Fuck Dragon
1 Fuck Dragon
Aparentemente ele conseguia desvendar meus pensamentos, já que me encarava de olhos levemente estreitos enquanto sorria apenas com um dos cantos dos lábios. Estúpido! Sempre convicto de que todos o amavam e desejavam loucamente. Eu não o amava, muito menos o desejava. Sem deixar de sorrir, ele escorregou os dedos pelos próprios lábios e em seguida por todo meu rosto, até apoiá-los em meu queixo. Presumi que ele fazia aquilo para me irritar ainda mais, e se fosse, estava conseguindo. Rosnei baixo, afastando o rosto de seu toque, mas foi em vão, ele novamente tocou-me com as pontas dos dedos, deixando claro de que não desistiria tão facilmente.
– Que diabos você quer? – Minha voz era muito baixa naquele momento, não por temer a ele, mas por receio de acabar acordando os outros rapazes.
– Isso não é óbvio? Quando vai perceber que não pode ir contra minhas vontades? Já não basta ter que me aporrinhar o tempo todo? Seria mais fácil e gratificante para nós dois se você fosse apenas embora. – Ele falava enquanto movia o corpo, o suficiente para me pressionar ao chão gélido com um dos joelhos. Só Deus sabe como eu me controlei para não lhe dar uma bofetada e, consequentemente ser presa por isso. Afinal, ele era uma famosa estrela Hallyu.
– Seus problemas psicológicos estão aumentando em uma velocidade assustadora. Esqueceu de tomar as pílulas hoje? O doutor não vai gostar nada disso. Não irei embora, por mais que você deseje isso. – Ele forçou ainda mais o joelho contra meu ventre. – Deveria ter medo. Posso matá-lo, dizer que fomos assaltados e você reagiu, por isso acabou sendo assassinado pelo ladrão. Não me provoque. – A gargalhada baixa e rouca dele me incomodou deveras.
– Está me ameaçando? Não sabia que pode ser presa apenas por isso?
– Você precisaria provar, até lá já vai estar morto.
– Então você realmente vai me matar? – Sua voz adquiriu um tom mais malicioso, e logo ele afastou o joelho do meu ventre para ultrapassar meu corpo com a perna e, ousadamente sentar-se sobre minhas coxas. Fiquei chocada! Ele realmente tinha problemas. – Ou só quer me matar de outra maneira?
– Não seja nojento! Saia de cima de mim ou gritarei.
– Grite, ora. Assim você acorda todos, e eles descobrem quem realmente é. Imagina o que seu amado hyung-nim vai pensar quando nos vir nestas condições. Acha que ele vai acreditar que eu te tirei da cama, apenas de camisola, te sentei no chão da sala de ensaio, sentei-me sobre suas coxas e você não gritou antes?
– Mas foi exatamente isso que aconteceu! Seu psicopata.
– Espera. Não mencionei a parte do beijo.
Rindo daquela maneira meio desequilibrada dele, segurou-me pelo pescoço e uniu nossos lábios, não perdendo tempo com beijos doces ou carinhosos. Ele simplesmente forçou a entrada da língua na minha boca enquanto empurrava o quadril para frente, machucando minhas coxas embaixo de seu corpo. Não vi alternativa a não ser morder-lhe a língua, então foi isso que eu fiz, provavelmente com toda a força que tinha, já que ele afastou-se imediatamente, com a mão cobrindo os lábios e de olhos fortemente apertados. Passamos alguns minutos sob os contidos grunhidos de dor dele. Como ainda tinha o peso de seu corpo sobre minhas coxas, eu não podia me levantar, se bem que naquele momento estava sendo bem mais divertido vê-lo contorcendo-se de dor.
– Vou matar você! – Ele falou de uma forma engraçada quando se recuperou um pouco.
Presumi cedo demais que ele me deixaria voltar para o quarto, já que “nossos assuntos” estavam terminados. Ele mentiu dizendo que T.O.P hyung estava chateado comigo. Me levou para a sala de ensaio e ainda teve a ousadia de golpear-me com sua imitação de hapkido, alegando que era apenas uma punição carinhosa. Aquele homem era realmente louco, mas até pessoas loucas tem seu limite, assim, pensei que com a mordida ele entenderia que não vou ceder a seus caprichos. Não foi isso que aconteceu! Suas mãos seguraram-me pelos cabelos com força, e assim ele ergueu-se, puxando-me junto; nada delicado. Sua expressão era horrível, era uma mescla de irritação e psicopatia.
– Se acharem meu corpo vão descobrir que foi você. – Tentei provocá-lo para chamar sua atenção, mas não foi uma boa ideia.
– Cale a boca.
Já estávamos do outro lado da sala de ensaio quando ele me forçou sobre a barra de alongamento, erguendo uma das minhas coxas e encaixando-a em seu quadril. Ele não parecia ter a intenção de desistir e nem de me escutar, por isso tentei empurrá-lo para longe, da forma que conseguia, foi em vão. Ele não se importava com meus pulsos que se chocavam contra seu peito de forma quase desesperada, apenas me encarava em silêncio enquanto as unhas de uma de suas mãos eram cravadas em minha coxa erguida.
– Sou louco e você vai me rejeitar enquanto viver, por que tem nojo de mim, não é mesmo?
– SIM! – Falei nervosa.
