— Vem cá, você tem saído com algum cara esses dias?


A pergunta veio sem cerimônia, entre um gole ruidoso do Milk Shake de morango e a batida frenética das unhas de Lauanny sobre a mesa plástica da sorveteria. A luz do meio-dia não nos alcançava ali, abrigadas sob o toldo de madeira da calçada, mas o calor abafado escapava pelas laterais e grudava na pele como açúcar derretido.


Revirei os olhos, mais pelo costume do que pela irritação real. Afundei a colher no sorvete, pescando uma das bolinhas de chocolate que já começavam a derreter.


— Você sabe a resposta. Tá querendo encher o saco por quê?


— Essa sua boca grande é o motivo da sua solteirice, garota.


Acertei as palmas com força sobre a mesa, fazendo o casal da mesa ao lado saltar de susto. Os canudos deles balançaram dentro dos copos.


— Pois se eu namorar um dia, terei que ser aturada do jeito que sou. Quer seja calada, ou não. Se ele quiser uma muda, não serei eu a mulher correta.


Ela manteve o sorriso debochado por mais alguns segundos. Mas então o abandonou. Largou o copo rosado com força exagerada na mesa e respirou fundo. Seus olhos buscaram os meus com um cansaço que não existia ali um minuto antes.


— Terminei meu namoro ontem.


Senti o impacto antes mesmo das palavras terminarem de sair. O corpo inteiro congelou. O Milk Shake, as bolinhas de chocolate, o calor — tudo sumiu. Tapei a boca com a palma da mão, atordoada.


— Ai, meu Deus... O que aconteceu? Você tá bem, amiga?


— Agora você me chama de amiga — ela riu, jogando um guardanapo amassado em mim, na tentativa falha de disfarçar.


— Você sabe que eu não gosto de falar dessas coisas, por isso fiquei chateada! Me conta o que aconteceu. Agora.


Ela suspirou, vencida, e ficou em silêncio por um tempo. Carros passavam atrás de nós, os pneus assobiando sobre o asfalto quente. As folhas da árvore ao lado farfalhavam com o vento abafado, lançando sombras desordenadas sobre sua pele. Por fim, ela falou:


— Ele me traiu.


Meu maxilar se fechou com força. A indignação foi tão grande que parecia física, como se um soco tivesse me atingido na barriga. Engoli seco, com dificuldade. Se nem Lauanny — uma mulher feita de luz e presença, linda até nos dias tristes — estava a salvo, quem estaria?


— Safado. Cretino! Eu sinto muito por você, amiga...


— Elenita... ele me traiu com a droga de uma prostituta. Você não imagina como me dói saber que ele pagou pra partir meu coração.


A voz dela, sempre firme, agora soava afinada e instável. Sem lágrimas, mas sem máscara também. Arrastei minha cadeira até sentar do lado dela e passei a mão em seus cabelos, ajeitando as ondinhas loiras com delicadeza.


— Isso não diminui o valor do ser humano incrível que você é. Todos os seus atos apontam que você é uma criatura preciosa. Não deixe aquele babaca te fazer pensar o contrário...


— Obrigada... Desculpa estragar nosso momento de lazer com essa notícia. Eu só precisava desabafar... Mamãe ainda não sabe.


— Não se desculpa não. Aliás...


— O quê?


Ela levantou os olhos, reconhecendo de longe o meu tom. A ponta do sorriso tímido surgindo, mesmo com o coração quebrado. Quando não respondi, ela riu baixo e balançou meus ombros com o braço.


— Fala, garota!


— Eu sei que tá muito cedo, mas...


Apontando o polegar pra boca, lancei meu melhor olhar malicioso.


— Você tá querendo beber a essas horas?


— Tá calor. Só umas doses pra acalmar os ânimos, sabe...


Ela riu com uma piscadinha e me deu um peteleco bem no centro da testa.


— Não vai me deixar cair de tão bêbada?


— Ei, Lauanny, não tô te chamando pra ficar bêbada!


