Notas iniciais
Demorou mas saiu, espero que gostem boa leitura bjos.

Anna

A sensação de acordar todos os dias nos braços de John, me trazia uma sensação indescritível. Os dias foram passando, minha felicidade parecia não ter fim. Estávamos juntos e meus filhos estavam comigo novamente. Olhei para o relógio e percebi que se não levantasse me atrasaria, mas logo me lembrei que meu chefe ainda dormia em minha cama. Soltei um sorriso ao me lembrar disso. Há duas semanas nossa desastrosa miniférias em família havia terminado, apesar de ter me aproximado de Charlotte e da mãe de John. Meu saldo final não foi nada bom, acabei trincando duas costelas, uma luxação no braço e um arranhão no rosto. Assim que chegamos John me convenceu a voltar a trabalhar com ele como sua designer.

Ele estava com o rosto acomodado em meu pescoço, dormia como uma criança. Massageei seu cabelo, era lindo o contraste de seus cabelos negros em meio a meus dedos, ele soltou um pequeno grunhido, revelando que o havia acordado. Senti pequenos beijos sendo distribuídos em meu pescoço. Sorri com as pequenas cocegas. Ele levantou o rosto.

— Bom dia, meu doce. – Ele selou nossos lábios.

— Bom dia – Levei minha mão a seu rosto, acariciando-o. – Eu te amo.

Ele selou nossos lábios de novo.

— Eu. Também. Te. Amo. – Ele disse cada palavra soltando um beijo em meus lábios. – Acho que temos que levantar ou vamos nos atrasar.

— Bom, ajudaria se fosse saísse de cima de mim, o que acha? – Ele riu e se levantou.

Eu fiz o mesmo. Tomei um banho e vesti uma saia godê preta e uma blusa colada amarela. Descemos, tomamos café junto as crianças e fomos para o trabalho. Trabalhar ao lado de John era um desafio tento em vista que ele ficava maravilhoso de terno e gravata.

Estava em minha sala, desenhando um croqui de um novo cenário, quando Elise bateu em minha porta.

— Oi! – Ela me cumprimentou em um belo sorriso no rosto.

— Como vai? – Respondi

— Fico feliz que esteja de volta, John tem um ar mais agradável com você aqui.

— Obrigada! – Eu não havia reparado nisso. Nossas salas eram separadas por duas paredes de vidro e um corredor, mas eu ainda podia vê-lo e realmente ele tinha um sorriso em seu rosto sempre que eu o olhava. – Eu também senti falta de tudo isso.

Ela me deu um sorriso largo e saiu. Observar como minha vida tinha mudado de deixava impressionada. Foi tudo tão rápido! Mas ao mesmo tempo minha mente me levava de volta aquele apartamento, algo dentro de mim me deixava com medo e me assustava, mas minha grande pergunta era: porque eu teria medo? Algo me dizia que alguma coisa aconteceu naquela noite, algo importante que eu não lembro. Eu queria lembrar. Deus! Como eu queria!

...

Eu estava terminando de me vestir enquanto John estava tirando a gravata. Ainda bem que eu iria tirar a tipoia e o gesso em dois dias porque definitivamente era horrível usar apenas uma das mãos.

— Sabe, ontem à noite eu tive um sonho estranho – John desabotoava a manga da camisa.

— Estranho? Estranho como? – Eu sentei em minha penteadeira e me virei em sua direção.

— Sonhei com uma mulher gravida. Mas não era uma mulher que eu conheço.

— Dizia minha avó que quando sonhamos com mulheres grávidas significa que um bebê está a caminho. – Me voltei ao espelho e comecei a pentear os cabelos.

— Se sua avó estiver certa, eu espero que o bebê que esteja a caminho seja de Charlotte. Acho que ser mãe faria bem a ela. A tornaria uma mulher diferente.

— Mas minha avó dizia que um bebê estaria a caminho e não que já teria chegado. – Solto uma risada leve, mas logo me lembro que eu não devia dizer que eu sabia da gravidez de Charlotte. Cubro minha boca assim que percebo que falei demais.

