Notas iniciais
- Mas uma que surgiu apartir de uma brincadeira idiota via msn.

- Quero tomar sorvete.

Me virei, olhando pasmo.

- São oito da manhã Taka! Onde eu vou conseguir sorvete?

Ele apenas deu de ombros.

- Você quem me pediu em namoro, bons namorados realizam as vontades e desejos de seus namorados.

Bufei.

- Deixa de ser criança Taka! Você sabe que eu não tenho super poderes muito menos uma sorveteria.

Ele se virou, me encarando sério.

- Eu quero sair daqui. Tá calor demais e quero ir tomar sorvete.

- Deixa de ser mala Takanori e fica quieto pelo menos hoje.

Ele se levantou e foi até o armário, abriu a porta e pegou um par de... Patins?

- Aonde você pensa que vai?!

Se sentou no chão e começou a colocar os patins pretos.

- Se você não faz minhas vontades, eu mesmo faço.

Ele se levantou, mas eu fui mais rápido.

Peguei seu braço e o segurei.

- Você tem cinco minutos para tirar essa porra do seu pé antes que eu mesmo o faça.

Ele não respondeu.

Não, em vez disso ele começou a gritar.

- Cala boca! – Disse colocando a mão sobre a mesma.

Porém ele insistia.

- ME SOLTA, ELE É LOUCO! QUER ME MATAR!

Senhor me dê paciência, mas que seja agora.

Como ele continuou com os gritos, eu fiz a única coisa que me restava.

- TÁ! CHEGA! EU TE LEVO PRA TOMAR SORVETE CARALHO! – Ele parou de gritar e se mexer.

Fechei os olhos agradecendo mentalmente por não ter espancado ele.

Ele se soltou e se virou com os olhinhos brilhantes.

- Por isso eu te amo Rei-chan.

- Ta agora tira essa porra do pé, se não você fica aqui em casa sozinho enquanto eu vou buscar o sorvete.

Como se fosse mágica, ele sentou e tirou os patins mais rápido do que quando havia posto.

Se levantou, pegando na minha mão e me puxando para fora.

Passei a mão pela mesinha de centro e peguei a carteira, enquanto ainda era puxado para fora.

Tranquei a casa, e fui arrastado até a sorveteria mais próxima.

Que ficava a um quarteirão de casa, o problema não era andar.

Era andar numa manha de sábado com o sol rachando a sua pele e ouvir seu namorado cantar e pular feliz da vida em direção a um lugar que nem deveria estar aberto ainda.

Senhor, eu juro que se me der mais paciência agora nesse momento mesmo, eu doarei toda minha mesada aos pobres.

Finalmente chegamos à maldita sorveteria que, para a minha alegria, estava aberta.

Taka correu para dentro, parando no freezer branco.

Abriu e pegou cinco picolés.

Entregou ao caixa, e eu, como o trouxa que sempre fui, paguei pelos cinco picolés de cinqüenta centavos, cada.

No caminho de volta, ele abriu um dos sorvetes e só ai que eu notei.

Eram todos de limão.

Aquilo era a gota d’água.

Soltei de sua mão, olhando sério.

- Que espécie de criatura é você que compra cinco sorvetes do mesmo sabor numa manhâ de sábado?

Ele terminou o sorvete e sorriu.

Droga, como eu amava aquele sorriso.

- Da espécie que você ama, meu Rei Rei.

Acabei sorrindo, afinal de contas ele tinha razão.

Ele podia ser o bicho mais estranho do mundo.

Mas por ele eu comprava todo o sorvete do mundo, só pra agradar o meu baixinho.

~ Fim

Notas finais
MANO; Ler e não deixar review é muita falta de educação, saiba disso.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!