Dor. Muita dor. Nunca senti isso em todos esses anos. Não podia me mexer. Minha cabeça latejava e meus olhos ardiam.Estava despida sobre um lençol de linho em um quarto à meia luz. Era noite. Deitada de bruços, sentia meu cabelo roçando o que parecia ser uma enorme ferida. Ardia e como doía.Puxei meu cabelo para o lado e tentei me levantar. Caminhei tropeçando e me arrastando até o banheiro.Onde estão minhas roupas?Pendurado no banheiro um robbe de seda. Me vesti com ele. Olhei-me no espelho e vi a mais horrenda criatura da Terra. Eu tinha olheiras terríveis, estava abatida e extremamente pálida. Virei-me de costas, abaixei o robbe e tentei ver o local da mordida. Já não era mais uma mordida e sim uma grande mancha purulenta e vermelha em minhas costas. Queimava como fogo. Fiquei com medo.Esse era o plano. Chamo Elijah ou morro. Klaus não vai me curar. Jamais vali qualquer coisa para ele. Pensei que éramos amigos. Pensei que em minha loucura, ele fosse me ajudar... Fora ele quem me apresentara Elijah.Lavei as mãos e o rosto. Precisava tentar refrescar o calor insuportável que sentia do veneno queimando minhas veias. Estava tonta e com fome. Vasculhei o quarto procurando algo para comer ou beber. Nada.Procurei pelas paredes. Nenhuma janela. Estava cansada e arrasada.Sentei no chão, apoiei minhas mãos no rosto e comecei a chorar.--------------------------Era primavera em Skye Island*. Uma brisa suave nos beijava em um final de tarde maravilhoso quando sentávamos para apreciar o sol morrer no mar por entre as montanhas.Eu e meu irmão William encerrávamos nosso trabalho diário mais cedo só para poder apreciar esse exato momento.- Nunca vou me cansar de ver isso – Meu irmão abria um imenso sorriso.- Então não vá embora. Depois do casamento amanhã, fique conosco. Papai ia querer também.- Não posso, Liz. – Nora precisa voltar para Glasgow.- Nada o fará mudar de ideia?- Não posso. Juro que não posso. Se existisse alguma forma, eu ficaria.O sol morria no horizonte....Voltamos para casa já à noite. Minha mãe na cozinha preparava o jantar com minha irmã mais nova, Alice.- Por onde andaram? — Minha mãe perguntou sorrindo.- William estava se despedindo do por do sol de Skye.- Respondi já triste.- Precisamos todos dormir cedo. Como se sente, filho? Está nervoso? – Minha mãe servia batatas e frango assado. Sua especialidade.Meu irmão se casaria amanhã e partiria para Glasgow. Nora, sua noiva, tinha os pais debilitados por uma estranha doença. Como filha única, não poderia abandoná-los e recusava-se a trazê-los para casa, apesar da insistência de minha mãe em pedir que a deixasse ajudar a cuidar deles.- Um pouco, mas acho que quando acordar amanhã estarei mais.- Ainda acho que convidaram pouca gente. – Minha irmã Alice conferiu vinte vezes a lista de convidados. Procurava alguém novo e interessante para conhecer.- São pessoas mais próximas, Alice – Minha mãe a interrompeu – Não podemos nos dar ao luxo de gastar o pouco que temos.Meu pai falecera havia dois anos. Nossas finanças não estavam de todo ruim, pois apesar de não criarmos mais cavalos, trabalhávamos na horta e vendíamos a colheita no mercado.Depois do jantar, lavamos os pratos e saí na varanda para ver a lua. Crescente, grande, minha favorita entre todas as suas fases.