- Estranha Obsessão -
77 Sabrina
Sabrina
De todas as pessoas que ela poderia imaginar receber uma visita, eis que jamais imaginou encontrar Paulo em sua casa, assim que o viu sorriu radiante, ele poderia nunca ter sido o homem dos seus sonhos, pois Victor que sempre o foi.
Porém vê-lo animava-a de um modo triunfante.
Tentou abraça-lo mais foi impedida, assim que viu sua cara entendeu que a visita não seria amigável, pegando seu cigarro, se sentou mandando a empregada ir embora, ao se sentar cruzou as pernas fazendo questão de mostrar seus dotes e ver se isso o excitava de algum modo, irritada ouviu ele falar.
– Quanto mais olho para você tento entender como pude me apaixonar, ou melhor amar-te.
– Você é uma pobre coitada.
Mordendo os lábios para não manda-lo ir a merda, manteve-se calada, esperando que ele continuasse a falar.
– Estou aqui para pedir de forma educada que saia do país, já conseguiu o dinheiro que quer, então vá embora antes que se machuque.
– Acha que a gente vai deixar você ferrar a vida dela? Vá embora Sabrina, vá antes que seja tarde demais.
Fumando ao mesmo tempo em que o olhava falou.
– Fico emocionada que se preocupe ainda comigo... Isso para mim só tem um significado, que ainda se sente mexido comigo, por que não começamos de novo? Podemos juntos fazer nossa vida, sabe que eu seria boa para você... Antes que terminasse Paulo falou.
– Eu não estou aqui por você, estou porque sei o que pretende fazer, se continuar com planos de fazer a vida de Aline um inferno, acabara saindo machucada, por que não tem como eu ou Victor permitir isso, isso seria contra nossos princípios.
Bufando Sabrina perguntou irritada.
– E qual é esse principio posso saber?
Paulo se levantando, pois não aguentava mais olhar para a cara de Sabrina falou.
– Proteger o que é nosso, proteger as pessoas que amamos.
– Esta avisada, disse jogando sobre a mesa uma passagem de avião e um cheque assinado por Paulo.
– Esta tudo preparado, lá terá varias casas em teu nome, podendo se garantir até a sua morte, e o valor do cheque é para fazer o que acha melhor.
– Se eu fosse você, agarraria essa oportunidade e iria feliz, mas a decisão é sua.
– Tome a decisão por si, não espere que eu tome esse decisão.
– Sabe que sou capaz disso, te dou uma semana para sair por bem.
Irritada jogou o cigarro no cinzeiro e falou quase que cospindo.
– Isso é uma ameaça?
– Por que se for eu não tenho medo, você não teria coragem de fazer mal a mim, disse se achegando a ele e tentando tocar seu rosto.
Antes que conseguisse sua mão foi agarrada violentamente e foi jogada contra o sofá onde antes estava sentada, agora gemendo de dor, e passando a mão em forma de aliviar a dor.
– Onde esta o Paulo que eu conheci? Como pode fazer isso comigo? Gritou se sentindo pela primeira vez insultada.
Mas para sua eterna indignação ele riu em sua cara, dizendo.
– Ele esta morto, ele não existe mais... Não mais para você!
– Como poderia existir? Você matou meu filho! Matou o que eu tinha de mais precioso, falou emocionado.
Para ela era difícil falar isso, ela ressentia com a perca da criança, mas em realidade ela nunca quis um filho, desde o inicio ela pensou em abortar, tinha pavor de ficar feia, com estrias por causa de um bebê, mas na época tinha sido um bom plano, ela ia conseguir casar com ele quando contasse a verdade.
Revoltada falou, mas assim que o fez se arrependeu.
– Seu filho? Nunca foi seu filho! Se tem alguém que deveria estar revoltado comigo essa pessoa deveria ser Victor uma vez que a criança era dele!
Assim que ela terminou de falar, sentiu Paulo vir em sua direção a pegando brutalmente.
Ela tentou gritar pedindo por ajuda, mas não conseguia, nunca o tinha visto desse modo, quando percebeu que estava sendo levada para a sacada, tentou gritar, se soltar, mas ele era mais forte.
Paulo fora de si, pegou Sabrina e com toda a sua força, mesmo estando ela lutando para se soltar, forçou seu corpo de forma que ficasse de costas para a sacada e de frente para ele.
