Fuck Love

9 Capítulo - 9 - A Feeling Called Love.


Notas iniciais
Hello my loves, era pra eu postar ontem mais n tive tempo, enfim embora o numero de comentários não tenha aumentado eu fiquei muito feliz com a recomendação que a ellen fez, brigada amor *-* então.. Boa Leitura :D

“E o seu coração está contra o meu peito

Seus lábios pressionados no meu pescoço

Eu estou mergulhando dentro dos seus olhos, mas eles ainda não me conhecem

E com um pressentimento que vou desprezar, eu estou me apaixonando agora”

Kiss Me – Ed Sheeran

P.O.V ERIC

Tinha acordado cedo em pleno domingo e resolvi pegar a moto pra sair e resolver os últimos ajustes na lanchonete.

– Já que você estuda de manhã, você entra no expediente da tarde e fica até ás dez da noite, tudo bem pra você? – disse o gerente que se chamava Robert me passando os horários, ele parecia estar sóbrio agora.

– Tudo certo. – sai da lanchonete e subi na moto.

Resolvi dar uma volta por Londres, já tinha passado uns três sinais vermelhos, sim eu gosto da adrenalina de passar sinais vermelhos da uma sensação boa e... não eu ainda não atropelei ninguém, como eu ia dizendo... ainda. Vi Natalie de longe, cantando que nem uma louca, ela tinha uma voz horrível pra cantar mais isso só deixava ela ainda mais atraente e eu ainda mais louco pra ter ela nua na minha cama, resolvi acelerar só pra dar um susto nela.

...

Quer dizer que a marrentinha anda tendo sonhos quentes comigo? O que eu to falando? Eu sonho com aquela bunda gostosa dela... bom todos os dias. Natalie olhava de cara feia pra Carly e eu tava me segurando pra não rir daquela situação.

– Não fode vocês dois, e vê se para de graça Carly se não o cachinhos que vai te levar pra casa entendeu? – Natalie disse rabugenta com um semblante de vitória.

– Jogo sujo hein... – disse Carly séria. – Que seja, eu vou trocar de roupa, entrem logo porra. – qual é a dessas minas? Tão de tpm?

Dei espaço pra Natalie entrar primeiro e dei uma boa olhada no que logo logo seria meu, sentamos no sofá e pude dar uma boa observada na casa do nerd, era simples mais bem aconchegante. Me pergunto onde estava os pais dele.

– Meus pais viajaram nessa semana, por isso trouxe Carly pra cá, minha mãe não gosta que eu traga mina aqui pra casa, aquela lá é uma ciumenta que meu deus... – disse Christopher vindo na nossa direção, parece até que ele leu meus pensamentos.

Estávamos conversando qualquer coisa quando Carly finalmente saiu do banheiro arrumada.

– To pronta. – ela disse sorrindo. – Tchau Chris. – e os dois começaram a se comer ali mesmo.

Natalie forjo uma tosse.

– Porra para com essa pegação e vamos logo que eu to com fome. – Natalie disse, porra eu também tava com fome.

– Tá, tá to indo. – disse Carly.

– O tarado, valeu pela carona mais... a gente vai de taxi já que nós duas não vamos caber na sua moto. – Natalie disse agradecendo, puts é mesmo eu já podia ter ido embora.

– OK marrentinha. – Natalie deu sinal pra um taxi que passava parar e foi embora junto com a mina do nerd, dei um aceno com a cabeça pro nerd coloquei meu capacete e fui embora.

O resto do meu domingo foi entediante, deitei na minha cama com as mãos atrás da cabeça e fiquei fitando o teto, Natalie surgiu na minha mente, será que ela tava sonhando comigo mesmo? Eu podia tornar seus sonhos reais marrentinha, ri dos meus pensamentos, confesso que quando ela disse pra mim dar carona pra ela pra casa do Christopher não gostei muito mais depois de ver ele e Carly juntos eu soube que ele não era um perigo, a Natalie ta me enlouquecendo, apaguei em um sono tranquilo pensando nela.

...

Quarta – Feira, é já era quarta, o começo da semana passou correndo e a escola tava mais chata do que nunca, claro que eu me divertia irritando a Natalie e olhar pra bunda dela meio que não deixava eu dormir nas aulas. A professora de filosofia entrou e a sala ficou em silencio.

– Bom dia, por favor me entreguem as redações. – ela disse simpática, levantei ao mesmo tempo que Natalie e fomos entregar nossas redações.