— Como assim, já chegou? Charlotte está gravida? – Aí, Anna porque você falou isso, hein? – Me volto para ele e afirmo com a cabeça sem dizer uma só palavra. – Como sabe disso? Charlotte te contou? – Afirmo novamente com a cabeça – Porque ela contou a você? Ela não te suporta, não entendi.

— Eu não sei.... Talvez porque eu já fui mãe. E ela pensou que eu a compreenderia melhor. Eu não faço ideia. – John me encarava com desconfiança, comecei a morder os lábios. Não poderia dizer que Charlotte me contou por culpa de eu ter caído do cavalo. John não entenderia.

— Anna, não minta para mim. Apesar de nossa separação, ficamos juntos por anos. Sei muito bem que quando menti começa a morder os lábios e fica desviando o olhar. Então, por favor, me diga a verdade.

Eu odeio o fato de John me conhecer tão bem.

— Charlotte me contou da gravidez quando me disse que estava arrependida pelo meu acidente com o cavalo.

— Mas porque ela estava arrependida? Anna, ela teve alguma coisa haver com sua queda do cavalo? – John não vai ficar nada feliz em saber que eu escondi tudo dele.

— Ela disse que eu deveria montar o Damon, porque ele além de já estar selado era um dos mais calmos que havia no haras. Ela disse que não queria que eu me machucasse, era apenas para me assustar.

— Apenas para assustar? Anna, ela tentou te matar! – Seu tom de voz aumentou – Porque não me disse isso antes?

Ele se levantou e agora me olhava fixamente.

— Para você não agir assim! John, ela é uma criança no corpo de uma mulher. Ela não amadureceu e ainda sente ciúmes do irmão favorito.

— Anna, Charlotte passou por coisas horríveis, mas isso não dá o direito de ela tentar te matar. – Ele coloca ênfase na última palavra.

— John, eu passei pelas mesmas coisas que ela. Eu sei como é se sentir usada, suja. Ser tocada por alguém que você não permitiu. – Meus olhos se enchem de lágrimas sem que eu pudesse controlar – Eu sei como é a dor, o medo de contar para as pessoas e elas não entenderem. Eu sei.

As lágrimas caem e eu me afundo no choro, lembrar de tudo aquilo ainda me doí muito. John se aproxima e me abraça forte. Apesar de todos os erros, eu sinto que ele é meu porto seguro.

— Me desculpe, não queria faze-la lembrar de tudo aquilo de novo. Me perdoe. – Ele beija minha testa e me acalma.

— Só me prometa uma coisa. Você não vai questionar Charlotte de maneira nenhuma sobre o acidente. Você foi o único em quem ela pode confiar depois do que houve e eu não quero que isso acabe entre vocês.

— Mas Anna...

— John, me prometa...

— Eu prometo – ele me dá mais um beijo na testa.

— Agora, vai tomar um banho porque você esta fedendo. – Dou uma leve risada enquanto seco as lagrimas, apesar disso ser uma completa mentira porque mesmo depois de um dia inteiro ele ainda cheirava a perfume, aliás, um perfume que me inebriava.

— É mesmo? – Ele me joga na cama de uma maneira cuidadosa devido ao meu braço. – Então você vai odiar se eu fizer isso?

Ele me beija de maneira fervorosa, sua boca ligada à minha como se fosse mais do que um beijo. Sua língua quente encontra a minha de maneira provocativa decifrando cada centímetro. Ele para subitamente, me deixando sedenta por mais.

— Agora eu vou tomar banho. – Eu o encaro frustrada. E ele me manda um sorriso divertido. Me dá um selinho e se levanta. Tirando a camisa se encaminha ao banheiro e eu olho mordendo os lábios e me deliciando com a imagem do seu belo corpo forte e esguio.

...

Durante o jantar, John me avisa que teremos uma festa de grandes empresários na próxima noite. Não gostei muito da ideia tento em vista que eu ainda estarei com o gesso. Mas irei acompanhá-lo com muito prazer.

