- Estranha Obsessão -

54 Passado se repete...


Notas iniciais
Andei esses dias na correria por isso demorei a postar, mas cá esta tentarei ser mas presente, obrigada por tudo e boa leitura ^^

Passado se repete...

Todos estavam esgotados, não havia nada que pudesse ser feito, a não ser esperar.

Quando o medico veio falar ao grupo que esperava por resposta sobre o estado de Aline foi claro que nada poderia ser feito a não ser esperar e orar.

Victor estava acabado, não queria acreditar que isso estava acontecendo com ele, Mara vendo seu estado resolveu leva-lo para casa, mas esse não aceitou inicialmente, depois de quase ser forçado conseguiram, ela e Leonel leva-lo dali, sem que ele soubesse acabou dando um calmante que finalmente o fez desabar, com o esgotamento do dia seu corpo se entregou ao descanso e a paz necessária para sua recuperação.

Antes de saírem do quarto, Mara tocou em Leonel e perguntou olhando-o fixamente.

- O que você contou a ele para que ficasse nesse estado? Seja o que for quero e preciso saber!

Leonel olhou a moça a sua frente, sabia de quem se tratava, mas ele não lhe devia explicações, estressado de estar horas sem pregar o olho e com ambos homens o pressionando falou.

- Sinto muito senhorita, mas eu não devo explicação a você, meus negócios são com Victor falou ao mesmo tempo em que pensava Victor e Paulo.

Revoltada e cansada de tudo isso, pediu mais uma vez, quase implorando.

- Por favor, estou preocupada com meu irmão, preciso saber se posso ajuda-lo.

Leonel, tocando sua barba que já estava começando a nascer e olhando a moça que quase estava a chorar, disse antes que se arrependesse.

- Não é algo certo, mas tudo indica que o incêndio não foi algo por acaso, mas provocado de alguma forma ou por algum motivo, havia uma entrada nova, criada há poucos dias que ninguém sabia até o momento, uma entrada que ficava longe da onde estava o incêndio e para confirmar isso o Senador está morto, foi morto com um tiro ao tentar sair, seja o que for que aconteceu esta ainda muito mal contado e explicado, mas a certeza é que não foi coincidência...

Mara estava chocada, seria algo muito serio se isso fosse comprovado! Então esse era o motivo de Victor estar tão possesso, saber que alguém tinha colocado a vida deles em jogo era demais, até ela estava! Seja quem fosse o causador desse estrago se fosse descoberto estava morto literalmente falando, agradecendo saiu encontrando Pamella na cozinha bebendo um pouco de agua.

- Melhor você ir para casa amor, disse a tocando, e ao mesmo tempo beijando seu pescoço delicadamente.

- Eu preciso resolver uma coisa antes de poder ir também...

Pamella estava simplesmente como um robô, desde que soube sobre Aline, não tinha fome, se sentia esgotada e acabada, não estava sendo fácil, se não fosse Mara ela não sabia o que faria, mesmo nesse estado falou.

- Você também precisa descansar! Vem comigo, disse pegando suas mão e a levando até sua bochecha esfregando para sentir seu calor.

Por mais que Mara quisesse não podia ir, pelo que imaginava Victor com o ocorrido e com a medicação ia dormir por muitas horas, tempo suficiente para Paulo chegar e ela ter uma conversa seria com ele, mas precisava também falar com seu pai, algo não estava certo em tudo isso, ela tinha medo, mas precisava saber...

- Assim que puder eu irei por você, vá para casa, descanse, pois Aline vai precisar de nós, disse a beijando e dizendo o quanto a amava.

Ao mesmo tempo ligou para um taxi, Leonel já não estava mais ali, observou enquanto esperava o taxi, assim que chegou Pamella pegou e Mara a viu sair querendo poder ir junto, mas sabendo que ainda não era o momento.

Entrando novamente no apartamento, pensou que ela realmente precisava ver um apartamento por perto, tudo seria mais fácil.

Olhando ele dormir, o tocou mesmo em seu sono profundo Victor a agarrou e como se estivesse atormentado falou de forma abafada.

- Não vai embora, nunca me deixe.

Mara olhou para ele e tocando seu rosto disse.