– A sua fico boa? – Natalie me pergunto olhando pra minha folha.

– Fico uma merda e a sua?- perguntei pra ela que olhou sua folha por uns segundos.

– Acho que fico um pouco pessoal demais, sei lá. – ela respondeu, huum pessoal, fiquei curioso.

Todos já tinham entregado suas redações e estávamos todos sentados.

– Alguém gostaria de ler sua redação pro resto da classe? – perguntou a professora entusiasmada, ela encarou Natalie por alguns segundos e depois desviou o olhar, eu já tinha ouvido falar que a marrentinha era uma boa escritora, tava realmente curiosa pra saber se era verdade.

A sala tava em um silencio irritante, até que..

– Eu leio! – disse Natalie se levantando da sua carteira, e pegando sua folha com a professora.

– “ O que sentimentos tem haver com filosofia? ” – ela disse meio nervosa, ficou encarando sua folha por um tempo pensando talvez se seria uma boa ideia continuar, ela olhou pra professora que a jogou um sorriso sincero e depois começou a olhar pra todo o canto da sala como se estivesse perdida ou procurando alguém, seus olhos encontraram os meus e ela pareceu aliviada com isso, deu um sorriso tímido de canto e eu lhe dei um sorriso sincero tentando lhe passar confiança, Natalie voltou seu olhar pra folha e continuou.

– Sinceramente tudo e ao mesmo tempo nada, alguns sentimentos são fáceis de entender, são fáceis de sentir e chegam a ser tão fáceis que chegamos a ser talvez quase filósofos por compreender e estarmos certos de tais sentimentos mas, também existem sentimentos que são muito difíceis de lidar, eu vou dar um exemplo de sentimento que provavelmente todos já sentiram de alguma forma, o amor. O amor é o sentimento mais puro e mais destruidor que podemos sentir, ninguém o compreende totalmente, apenas o sentimos e torcemos pra que ele nos faça um bem. Temos medo de libertar tal sentimento, porque sabemos que temos um risco grande de dar errado e a maioria das pessoas preferem apenas o sentir do que correr o risco de o destruir ou pior, que o destruam, bom eu pelo menos prefiro que seja desse jeito agora. Alguém de quem eu gostava muito acabou o destruindo sem que eu pudesse antes o proteger. – Natalie deu uma pausa e respirou fundo pra poder continuar, eu me pergunto quem foi o cara que fez isso? – O amor é inevitável, ele vai acontecer de uma forma ou de outra e você não vai poder evita-lo, sim somos jovens e queremos nossa liberdade, mais talvez fossemos mais livres se pudéssemos controlar esses sentimentos incompreensíveis, não haveria a dor e talvez seriamos mais corajosos e cuidadosos de um jeito menos sufocante. O mundo está evoluindo tão depressa, estamos ficando tão bons na tecnologia mas na questão de entender sobre sentimentos, parece que estamos ficando mais burros do que nunca. E sim, talvez tenhamos medo de ser feliz mais isso tudo porque já estamos acostumados com que tudo de errado, não é algo pelo qual gostamos mais de alguma forma, principalmente nós adolescentes, temos uma certa mania de ir mais pelo errado do que pelo certo, e vamos errar e errar e continuaremos errando mesmo já sabendo qual é o certo, porque de repente errar se tornou um tipo de vício. Não culpemos os sentimentos mais sim nós mesmo, que talvez tenhamos evoluído tanto mais estamos tão atrasados pra entender o que sentimos uns pelos outros, os sentimentos só nascem, quem os cria da maneira que queremos somos nós, então eu assumo o erro de ter criado meus sentimentos errados pela pessoa errada, e ainda vamos amar muito e chorar depois, rir logo em seguida inventando piadas do tipo: como eu pude sentir tal coisa por você? Depois lembraremos do que foi bom e vamos comparar com o que foi ruim e nos perguntaremos se valeu a pena tudo isso, vamos continuar aprisionando tais sentimentos porque mesmo que os deixemos livres, ainda não estaremos prontos para entende-los, ainda não estaremos prontos pra fazer a pergunta certa para obtermos a resposta certa, vamos continuar agindo como crianças porque é simplesmente mais fácil e queremos nos proteger. Mas quando estivermos prontos, se ainda não for tarde de mais, iremos fazer finalmente a coisa certa e começaremos a agir como adultos, enquanto isso não acontece ainda não haverá nenhuma resposta coerente para nenhuma pergunta que ainda não foi dita, o que é o amor? O amor é um sentimento, o sentimento que ainda não sabemos nada sobre, mais continuaremos vivendo e sobrevivendo, errando e aprendendo, e enquanto respirarmos ainda vamos sentir e ainda não vamos saber. Então tudo e nada é o que sentimentos tem haver com filosofia, talvez a próxima geração saiba responder essas perguntas tão difíceis. – Natalie acabou e deu um suspiro vitorioso, todos a aplaudiram bastante e pude ver que ela ficou corada com isso, ela voltou seus olhos aos meus e eu lhe dei um aceno positivo, ela realmente escrevia bem.