— Mas é justamente o que eu preciso.


— Ah, não! Não mesmo! Não devia ter te recomendado isso... Não vamos a lugar nenhum.


🍄🍄🍄🍄🍄


2 horas depois


O bar era escuro e pegajoso, como se estivesse suando pelas paredes. Um cheiro denso de conhaque e cigarro impregnava tudo. A música tocava numa jukebox velha no fundo, e havia gente dançando como se o mundo estivesse acabando dali a meia hora. Luzes piscavam com preguiça, manchando rostos suados e corpos que mal se equilibravam.


Mamãe me mataria se soubesse que eu estava ali.


— Lau, você não acha que é hora de ir pra...


— Bryan, eu te odeio tanto que... — a voz dela saiu arrastada, tropeçando nas palavras. Ela soluçava entre frases, com os olhos marejados e o copo tombado. — Eu vou pegar a sua mãe. Você vai me p-pagar quando – soluço – me ver sendo s-sua madrasta...


— Lauanny! Não diz uma besteira dessas!


— O marido dela é u-um bundão i-imprestável. Parece o cretin...o do filho.


Coloquei a mão na boca, sufocando uma risada de nervoso. Deus, eu precisava tirar ela dali.


Já estava com o celular na mão, chamando um táxi e explicando brevemente a situação. Chegaria em dez minutos.


— Escuta, você não é uma pegadora de casadas.


— Agora eu soooou! — ela gritou, com os braços erguidos, soluçando entre gargalhadas sonhadoras.


— É, é sim... — murmurei, derrotada, encarando os cacos de gelo no fundo do copo dela.


— Escuta, N-ninita... Você não se sente sozinha às vezes, não?


Aquilo me pegou desprevenida. Ela esticou o braço, deitou sobre ele, deixando um copo cair no chão com um baque oco. Os olhos estavam embaçados de álcool, mas cheios de uma tristeza lúcida.


— Como assim? — tentei rir, desconfortável.


— Você está pretendendo ser solteira pra sempre?


— Eu consigo viver sem beijar ninguém, sabe. Vivo assim há 19 anos. Não faz diferença.


— Não tô falando disso não. Isso você faz com quem quiser. Tô falando de amar. Você não quer amar ninguém, não? Tem medo de amar, a-amiga?


As palavras dela pairaram como fumaça espessa. Não consegui respondê-las de imediato. Meu peito doía de um jeito estranho, como se algo estivesse se expandindo ali dentro. Espiei a entrada do bar — o táxi ainda não tinha chegado.


Ela me cutucou e sorriu de novo. O sorriso era meio torto, bêbado, mas os olhos... estavam em outro lugar.


— Não é a minha pretensão, jamais — sussurrei.


— Então por que você não deixa ninguém te amar?


— Quem disse que alguém já quis?


Ela parou. Apenas me olhou. Depois, murmurou com um sorrisinho de canto:


— Ah... faz sentido.


Fiquei pasma. Como se ela tivesse arrancado algo de mim sem que eu percebesse. Antes que eu pudesse responder, senti o calor das lágrimas queimando meu rosto. Que loucura era aquela?


E então vi: o táxi vermelho encostando na porta. Era o fim daquela conversa. Mas não do que ela plantou dentro de mim.


Amar... Que pensamento estranho.


🍄.🍄.🍄.🍄


No carro, Lauanny veio deitada no meu colo, os cabelos desgrenhados espalhados sobre minha perna. O motorista dirigia devagarinho, num ritmo paciente, como se já conhecesse o tipo de passageira que ela era – e soubesse que qualquer tranco poderia acordá-la grogue, pronta pra vomitar todo o whisky que tinha mandado pro fígado.


Ali, encolhida, ela parecia uma criança machucada, pequena demais pro peso do mundo. Tão frágil, tão minha. Um pedaço da vida que eu queria carregar no colo pra sempre. Me peguei desejando levá-la pra um lugar afastado, onde nada de ruim jamais a alcançasse. Onde a dor não soubesse seu nome. Onde o mal não soubesse onde procurar.