– Me de um motivo para não te jogar daqui? Para acabar com sua vida!
– Agora você chora sua vadia? Onde esta as lagrimas para o filho que perdeu? Meu ou dele era uma criança inocente!
– Por que deveria deixar você livre? Falou ao mesmo tempo em que forçava seu corpo em forma de queda.
Sabrina tremia, se caísse estaria morta, estavam no nono andar.
– Me solta, pare com isso Paulo!
– Pare de brincar comigo!
Paulo revoltado, forçou mais o corpo dela, fazendo com que essa começasse a gritar, logo estaria pessoas ali, era a única coisa que conseguia pensar.
– Pareço estar brincando Sabrina? Falou agarrando o mais forte que pode seu corpo ao ponto de causar dor.
Chorando desesperada, e totalmente fora de si, desmaiou.
Assim que ele a pegou jogou-a no chão como se fosse lixo, quando essa voltou ele já não estava mais ali, mas ainda encontrou um bilhete na mesa escrito por ele.
“ A Próxima vez será para valer, por isso pense sabiamente antes de causar qualquer dano a nós”
Assim que esteve consciente deixou-se cair ao chão levando sua mão ao coração.
Estava viva, isso que importava, mas não sabia porque as lagrimas não paravam de cair.
Quanto mais pensava na mulher, mais ódio sentia, um ódio tão profundo que a mataria com suas próprias mãos.
Por causa dela eles estavam fazendo isso com ela.
Foi quando percebeu sobre a mesa o dinheiro e a passagem, o local era um dos melhores para se viver no mundo.
Podia ir embora, podia ter paz e esquecer deles, era novo poderia achar outro amor, achar um homem que desse a ela tudo que necessitava.
Mas sentia seu sangue ferver quando imaginava eles com ela!
Tremendo tentou se levantar mas sentiu dor, irritada foi mancando para seu quarto e quando se viu no espelho não conseguiu se reconhecer, quem era essa mulher?
Olhando ao espelho falou o mais forte que pode para si mesma.
– Você me paga! VocÊs me pagam seus malditos!
– Eu farei vocês sofrerem, farei vocês pagarem, só então eu poderei ir embora e viver a minha vida.
Se sentiu mais aliviada, mas se assustou quando ouviu o telefone tocar, olhando logo percebeu que era o numero de um dos seus homens, ela tinha colocado na cola da vadia.
– Sim? Alguma noticia? Se tiver espero que sejam boas.
Assim que ouviu a noticia, ficou muda como se seu mundo fosse parar, irritada mal conseguiu terminar de falar, jogando o telefone contra a parede.
Ela jamais permitiria que a vaca, casasse com ele!
Jamais!
Irritada pegou sua bolsa, estava na hora de colocar em pratica, ela já tinha uma ideia em mente, uma morte silenciosa seria o ideal, depois disso ela estaria muito longe, e ninguém a encontraria de novo.
–
Assim que ele entrou no escritório, Aline percebeu que não estava bem. Desde que ficou sabendo que aceitou se casar com Victor, Paulo reagiu de forma educada, desejando a Victor sorte e dizendo que deveria cuidar dela, caso contrario ele roubaria ela dele.
Mara ao ouvir isso quase engasgou mas quando percebeu que ele estava brincando relaxou, Victor por outro lado, disse que jamais daria essa oportunidade, e como se nada tivesse ocorrido, todos voltaram a sua vida de antes.
Pedindo licença a um empregado, saiu a procura dele e o encontrou bebendo o que era raro no escritório, quando ele percebeu que era ela, sorriu como feliz pela sua presença.
– O que passa Paulo? Quer falar?
Ele agora se sentando de forma mas confortável falou.
– Com você sempre quero falar boneca.
Se sentando agora ela, pegou sua mão e perguntou de forma mais seria.
– Eu te conheço o que esta acontecendo?
Quando ele tentou beber, foi impedido por ela que mais brava repetiu.
– O que aconteceu?
Paulo sorrindo colocou a bebida sobre a mesa e disse.
– Sabrina, estive com ela.
Assim que falou notou o desconforto de Aline, ela era tão visível mesmo vivendo em um mundo tão competitivo essa mulher era como um livro aberto, sem segredos quanso se referia aos seus sentimentos.