– Muito bem Natalie, clara e objetiva como sempre. – disse a professora elogiando Natalie.

– Obrigada. – Natalie disse envergonhada e se sentou.

A pergunta que não saia da minha cabeça, quem é o cara? Eu preciso me certificar disso depois, o sinal bateu e todos saíram apressados da sala. Fui até Natalie.

– Quem te viu quem te vê em marrentinha, não sou de elogiar mais até que você mandou bem. – disse sorrindo pra ela que abriu um sorriso enorme logo em seguida.

– Valeu tarado! – ela disse e foi embora.

Subi na minha moto e fui pra casa.

– Mãe?

– Oi filho, já to colocando o almoço, como foi seu dia? – disse ela vindo me dar um beijo.

– Surpreendente. – disse lembrando de Natalie.

– Que bom, e que horas você vai trabalhar? – ela perguntou.

– Duas e meia. – respondi.

– Ok, então você me da uma carona que se não eu me atraso pro trabalho. – ela disse colocando os pratos na mesa.

– Sim senhora.

Almoçamos e conversamos sobre o trabalho novo da minha mãe, ela não parava de falar do chefe dela, sei não viu. Subi pro meu quarto pra trocar de roupa peguei meu violão e desci.

– Vamos mãe! – disse pegando a chave da moto.

– Vamos.

Deixei minha mãe no trabalho e fui pra lanchonete, não estava muito movimentada, subi no palco e comecei a fazer o meu trabalho.

Já estava de noite e o movimento tinha ficado um pouco maior, as pessoas dançavam bêbadas e falavam cuspindo, nossa Eric belo lugar pra arrumar um emprego, ah foda-se dinheiro é dinheiro, dei uma pausa pra comer alguma coisa.

– Ta mandando bem hein garoto. – disse Robert dando leves tapas nas minhas costas, odeio isso.

– Valeu e... não encosta em mim. – fui direto.

– Cara você precisa de sexo. – ele disse risonho.

– Cara você também. – disse irônico.

Terminei meu lanche e voltei pro palco, estava arrumando as letras de musicas que eu tinha trazido pra cantar e me deparo com uma certa marrentinha entrando sozinha na lanchonete, fiquei observando ela por um tempo, parecia pensativa, até que seus olhos vão para o palco, ela olha pro palco inteiro até finalmente me ver e abre um sorriso automático entre os lábios, sorrio de volta e dou uma mordida nos lábio inferior quando vejo seu decote, ela percebe e me mostra o dedo do meio sorrindo marota.

– Você não presta. – ela movimenta os lábios pra que só eu possa entende-la.

– Eu nunca disse que prestava. – faço o mesmo com ela e ela revira os olhos.

Termino de arrumar as letras e começo a afinar o violão, Natalie parece surpresa com o que vê, começo a tocar alguns acordes até que um ritmo de uma musica conhecida muito bem por mim começa a soar do meu violão, começo a cantar os primeiros versos olhando diretamente pra ela e ela abre a boca num perfeito ‘O’ e parece surpresa e entusiasmada, depois ela começou a movimentar a cabeça no ritmo da musica e começou a cantar baixinho com os olhos fechados, sorri da cena, e eu podia continuar olhando ela desse jeito pro resto da minha vida, Natalie abriu os olhos sorrindo pra mim e eu senti uma coisa estranha, eu não tirava os olhos dela e por um segundo até cheguei a esquecer a letra da musica o que a fez sorrir, vários casais dançavam ao redor do palco, o que me fez fazer uma careta, olhei pra ela novamente e vi que ela também fazia uma careta olhando pros casais que se formavam.

Garota, eu to viciado em você.

Notas finais
espero que tenham gostado gatas e gatos (se tiver) kkkkkkk COMEENTEM, eu n irei postar dois caps por semana enquanto o numero de comentários não aumentar, então façam a sua parte, falem o que tão achando, até semana que vem *-* bjss da pequena...