Mas, por alguma razão torta, foi outra cena que me visitou.


O homem que eu havia esbarrado mais cedo voltou à minha mente como uma lembrança malcriada. Que absurdo… E ainda assim, ele vinha com força, como se sua presença tivesse deixado uma fresta aberta dentro de mim. Talvez tivesse sido o tom da sua voz. Ou o jeito como ele me olhou. Talvez tivesse sido a gentileza — a rara, aquela que não cobra retorno, mesmo eu agindo igual a uma maluca.


Me encolhi, silenciosa. Era só um estranho, e eu sabia que fui desnecessária e mal educada. Se a gente se reencontrasse um dia, seria um desastre. Eu, tentando fingir normalidade. Ele, tentando entender por que alguém tão aberta morava atrás daqueles olhos.


Aí, sem pedir licença, veio a pergunta:

Será que alguém – algum dia – me olharia e pensaria:

"Essa é a mulher da minha vida. A que eu quero pra sempre comigo. A que eu quero cuidar quando tudo estiver difícil"?


Será que um carinho cheio de intenção um dia me esperaria no fim do dia, me abraçando com ternura e calma, como se dissesse: "Você chegou. Tô aqui.”?


Lauanny bagunçou minha cabeça. Tocou num pedaço que eu já tinha deixado quieto. Um pedaço que preferia não cutucar. Porque, sejamos francos, eu não era dessas. Eu era pobre. Destrambelhada. Feia. Não dessas belezas de vitrine que ganham amores à primeira vista. E se alguém me olhasse um dia com algo diferente nos olhos… esse algo não seria amor. Seria curiosidade, ou pena, ou carência disfarçada. Nunca amor.


E o pior: ela nem sabia.


Nem sabia do único amor da minha adolescência. Do único menino que atravessou meu mundo quando ele ainda era muito pequeno pra entender direito o que era entrega.


Ela não sabia porque eu nunca contei. Timidez, vergonha… sei lá. Ela era popular, linda desde sempre, carismática até de costas. Enquanto eu era uma menina de 13 anos, pendurada no círculo de jovens de 15. Nunca pertenci de verdade. Ela tentava, juro que tentava me enturmar… mas eu não me via ali. Era como ser uma peça trocada num quebra-cabeça de gente perfeita.


Aí ele apareceu.


Primeiro ano do médio. Bonitão, alto. Um sorrisão que me dobrava, e palavras que pareciam doces demais pra alguém como eu. Em uma semana, ele roubou meu primeiro beijo, depois de me deixar na esquina de casa. Em três, a gente dizia que namorava. Em quatro, ele sumiu. Trocou de escola sem me avisar. Sumiu de mim, como se eu nunca tivesse existido. Descobri depois que ele já sabia que iria mudar de escola há bastante tempo. Namorou comigo mesmo assim, por pura diversão, provavelmente.


Eu fingi que nunca doeu, pois iria contar pra quem? Era o único segredo meu que Lauanny não conhecia.

Mas às vezes, no silêncio da madrugada, minha vinhà mente o jeito que ele se abaixava pra me beijar, escondidos dos olhos da minha mãe. Como se quisesse guardar a gente num segredo só nosso. E lembro, mesmo contra minha vontade, da frase que me destruiu:


"Eu te amo tanto que me sinto desesperado. Não quero te perder"


Era mentira? Não sei. E isso é o que doía mais. Porque eu queria poder odiá-lo por completo. Queria que não houvesse nada bonito pra lembrar. Mas tinha. E se, por um acaso cruel, ele ainda lembrasse de mim?

Provavelmente não.


O carro estancou, e o mundo voltou. O barulho do motor morrendo me arrancou daquele limbo. Pisquei devagar, sentindo os olhos pesarem com a lembrança. Suspirei e me curvei pra acordar Lauanny com um toque leve nos cabelos.


— Lau... chegamos, meu amor. Acorda aí, mas não vomita em mim.