- Ela não vai, logo estará aqui com você, logo tudo voltara ao normal, disse respirando fundo e desejando que assim o fosse.

Saindo, entrou em seu carro indo em direção à casa de seu pai, quando chegou encontrou ainda boa parte da casa acesa, algo raro para o horário.

Logo os seus guardas a abordaram, mas quando viu de quem se tratava permitiu sua entrada, agradecendo foi direto a sala e encontrou Álvaro sentado com uma garrafa em sua mão e com um copo na outra, ele estava totalmente embriagado.

Tocando ela disse.

- Pai, o senhor esta bem? Perguntou com medo e ao mesmo tempo preocupada.

Álvaro olhando para ela e não a reconhecendo, se levantou e disse desesperado.

- Sai da minha casa, quem você pensa que é para vir aqui? Veio cobrar pelos meus pecados?

- Eu não me arrependo de nada, disse dominado pela raiva e pela ira.

- Eu teria feito tudo e muito mais, tudo nessa vida tem um preço, tudo disse se sentando e levando mais um pouco da bebida aos seus lábios.

Tentando tirar-lhe o copo, mas não conseguindo Mara resolveu chamar um dos guardas para ajuda-la, mas antes que desse um passo ouviu seu pai falar.

- Meus filhos são fracos demais, não me puxaram disse amargurado, olha o que as mulheres fizeram a eles, fazem? Paulo se tornou um inútil depois daquela mulher e agora Victor!

- Eu tinha, disse após começar a soluçar e ainda continuando nesse estado.

- Eu tenho muitos planos para ele, ele é ambicioso tem tudo para ser o melhor, o que ocorreu hoje não foi por acaso, disse sorrindo e levantando sua taça como se parabenizando.

Para Mara isso não era novidade, pensou tristemente, ele não tinha aprendido, ela se calou quando se tratou de Sabrina, ela achou que ele tinha aprendido, se arrependido, mas não. O passado se repetia de alguma forma. Ela mais que ninguém sabia que seu pai estava a cada dia mais ligado ao meio da politica, sempre esteve ligado a algo perigoso pensou respirando cansada da situação, ela estava com medo, mas eis que a verdade estava ali a sua frente, seja o que tivesse ocorrido ele sabia, ele tinha participado.

Antes de fazer qualquer coisa ainda ouviu ele dizer.

- Mas não era para ser desse jeito! Aqueles filhos da mãe disse, se sentando e colocando a mão sobre o rosto.

- Só de imaginar perder Victor, eu teria matado um a um...

Revoltada e com seu peito dolorido, foi em sua direção e sem pensar nas consequências agarrou seu ombros e o olhando para ele disse.

- Você sabe o que vai ser de você quando Victor descobrir que participou disso?

- Victor e Paulo vão querer te matar!!! Não percebe que ambos são obcecados por aquela mulher?

Álvaro cansado de totalmente bêbado, nada falou, caiu dormido deixando Mara olhar ao homem que um dia respeitou, que um dia ela amou.

Mas esse homem era doente, estava totalmente doente, ela tinha pena de seu fim.

Saindo foi em direção ao hospital, ela sabia que Paulo logo chegaria, ele sempre conseguia o que queria, e ele queria vê-la, nada mudaria seu desejo por isso, nada.

Antes de sair, ainda olhou seu pai, e tudo a sua volta.

Tinha valido a pena? Pensava consigo mesmo, tudo que ele tinha conquistado foi através de dor, tristeza e ilegalmente, Jorge seguia o mesmo caminho, Paulo e Victor tinham escolhido outras formas de viver, Henrique estava cansado disso também, mas seu pai e Jorge não mediam esforços quando se tratava de ter poder e subir cada vez mais, tinha realmente valido a pena?

Olhando ao homem, caído cheirando bebida, a casa imensamente grande, mas sem nenhum calor humano, nenhum sentimento, se isso era ter poder, ela preferia continuar a ser quem ela era e ter a vida que ela tinha escolhido para si, com a mulher dela e os sonhos dela, pensou saindo e triste porque diferente de Paulo, Victor descobriria, ele iria a fundo e nada seria fácil, nada seria como antes, Álvaro de fato iria pagar pelos seus crimes, mesmo sendo seu pai, não achava que Victor deixaria isso passar...

Notas finais
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