- Um dia de trabalho por seu pensamento – Alice chegava por trás de mim, assustando-me.- Ah, mocinha, terá de trabalhar um dia todo em meu lugar, pois estava pensando em como será difícil com o William longe daqui.- Eu sei. Vou sentir falta dele. Terminou de costurar meu vestido?- Sim. Não ficou muito bom, mas ninguém vai notar.- Obrigada, Liz. – Ela me abraçou apertado.- Vou dormir, pois amanhã quero estar apresentável e linda para os convidados. Sabia que William convidou dois irmãos que não conhecemos? Dois irmãos, duas irmãs. Espero que sejam lindos.Eu ri. Alice estava ansiosa em conhecer algum rapaz que a fizesse se comportar como uma dama e, claro, queria se casar.- É mesmo?- Perguntei indiferente. Perder meu pai e agora meu irmão, não era o que chamaria de momento perfeito na vida.- Bem, então amanhã conheceremos os irmãos das irmãs – Ri.- Boa noite Alice.- Boa noite Liz. Não demore, ou vou apagar a lamparina porque não consigo dormir direito com ela acesa.- Não vou demorar. Até mais.Não tinha sono. Não queria ir para cama. Estava inquieta como sentindo um presságio de algo ruim. Como no dia em que papai morrera. Afastei o pensamento e decidi ir para a cama. Mais uma olhadela na lua. Perfeita! Joguei-lhe um beijo e entrei.Mamãe estava cobrindo o assado já temperado para a festa de amanhã.- Precisa de ajuda?- Não, querida, vá dormir. Amanhã as meninas virão cedo para me ajudar.Por hoje já terminei. As meninas a quem ela se referia era um grupo de senhoras idosas do condado. A mais nova devia ter quarenta anos.- Boa noite, então. – Beijei-lhe a testa e a abracei apertado. Ela retribuiu e ficamos assim na cozinha por um tempo. Sentía-mos muita falta do papai e com a partida de William, seria mais um duro golpe para ela.- Eu te amo, mãe.- Também te amo, querida. Boa noite. Durma bem.Deitei na cama e, conforme prometido por haver demorado, Alice já apagara a lamparina e ressonava ao meu lado.Olhei para o teto de madeira crua e tentei dormir. Virava-me para um lado, para outro e nada do sono chegar.Levantei da cama e abri um pouco a janela. Estava uma noite muito agradável. Fiquei ali por um bom tempo, até a lua desaparecer para o outro lado da casa, então voltei para a cama. O sono devagar, me venceu.- Bom dia preguiçosas! Acordem! É uma manhã de primavera, os pássaros estão cantando as mulheres cozinhando e no fim do dia estarei me casando. Tudo em rima! – William entrava no quarto assim sempre que estava animado com alguma coisa. Isso nos deixava loucas.- Saia daqui noivo alegre. – Alice jogava o travesseiro nele.- Levantem-se. As “meninas” já estão todas lá embaixo e o fogo já está aceso.Esperei William sair, levantei-me e me lavei na bacia. — Acorde, Alice. Já é de manhã. — Já estou indo. Vá na frente.Coloquei um vestido simples e desci para ajudá-las. Alice virou para o outro lado.- Bom dia senhoras! Mamãe.- Bom dia Liz. Coma alguma coisa. — Não tenho fome.- Só um pouquinho.- Mais tarde eu como. Agora não sinto fome.- Elizabeth, Nora trará os pais? – A senhora Ingrid perguntava preocupada.