Ônix Negro - O início

5 - Capítulo 4 - Um dia não tão perfeito


Notas iniciais
Esses dias andei lendo uma fanfic e me deu mta vontade de escrever e ta ai um capítulo :D Tava com saudades ♥

Logo que Violeta se retirou do quarto, que estava por sinal estava uma bagunça, Laura se levantou lentamente e com dificuldade se pós de pé. Ela não estava acreditando no que, antes de sair violeta, disse. Estava tudo muito confuso, porém mesmo que não quisesse ir tinha acabado de receber um intimado:

“—Você vai!

–- Mãe eu não quero ir – relutou.

–- Está decidido. Não tem que questionar. Estou te esperando lá em baixo com o seu pai. Não demora. – Fechou a porta com força.”

Isso martelou o tempo todo que levou para fazer sua higiene pessoal matinal e escolher com dificuldade uma roupa no meio daquela bagunça que era seu guarda-roupa. No final optou por um short jeans comum, uma blusa simples vermelha e seu tênis de corrida banco. Estava pronta só faltava o relógio. Agora sim, pensou ela desanimada. Laura não gostava nem um pouco de esportes, e não era atoa que era meio gordinha, mas não demais. Sua silhueta era de uma perfeita brasileira. Isso ela não podia enganar.

Mesmo relutante a descer, deu uma última e rápida olhada no espelho onde via um garota de estrutura baixa e com uma cara nada feliz. Dirigiu-se para porta e girou a maçaneta dourada. Já no corredor pensou mais um pouco, porém não deu nem tempo de respirar quando viu a figura alta e forte a sua frente. Ela a esperava junto com uma outra pessoa que ficava a baixo de seu ombro musculoso. Eles sorriam. Pareciam tão felizes que isso a alegrou pala primeira vez depois de muito tempo. Tanto que suas pernas que até então estavam imóveis começaram a se mover.

Eles a receberam de braços abertos. Dento do carro, Laura os examinava e quando percebiam, ela desviava sua atenção para a janela escura.

Foi assim todo o trajeto. Eles moravam nos arredores da cidade fazendo dela uma casa reservada e que ficava toda cercada de muros altos. A casa que um dia pertenceu dona Lurdes, era grande e espaçosa, nas cores amarelo bebê e branco. Laura sempre achou um exagero para só mente duas pessoas morarem, porém sua mãe tinha prometido aquela velhinha simpática que a criou, que nunca venderia a casa mesmo que se mudasse de lá por algum motivo muito sério. Com isso, elas sempre viveram sozinhas naquele lugar.

Ao chegarem ao parque, Laura custou a sair do carro, contudo depois de uma segunda bronca, ela saiu e forçou um sorriso singelo. Na oportunidade que teve pegou a bike e saiu pedalando sem rumo e o mais longe possível de seus pais.

Foi assim a manhã toda, mas se divertiu fugindo deles. No final todo já estavam cansados e preferiram comer na rua mesmo. Eles almoçaram num restaurante que ficava não muito longe do parque que estavam. O lugar era bem acolhedor e simples. A comida era uma delicia. Laura nunca tinha pensado que existia lugar melhor do que aquele para comer. OS donos eram simpaticíssimos sempre com um sorriso no rosto já castigado pelo tempo.

Passaram mais a tarde toda no parque, só que dessa vez Laura não conseguiu fugir, pois Violeta e Marcus a obrigaram a ficar com eles durante uma pequena excursão que fizeram nas cachoeiras. A água era bem gelada, mas com o início da primavera nem deu para sentir tanto.

O final da tarde chegou e eles foram embora. Quando chegou em casa cada um foi para o seu quarto.

Já no quarto, Laura estava tão cansada que queria dormir logo, só que seu estomago roncava tanto que não deu para disfarçar, precisava comer urgentemente. Ela se lembrou de um biscoito que estava em sua mochila na parte da frente, então o pegou e o comeu rapidamente. Ela parecia uma louca fazendo aquilo, mas não se importou. Depois que deu a última mordida, ela entrou no banheiro e tomou um banho quente. Ela se perguntou se era verdade. No fundo sabia que era real, mas parecia tão distante. Terminando o banho, ela se enrolou na toalha, foi para o quarto e se deitou ainda molhada na cama.

O dia tinha sido longo. Mesmo que por um instante tivesse gostado de ter passado ao ar livre e com seus pais, parte de sua mente ainda estava em dúvida. Tantas coisas aconteceram em tão pouco tempo. Bastou um sonho para que tudo se transformasse. Aquilo parecia tão injusto.