Durante a noite, meu sono é constantemente perturbado por sonhos sem nexos que eu suspeito ser daquela noite em que eu tive uma “crise alérgica”, neles eu estou sempre em um local escuro, vejo seringas espalhadas em uma mesa e um vaso com uma flor branca no meio da mesma mesa. Não tem sentido nesse sonho e isso me deixa frustrada. É perturbador não se lembrar de algo, ainda mais algo tão importante como minha “quase morte”.

...

O dia passa voando e assim que chegamos em casa começamos a nos arrumar para o tão fabuloso jantar. Não me sinto feliz indo com um braço engessado, esses locais geralmente são cheios de fotógrafos para suas infames reportagens do dia seguinte e eu estarei estampada como a engessada da noite. Mas reverterei tudo usando um belo vestido, encomendei de uma grande amiga estilista ela disse que com esse vestido ninguém ia reparar em um braço, é tudo que eu espero.

Tomo meu banho e começo a arrumar o cabelo, prendo-o em um coque solto. Faço uma maquiagem leve sem nada muito marcante e coloco meu vestido. Preto De mangas até os cotovelos e com uma saia em paetê preto. Definitivamente, o vestido é lindo.

http://www.zimbio.com/pictures/fQBaCoc8Wag/BAFTA+Los+Angeles+2010+Britannia+Awards+Red/UPvCEVlnpHb/Olivia+Wilde

John sai do banho e exala sua fragrância por todo o quarto. Termino dando uma pequena borrifava de meu perfume favorito em meu pescoço. Enquanto coloco os brincos, John enfia sua cabeça em meu pescoço depositando ali inúmeros beijinhos.

— Você esta deslumbrante. – O ar quente que sai de sua boca me faz cocegas e contraio durante sua fala. – Linda e cheirosa. – Sussurra mais uma vez e vai se vestir.

Ele coloca um smoking azul marinho com uma gravata vinho listrada, ele está absolutamente lindo. Ele passa uma pequena borrifada de seu perfume e me encara.

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— Vamos? – Me pego o encarando demais e começo a pensar em como nós dois somos felizes juntos, eu o amo mais do que tudo no mundo.

— Vou colocar o sapato – pego um scarpin preto e o coloco rapidamente. Me volto a John que me oferece o braço. – Vamos

Descemos as escadas e recebo aplausos de Jaime e Hannah.

— Mamãe você está maravilhosa. – Jaime me manda um beijo.

— Ahh meu lindo, obrigada. – Vou até ele e beijo sua testa. Dou um beijo em Hannah e John faz o mesmo. – Vocês vão ficar bem sozinhos?

— Claro que vamos, se Jaime me irritar muito eu o coloco no forno para ver se ele é gostoso assado. – Hannah brinca e ninguém deixa de soltar uma risada.

— Tudo bem então, tchau para vocês dois e juízo – John dá um beijo em Jaime e saímos.

...

Antes do jantar John se encontra com um amigo de negócios e eu fico de braços dados a ele, mas observando todo o salão. É quando algo me chama a atenção, um homem em especial. Ele me nota assim que eu o encaro, e me direciona um lindo sorriso que eu nunca ia me esquecer.

http://www.celebitchy.com/343181/hot_guys_of_the_peoples_choice_awards_who_would_you_rather-2/wenn20968396/ (homem misterioso)

Me solto do braço de John e vou em sua direção. Sinto que os olhares de John se voltam a mim em curiosidade para onde estou indo.

— Will? – Quase não consigo acreditar.

— Anna! – Ele me abraça forte. – Deus! A última vez que nos vimos você tinha acabado de entrar na faculdade e olha só você agora. – Will segura minha mão e me roda – E o que houve com seu braço?

— E você Will? Olha só! Um homem feito. – Olho para meu braço – Isso aqui? Apenas um pequeno acidente com um cavalo, mas amanhã mesmo eu tiro o gesso.

— Que bom que não foi nada grave – Sinto a mão de John se apossar de minha cintura seu olhar vai de mim a Will, como se analisasse a situação.

— John, esse é Will. Will, esse é John, meu marido.

John estende a mão a Will que retribui o gesto e com um sorriso no rosto.

— É um grande prazer, Will.

— O prazer é todo meu John.

— Will é um grande amigo de infância, nós crescemos juntos em Chicago. Há anos que não o vejo. Aliás o que faz aqui?