– Ela me falou algo que me preocupa ao mesmo tempo me irritada.
Antes que terminasse de falar Aline perguntou irritada.
– Por que foi até ela? Não me fale que vai voltar com aquela vaca? Só por cima do meu cadáver!
– Eu sei que não tenho nenhum direito sobre você, mas acredite se pensar em voltar com ela eu mando te caparem.
Assim que Paulo ouviu isso caiu na risada, mas gemeu quando imaginou alguém capadando seu pênis.
Mas calmo, falou tentando não rir do modo dela.
– Calma, eu fui entregar a ela umas coisas, mas quase a mato, disse respirando fundo.
Aline agora curiosa perguntou.
– O que ela falou para te deixar assim?
Olhando paa Aline falou.
– Falou que a criança que carregou no ventre nunca foi meu filho, era de Victor.
Assim que ouviu isso, colocou a mão na boca, indignada. Que tipo de mulher era essa que mentia sobre a paternidade da criança?
– Sabe como isso é frustrante? Eu sofri por anos Aline, anos e nem meu era!
– Eu me senti, magoado, revoltado mas de certa forma aliviado dá para crer?
– Ao mesmo tempo o melhor é nunca Victor saber disso, assim ele não sofre e fim de papo.
Ambos ao menos concordavam em algo, pensou Aline inconformada, respirando fundo tentou conforta-lo mas o que falaria?
– Acho que não podemos acreditar nela, Sabrina é uma vagabunda, quem garante que quando estava com vocês não tinha outros?
– Melhor esquecer dela, e viver nossas vidas.
– Espero que nunca mais a procure, ou fale com ela!
– Mudando de assunto vai hoje a festa?
A empresa estava abrindo uma filiação com outra empresa do mesmo ramo, isso iria facilitar a vida de todos, para ela e Victor ia ser perfeito, uma vez que ambos poderiam viajar mais, curtir e pensar em construir uma família, Paulo por outro lado já falou que iria se dedicar ao menos metade da sua semana em abrir uma escola de artes marciais, dedicadas a crianças carentes, esse era um dos seus projetos, Aline ao saber isso se empolgou tanto que já garantiu que iria ajudar em tudo e participar ativamente.
Ambos foram os únicos que se animaram nisso, fazendo com que o laço de amizade a cada dia que passa se torne mais forte e especial.
– Vou, e nada de querer me empurrar a essas mulheres.
– Ouvi sua conversa com Mara e se fizer isso farei com que se arrependa, disse rindo ao mesmo tempo em que se levantava para ir atender o telefone que estava tocando.
Aline mais animada de ve-lo melhor saiu, não antes de olhar para ele e agradecer por te-lo em sua vida.
Assim que saiu deu de cara com Victor que ao ve-la onde estava ficou enciumado.
– A senhorita não tem nada melhor para faze do que ficar batendo papo? Falou dando um tapa discreto em sua bunda.
Sorrindo Aline o beijou dizendo em seu ouvido.
– Sempre e onde quiser meu amor, tem coisa melhor do que nós dois juntos fazendo amor?
Quando o viu excitado sorriu, o deixando parado a sonhar.
– A me esqueci, estou saindo mais cedo, quero ficar linda para a reunião de hoje, Mara também vem.
– Te amo, disse saindo sorrindente e feliz, mas ainda pensava sobre o que Sabrina tinha contado.
Mesmo assim era melhor não contar a Victor, para que trazer mas dor a essa família?
Assim que sai do prédio, o motorista particular, e segurança vieram atende-la, todos estavam preocupados fazendo com que ela se sentisse presa, mas ela entendia que era para o bem dela.
Mandando uma mensagem para Mara, combinaram se encontrar e irem se preparar para essa noite.
Iriam estar ali, varias pessoas, não apenas os sócios, como pessoas que de alguma forma tinham influencia sobre a Mídia.
Olhando o anel de noivado, sorriu.
Hoje pela primeira vez iria não como amante, mas noiva dele.
Faria questão de sair na revista junto a ele, assim todos saberiam que finalmente Victor foi fisgado e quem era a sortuda.
Rindo de si mesma, encostou a cabeça, caindo no sono e não percebendo nada a sua volta.
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