Aquela confirmação foi suficiente para ele novamente unir os lábios aos meus de um jeito até presunçoso. Não foi como antes, ele empenhou-se em me retribuir a dor que lhe causei, cerrando os dentes em meu lábio inferior. Sob meus imensos protestos mudos, ele puxou-me os cabelos com a mão que ainda mantinha lá. Soltou aos poucos os dentes do meu lábio, o que consequentemente revelou-me o forte gosto de ferro; ele havia arrancado sangue de uma mulher por uma vingança?
– Seu selvagem. – Rosnei, passando a língua sobre os pequenos furos que seus dentes me deixaram.
– Quero dormir com você! – Sua afirmação me fez paralisar por alguns segundos e encará-lo sem pestanejar.
– Como?
– Quero dormir com você! Não é bonita o suficiente para mim, não é nem mesmo simpática ou divertida comigo, mas de todas as garotas que já conheci, você é a única que continua insistindo em me rejeitar. Vou provar para você que não pode rejeitar alguém como eu.
– Você é d-e-s-e-q-u-i-l-i-b-r-a-d-o! – Soletrei, obviamente ofendida. Ele apenas sorriu mais.
– “Pessoas estranhas são mais interessantes, hyung-nim.” Pensei que você tinha falado algo assim em algum momento. – Ele falava muito baixo enquanto roçava a ponta do nariz por uma de minhas bochechas.
– Você é um... – Antes que eu pudesse terminar a frase ele tocou os lábios aos meus, de forma até gentil, para minha surpresa.
Não que eu costume me dar por vencida tão facilmente, mas de alguma maneira algo em mim queria beijá-lo agora. A necessidade era gritante, mesmo que eu realmente o odiasse. Sua mão escorregou para minha cintura quando eu, impensadamente, entreabri os lábios para ele, deixando meu desejo claro. Ele sorriu enquanto encaixava nossos lábios com mais precisão e ia penetrando lentamente a língua, totalmente diferente da primeira vez. Apertou-me a curva da cintura, erguendo-me um pouco, talvez para forçar nossos corpos com mais facilidade, já que fez o mesmo com a minha coxa, que em momento algum havia soltado. Seus lábios eram doces e muito molhados, superando qualquer expectativa que eu tivesse sobre eles. Era realmente prazeroso beijá-lo, tanto que depois de um ou dois minutos minhas mãos já se entrelaçavam ao redor de seu pescoço.
– Espere um pouco. – Ele sussurrou logo após sugar delicadamente meu lábio inferior.
– Uhum. – Também sussurrei em resposta, claramente abalada. Minha respiração estava entrecortada e, provavelmente minhas bochechas tinham um leve tom rosado, já que eu as sentia queimar.
Entretendo-me com pensamentos, só percebi que ele estava de joelhos quando seus dentes se forçaram contra minha barriga, por cima do tecido da camisola. Ele tinha uma expressão traquina e convencida no rosto, além da psicopatia de sempre. Olhei-o de cima, sem dizer nada. Involuntariamente mordi meu lábio inferior que estava machucado, acabando por gemer com um pouco de dor, o que fez com que ele risse. Suas mãos erguiam lentamente o tecido da camisola por minhas coxas enquanto seus olhos estavam sempre fixos aos meus. Arrepios me cortavam a espinha.
– Você quer que eu a beije? – Ele perguntou em um tom doce enquanto tocava superficialmente os lábios por uma das minhas coxas.
– S-Sim. – Falei sem hesitar, fazendo-o rir novamente.
Ele então beijou os arranhões que tinha feito mais cedo com as unhas. Mais beijos molhados e também algumas mordidas. Não demorou até que minhas coxas fossem separadas e ele pudesse tocar-me intimamente.
– Chame por mim. – Ele sussurrou com os lábios quase encostados em minha virilha.
– Não.
– Chame por mim. – Ele exigia. – Se não chamar por mim, entenderei que não me quer e vamos parar agora.
– G... G.. D...– As palavras dele foram suficientes para que eu pudesse me pronunciar o mínimo que fosse.
Tudo do nada começou a ficar turvo e embaçado, uma sensação estranha me atingia todo o corpo, como se eu estivesse caindo de um lugar muito alto, como se eu estivesse completamente dormente. Não demorou até que conseguisse sentir mãos me chacoalhando. Era perturbador, eu queria sentir o mesmo de antes, mas por mais que tentasse não conseguia voltar até onde ele estava. Foi então que um clarão me fez abrir os olhos. Ofegante, sentei na cama, dando-me conta de que todos estavam lá, me encarando apreensivos, até mesmo o psicopata irritante. Olhavam-me com as sobrancelhas erguidas e com caras preocupadas.
– Você está bem? A febre parece ter subido. Eu disse que você provavelmente pegaria um resfriado. Está suando. Por que é tão teimosa? – T.O.P falava enquanto suas mãos limpavam as gotas de suor do meu rosto.
– Por que gemia meu nome enquanto estava inconsciente? – De longe GD indagou, fazendo todos os garotos olharem para ele e em seguida para mim, curiosos, o que me fez corar violentamente, quase certeza.
– Você estava tentando me matar com uma arma. – Foi a primeira coisa que me veio a cabeça e a primeira coisa que eu respondi, fazendo todos rirem, menos ele, que me olhou com desdém.
– Que infantil. Eu iria torturá-la primeiro.
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