- Sim. Parece-me que seus tios chegaram e vão trazê-los. Vão ficar na antiga casa do tio John.- Vou trabalhar. – Beijei minha mãe e fui para a horta. Hoje não iríamos ao mercado.Trabalhamos a manhã toda. Alice resolveu vir me ajudar. Não aguentava o falatório na cozinha.Depois do almoço terminamos de arrumar a tenda do casamento. Estava tudo perfeito. Margaridas brancas amarradas nos mastros, as mesas decoradas com pequenos arranjos de urzes* copos, pratos e talheres alinhados na mesa principal. O vaivém das “meninas”.- Liz, vá se arrumar e leve sua irmã. Vamos daqui a pouco.- Está bem. O fim de tarde estava mais uma vez divino. No caminho, desci até a horta e encontrei meu irmão sentado apreciando a paisagem.- Se despedindo?- Vou sentir muita falta disso e de vocês. – Sua voz era muito triste.- Venha sempre que puder e melhore essa cara ou Nora vai desistir assim que chegar.- Beijei-lhe o rosto e subi para me arrumar.Não precisei chamar Alice.- Veja se está bom.- Ela girava sobre os pés para me mostrar seu vestido.- Ficou perfeita.- Tome. – Disse me entregando uma pequena margarida. – Espete aqui – e mostrou o meio do coque.- Pareço mais velha? – Alice tinha quinze anos.- Parece mais velha que eu.- Respondi rindo.- Ótimo. Vou descer esperar os irmãos das irmãs.Me lavei e troquei meu vestido. Penteei os cabelos e os deixei soltos em cascata pelas costas. Atei com uma fita e estava pronta para a cerimônia.Os amigos e parentes chegavam de todos os lados da Ilha. William estava muito feliz em reunir mais uma vez a família.- Boa tarde tio John.- Boa tarde Elizabeth. Você está linda. Tudo certo? Precisam de alguma coisa? Trouxe whisky.- Disse isso piscando para mim.Meu tio John era irmão de meu pai e dono de uma pequena destilaria na Ilha.Seu presente de casamento eram barris do delicioso whisky que preparava.
–----------------------A dor me trouxe de volta de minhas memórias. Agarrei-me no parapeito e senti como uma faca de fogo perfurando minha carne. Era insuportável.Gritei e não me recordo de mais nada.
Elijah!
Acordei novamente. Stephan estava sentado em uma das poltronas ao lado da cama.- Você está bem?Não respondi. Limitei-me a virar a cabeça para o outro lado gritando de dor por dentro.- Elizabeth, eu sinto muito.Não pude aguentar. O choro veio como uma benção e a tristeza de séculos me invadiu.- Não estamos fazendo nada de errado com Elijah. Eu prometo. Não faremos mal a ele, mas eu preciso que ele nos ajude e você é a única pessoa que pode encontrá-lo. Klaus me falou sobre a conexão que têm.Meu choro me ensurdeceu. — Saia daqui!!!!Minhas costas estavam em chamas. Eu gritei e me agarrei ao travesseiro implorando que parasse. A dor...Stephan se aproximou e meu choro de dor e tristeza misturados, fizeram-me perder a classe:- Saia daqui!!!!Ele se levantou e parou na porta. — Se pudesse voltar a ser humana, gostaria que Elijah procurasse a cura? Pois bem. É o que procuro. Se Elena é minha alma afim, não sei. Só sei que faria tudo que puder para ajudá-la.Do que ele estava falando? Cura?Não respondi. Dessa vez, a dor me impediu. Ouvi a porta fechar, mas não o ouvi trancar.
Elijah!