— Eu sou dono de uma empreiteira em Vancouver e fui convidado já que ganhei um prêmio esse ano pela maior construção arquitetônica do Canada. E também porque aqui estão reunidos os maiores empresários de toda américa. E eu estou incluído.

— Uau, quem diria? O garotinho que não queria saber de nada, hoje um dos maiores empresários da américa.

— Você não deve estar longe já que também está aqui. Você sempre foi uma mulher muito promissora.

— Na verdade, estou aqui acompanhando John. Ele tem um agencia de publicidade aqui em nova York.

— Mas, deixarei claro que quem me apoiou até o fim e me deu muitas ideias para abrir a agencia foi Anna e se hoje sou bem-sucedido é tudo graças a ela. – Ouvir isso de John me deixa maravilhada, ele sempre dizia que eu o havia ajudado a crescer com minhas ideias, mas não imaginava que ele dissesse algo assim para mim.

— Obrigada, meu amor. – Dou um pequeno beijo em seus lábios.

— É John, Anna é uma mulher muito criativa e engenhosa, ela leva qualquer um que estiver ao seu lado ao sucesso. Tem sorte de tê-la conquistado.

— Eu agradeço todos os dias por ter sido o homem escolhido por ela, por que ela é a mulher perfeita. Forte, destemida e sempre dona de si. E eu a amo.

Acaricio sua bochecha, a muitos anos não ouvia ele dizer tantas coisas assim, ele sempre me dizia o quanto me achava bonita e outras coisas mais, mas me dizer como me ver por dentro é lindo.

— Vocês dois formam um belo casal. Anna, eu tenho que ir, mas aceita almoçar comigo amanhã para conversarmos e relembrar os velhos tempos?

— Eu adoraria, Will. – Seria muito prazeroso relembrar toda nossa infância.

— Ótimo, meu cartão. Me liga – Ele me dá uma ultimo abraço e vai embora depois de apertar a mão de John.

O jantar foi servido e logo depois fomos embora.

...

John

— Muito simpático, o seu amigo Will.

— Ah! Ele é sim. Eu havia perdido o contato com ele desde a faculdade, nós crescemos juntos. Imagina duas crianças aprontando por todos os lados, era eu e Will.

Me incomoda um pouco a maneira como ela fala dele e não pude deixar de me sentir estranho quando ela o abraçou. Anna nunca tinha me falado dele mesmo sendo um amigo de infância.

— Gostei dele. Vai mesmo almoçar com ele amanhã?

— John, não precisa ficar com ciúmes. Will e eu somos apenas amigos.

— Não estou com ciúmes, só que você nunca me disse nada sobre ele.

— Como eu disse eu perdi o contato com ele. – Perdeu o contato? Mesmo assim podia ter contado que ela e ele saiam por aí se divertindo quando crianças. – E outra se eu estou com você, eu nunca faria nada que te desrespeitasse de algum modo.

— Sei que não, Anna. – Eu confio plenamente em Anna, só não sei as intenções desse tal Will, que amigo elogia tanto uma amiga.

— E respondendo sua pergunta: sim, eu vou almoçar com Will.

— Tudo bem, então eu acho que vou jogar tennis com Dave.

Assim que estacionei o carro, Anna me deu um beijo quente, como se dissesse que não precisava se preocupar. Ela não disse uma só palavra até a subida até nosso apartamento.

Demos uma olhada nas crianças e do lado de fora do quarto de Hannah. Eu a encostei na parede e a beijei furiosamente. Subi minha mão por sua coxa e subi seu vestido junto, a levantei em meu colo e com suas costas apoiada na parede, ela cruzou as pernas em minha cintura o máximo que o vestido permitiu, sussurrei em seu ouvido.

— Melhores amigos não podem fazer isso, mas eu posso.

Senti suas mãos agarrarem meu pescoço. Ela se soltou de mim.

— Que ótimo que você não é meu melhor amigo.

E me puxou pela gravata. Com Anna ainda em meu colo a levei para o nosso quarto.

Notas finais
E ai gostaram?? deixem seus comentários com a sua opinião sobre o capítulo. bjão