Notas iniciais
Inspirada em; Human do The Killers

- Sugiro ouvi a musica enquanto lê a fic.

“- Vai dar tudo certo, você vai ver.”

Foram suas ultimas palavras que pude escutar. Após aquilo entrei num sonho forte.

O tipo de sonho que você demora pra sair e que, se você chora dentro dele, seu corpo chora também.

Um sonho surreal que eu jurava que nunca mais iria sair.

Em pensar que tudo começou com uma dança, trágica, mas ainda assim uma dança.

Andei até um corredor branco vendo todas as portas ali abertas, e mais branco invadindo ele.

Seu piso parecia diamante puro de tanto que brilhava.

Era uma coisa nervosa eu tinha que admitir, mas ao mesmo tempo fascinava.

Comecei a andar por aquele corredor pensando em três mil tipos de coisas.

Coisas simples como se a cirurgia havia dado errado, por isso eu estava preso naquele lugar.

Ou se Akira estava desesperado esperando alguma resposta ou reação minha.

Por mais que eu quisesse acordar, simplesmente para só olhar pra ele mais uma vez, lá no fundo eu sabia que seria difícil.

Se eu estava em um lugar vazio, sem pessoas ou existência, era porque eu estava literalmente fudido.

A cirurgia havia piorado meu estado e eu provavelmente entrei em coma.

Eu sabia pelo conhecimento medico que havia adquirido assistindo a seriados americanos de medicina.

Na maioria das vezes, quando alguém entrava em coma, eles diziam sempre que elas estavam dormindo, tendo um sonho absurdo e irreal como o que eu estava tendo e que, na maioria, eles se encantavam e não queria sair do sonho.

Mas ao contrario do que eles diziam eu queria sim sair dali, o mais rápido possível.

Eu precisava. Ainda era jovem demais pra morrer e deixar um namorado viúvo e uma banda famosa pra trás.

Eu sou humano, eu sou imperfeito e sim, eu me apego a coisas materiais.

Se bem que eles jamais seriam materiais, eles são verdadeiros humanos também.

Eram os melhores amigos que um cara podia ter, mesmo não falando muito sobre suas vidas pessoais ou falando de coisas aleatórias.

Eu ainda os amava e não iria deixar que um comazinho me levasse deles.

Eu iria acordar, iria provar que os médicos estavam errados e que eu podia sim acordar.

Fechei meus olhos por alguns segundos, tentando focalizar minha mente no que poderia estar acontecendo fora daquele coma.

Quando os abri me deparei com Akira, ajoelhado ao lado de minha cama e chorando.

Ele sussurrava alguma coisa que eu não conseguia ver ou entender.

Mas uma coisa eu conseguia ouvir ele dizer.

“ – Você tem que me deixar saber.”

Era a única coisa que eu ouvia e entendia, o resto parecia estar sendo falado em outra língua.

Cheguei mais perto dele e olhei o monitor, meus batimentos eram vitais.

Olhei para meu corpo, estava pálido como a neve.

Passei uma mão sobre minhas mãos, estavam frias e só então voltei minha atenção à pessoa mais importante, Reita.

Ele estava ajoelhado, chorando e esperando uma resposta de uma pergunta que eu nem fazia idéia qual podia ser.

E aquilo não fazia sentindo, nada daquilo, aliás.

O porquê de eu estar ali e não dentro do meu corpo como planejado.


Ouvi a porta sendo aberta e me virei vendo uma enfermeira entrar.

Ela olhou o desespero do meu Akira e sorriu triste, abaixou a cabeça e pegou alguma coisa na mão.

Caminhou até minha cama e injetou alguma coisa dentro do caninho que levava o soro até meu corpo.

Abaixou a cabeça de novo e como entrou saiu.

Foi quando eu senti alguma coisa me puxando para trás, com força.

Me virei me deparando com o nosso apartamento.

Aonde eu e Akira havíamos passado por tantas coisas juntos, estava intacto, como sempre.

E aquilo só fez minha cabeça ficar mais doente ainda.

Era uma coisa totalmente irrelevante e irreal.

Eu sabia o que meu cérebro queria me dizer, provavelmente que eu jamais veria aquilo em vida de novo.

Mas ele estava errado, eu iria ver e não demoraria muito.

Foi quando senti outro puxão forte, como se estivesse sugando minha roupa.

Me virei vendo o mesmo corredor branco, mas dessa vez era diferente.

Eu ouvia um barulhinho repetitivo junto.

E logo o barulho ficou mais alto, e cada vez mais alto.

Fechei os olhos com força, tentando espantar aquele barulho.

E quando os abri de novo vi Akira na minha frente.

Chorando e desesperado, o vi sorrir e ficar sem ar.

Olhei ao redor com calma vendo o velho quarto de hospital e alguns médicos a minha volta.

Eles falavam coisas que eu não entendia e não escutava direito, também não queria.

Era inútil.

A única coisa importante é que eu realmente estava de volta, e eu fiz o meu melhor para aquilo me acontecer.

Sorri.

Não sabia o que aquela enfermeira tinha colocado em meu soro, podia ser qualquer remédio.

Mas uma coisa eu sabia que havia lá e era a graça e a virtude.

Não era milagre, era alguém realmente fazendo o bem.

Não me deixando partir, nem me desejando boa sorte.

Era alguém realmente humano, sabendo que meu coração podia bater mais forte e mais rápido.

E ela me deixou saber daquilo.

Fim ~

Ps; Sim é meio sem pé nem cabeça, mas surgiu após ouvir a minha mais nova musica favorita Human do The Killers, a letra é linda e a musica já tava na minha cabeça a uns dois messes.

Ps 2; Não se esqueçam que não deixar review é falta de educação /fikdik

Ps 3; A fic era pra ser postada no natal, mas a Ju literalmente sumiu. Agradecimentos a Lia que fez o enorme favor de betar pra mim. 3>

- Onça ~

Notas finais
Ler e não comentar é falta de educação, mostre que papai e mamãe deram ela a você /fikdik
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!