O casamento de meu irmão foi lindo. Chuva de flores cobriam os noivos. Abracei William e Nora, mais uma vez e seguimos para a festa.- Elizabeth, quero lhe apresentar um amigo, venha.- Não comece com essas histórias de novo. Não estou procurando um casamento.William riu. – Não vai dar certo, mas vou tentar mesmo assim.- Por que não vai dar certo? — Ele é Inglês.Ambos ríamos enquanto nos aproximávamos do convidado Inglês.- Niklaus, esta é Elizabeth, minha irmã.- Encantando. Permita-me apresentar-lhes meu irmão Elijah.Elijah roubou minha alma a primeira vez que o vi. Soube que o amaria até o fim dos meus dias.- Senhorita? – O fogo de seu toque em minha mão era inebriante e sua pele fria não ajudou a esfriá-lo.- Meu senhor. Espero que estejam gostando da festa.- Uma ótima festa. – Respondeu Klaus — Permita buscar bebidas para todos – Klaus nos deixou.- William, ainda não cumprimentamos a tia Ingrid. Venha – E lá se foi William puxado por Nora para o outro lado da tenda.- Meu irmão me disse que são Ingleses.- Espero que isso não a desaponte ao meu respeito.- De forma alguma. Guerras e rixas do passado são boas para conversas de homens ao redor da fogueira, meu senhor.- Que bom. Assim posso desfrutar de sua companhia mais tempo...Elizabeth!Meu Deus. O que era aquilo? Nunca sentira nada parecido. Olhava em seus olhos e parecíamos nos conhecer a séculos. Comecei a ficar desconfortável.- Bebidas? Onde está seu irmão? – Klaus retornava com três copos.- Eles foram cumprimentar a tia de Nora.- Que pena. Vai sobrar um copo – Klaus sorriu para mim e não sei por que, tive medo dele.Elijah pareceu perceber que a presença de Klaus me intrigava. Olhando para mim, Elijah depositou seu copo na mesa ao lado.- Dança comigo?- Seus olhos escuros eram lindos. Estava enfeitiçada. Queria-o para mim por toda a eternidade. E eu que não acreditava em amor à primeira vista, achando que isso era coisa de escritor, estava ali, rendida.Os músicos tocavam uma alegre melodia e nossos corpos se uniram.Sua mão segurou a minha e a outra apoiou em minha cintura. Estremeci. Seu toque era tão familiar.Seu perfume era inebriante. Ele deslizava com se não tocasse no chão, conduzindo-me por toda a tenda perfeitamente no ritmo.- Conhece musicas escocesas senhor Elijah?- Elijah, por favor, Elizabeth.Meu nome em seus lábios era como música. Ele me olhava diretamente nos olhos.- Sim. Sou um grande apreciador de sua cultura. É uma terra muito bonita em todos os sentidos.A lua refletia em seus olhos e estava absolutamente apaixonada por um completo estranho.Mais uma música e mais uma dança.- Creio estar monopolizando a irmã do noivo.- Fique tranquilo. Não sou a melhor bailarina do condado e pouco me convidam para dançar.- Que injusto. Dança como se tivesse asas nos pés.- É porque tenho um bom condutor.- Não há bom condutor em uma dança sem alguém que lhe siga perfeitamente.Enrubesci. Deus eu queria ficar ali em seus braços para sempre.- Cansada? – Ele me perguntou quando mais uma música terminava e já começava outra.- Um pouco. – Respondi, mas não queria que ele me soltasse.- Podemos nos sentar um pouco. – Não tire seus braços de mim, por favor.Ele tirou seu braço de minha cintura, mas não soltou minha mão.- Quer algo para beber? — Seus olhos eram lindos demais. Não conseguia para de olhá-lo e de desejá-lo.- Obrigada.Então deixou minha mão livre e triste por não ter mais a sua. Sentei-me em um banco mais afastado dos casais que dançavam animadamente.Tentei me acalmar fazendo mentalmente o caminho dele até a mesa e sua volta. Respirava profundamente, mas o fogo em mim não se apagava. O que era aquilo?William cumprimentava tio John agora. Estavam abraçados. Foi como ver papai conosco novamente.- Pronto – Ele voltou mais rápido do que pude imaginar. Entregou-me um copo com whisky.Eu nunca bebia. Não me caia bem. A única vez que meu pai me deu whisky fiquei de pileque e meio idiota três dias.Tomei um pequeno gole e tentei não tremer muito segurando o copo.A sensação que tinha é a de que estávamos sozinhos e não no meio de uma pequena multidão.