Não demorou muito para que escutasse batidas na porta.

–- Laura! – Dizia uma voz feminina.

–- Oi?! – Seus olhos estavam arregalados e com os ouvidos atentos.

–- Eu queria falar com você. — — É rápido – Completou.

– Espera só um pouco. Eu ainda to de toalha!

– Ah então espero.

– Ta!

Ela correu, se vestido o mais ligeira que pode e por fim estava pronta com um vestido floral amarelo claro e pés descalços.

Abriu a porta. Violeta estava apoiada na parede de lado mexendo num tablete que ela tinha comprado à pouco tempo. Dava para perceber que ela tinha tomado banho bem quente, pois ela estava transpirando bastante o suficiente para mostrar placas molhadas na blusa azul.

Violeta se aproximou da porta onde Laura estava encostada.

– Posso entrar?

– Claro. A casa é sua – Sinalizou.

Violeta entrou e ficou observando a bagunça. O estado mais crítico estava a cama. Estava toda revirada, como se ela estivesse passado dias desarrumada.

O sol já se punha e o quarto estava escuro, só iluminado pela luz que vinha do banheiro. O ar deixava vestígios de um banho super quente tomado à pouco.

Violeta se sentou na cama enquanto Laura se recostava na cadeira branca da escrivaninha.

– Então diga o que você quer falar.

– Bom, o que eu fiquei feliz por você ter ido com a gente no parque e não ter feito nenhuma pirraça – Deu um breve sorriso mostrando felicidade.

– Ah, claro... pirraça. Então agora eu sou um bebê?! – Fez uma cara feia para Violeta a fazendo rir novamente.

– Você sempre será o meu bebê – Depositou um beijo em sua testa e saiu.

Depois de ficar sem ação, Laura sentiu seu estômago suplicar por comida. Que fome, pensou.

Sua sorte era que Violeta já estava encomendando pizza e do jeitinho que ela gostava: Frango com catupiry.

Laura terminou de se arrumar o mais rápido que pode e desceu. Não perdeu tempo e foi para a sala de jantar onde encontrou Violeta terminando de arrumar a mesa e Marcus trazendo a pizza em uma das mãos.

A pizza estava uma delícia, porém a conversa estava péssima. Laura queria ir embora e deixar os dois falando sozinhos. Aquilo era irritante demais para ela: falar sobre ela mesma. Pra que ele queria saber sobre a vida dela?

Pelo que constava Marcus tinha sumido por mais de seis meses fora os anos que ficou fora e deixou ela e Violeta sozinhas naquele casarão.

–- O que foi, Laura? – Perguntou Marcus comendo um pedaço da pizza.

–- Nada – Tentou desviar, mas sua cara não enganava.

–- Fala minha filha. É melhor do que ficar escondendo e guardando pra si – Violeta olhou com carinho para Laura que pôs sua mão sobre a dela.

–- Deixa pra lá.

–- Tem certeza disso.

–- Tenho. Papai acabou de chegar. Eu não quero estragar tudo. – Falou em tom de deboche mexendo os ombros.

–- Bom, vou aproveitar e dizer que consegui comprar a casa. Provavelmente vamos nos mudar mês que vem.

–- O que?! A gente vai mudar? Desde quando? – O olhar que ela lançou poderia facilmente explodir uma casa. E a que talvez ela quisesse fazer isso era a qual futuramente iria morar.

No mesmo segundo Violeta trocou olhares com Marcus e preferiram ficar em silencio.

–- Me responde! – Quando viu que não iria conseguir nenhuma informação decidiu ir embora -- Acho que vou subir. Boa noite — Levantou-se da cadeira logo se retirando do local subindo as escadas.

Marcus já esperava essa reação da filha, contudo tinha esperança de que depois de um dia perfeito em família fosse amolecer seu coração. Eles só esperaram Laura terminar subir para poderem falar. Depois de ouvirem a batida de porta, em seguida a conversa surgiu:

–- O que faremos? – Olhou para ele séria.

–- Não sei. – Balançou a cabeça olhando fixamente para o prato.

–- Precisamos agir de pressa ou logo teremos problemas maiores. – Violeta disse num tom leve de desespero olhando firmemente para Marcus.

–- Sei disso. E também sei que não posso perder a minha filha. – Afirmou.