🍄🍄🍄🍄


Fiz com que ela entrasse pela porta da cozinha, sob o sigilo cúmplice da empregada, que nem sequer se surpreendeu com a cena. A ajudei a subir as escadas, deitá-la com cuidado, cobrir aquele corpinho bêbado com o edredom florido. Fiquei por ali até sentir que ela tinha relaxado de verdade. O cansaço estava estampado no rosto dela – e mesmo embriagada, Lauanny ainda balbuciou algumas palavras desconexas antes de apagar por completo. Algo a ver com Bryan e a mãe dele, que ela iria pegar de jeito.


Me aproximei devagar e, num sussurro quase inaudível, confessei:


— Eu te amo, viu?


E saí em silêncio.


🍄🍄🍄🍄


Comecei a caminhar devagar pela rua, minha cabeça ainda zumbia, então, no impulso, parei numa biblioteca de bairro. Não que eu pretendesse ler de verdade. Só queria silêncio. Um canto pra respirar e reorganizar os pedaços da minha mente antes de ir pra casa.


“Tudo bem. Amanhã será um novo dia pra procurar emprego”, pensei, mesmo sabendo que Lauanny provavelmente estaria de ressaca demais pra ir comigo. Sozinha de novo. Mas tudo bem.


O mais curioso daquele dia foi que mamãe não me ligou nenhuma vez. Nenhuma bronca, nenhum aviso, nenhuma cobrança — e isso, estranhamente, me deu alívio. Eu compensaria depois, claro. Mas por enquanto, agradecia o silêncio.


Segui andando quando a biblioteca fechou. Meus sapatos gastos batiam num ritmo ritmado nas calçadas tortas, fazendo barulho de mundo velho. Virei a esquina da minha rua sentindo o corpo desacelerar junto com o dia. Era como se tudo estivesse cansado.

o céu já em tons de laranja-avermelhado. O sol se punha sobre Londres como um pano aquecido descendo sobre a cidade. As casas altas refletiam a luz como se estivessem cobertas de ouro líquido, e por um instante, aquilo tudo parecia bonito demais pra um dia tão esquisito.


Ainda não tinha digerido a história da empresa fantasma, os triângulos saindo da parede, o balcão frio e aquele homem sinistro me observando pela janela como um personagem de pesadelo. Um absurdo atrás do outro, como se o universo tivesse decidido se entediar com a monotonia.


Foi quando notei, com certo humor: meu cardigan tinha ficado na casa da Lauanny. Revirei os olhos com um sorriso torto. Não que ela fosse usar — aquilo não passaria nem pelos ombros dela. Aquela mulher era uma escultura de mármore viva, alta, cheia de curvas... Aquilo tudo, menos cardigan de menina magrela como eu.


Eu, com meus 1,58m e os ossinhos saltando do quadril, era o exato oposto. A academia tinha me dado várias coisas, menos o que eu queria. O abdômen até era definido, mas as pernas? Ainda magrinhas. Finas como varetas com autoestima.


Pelo menos, por misericórdia do universo, ganhei uma bunda maior que a da Lauanny. O que, em dias de autoestima baixa, já era uma pequena vitória.


A brisa começou a soprar, fria mas agradável. Ia beijando meu rosto e mexendo nos fios soltos do meu cabelo. As pessoas seguiam na calçada: algumas me olhavam e sorriam, outras estavam ocupadas demais com seus próprios mundos. Ninguém sabia que eu tinha carregado uma amiga bêbada até a cama, falado de amores antigos e me perguntado, com uma dor calada, se um dia alguém me amaria de verdade.


E tudo bem que ninguém soubesse.

O que eu ganhava ou perdia, ninguém precisava saber.


🍄🍄🍄🍄


Quando parei na frente do portão de casa, vi as luzes acesas lá dentro e um barulho alto de conversa vindo da cozinha. Sorri tão largo que minha bochecha até doeu. Theo tinha voltado da casa daquela vó dele. Estava mesmo ali e aquele som, aquela vida, tudo parecia me aquecer por dentro.