- É uma bela ilha. – Falou quebrando o constrangedor silêncio.- Não conhecia Skye?- Não ainda.- O por-do-sol aqui é deslumbrante. Precisa ver.- Se me mostrar, terei muito prazer em conhecer.Enrubesci. A forma como me olhava era de derreter a neve.- Quando quiser, se... Elijah. – Disse seu nome saboreando cada letra.- Aquela construção é um estábulo?- Sim. Papai criava cavalos.- Não os cria mais?- Papai faleceu há dois anos.- Sinto muito.- Está tudo bem. Gosta de cavalos?- Muito.- Quer conhecer a Encrenca?Ele riu abertamente.- Encrenca?- Meu cavalo. Minha mãe permitiu que cada filho escolhesse um antes de vender os demais.- E por que Encrenca?- Ela vai para onde quer. Não me obedece muito e já me criou várias delas por sua teimosia.- Mostre-me a Encrenca. – riu abertamente então se levantou e me estendeu a mão. Caminhamos de mãos dadas até o estábulo.A noite estava formidável com uma lua crescente grande e linda de primavera.Elijah me ajudou a abrir o portão.- Eis a Encrenca.- É uma égua. Que belo animal. Elijah passava sua mão sobre sua cabeça e ela gostava. Até ela gostava dele.- Então você é uma Encrenca. – a égua parecia assentir com a cabeça, balançando-a.De repente segurou-a com as duas mãos e a olhou nos olhos. Encrenca tremeu e gemeu baixinho.- O que faz? Hipnotiza animais?- Tenho um dom de convencê-los a se comportar.- Funciona com as pessoas?- Não medi a profundidade de minha pergunta.- Só se permitirem. Quer que eu a convença a se comportar como fiz com seu cavalo?- Seu tom era absurdamente sedutor.Meu ar sumiu. O chão sumiu. Estava presa em seus olhos e tudo foi tão depressa que quando percebi seus lábios estavam colados nos meus em um beijo que parecia ter demorado séculos para acontecer.Ele me abraçou e colou mais seu corpo contra o meu. Estava em chamas.Era como se meu corpo inteiro reconhecesse aqueles lábios.Ele se afastou um pouco e suavemente tirou suas mãos de mim. Senti frio.- Me desculpe – ele disse totalmente sem graça – não pude resistir, Elizabeth, por favor, me desculpe.- Está...está tudo bem. – Não preciso dizer que mal me aguentava sobre as pernas.- Podemos voltar agora se quiser.Eu não ia conseguir andar com as pernas moles daquele jeito.- Espere só um momento. É meu sapato – menti – está um pouco apertado e me machucando.Foi como se ele sentisse dor. Pegou-me no colo e caminhou de volta comigo para a festa.- Melhor agora? — Pôs-me no chão antes que alguém pudesse nos ver. O que arruinaria minha reputação.- Sim. Obrigada.- Meus olhos não desgrudavam dos dele. — Aí estão vocês. – Klaus se aproximava parecendo já embriagado. -Venham. Os noivos estão partindo e nós também, não é Elijah?Klaus adiantou-se, mas virou-se para trás para ver se o irmão o acompanhava.- Posso vir te ver amanhã?- Elijah perguntou timidamente.- Sim. – Respondi com ansiedade.- Até amanhã, então, Elizabeth.- Tomou minha mão nas suas e a beijou.- Obrigado pela festa e por me apresentar uma Encrenca.- Ele sorriu.Enquanto caminhava em direção a Klaus, virava-se para me ver mais uma vez, e mais outra.Queria correr, abraçá-lo e pedir para que me beijasse de novo.- Nããããããããããããããão acredito!!!!! Onde foram que não vi isso? – Minha irmã Alice estava surtando.- No estábulo.- Até que enfim você deixou alguém te beijar. Espera, por que você não me apresentou ele? Aliás, onde estavam os irmãos para as irmãs?- Vi você conversando com Klaus, Alice. Ficou louca, ou andou bebendo?- É claro que não bebi...Não me lembro de ter conhecido nenhum Klaus. – ela parecia confusa- William estava com vocês...que estranho – Alice parecia atordoada e intrigada por não se lembrar, mas os vi conversando.- Calma Alice, você deve ter ficado nervosa com a festa e tudo o mais.Elijah virá amanhã e você vai conhecê-lo. Depois, com sorte, lhe apresento o irmão, Klaus. Boa noite, Alice. Durma bem – Apaguei a lamparina e tentei não pensar em Elijah, mas era como se o beijo não tivesse terminado.
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