se expressar melhor, pra tirar qualquer dúvida que a lerda da Natalie ainda tinha, mesmo após cinco anos juntos. Então ele a fitou mais sério, e tentou transparecer toda a sinceridade possível.
– Eu não queria fazer comparações, não queria comparar nosso amor com nenhum outro, afinal... não existe amor algum próximo do nosso. – ele disse num tom de voz baixo como se sentisse dificuldade em dizer todas aquelas palavras, e todas as seguintes.
“É único, é quente, é saboroso, é novo, e eu tenho o seu cheiro no meu travesseiro pela manha. Nosso amor parece ser infinito e eu acredito que é. Sempre me falaram que eu devia acreditar em alguma coisa, e eu acredito.”
“Eu acredito em você, acredito em mim, mas o melhor de tudo... é que acredito na gente.”
Ele disse por fim, fazendo Natalie abrir um sorriso enorme toda derretida, para depois beija-lo.
– É, eu te amo. – ela disse por fim, sorrindo entre os beijos, que se tornariam outra coisa mais tarde, se o choro dos bebês não os interrompesse, é claro.
...
E eles viveram, ou melhor... eles estão vivendo muito felizes, se beijando, brigando muito, discordando em quase tudo, fazendo sexo de reconciliação, quando o choro dos bebês não os interrompe, sendo ótimos pais, brigando de novo... Nós sabemos que não é uma história sobre contos de fadas, onde tem um felizes para sempre. Eles podem sim, terminar amanha ou depois, podem ambos acabar se odiando por um deslize da vida, ou o relacionamento pode cair na rotina, muitas coisas podem acontecer, mesmo que não queiramos que aconteça... o que a gente sabe sobre o futuro?
A vida é feita de momentos, que podem ou não influenciar o nosso futuro, mas porque se preocupar com o que teremos amanha, se o que temos hoje já é o suficiente?
Pois é, eles se amam agora, se amam muito na verdade. Mas pra ser sincera, eu acho sim, que esse "agora" pode durar por muito tempo...
E quer saber? Eu espero que dure.
"– E você. — a professora apontou para o garoto que eu havia observado quando cheguei.
– Eric Green. — sua voz era grossa e um tanto rouca, combinava com ele.
– E o que mais ? É só isso que você vai falar ?. — perguntou a professora curiosa.
– É só isso que você precisa saber. — sorri de canto, esse era dos meus.”
– Fim.
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