Mas, antes que eu pudesse abrir o portão, senti uma mão pousar sobre meu ombro. Um arrepio instantâneo percorreu minha espinha.


Virei rápido, com o coração disparado, já imaginando o pior. Algum maluco? Um assalto? Meu cérebro corria tentando processar qualquer saída. Mas o que encontrei foi um rosto conhecido. Quase isso, pra ser honesta.


O homem de mais cedo. O asiático alto e bem vestido. Estava parado ali, diante de mim, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eu me escorei no portão, surpresa, quase derretendo outra vez diante daquele olhar gentil. Quis manter a compostura. Ser normal. Não travar. Mas, por dentro, já era caos.


Ele estava ainda mais bonito do que lembrava. Vestia uma camisa de linho branca, dois botões abertos revelando uma pele clara, quase translúcida. As mangas estavam dobradas até os cotovelos largos. A calça preta e os chinelos simples contrastavam, mas funcionavam juntos. E, ha! Bingo pra mim. Sem o gel e o penteado pro lado, o cabelo dele se mostrava sedoso, caindo na testa.


— Boa noite, senhor... Aconteceu alguma coisa?


— Ah, não, não...


Ele baixou o rosto e sorriu, e aquele aparelho nos dentes cintilou como um charme a mais, não um defeito. Parecia tirado de uma daquelas histórias de romance meio fantásticas, só que estava ali, falando comigo. Tinha alguma coisa errada naquele dia inteiro.


— O que houve, então?


— Desculpa... Você tá desconfortável com a minha presença?


A pergunta saiu tão sincera que eu quisvirar de costas e pular o portãozinho baixo. Meu Deus. O que eu tava fazendo? Parecia grosseira, desesperada


— Perdão... é que mais cedo a gente se encontrou lá na frente, não aqui. Como você descobriu onde eu moro?


— Você meio que passou por mim agora há pouco. Eu só te segui.


Deu de ombros. Minha testa franziu. Eu passei por ele? Sério? Tudo parecia mais confuso do que devia ser.


— Entendi... Mas por que me seguiu?


— Bom, eu queria te devolver uma coisa que você perdeu. Achei melhor entregar pessoalmente.


Franzi ainda mais a sobrancelha. Minha cara devia estar mais feia que o normal. Brincos? Colar? Dinheiro? Minha dignidade? O que eu tinha perdido?


Saí de cima dos degraus e me aproximei um pouco, só pra querer voltar atrás. Agora sim estava bem diante dele, e ele era alto de verdade. O tipo de presença que preenche um espaço sem dizer uma palavra.


Ele notou meu olhar questionador e, sem pressa, puxou um pequeno embrulho do bolso. Um pacotinho de papel pardo, pequeno – uns três centímetros, no máximo.


Então, sem pedir permissão, ele pegou minha mão com uma delicadeza absurda. Seus dedos eram longos e frios. Encaixou o embrulho ali, como se fosse uma coisa frágil demais pro chão.


— É seu. Mas só abre lá dentro, por favor. Depois me diz o que achou, tá bom?


Fiquei parada. Congelada. Eu ia dizer como? Ele já estava se afastando antes mesmo que eu pudesse perguntar mais alguma coisa. Caminhava com calma, como se tivesse feito exatamente o que precisava e ponto final. Meu pulso ainda ardia onde ele tinha tocado.


Olhei pro embrulho e um impulso sensato me deu vontade de jogá-lo no chão. Vai que era alguma coisa estranha? Um voodoo? Já não bastava o dia maluco? Tantos homens bizarros estavam cruzando meu caminho ultimamente…


— Eu, hein.


Guardei o pacotinho no bolso da calça, trancando bem o portão atrás de mim. Ainda ouvindo a conversa de Theo ecoar lá dentro. Devia estar falando de alguma esquisitice adorável sua.


Homens... Sempre essa raça maluca.


Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.