–- Ela já desconfia. Vejo isso no olhar dela, Marcus. Sua mãe já deve ter entregado tudo a ela. — Violeta não estava se aguentado, disparou -- Laura sabe mais do que aparenta saber. Ela não é mais tão inocente, aponto de esconder tudo e fazer as coisas por baixo dos panos.

–- Não posso perder tempo. Tenho que falar com ela. – levantou-se da mesa.

Em um movimento rápido Marcus sentiu sua mão ser tocada. Ao se virar para o lado viu um olhar triste e desesperado.

–- Fale com cuidado. Ela ainda é nossa filha. – Violeta suplicou segurando firme a mão de Marcus.

–- Claro, meu amor.

Marcus deu um leve aperto acariciando o delicado rosto de Violeta logo em seguida.

****

Laura estava em seu computador conversando com Amanda quando ouviu batidas na porta.

–- Pode abrir!

Não demorou muito para ver quem estava lá.

–- Estou entrando... – Marcus fechou a porta com cuidado e se sentou no pequeno sofá de madeira escura que tinha no quarto.

Um silêncio se espalhou entre os dois e o único barulho que se tinha era do teclado que não parava.

–- Esse teclado é chato. – Disse coçando a cabeça.

Laura fez de desentendida e continuou o que fazia, ignora-lo.

–- Não vai falar comigo? Estou aqui de quatro meses fora. – tentou descontrair.

–- São seis meses. – Corrigi-o secamente.

–- Tanto faz. – Deu de ombros -- Eu só quero ter uma conversa com a minha filha, sem que ela esteja o tempo todo no computador – Sinalizou -- Se me der atenção vai ser bem melhor.

Imediatamente Laura se virou furiosa, lançando um olhar mortal.

–- Se é atenção, estamos aqui. Porque pra mim também tanto faz – Ironizou.

–- Você não era assim.

–- Que pena, esqueci que você ficou fora por seis meses. Fora os dois anos sem notícias suas. Você perdeu bastante coisa.

–- Pera ai. – Esfregou a têmpora tentando colocar as coisas no lugar-- A sua apresentação. – Ele se lembrou de um grande fato que tinha se esquecido por completo.

–- Sim pai. A minha apresentação de dança que você me prometeu que ira.

–- Me desculpa, Laura. Eu esqueci. Ando trabalhando tanto ultimamente...

–- Esse é o problema. O seu trabalho. Agora já era. – Ela estava furiosa --

E não só isso, teve a minha formatura, os natais, e o meu aniversário de quinze anos!

–- Eu me esqueci. Da pra me perdoar? Eu queria ir. Eu queria estar lá, juro.

–- Queria mesmo? Você sempre se esquece de tudo. Eu já deveria estar acostumada. Só liga pro seu trabalho. Você nunca me contou nada sobre ele. Simplesmente só some do nada e aparece messes depois.

–- Eu não me lembro de você me dar o convite. – Tentou desviar.

–- Nem precisava. Você deveria saber pelo menos que dia é o meu aniversário. Eu te dei a quase um ano de antecedência o convite. Eu trabalhei duro pra aquilo. E você nem viu. Não estava lá quando eu mais precisava de você – Laura sentiu as primeira lágrimas escorrerem pelo seu rosto fazendo com que Marcus se sentisse mal. – E agora diz que vamos mudar.

–- Eu não sei que dizer.

–- Não precisa dizer nada.

Voltou para o computador, contudo não resistiu e perguntou:

–- E desde quando você anda planejando essa mudança?

–- Pra ser franco, há muito tempo... e você pode ficar tranquila porque isso quer dizer que ficaremos juntos. Nós três. Como uma família.

–- Não acredito – Disse baixo -- E quando vai acontecer? – Ele olhou confuso – A mudança?

–- Em breve, mas vou dar um tempo pra vocês duas se ajeitarem.

Sua cara ainda estava feia, mas logo Marcus completou.

–- Laura, essa mudança é necessária. Quando for a hora certa, eu te contarei tudo. – Levantou-se e depositou um breve beijo na testa da filha que ainda encarava o computador séria.

Não deu tempo de falar mais nada quando viu ele já tinha saído e ela tinha ficado sozinha em seu quarto, tendo de consolo somente seu diário e sua cama.

Notas finais
Quanto tempo!!!!!! Sim, já faz um tempão que eu não escrevo, mas é pq eu to cheia de coisa pra fazer e fica complicado atualizar sempre. Espero que eu continue a história e não desista dela kkkkkkkk. To esperando os comentário. bjusssssssss